05 agosto 2005

Hirochima e Nagasaki: foram há 60 anos

Image hosted by Photobucket.comImage hosted by Photobucket.com
© imagens cedidas pelo Museu Memorial da Paz de Hiroshima ao Globo Online

Há 60 anos foi assim.
Um bombardeiro B-29, Enola Gay, despejava sobre Hirochima, às 9,12 horas do dia 6 de Agosto de 1945, a “Little Boy”, uma bomba de urânia de 4 toneladas, mas com uma potência de cerca de 12,5 toneladas de dinamite.
Não vou entrar no seio daqueles que, sistematicamente, acusam os aliados, no caso os EUA, de terem feito um genocídio gratuito ao utilizar a mais letal das arma alguma vez criada e usada pelo homem.
Na altura, estava em causa uma guerra provocada pela afirmação de uma estúpida fome de poder germano-nipónico. Uma guerra cujo fim estava longe de se atingir e as vítimas (militares e, principalmente, civis) continuavam a crescer assustadoramente.
Também não devo esquecer que a então URSS já estava em vias de ter a sua própria arma e com vontade de a usar, o que levou a precipitação do ensaio real do Projecto Manhattan.
Mas, igualmente, não posso concordar que se continue a correr para o aperfeiçoamento das mais mortíferas armas modernas, não tirando as ilações que a História nos fez o favor de disponibilizar.
3 dias depois, seria Nagasaki, desta feita através de uma bomba de plutónio, a "Fat Man" de potência similar.

3 comentários:

Tânia disse...

No início de agosto a TV Globo vem fazendo uma série de matérias sobre Hirochima e Nagasaki.
Consegui me surpreender, mais uma vez, com as imagens que vi.
O que restou das pessoas que estavam nas ruas. Restou a sombra. Desintegram-se.
É impossível não se comover com a dor dessa brutalidade.
E o que dói mais é ver aqueles que presenciaram tudo e sobreviveram.
Hoje existem vários hospitais que além de hospitais passaram a ser a moradia daqueles sofreram os horrores e foram abandonados pelas famílias. E daqueles que perderam as famílias.
A sede pelo poder não tem limites.
A vida passa a não ter sentido.
Deixo aqui um poema carregado de dor que nos faz refletir:

Rosa de Hiroshima
Vinicius de Moraes

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada...

Anónimo disse...

Diante desse evento, só tenho uma coisa a declarar o mundo seria muito melho, se fosse um planeta que todos os habitante concordase em ser um mundo socialista.O capitalismo é uma merda...

Elione Barreto disse...

É uma dor que o mundo jamais irá esquecer. E ainda os americanos falam de terroristas, como se o ato deles não fosse também um terror.Claro que não quero justificar qualquer ato à uma comparação todos são brutais contra a vida na terra.

Elione BT