28 fevereiro 2006

O detergente que lava melhor

Como ainda estamos no Carnaval de certo que ninguém leva a mal, este desenho que recebi via e-mail, mas com outras palavras:

O poder e a força de um conhecido Detergente líquido:


Nada como ele, para tirar todo o encardido

24 fevereiro 2006

Não levemos a mal...


... é Carnaval.
Vamos supor - deixem-me sonhar - que todos os problemas que vão ocorrer nesta próxima semana mais não são que partidas de Carnaval.
Por esse facto, eu também vou descansar no Carnaval. Que até à minha volta só haja partidinhas de Carnaval.
Boas férias, quem for de férias, boas batalhas carnavalescas quem o Carnaval brincar.

ADENDA DESPORTURALISTA:
E se alguém no Domingo me disser que o Benfica não ganhou ao Porto, na Luz, eu não vou acreditar. Só poderá ser partida de Carnaval.

23 fevereiro 2006

Maputo treme sob forte sismo

A capital de Moçambique foi atingida, esta noite, por um sismo com magnitude de 7,5 na escala aberta de Richter.
Durante cerca de três minutos o tremor de terra foi sentido em diversas zonas do país, com maior incidência em Maputo.
O sismo terá ocorrido por volta das 00;20 horas, a cerca de 530 quilómetros a norte de Maputo e a 225 quilómetros a sudoeste da Beira. O hipocentro do sismo foi situado a 10 quilómetros de profundidade sob a superfície terrestre, a 140 milhas a sudoeste da Beira.
Infelizmente - ou, felizmente, tendo em consideração a magnitude do sismo - causou 2 mortos e 28 feridos.
Felizmente, o sismo não provocou derrocadas de edifícios nem danos visíveis nas principais ruas da cidade de Maputo ou nas outras regiões atongidas.
Numa primeira análise a hipótese de tsumani foi posta de parte.
Além de Maputo e da Beira, o abalo foi sentido em zonas tão diversas como Durban, na África do Sul, e Harare, Zimbabué. Estranho não haver notícias da costa malgache.
Mas o que se estará a passar no Globo terrestre para, ultimamente, se fazer sentir sismos em locais e zonas pouco – ou nada – habituais em abalos telúricos?

ADENDA:
Entretanto consegui, ao longo do dia, contactar um grande amigo de Maputo, mais precisamente da Matola, que entre as poucas coisas que me conseguiu transmitir - e qual delas a mais preocupante - houve uma que, realmente, ressaltou e que nos deixa a pensar: "(...) O meu grande susto surgiu quando soube de uma replica de 7.5 da escala de Richer, registada a cerca de 400Km do Cabo da Boa Esperanca, sul de Mocambique.400Km do Cabo, significa ponto onde o Indico e o Atlantico medem forcas entre si. Sorte nossa foi que a Mãe natureza escolheu uma muito pequena ilha deserta, como epicentro. Se tivesse descarregado cerca de 1Km a norte ou a sul da pequena ilha, poderiamos estar perante novo fenómeno Tsunami que arrasaria todo canal de Mocambique.(...)". Uff!!!

22 fevereiro 2006

Cabinda a caminho do sossego?

De acordo com as notícias mais recentes, Luanda e representantes do Fórum Cabindês para o Diálogo, apesar de vozes e atitudes contrárias, têm conversado para levar a Paz à província de Cabinda.
A base das conversações está num documento com seis anexos, o memorando de entendimento para paz e reconciliação no enclave, apresentado pelo Governo Angolano ao Fórum nos princípios deste mês. Antes do início das conversas entre as duas partes, o memorando foi apresentado às partes cabindenses que as analisaram no Nokoto-likanda, algo a que chamaríamos de parlamento tradicional.
Nos encontros até agora ocorridos não parece estar excluído que o enclave venha a gozar de um estatuto especial. Na convicção do porta-voz do Fórum as negociações têm decorrido sob boa-fé por parte de ambas as partes.
Apesar de haver que deseja para Cabinda uma autonomia plena – leia-se, independência – continuo a defender para o território um estatuto de autonomia incorporada; ou seja, uma autonomia política, social e económica, sob a tutela governativa (defesa e relações externas) de Luanda.
Reparem que não falo em estatuto “Estado”, nem tão-pouco numa região autónoma como o Príncipe ou a Madeira ou os Açores ou as Canárias ou numa região autónoma associada como Puerto Rico; mas, tão só, num estatuto de “Autonomia”.

Depu-pugilismo ou deputagilismo

Acabei de ler este pequeno mimo relativo a uma sessão parlamentar guineense:
Uma azeda troca palavras entre dois deputados, que resultou em pugilato, levou hoje à suspensão dos trabalhos do parlamento guineense, quando a assembleia se preparava para votar o agendamento do programa do governo.
A briga envolveu os deputados Alberto Baldé, do Partido da Renovação Social (PRS) e Botché Candé, independente, mas eleito pela mesma formação política, fundada por Kumba Ialá.
Os dois parlamentares desentenderam-se e a cena só não foi mais longe devido à pronta intervenção dos colegas, na sequência de acusações de traição entre ambos.
Segundo Botché Candé, que foi ministro do Comércio e Conselheiro para os Assuntos Religiosos de Kumba Ialá, o colega de bancada Alberto Baldé faltou à palavra sobre o combinado entre ambos no tocante ao apoio ao programa do actual governo.
(…) Na sequência da cena entre Botché Candé e Alberto Baldé, ambos eleitos na região de Bafatá nas legislativas de 2004, vários deputados abandonaram o hemiciclo.
Uma brigada da polícia de intervenção rápida foi chamada, mas não chegou a entrar no hemiciclo
(…)”.
A Guiné-Bissau entrou, definitivamente, no seio das democracias super-avançadas.
Antes era na Itália, depois na Coreia e, agora, temos a Guiné-Bissau.
Não há dúvidas que o depu-pugilismo – ou será, deputagilismo – entrou na senda da Globalização.
Senhores, a imitar, que seja por razões válidas. Discutir quem traiu quem e por causa do quê só desmotiva o eleitorado.
E ainda por cima, para aprovarem um Governo que não saiu da vontade popular mas da vontade, intrínseca, de um presidente que quis “limpar a sua honra” presidencial.

Foi há quatro anos...

(c) foto de Notícias Lusófonas
"Não gosto – e nem é meu hábito – celebrar ou comemorar a morte de alguém, principalmente se esta teve contornos violentos como foi a de Jonas Malheiro Savimbi, líder e fundador da UNITA. Não gosto, não é o meu hábito, e, uma vez mais, não vou alterar a minha postura até porque, em vida, apesar de, ultimamente, não concordar com alguma da sua postura e das atitudes mais belicistas da UNITA, mereceu sempre o meu respeito pessoal.
Todavia não posso, nem quero, deixar passar em claro esta data dado que, quer queiramos, quer não, muito contribuiu para a abertura do caminho que nos leva à PAZ."
Há quatro anos morria de forma inglória e nunca cabalmente esclarecida o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, líder e fundador da UNITA.
Face a esta data e ao que representa - para bem e, ou, para o mal - o Notícias Lusófonas dedica-lhe a sua Manchete; e na linha de outros eventos - o NL está a começar a habituar-me muito mal - convidou-me a escrever um artigo de opinião sobre o assunto.
O artigo, em questão e cujo um trecho acima coloco, foi publicado sob o título "Já se passaram quatro anos...".
Ainda sobre este data proponho-vos uma leitura atenta à entrevista de Joffre Justino (que, de perto, conviveu com o mais-velho) e os artigos de opinião de Orlando Castro e Jorge Eurico.

21 fevereiro 2006

“Muiji Uami”

Oficialmente, este CD, de Gija, foi lançado no passado dia 4 de Fevereiro, na Casa de Angola, com a exposição de pintura “Cinco Mulheres, Cinco Pintoras”.
Por razões pessoais só hoje me foi possível ouvi-lo na íntegra.
Um mimo esta obra discográfica que o autor fez o favor e mo presentear no seu lançamento.
Permitam-me aconselhá-los a comprá-lo.
Caso tenham dificuldades em o obter – já me disseram que em alguns locais está esgotado – podem sempre contactar o artista através do http://www.gija.artistaspt.com/.
São 9 canções angolanas, ou de raiz angolana, algumas do próprio autor, que merecem ser ouvidas e dançadas.

Dia Internacional da Língua Materna

Hoje é o Dia Internacional da Língua Materna.
Sendo a minha, a portuguesa, a 6ª mais falada do Mundo, a palavra portuguesa que mais gosto é "FALAR".
Falando a gente se entende, se compromete, se pacifica, se ama.
Falemos então, por via oral ou escrita.
Mas falemos.

20 fevereiro 2006

Lá de fora é que é bom…

© retirado do Canal Voz (o mesmo problema da Xunta de Galicia)

De acordo com um artigo do Notícias Lusófonas, o governo português decidiu incrementar uma política velha de 2 anos (o programa “Damião Góis” desenvolvida no governo de Durão Barroso) para fazer retornar os “cérebros” que emigraram por falta de oportunidades no seu país de origem ou de formação.
De acordo com JoãoSentieiro, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia que gere este programa, o mesmo foi um autêntico fracasso.
Sobre este assunto, Orlando Castro, com a sua proverbial veia humorística e acutilante analisa e pergunta se o que está em causa não será mais falta de competência… mas a dos políticos que fomentam e aprovem leis iníquas e sem qualquer meio de subsistirem, como foi o caso desta.
É que de acordo com o Sentieiro a lei quando foi criada não teve em conta os enquadramentos essenciais para a concepção correcta do programa. Daí estar totalmente inoperacional e precisar de uma nova (re)criação.
Mas Orlando Castro vai mais longe na sua análise; pergunta o que está a acontecer com os que se licenciaram em Portugal e que, uma grande maioria, estão a tentar “sobreviver como empregados de balcão, taxistas, guias etc.. Outros nem isso arranjam. Não seria, pelo menos paralelamente, de criar algo que permitisse que muitos destes não tenham de abandonar o país?
Ou será que têm da ir embora para que lhes seja reconhecido mérito?

Sobre esta pergunta, permitam-me contar uma pequena estória pessoal. Um autor gosta de ver as suas obras, mais que compradas, lidas pelo maior número de pessoas. E se nesse número estiverem leitores estrangeiros, melhor ainda. Daí que tenha perguntado a uma pessoa amiga, com obras editadas no Brasil e Moçambique, o que deveria fazer. A resposta não poderia ser mais curta e incisiva.
Meu caro! Traduz as tuas obras, contrata com a Amazom.com e vais ver que daqui a dias tens “n” editoras e cronistas a perguntarem por ti e a falarem nos teus livros: Ainda não percebeste que o que é publicado lá fora é que é bom; mesmo que nada valha?”
Simples, directo, incisivo.
Ou seja, o luso-provicianismo de “de lá de fora é que é vale”.
Daí que não surpreenda que muitos licenciados emigrem. Ah! Notem que isto não é só válido com portugueses. Quantos afro-lusófonos recusam voltar aos seus países porque não lhes dão condições dignas desse nome para singrarem e ajudarem os seus países a se tornarem maiores?

18 fevereiro 2006

Banco de angolano-português vira ibero-angolano

De acordo com o Semanário Angolense, o Banco Totta Angola, um banco de direito angolano, detido em partes iguais pelo português(?) Totta-Santander e por angolanos viu a parte lusa do seu capital dividido por duas entidades ibéricas e que, por sinal, ambos estão, de certa forma, directa ou indirectamente, ligados ao poder de cada uma das suas capitais: a Caixa Geral de Depósitos (CGD), entidade bancária lusa, também com interesses em Espanha, e o espanhol Santander-Central-Hispano, detentor da maioria do capital do Totta-Santander (ou Santander-Totta ou, simplesmente e sem medos, Santander, o mesmo que está por detrás da OPA à PT (Portugal Telecom) também com interesses em Angola).
Não é interessante que duas entidades bancárias estreitamente ligadas aos dois poderes socialistas ibéricos, tenham dividido o capital da parte portuguesa entre si? E não é interessante os espanhóis que nunca estiveram desejosos de entrar no sistema bancário angolano tenham desferido esta estocada?
E já agora, sabem quem é um dos accionistas da Unitel, uma rede em forte expansão; ou da rede de dados Multitel ou da lista telefónica ELTA? E quem comprou há pouco tempo uma participação maioritária numa rede móvel do Congo Democrático? Ah! E já agora quem é um dos principais bancos da espanhola Telefónica?
Meras perguntas, simples questões!!!

Os cartunes da discórdia

edição nº 151, de 18 a 25 de Fevereiro de 2006

Já muita tinta decorreu desde que começaram os disparates sobre os cartoons (ou será cartunes, como já terá sido aprovado nas Academia de letras luso-brasileira) de Maomé ou a ele relacionados.
Desde a apologia do terror, pelo terror, atacando indiscriminadamente interesses ocidentais, ao apopléctico grito de “aqui d’el-rei” que a liberdade de expressão está ameaçada, muito se tem feito e muito se tem dito.
Não me parece que ambos tenham razão.
(…)

De facto, sob o título supra, foi publicado no semanário independente angolano “Semanário Angolense” , edição nº.151, o artigo acima de que vos deixo um pequeno trecho; pela primeira vez, que oficialmente tenha do facto conhecimento, um artigo de opinião meu foi publicado num jornal do meu país.
Espero que, agora, os caminhos estejam desbravados.
De notar que este artigo também pode ser lido no sítio do semanário português Frente Oeste, sob o título “Os cartunes da discórdia num Ocidente em pânico”.

17 fevereiro 2006

Casa de Angola, nova página

As alterações qualitativas que a nova Direcção e todos os órgãos sociais eleitos no último acto eleitoral para o triénio 2006/2008 desejavam implementar, começam a fazer sentir.
Entre as alterações já visíveis - porque há aquelas que só se sentem no futuro próximo - está a nova página da Casa de Angola.
Apesar de ainda estar em (re)construção, entrem e sintam a sensibilidade artística de José Manuel Tocha.

ADENDA: A SIC, no próximo dia 1 de Março, em Portugal, (penso que por volta das 6,30 ou 6,45 horas) e no dia 4 de Março, pela SIC-Internacional e por volta das 12,30 horas, transmitirá uma entrevista efectuada para o programa "Etnias" sob a excelente batuta de José Mussuaili. Participaram no programa o presidente da Casa de Angola, Gervásio Viana e o autor destas linhas.

A UNITA deve ponderar muito bem

A Unita ameaça sair do GURN e do Parlamento, em grande parte, devido à não substituição dos 16 deputados não efectivos que se encontram na Grande Casa dos Angolanos – ou pelo menos assim deveria ser – que é a Assembleia Nacional. Samakuva considera que a não aprovação pelo Parlamento da substituição dos referidos deputados por aquele órgão é uma clara intromissão na vida interna do partido.
Quando estamos quase a comemorar mais um aniversário da PAZ em Angola não me parece que seja uma boa política esta atitude de Samakuva, não concordando, por isso e em absoluto, com ela.
Mas, todavia, não posso deixar de concordar quer com Filomeno Lopes, da Frente para a Democracia (FpD), quando afirma ser impensável tanta burocracia para uma simples substituição de deputados – e ele relembra a ainda não substituição do assassinado Mfulupinga Victor, do PDP/ANA, – como concordo com Luís Araújo, num artigo de opinião publicado no Angonotícias que a saída da Unita dos dois órgãos não pode ser considerado como um acto militar, porque neste momento só existe forças armadas sob o domínio do Governo.
No entanto, não considero que seja um acto meramente pacífico. A saída da Unita daqueles dois órgãos institucionais seria um revés na evolução política do país levando, provavelmente, o país para uma instabilidade política sem precedentes cujos contornos serão difíceis de prever. Pensar que isto é uma forma de pressão para o MPLA voltar ao calendário eleitoral, não me parece crível; apesar de coligação, o poder está quase concentrado neste partido.
Mas não deixa de ser cada vez mais premente a realização de eleições.
Só posso desejar que o bom-senso retorne aos políticos angolanos e aos seus principais dirigentes.
Angola precisa; Angola merece-o mais do que nunca.

16 fevereiro 2006

Investimento em Angola?

O blogue “Desabafos angolanos” estampa hoje uma epístola proveniente dos EUA sobre o investimento em Angola e os obstáculos que decorrem dessa vontade.
De notar que este caso – e que abaixo deixo um cheirinho do mesmo, podendo aceder directamente ao blogue para o ler na íntegra – não surge para mim como um caso novo.
Há pouco tempo, em conversa com um ex-colega meu e professor universitário num Instituto público português, este assunto foi abordado devido a uma situação que se terá passado com ele. Uma empresa internacional, conceituada, ter-lhe-á solicitado uma acessória sobre quais, como e que condições para criar uma empresa, de raiz, em Angola.
Num seminário efectuado pelo governo angolano em Espanha a conclusão que chegaram foi que a melhor situação seria estarem quietos e procurarem outras demandas. O investimento em Angola parece continuar a ser tabu para os nossos governantes ou para as entidades que deveriam contribuir para o desenvolvimento do país.
Até lá vamos passando os olhos por este pormenor:
“[…]Estou consciente de todas as dificuldades que Angola ainda atravessa, da corrupção à burocracia, da fraca qualidade dos serviços de saúde aos perigos da criminalidade, do lixo na rua ao trânsito caótico nas ruas da capital, da fome ao analfabetismo. No entanto preparei-me mentalmente para “saltar” por cima de todas estas adversidades e de seguir em frente custe o que custar. Para mim será bem mais fácil do que para muitos Angolanos pois não só tenho hipóteses de passar ao lado de muitas destas adversidades, tenho também a sorte de ter uma rede onde cair em caso de “desastre”. Não acredito que seja necessário acabar com todos os males para que se comece a trabalhar e fazer algo de novo. [o autor e potencial investidor quer investir em Angola e começa a trabalhar nesse sentido, pensando que o facto de estar nos EUA e perto das principais localidades onde organizações de Angola estão sedeadas seria uma auto-estrada para esse fim; todavia…] Enganei-me redondamente. Três organizações contactei, três derrotas sofri. O
US-Angola Chamber of Commerce (não governamental) só está disposto a ajudar quem já é membro da organização. Como eu não sou ainda membro nem pretendo ser até que tenha o meu projecto em prática, logo o Chamber arranjou maneira de me “despachar”. A Representação Comercial de Angola nos EUA, não me despachou, mas de nada me adiantou. Estou ainda à espera de informações. Finalmente a ANIP, Agência Nacional para o Investimento Privado. Já lá vão dois telefonemas e um e-mail e de resposta nada. Isto tudo aqui nos EUA. O que consegui eu destas organizações até ao momento? ZERO.
Para ler o artigo, na íntegra, no Desabafos angolanos sob o título "Investir em Angola... obstáculos..."

Portugal e a nova lei da Nacionalidade

© foto Paulete Matos, retirado daqui
A Assembleia da República portuguesa irá, por certo, aprovar hoje a nova lei da Nacionalidade portuguesa que, entre outras coisas, concede a nacionalidade a netos de imigrantes nascidos no estrangeiro, mas desde que os seus ascendentes não a tenham perdido, entretanto.
Mas o mais importante estará na nova forma de concessão da naturalidade aos filhos de emigrantes. Segundo a nova lei, os filhos de emigrantes nascidos em Portugal, pertencentes à terceira geração e desde que um dos progenitores já tenham nascido também em Portugal, acedem automaticamente à nacionalidade portuguesa; por sua vez, os nascidos em Portugal, da segunda geração, filhos de emigrantes e que estes estejam a residir em Portugal há, pelo menos, 5 anos, têm também direito à nacionalidade portuguesa.
Mas a nova lei não fica por aqui. Também as crianças, filhas de emigrantes, que tenham concluído o Ensino básico em Portugal, podem requerer a nacionalidade portuguesa.
Ou seja, o direito à nacionalidade continua a não ser um bem adquirido pela nascença mas só, e tão só, quando as autoridades o assim desejarem conceder.
Até lá, muitas crianças nascidas em Portugal e que, por motivos políticos ou sociais, não foram registadas nos consulados ou embaixadas dos países de origem paternal – alguns países não têm, em Portugal, nem embaixadas nem consulados e alguns pais não estão em situação legal devido a pormenores de somenos – poderão continuar a ser apátridas.
Alguém entende isto?!
E, já agora, interessante a sondagem que está a decorrer no sapo.pt sobre a nova nacionalidade portuguesa: a maioria absoluta afirma desconhecer o teor da mesma.

15 fevereiro 2006

A CPLP e a Guiné-Bissau

© Do blogue Africanidades de onde foi “pescado” com a devida vénia
Ainda há quem diga - afirme - que a CPLP (também conhecida pelo pomposo nome e Comunidade(?) dos Palíses de Língua Portuguesa) não faz nada e o que nada faz... é nada.
Não é bem vedade.
Jorge Neto, do Africanidades, prova-nos num saboroso apontamento que não é verdade. E além de não ser verdade, há vontade dos executivos da CPLP em ajudar a Guiné-Bissau, mantendo lá, apesar de todas as vicissitudes por ele descritas, a próxima cimeira (a VI) de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.
Isto mesmo que o país - e a capital, em particular - não tenha capacidade para receber a comitiva dos 7 altos-governantes que em Julho demandarão Bissau. Ao único hotel digno desse epíteto - o Bissau Hotel - para, condignamente, receber os ilustres visitantes teriam de o "demolir e tornar a colocar de pé (como novo)" o que parece não crer ser possível a tempo da cimeira embora a organização afirme que "tudo estará pronto a horas".
Daí que o chefe da comitiva que foi vistoriar as condições actuais de Bissau, um português tenha, segundo parece, decidido pela forma tipicamente lusitana - o desenrasca.
Como afirma ironicamente Jorge Neto a CPLP irá, durante esse período optar por uma opção de puro "lusofonês". Ou seja, durante o dia os doutos governantes convivirão em português - ou crioulo - na Guiné-Bissau; à noite - ou mais concretamente à la nuit - os ilustres visitantes serão enviados para pernoitar no Senegal. Liniar; perfeita solução... e quem paga?
Bem tem razão o nosso amigo Jorge Neto quando, a dado passo, afirma e passo a citar: "Mal vai a CPLP quando não descobre/constrói/inventa (sei lá!) local para acolher os seus presidentes e respectivas comitivas em território seu. Quem dará gargalhadas de gozo e júbilo serão Chirac e toda a francofonia, ao verem que esta pobre comunidade nem travesseiros tem para repousar as nucas presidenciais quando a lua de Julho subir no céu da Guiné-Bissau. "Indigents", dirão, quando lhes baterem à porta!".
Incrível?!! Ou talvez não!!!
O incrível é ainda continuarmos a brincar com uma "Comunidade" que cada vez menos o é e continuar a manter um regime que parece se estar nas tintas para o bem-estar da sua própria comunidade... e a Guiné-Bissau com tanto para dar ao turismo como comprovam as cíclias fotos que Jorge Neto nos oferece no seu Africanidades.

13 fevereiro 2006

Caboverdianos votam na continuidade

Apesar de ainda faltarem duas mesas de votos para escrutinar, a diferença que existe nesta altura já quase permite confirmar que Pedro Pires manteve o seu lugar na presidência de Cabo Verde para o segundo e última magistratura (salvo se houver alguma lateração constitucional). De acordo com os últimos resultados conhecidos - não oficiais - Pedro Pires tinha uma vantagem significativa face a Carlos Veiga.
Por outro lado, as pessoas que estiveram frente-a-frente não parecem pactuar com os vícios ocorridos nas legislaturas. Daí que seja crível que na próxima semana a divulgação oficial dos resultados não traga surpresas desagradáveis.
Cabo Verde deve manter o estatuto ímpar que já ganhou no concerto das Nações Africanas.
...
ADENDA: Parece-me que algo não vai bem lá para as ilhas da Morabeza. De acordo com o Expresso das Ilhas haverá uma gritante diferença de opinião entre a DGAE (Direcção Geral da Administração Eleitoral, obrigado ao NL pela descodificação) que dá a vitória a Pires por 79.442 contra 79.078 de Veiga (isto quando ainda faltava escrutinar umamesa de voto e outra só iria votar hoje) enquanto a Comissão Nacional de Eleições, e nas mesmas condições, dá a vitória a Veiga por 79.555 contra os 75.037 (penso que sejam 79.037).
Ainda de acordo com aquele sítio cabo-verdiano, a derrota de Veiga terá acontecido no exterior o que está levantar inúmeras questões no país (registaram-se abstenções na ordem dos 79%). Fala-se que Veiga, depois de ter dito que aceitava o resultado qualquer que fosse, pode, tal como o MpD - pelos vistos o vírus pegou - pedir a impugnação do acto eleitoral.
Não há dúvida que estes senhores não têm juízo mesmo.

Agostinho da Silva, quem é?

© claramente “roubado” daqui.
No momento que se celebra o centésimo aniversário do nascimento do Professor Agostinho da Silva, interessante a sondagem que está a ser efectuada pelo sítio “sapo.pt”.
Num universo de cerca de 21600 pessoas que já responderam ao citado inquérito “Sabe quem foi Agostinho da Silva?”, uma larguíssima maioria respondeu “não sei” (cerca de 15000 pessoas, qualquer coisa como 69% dos que responderam; só cerca de 30% sabe quem é o professor). E nem por isso, é uma das “palavras” mais procuradas no sítio.
Realmente algo vai bem na cultura portuguesa e na defesa dos nomes grandes que a representam.
Com um particular destaque deste nome grande ser, igualmente, um nome grande na cultura lusófona.
Para onde vai a cultura? Quem a defende?
Já agora aproveito e proponho-vos uma viagem a alguns sítios que a seguir enumero e onde poderão ver da importância do Professor Agostinho da Silva: “Agostinho da Silva… um pensamento”, “Encontros Agostinho da Silva”, “Macroscópio”, de Rui P. Matos, ou “Sobre o tempo que passa”, de José A. Maltez, só para citar uns quantos e muito poucos.

12 fevereiro 2006

Presidenciais em Cabo Verde

(c) fotomontagem do Notícias Lusófonas
Hoje, ao fim do dia, os cabo-verdianos saberão qual destes dois cavalheiros (Carlos Veiga e Pedro Pires) - dois gentlemen da política cabo-verdiana - irão saber quem irá presidir aos seus destinos nos próximos 5 anos.
Que os casos ocorridos durante as legislativas não se voltem a acontecer para evitar situações como a protagonizadas pelo MpD que apresentou a impugnação do acto eleitoral, esquecendo-se que as eleições ganha-se nas urnas e que casos de polícia devem ser dirimidos pela justiça e não por impugnação de actos eleitorais.
Para alguma coisa os partidos e os elegíveis têm representantes seus junto das urnas; e é nessas alturas que os actos devem ser questionados e, em caso disso, pedidos a sua impugnação.
Nunca à posteriori; dá uma má imegem, mesmo, ou principalmente, no caso cabo-verdiano justmaente considerado um paraíso na política africana.
Que o perdedor saiba honrar a vitórioa do vencedor e este saiba ser magnânimo com os perdedores.

11 fevereiro 2006

Um balão de ensaio

"As eleições da Casa de Angola, em Lisboa, ocorridas em Dezembro de 2005, foram uma amostra do que poderá ser as eleições angolanas, que já não vão ocorrer, quase certo, em 2006, mas tão-somente em 2007; como assim o esperamos.
(...)
Se o acto da Casa de Angola foi uma amostra do que poderá ser o acto maior de Angola, então entende-se que José Eduardo dos Santos deseje continuar a protelar e adiar as eleições legislativas e presidenciais angolanas.
A simples tentativa de substituição de deputados suplentes da UNITA, pelos efectivos – um acto natural numa Democracia – mostrou o quão Angola está atrasada em lições de democracia pluralista."

Artigo de Opinião publicado no Africamente.com, em 07-Fev-2006, e onde o poderão ler na íntegra (igualmente retranscrito, na íntegra, no Notícias Lusófonas).

Craveirinha na Casa de Angola

Tal como previsto, decorreu ontem um sarau de homenagem ao poeta e militante da defesa cultural pátrio moçambicano e lusófono José Craveirinha.
O acto, presidido pelo presidente da Casa de Angola, Gervásio Viana, e apresentação por "moi-même", teve como prelector e, porque não dizê-lo, "one man show" João Craveirinha que, durante cerca de 1 hora e 30 minutos, criou um programa interactivo com a assistência (diga-se que o salão nobre/auditório da Casa de Angola encheu para o evento) onde juntou poesia, música e antropologia cultural juntando num só ambiente a poesia de Craveirinha com a cultura angolana e afro-cubano-americana.
Posteriormente foi projectado um video sobre José Craveirinha e contada por ele próprio.
Um evento a recordar.

World Press Photo 2005

(c) Finbarr O‘Reilley
Uma vez mais, uma foto - diga-se, magnífica na sua beleza e força- obtida em África venceu o World Press Photo, de 2005; para o júri, esta foto consegue congregar, simultaneamente, "Beleza, horror e desespero".
O galardoado, o canadiano Finbarr O’Reilly, obteve esta chapa no Níger tendo-lhe dado o título de "Mãe e filho num centro de emergência alimentar em Tahoua, Níger" e foi captada em Agosto de 2005, para a agência Reuters.
Não está aqui em causa a beleza e profundidade da fotografia.
O que conta, e tão só, porque, e até quando, África continuará a galardoar fotógrafos pelas piores razões.
Até quando?!

08 fevereiro 2006

Moçambique e os dirigentes vitimados

Primeiro foi o governo sul-africano, através do ministro da Segurança sul-africano, Charles Nqakula, a assegurar que deseja que seja ainda este ano divulgado o relatório sobre a “verdade” relativa ao acidente que vitimou o presidente Samora Machel na fatídica noite de 19 de Outubro de 1986 (sobre este assunto há poucos meses foi editado um livro de João Cabrita e citado em Janeiro pelo Pravda-online).
Agora, é o novo órgão informativo online moçambicano, o
Canal de Moçambique a questionar a veracidade oficial da morte de Eduardo Chivambo Mondlane, um dos fundadores e primeiro presidente da Frelimo.
De acordo com este órgão informativo online, Mondlane não terá morrido nas instalações da Frelimo, como oficialmente é apresentado mas num café onde Mondlane gostava de passar os seus momentos de lazer.
Segundo parece, a
morte terá ocorrido no café de Betty King, a secretária da viúva de Mondlane, Janet Mondlane que terá confirmado, recentemente, ao Canal essa versão.
Essa mesma versão terá sido, também, apresentada, na época, no Notícias moçambicano “(…) Mondlane, presidente da Frelimo, foi hoje assassinado num chalé situado numa praia nos subúrbios de Dar-Es-Salam, segundo noticiou esta noite o governo da Tanzânia [tendo sido vítima da explosão] de uma bomba relógio, teve morte instantânea, às 11.20 horas, [3 de Fevereiro de 1969 ] num luxuoso chalé propriedade de uma americana, «miss» Betty King, apenas a uma centena de metros da residência do presidente Nyerere”.
Toda esta questão surgiu devido a uma pergunta feita por um jornalista do Canal, a Joaquim Chissano, sobre a veracidade oficial, nas recentes comemorações da morte de um dos fundadores da Frelimo e que mereceu a confirmação daquele: “Sim. Confirmo que foi em casa de Betty King. Fui lá para ver o corpo”, provocando uma “apoplexia irritada” que terá vitimado, no momento, Marcelino dos Santos que só muito a custo conseguiu que Chissano nada mais dissesse.
Com um pouco de sorte saberemos também de outras verdades que terão vitimado outros dirigentes lusófonos que também terão perecido em circunstâncias nunca cabalmente clarificadas.
Como diz o povo, a verdade é como o azeite. Acaba por vir sempre ao de cima.

Militares timorenses em protesto

© foto AP Photo/Firdia Lisnawati/SIC-Online
Alguns militares timorenses – segundo algumas fontes, cerca de 25% das Falintil –, desarmados, decidiram protestar junto do palácio governamental contra eventuais medidas discriminatórias que estarão a ser alvo, nomeadamente, preteridos nas promoções e nos tratamentos que estarão a ser alvo por camaradas de armas que terão feito a guerra de libertação.
Segundo parece nem as palavras de incentivo de Xanana Gusmão estarão a ter sucesso; todavia, o presidente timorense propôs aos manifestantes um período de “ponderação” até amanhã e que os mesmos voltem aos quartéis como militares, os que quiserem, ou assumam as suas responsabilidades jurídicas, como civis.
Numa altura em que saiu o relatório sobre sevícias ocorridas no período pré-independentista, em que nem os guerrilheiros terão sido poupados, esta situação não me parece a melhor para a calma social timorense.
Que o bom-senso impere a bem o povo maubere.

05 fevereiro 2006

In Memoriam de José Craveirinha

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(O poeta onde gostava de estar; entre a sua gente de Mafalala;
a casa onde o poeta viveu há 50 anos, hoje em ruínas.)

Amanhã, dia 6 de Fevereiro, cumprir-se-ão 3 anos que o poeta, e laureado Prémio Camões, José Craveirinha faleceu.
A efeméride será lembrada por um grupo de moçambicanos, coordenados pelo seu sobrinho João Craveirinha que vai levar a efeito, no Auditório do Instituto Camões, amanhã, às 18,00 horas, um sarau cultural de homenagem ao grande poeta moçambicano (desnecessário ir ao sítio porque não há nada lá – sem comentários).
Esse sarau, com ligeiras alterações, irá ser também apresentado na Casa de Angola, no próximo dia 10, e também pelas 18,00; realce-se que neste sarau será lido um poema de Craveirinha dedicado ao povo angolano nas pessoas de Pepetela, António Jacinto, Mitó, entre outros.

De notar que ambos os eventos têm entrada livre.

04 fevereiro 2006

O 4 de Fevereiro

Comemora-se hoje em Angola e onde a Diáspora angolana "sobrevive" uma das datas mais emblemáticas da moderna História angolana. O 4 de Fevereiro de 1961.
Não tanto pelo que ela representa - e para muita gente, principalmente para aqueles que nela participaram ou apoiaram, representa muito - mas pelo que foi, mais tarde, politicamente aproveitada para legitimação de actos e de factos, alguns ainda hoje obscuros e a serem estudados pelos novos historiadores angolanos.
Este ano, em Angola, os actos políticos a ele subjacentes ocorrerão na província do Huambo, mais precisamente, na comuna do Alto Hama (como o meu amigo Orlando Castro deverá estar feliz por esta coincidência).
Mas não será só em Angola que este acto vai, simbolicamente, ser comemoradao. Em Lisboa dois eventos culturais ocorrerão: um na Casa de Angola, onde irá ser inaugurada uma Exposição Colectiva de 5 Pintoras Angolanas (às 16 horas) e outro na FNAC Chiado, às 18 horas, onde Ana Paula de Castro, lançará o seu livro "Deus Acorda" com apresentação de David Borges.
Mas se Angola orgulha-se de ter o seu 4 de Fevereiro, países há que também os comemoram ou deveriam comemorar.
Por exemplo, sabiam que nesta data, em 1524, nasceu aquele que está considerado como o maior poeta da língua portuguesa e dá nome a um prémio literário? Esse mesmo, Luís Vaz de Camões. Alguém ouviu ser mencionado algum evento para esta data pelo Instituto Camões. Eu não. Peço desculpa se estou a leste da realidade.
Em França, comemora-se a abolição da escravatura nas suas colónias, decretada em 1794.

Que se passa no Blogue?

Razões que a minha razão desconhece impedem-me de entrar no meu Blogue político-social "Pululu".
Inicialmente nem no meu blogue cultural "Malambas" conseguia entrar.
Será que alguém se queixou do apontamento sobre Timor-Lorosae e da chamada de atenção que a Indonésia leva por via das vítimas durante a ocupação.
Queiram notar que esta parte do Mundo ainda não é China que se pode censurar... ou já é?
Espero que seja um mal temporário... ah! e que no fim de escrever isto o apontamento seja aceite; hum, assim como assim, já agora...
De uma coisa acreditem. Não mudo a minha forma de ser.
E se eu não acreditasse em coincidências demasiado próximas até diria que andaria também mãozinha do sul de África... face a uma conversa de hoje.
Sei lá!!!!

NOTA: Este apontamento foi colocado ontem, 3 de Fevereiro, à noite e só disponibilizado hoje. Interessante

03 fevereiro 2006

Timor, as vítimas da ocupação indonésia

Aí estão os primeiros números recolhidos, oficialmente, pela Comissão de Acolhimento Verdade e Reconciliação (CAVR) timorense e referentes à permanência da Indonésia em Timor-Lorosae.
De acordo com os dados oficiais – colocados, à revelia da CAVR e do Governo timorense, na Net pelo International Center for Transitional Justice (ICTJ) – a ocupação indonésia resultou em qualquer coisa como 102.800 vítimas.
De notar, todavia, que não foi tudo obra dos indonésios. Também cerca de 10% de pró-independentistas terão contribuído para esse número. Mas como afirma a CAVR, ao contrário dos indonésios os libertadores assumiram os seus actos e colocaram-se integralmente à disposição da Comissão.
O Relatório come cerca de 2500 páginas e efectuado ao longo de 18 meses pode ser lido no sítio do ICTJ e, uma súmula dele, no Notícias Lusófonas.
Por mim abstenho-me de mais comentários; salvo, talvez, o facto dos indonésios terem desmarcado uma reunião entre os presidentes dos dois países e isto ainda antes da divulgação publica do citado relatório…