05 fevereiro 2006

In Memoriam de José Craveirinha

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(O poeta onde gostava de estar; entre a sua gente de Mafalala;
a casa onde o poeta viveu há 50 anos, hoje em ruínas.)

Amanhã, dia 6 de Fevereiro, cumprir-se-ão 3 anos que o poeta, e laureado Prémio Camões, José Craveirinha faleceu.
A efeméride será lembrada por um grupo de moçambicanos, coordenados pelo seu sobrinho João Craveirinha que vai levar a efeito, no Auditório do Instituto Camões, amanhã, às 18,00 horas, um sarau cultural de homenagem ao grande poeta moçambicano (desnecessário ir ao sítio porque não há nada lá – sem comentários).
Esse sarau, com ligeiras alterações, irá ser também apresentado na Casa de Angola, no próximo dia 10, e também pelas 18,00; realce-se que neste sarau será lido um poema de Craveirinha dedicado ao povo angolano nas pessoas de Pepetela, António Jacinto, Mitó, entre outros.

De notar que ambos os eventos têm entrada livre.

8 comentários:

ELCAlmeida disse...

O bairro é de Mafalala e não como está escrito. Todavia problemas no Blogger que não entendo - e só acontece com o Pululu; parece-me que vou ter de abrir um novo Pululu já que com o Malambas não o acontece - impedem-me, por vezes, de confirmar os posts colocados. Este está feito e colocado desde as 3 (TRÊS) HORAS. e só agora consegui confirmá-lo.
As minhas desculpas aos moçambicanos e aos moradores do Bairro da MAfalala.
Kandando
Eugénio Almeida

planaltobie disse...

Civilização

Antigamente
(antes de Cristo)
os homens erguiam estádios e templos
e morriam na arena como cães.

Agora...
Também já constroem Cadillacs.

José Craveirinha

PCosta

Anónimo disse...

A legenda dessa foto do Poeta José Craveirinha apontando para um barraco, seria:

Mafalala em 2001 – casa do Poeta há 50 anos (hoje em ruínas para onde o Poeta aponta)... nessa casa de madeira e zinco, como se dizia na terra (em Portugal barraca), viveu e escreveu alguns dos seus poemas de revolta e textos jornalísticos polémicos da década de 1950 na capital colonial LM - Lço Marques e muitas vezes dela foi levado pela Pi (Pide). Joaquim Chissano e Pascoal Mocumbi ainda estudantes viviam a cerca de 50 metros do local e Samora Machel a cerca de 100 metros. O pintor Malangatana vivia no fundo dessa rua e Eusébio futebolista, idem, com seu pai angolano (de Malange) e mãe moçambicana e demais irmãos.
Por hoje é tudo!
JC

Anónimo disse...

Este blog está muito bem concebido, parabéns!

Anónimo disse...

www.portugalalive.blogspot.com

el guardiam disse...

olá! gostei muito do blog, parabéns. Espero que isto se torna uma troca saudável de visitas.

Anónimo disse...

olà, eu tambem gostei muito dessa homenagem para Craveirinha. Sou uma estudante italiana de literatura lusofona e vou escrever um ensaio de comparaçao entre Craveirinha e Agostinho Neto, entao... obrigada por o seu trabalho.

Costanza

jroldao disse...

Entre muitos lindos poemas do Mestre, um dos ultimos chama-se:
"Auto Retrato"
E comeca assim:
"Infimo gajo desajoelhado no que valho"
Nao sei mais e adoraria ver aqui publicado, alguem ajuda?