17 outubro 2005

Moçambique Novo, O Enigma

Há dias tive o prazer de receber das mãos do próprio autor, Delmar Maia Gonçalves, este livro de poemas* que canta os seus problemas pessoais sem esquecer a sua principal raiz: Ser um Homem de Moçambique.
E nesta colectânea de poemas seus uma vertente é fortemente abordada: a questão da mesticidade.
Tudo isto vem ao sabor de uma questão que se levantou no último artigo que escrevi para o Angonotícias: a da angolanidade e quem é ou pode clamar de Angolano.
Por causa disso tomo a liberdade de "roubar" um dos poemas de Delmar Gonçalves sob o título "Mestiçagem".

MESTIÇAGEM

Somos resultado de uma adição.
Quando subtraímos esquecemo-nos
que antes houve uma adição.

Não nos podemos dividir mais,
porque somos o resultado
da multiplicação
que resulta em humanidade.

Feitas as contas
a adição só enriquece
não empobrece.

* edição Editorial Minerva, Junho de 2005 (prefácio de Paula Ferraz)

5 comentários:

Carlos Gil disse...

O Delmar é uma jóia de moço, e a sua Poesia escreve-se mesmo assim: sentida, e com letra da Grande.
Abraço aos dois.

Carlos Gil disse...

E, esqueço-me...: um beijinho à Paula

Jorge Alves disse...

Obrigado por ter comentado no meu blog. Tenho visitado este seu canto e tenho que lhe dar os parabéns pois está espectacular! Continue assim. Cumprimentos.

veranovo disse...

O mestiço é a balança que equilibra e aproxima as diferenças entre dois povos com culturas diferentes. É o resultado de uma simbiose necessaria à evolução.

sueñosdelmar disse...

Um agradecimento especial pelos comentários, aproveitando para dizer que acredito no futuro.
Um futuro que vislumbro sem fronteiras. É esse o meu ideal.


Delmar Maia Gonçalves