30 junho 2006

Freitas abandona as Necessidades

De acordo com uma notícia de última hora do portal português Sapo.pt “O actual Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral abandonou hoje o Governo e será substituído pelo antigo Ministro da Defesa, Luís Amado.
Segundo um comunicado do gabinete de José Sócrates «o primeiro-ministro solicitou hoje ao senhor Presidente da República a exoneração, a seu pedido, do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, professor doutor Diogo Freitas do Amaral, por motivos imperiosos de saúde que requerem uma intervenção cirúrgica». Segundo a SIC, Severiano Teixeira irá ficar com a pasta do Ministério da Defesa.
Nota complementar: Esta notícia está mais desenvolvida no Notícias Lusófonas.
Sabendo que já há um tempo o antigo MNE dizia que não ia morar no Palácio das Necessidades até ao fim, esta notícia não surpreende. O problema está em saber como a Europa, nomeadamente a dos 25, irá subsistir sem as congénitas gaffes do ex-MNE. E o senhor Bush como irá aguentar sem as críticas de Freitas?
Por outro lado, e quando se estava a ultimar uma importante reunião da CPLP – que por acaso estava periclitante devido a problemas logísticos, que não de agora, mas de há muito, – faz pouco sentido esta saída salvo se, realmente Freitas do Amaral está com uma saúde tão preocupante que tivesse de sair já.
Quanto ao novo Ministro dos Negócios Estrangeiros não farei qualquer comentário aguardando pelos desenvolvimentos. Só um ponto; Luís Amado já foi Secretário de Estado da Cooperação e Negócios Estrangeiros, nos XIII e XIV Governos Constitucionais, quando era Ministro, o Dr. Jaime Gama, com os resultados que se conhecem…

Desapareceu há 15 anos

Faz hoje 15 anos que desaparecia “oficialmente” um dos sistemas políticos e sociais mais indecentes e segregacionistas que há memória: o Apartheid
Oficialmente” porque, na prática, verifica-se que ainda se mantém em muitos países ao ponto de, sob a capa de salvaguardar eventuais fraudes – espero que seja esta a razão – se colocar nos Bilhetes de Identidade a cor da pele sob a expressão RAÇA:...
E não precisamos de ir muito longe, pois não… Angola?

29 junho 2006

O PS e as quotas no feminino

(a israelita e trabalhista [socialista] Golda Meir não precisou de quotas)
Alguém me explica a obsessão do PS pela existência de quotas, ou paridades, para as mulheres portuguesas, nomeadamente, na vida político-social, ao ponto de “ameaçar” com penalizações e cortes em subvenções aos movimentos cívicos que não cumpram com essa exigência?
Das duas três: Ou o legislador socialista nunca viveu em Portugal e, por esse facto, desconhece as capacidades e qualificações técnico-profissionais das mulheres portuguesas e isso explica tudo; ou então esse legislador estará rodeado de ineptas e toma a parte pelo todo e, nessa altura, terei de lhe dizer o quanto está enganado porque conheço algumas quantas militantes – e activas – mulheres socialistas que, inclusive, têm ou tiveram cargos de elevada responsabilidade e continuam a ser respeitadas por isso (talvez nem todas, também não se pode ter tudo); ou então o citado legislador foi funcionário de uma Instituição financeira que, em tempos, era reconhecida pelos seus preconceitos contra as mulheres no trabalho – se for assim, o legislador não captou a essência base desse preconceito – na base da utopia de que os portugueses deviam ter capacidade financeira para poderem manter as suas mulheres em casa a criarem, em total disponibilidade, os filhos.
Realmente alguma coisa não está bem no PS quanto ao feminino.
Por este continuado martelar na existência de quotas/paridade – se fossemos ter em conta a paridade, então teria de haver mais mulheres, que homens, a serem eleitas para cargos políticos e sociais e não só 33,3% conforme proposto – e por este andar, começo a desconfiar que a Dra. Vera Sampaio não foi nomeada para as funções de adjunta do Ministro da Presidência de Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, devido às suas qualificações, nem tão pouco pelo facto de ser filha do ex-presidente Sampaio, mas já a pensar nas quotas/paridades que o PS vem defendendo.
Por favor, senhores do PS, já é altura, 31 anos após Abril, de começarem a respeitar mais as mulheres portuguesas e olharem-nas como pessoas tecnicamente para ocuparem qualquer lugar sem que, para isso, tenham de lhes arranjar estúpidos artifícios para as colocarem em certos lugares.
Elas sabem quando devem se candidatar.
Até parece que não há lugares onde são elas, e unicamente elas, que mandam em freguesias ou bairros.

Chegou a vez de Cabinda?

(o marco do tratado(?) de Simulambuco)

A crer nas notícias que hoje foram emitidas a partir de Luanda, após o encontro entre o Governo de Luanda e os representantes do Fórum Cabindês para o Diálogo – que agrupa a FLEC, a Igreja Católica (interessante ter sido logo após a tomada de posse do novo Bispo de Cabinda) e a Associação Cívica Mpalabanda – está à vista um estatuto especial para Cabinda, como, desde há muito, venho defendendo, dentro da Pátria angolana.
Todavia, por acaso, ou talvez não, dado a Mpalabanda estar há um tempo a contestar a presidência de Bento Bembe no Fórum, recusa credibilidade ao Fórum para as conclusões – terá sido por ter estado sob a ameaça de “extinção” por parte de Luanda?
Vamos esperar para ver até onde chegará este passo para o Diálogo, numa região onde a Paz continua arredia.
Será que os factores exógenos irão admitir, de mão-beijada, este interessante passo? Não esqueçamos o que um suposto cidadão nigeriano, Babatunde Taiwo, quis, a dada altura, criar dentro da FLEC e com o portal Ibinda.com.
Quatro anos depois, chegou a vez de Cabinda?

Esta é a Lusofonia e a CPLP do governo português


(Foto retirada do portal do Governo Português/Lusofonia, em 29 de Junho de 2006)

Ao observar a foto acima poderemos constatar que a mesma, tal como o antigo “Descubra os Erros” que os jornais e revistas colocavam na secção de “cruzadismos e afins”, apresenta alguns erros para aquilatar da capacidade dos "visualizadores" em os descortinar.
Quem conseguir descobrir os referidos erros tem direito ao prémio “Parabéns Não Estás Distraído(a)”.
Só têm 5 segundos para apanhar os (ah!ah!ah!) não digo quantos erros!!!!
Não se esqueçam que esta foto ainda estava publicada no dia 29 de Junho de 2006, às 18:10 horas GMT podendo ser comprovado acedendo ao portal acima.

Empresariado português continua muito distraído


Verdade política do Governo não corresponde à realidade. Além disso, empresários e políticos passam a vida a olhar sempre para os mesmos umbigos. (este é o início de um artigo publicado na Manchete do Notícias Lusófonas, em 29.Junho.2006, e assinado por mim).

"Há tempos o Notícias Lusófonas publicou uma entrevista minha, por alturas da visita de Sócrates a Angola, sob o título “Empresários portugueses gostam pouco de arriscar” onde a distracção e a garnde apatia dos empresários portugueses, em particular para Angola, eram evidenciadas. Uma das ressalvas que o NL fez então acerca da entrevista (4-Abr-2006) foi «Portugal e os empresários portugueses têm de acreditar que Angola é, neste momento, um dos únicos parceiros onde poderão encontrar oportunidades de negócio claros». Na mesma entrevista eu afirmava, entre outros pontos que “Portugal e os empresários portugueses têm de acreditar que Angola é, neste momento, um dos únicos parceiros onde poderão encontrar oportunidades de negócio claros” ou ainda que a presença dos empresários portugueses em Angola“(…) a sua forte presença, em contraponto a outras actividades importantes, como a cultura e o turismo, poderá ser um empurrão para que ainda possa apanhar alguma das últimas carruagens do comboio de oportunidades de negócio que é Angola.
(...) No seu último artigo “Para onde olham os empresários?” publicado na rubrica Alto Hama, aqui no NL, o jornalista e historiador angolano-português Orlando Castro, volta a chamar a atenção para a continuada apatia do empresariado português e para a sua proverbial distracção perante as novas tecnologias."

Para ler o artigo, na íntegra, deverão aceder à ligação acima evidenciada ou através daqui, procurando o título acima.

28 junho 2006

VOA deixa de transmitir em português para Timor-Leste

A emissora oficial dos EUA, Voz da América, vai suspender as emissões em português para Timor-Leste, disseram hoje fontes daquela estação emissora.
A emissão em português deverá ser transmitida pela última vez no próximo domingo
[…mas as] fontes disseram que a decisão não se deve à actual situação politica em Timor-Leste e estava a ser ponderada há muito tempo por razões logísticas [e que só não foi mais cedo, no ano passado, devido]
à oposição dos jornalistas responsáveis pela emissão e de protestos de diplomatas timorenses.
A Voz da América iniciou as transmissões em português para Timor-Leste há pouco mais de cinco anos, tendo desde então transmitido diariamente um programa de 30 minutos ao início da manhã (hora local),
[sendo o programa] retransmitido em directo por uma estação emissora timorense ligada à FRETILIN, a Voz da Esperança, que para poder captar e transmitir o programa recebeu equipamento da Voz da América
[este artigo pode ser lido, mais desenvolvidamente no Notícias Lusófonas].
Registe-se que, até agora o português (ainda) é língua oficial de Timor-Leste, a par do tétum. Por quanto mais tempo?

Timor-Online, um blogue

(Ramos Horta e a embaixadora da Austrália – © Timor-Online)
Interessante este blogue – já consegue suscitar observações de diferentes quadrantes políticos e opinativos – sobre Timor-Lorosae (Timor-Leste) – ou será que já é East Timor – com informações que põem em causa certa comunicação proveniente de entidades onusianas e australianas, como a do UN Security Advisory, segundo parece de nome Hasegawa.
De facto, face às notícias hoje vindas a lume no Ocidente sobre os manifestantes pró-Alkatiri e Fretilin, e ataques feitos à televisão timorense (RTLL) por jovens não devidamente ainda identificados pela GNR que prendeu o líder – em zona adstrita aos militares australianos que ninguém sabia onde estariam –, mas que o delegado da ONU diz, peremptoriamente, serem pró-Alkatiri, alguma coisa não bate certo.
Ou será que bate, tendo em consideração o memorando apresentado pela Austrália que lhe daria hipóteses de mandar nas autoridades judiciais e administrativas do “território” – há quem se esqueça que Timor (lusófono) é uma Nação independente…
Vou continuar a seguir este blogue informativo para "coligar" com outras informações que vão surgindo em cachoeira...

27 junho 2006

Alda do Espírito Santo, a Poesia e a Vida

(foto do Instituto Camões)

A poetisa santomense Alda do Espírito Santo vai ser objecto de uma homenagem através do livro “A Poesia e a Vida – Homenagem a Alda Espírito Santo”, conforme convite que recebi e que dou conhecimento a todos os quantos desejem participar e conhecer a obra desta grande poetisa.
A obra será apresentada pelo Dr. Edmundo Rocha, antigo presidente da Casa de Angola:
CONVITE
As Edições Colibri têm o prazer de convidar V. Ex.ª a estar presente no lançamento do livro A Poesia e a Vida – Homenagem a Alda Espírito Santo, de Inocência Mata e Laura Padilha, no dia 28 de Junho (Quarta‑feira), pelas 18:30h, na Sala 5.2 (Sala dos Mestrados) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (à Cidade Universitária).
A apresentação da obra será feita pelo Dr. Edmundo Rocha.

Os meus ensaios distribuídos em Luanda

(também os podem obter directamente através do site da editora Autonomia27 ou no Espaço Cultural da Casa de Angola, em Lisboa)
.
Tive o grato prazer de saber que uma das mais antigas e prestigiadas livrarias de Luanda, a Livraria Lello, está a distribuir e vender, pelo menos em Luanda, os meus dois ensaios:
- Fundamentalismo Islâmico, a Ideologia e o Estado......e
- África, Trajectos Políticos, Religiosos e Culturais.
Espero que os mesmos tenham o necessário sucesso. Mais do que pelo meu ego, tanto o empenho do editor como a editora Autonomia27 merecem-no.

26 junho 2006

Quanto vale a destruição da FNLA?

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"Como é aceite e aprovada a convocação de um Congresso de um partido quando, estatutariamente, só o presidente desse partido o pode fazer?
Pois isso foi o que aconteceu neste fim-de-semana com a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA – para quando o partido entrega este nome que pertence à História angolana ao Museu da História do país e adopta um nome político para as suas actividades partidárias?) já que quem convocou o Congresso foi a ala afecta a Lucas Ngonda, que já chegou a dirigir o partido e, mais tarde, admitir partilhar o poder com o líder histórico por partido Holden Roberto, com o cargo de primeiro vice-presidente, devido a circunstância quase similares às actuais, em vez do presidente em exercício, Ngola Kabango, indicado por Holden para o substituir, enquanto este estivesse, por razões de saúde, no exterior do país."
(Parte de um artigo de opinião publicado no sítio Africamente.com, sob o título "O que se quer é a divisão da FNLA ou da oposição?" sobre a situação e o pós-Congresso da FNLA)

António Cardoso, poeta angolano, partiu!

Aquele corpo franzino e doente, mas intelectualmente lúcido e inteligente, não conseguiu vencer a sua última batalha e disse adeus à sua amada pátria angolana, ontem, em Lisboa.
A sua última grande intervenção político-social aconteceu em 25 de Novembro na adiada eleição para os Corpos Gerentes da Casa de Angola quando, no meio da sala, calou toda uma turba exaltada com estas sensatas palavras:
Assim não vamos a lado nenhum e não defendemos nem o nosso país nem este bocadinho que é a Casa de Angola.
A Casa de Angola é um cochicho no meio disto tudo, mas assim só dá um exemplo horrível da democracia que queremos, ao contrário do que deve fazer que é ter como lema a fraternidade e saber ultrapassar ressentimentos e complexo, coisas que se herdaram do passado infeliz.
Não tenho uma solução na mão, há a Lista A e a Lista B, a mim fica-me a impressão de que a Lista B foi muito negligente, pois se quer disputar e ama a Casa de Angola então que o saiba fazer se, ser com rasteira que conquiste a sua dama. Se a Lista A quer estar no poder, e acho que tem o melhor projecto, se for eleita assim, fica sempre inevitavelmente uma sombra digamos de aproveitamento de jogo quase sujo, ou aparentemente sujo; então tem aqui um momento exemplar para tentarmos sair do buraco.
Que escolham os mais competentes das duas listas e façam uma de consenso.

Acabou, de imediato, com a confusão e a maka que se registava naquele dia mas não conseguiu unir as duas Listas.
Só por curiosidade, ganhou a Lista A no sereno e democrático escrutínio que se seguiu em Dezembro seguinte.
E, também só por curiosidade, na sua editora em Portugal, a Editora Caminho, não se encontra qualquer referência a este insigne poeta e revolucionário angolano, nem tão-pouco à obra “Poemas de Circunstância”, um livro editado em Portugal por aquela editora “Resultados da pesquisa por "Nome de autor" contendo a expressão "António Cardoso" "0 ocorrência(s)" ”.
Até sempre António Cardoso!!!

Alkatiri demite-se…

(e quem ri no fim?)
…e o presidente Xanana, muito altruistamente, aceita o pedido de demissão, com efeitos imediatos – não fosse o premiê arrepender-se do acto – e convoca o Conselho de Estado para “garantir o bom funcionamento das instituições democráticas e uma gestão eficaz da crise nacional enfrentada” por Timor-Lorosae.
Mas, será que alguém entende estes muadiés?
Mari Alkatiri apresenta a sua disponibilidade para resignar e o partido não só não aceita como pede a Xanana para se manter no poder e no dia seguinte – um Day After – Mari Alkatiri apresenta a demissão a Xanana que aceite com efeitos “a partir de hoje”.
Resultado deste campeonato asiático-oceânico:
Austrália 1 – Selecção de Timor-Lorosae/ONU/Portugal/CPLP 0000000000 (é o que valem!!!!!)
E quem garante a estabilidade do povo timorense?
Bem razão tem João Craveirinha num seu comentário aqui deixado.
Esperemos pelo novo Day After e pela nova língua oficial de East Timor!!!!

ADENDA:
Nem de propósito, e tendo como ponto de partida - para esta adenda, note-se - os comentário que escrevi ao lado da foto acima, proponho-vos uma leitura atenta à interessante reflexão que Orlando Castro, muito pertinentemente, faz na sua rubrica Alto Hama, no Notícias Lusófonas, sob o título "Austrália apaga Timor do mapa".

25 junho 2006

Dia Nacional de Moçambique

Moçambique e o seu povo estão hoje de parabéns e de festa.
Comemora-se, hoje, o seu Dia Nacional e o 31º ano de independência nacional.
Ao povo moçambicano um grande kandando angolano.
Como estive este fim-de-semana fora do acesso a este aparelho que é a minha mão direita, esquerda e central para aqui colocar os meus pensamentos e, porque não, segundo algumas cabeças bem-pensantes, as minhas asneiras, e porque ainda não tive a possibilidade de aceder aos diferentes sítios/portais informativos dos jornais portugueses, decidi pela forma mais fácil: aceder ao acesso “Notícias” do portal português “sapo.pt” que nos mostra as últimas notícias dos diferentes órgãos informativos portugueses – ou em português – e, pasme-se (será?) a última notícias sobre Moçambique que lá aparece evidenciada é uma nota da Agência Lusa “CPLP: PGR Moçambique pede a Governos para assinarem tratados de extradição” datada de 23 (isso, vinte e três) de Junho!!!!!!!
Mais comentários serão necessários?

Ilhas Galápagos na Austrália?!

Por falar em asneiras e ignorância…
Como se entende que num órgão da estatura e estrutura do Jornal de Notícias surja um artigo, da edição de 24 de Junho, por acaso não assinado, sobre a morte do animal mais velho do Mundo, a tartaruga Harriet.
A dada altura do artigo, na página 5, escreve-se esta bela peça “… que tinha sido capturada nas ilhas Galápagos, no estado de Queensland, a noroeste da Austrália, em 1830…”.
Galápagos na Austrália?
Acho bem que certos motores de busca e certos atlas alterem já os seus dados. É que eles, tal como eu, pensávamos que as ilhas Galápagos, onde Darwin pôde estudar, um pouco, a evolução das espécies, ficava a cerca de 1000 km da costa pacífica do Equador e pertencia a este país?
As coisas que se aprendem às vezes na Comunicação Social.
É por essas e por outras que já não me admira que Benguela e Huambo fiquem um pouco mais a norte – tendo em consideração a oralidade da jornalista, seria a norte de Luanda – ou que o CFB fique lá para as bandas da Lunda-Norte ou ainda que em Moçambique a segunda causa de mortalidade é a queda de cocos de coqueiros sobre as cabeças dos moçambicanos.
Realmente o meu amigo jornalista angolano Jorge Eurico reclamava que raramente via em jornais de referência, informações sobre Angola ou outros PALOP com interesse ou relevância.
Pois é... Mas para escreverem ou dizerem disparates destes, mais vale, realmente, nada escreverem.
Sem comentários...

E agora Xanana?

Alkatiri não viu aceite pelo Comité Central da Fretilin a sua intenção de colocar disponível do partido, o seu lugar de premiê (atenção que, a fezer fé naquilo que fui ouvindo ao longo da tarde nas ondas hertzianas, porque estava em viagem, Mari Alkatiri não apresentou a sua demissão mas sim colocou o seu lugar à disposição do partido).
A Fretilin não aceitou a eventual resignação e pediu atmbém a Xanana que não se demita.
À Fretilin foi um direito que se lhe assiste o de manter o seu líder - constitucionalmente, ou não, foi reeelito como tal no Congresso - como primeiro ministro tal como prevê a Constituição.
Agora não entendo é:
1. Porque Xanana tem de se demitir como o "ele... ou eu"?
2. Porque é que a Fretilin quer que Xanana se mantenha na presidência se sabe que ele e Alkatiri já não se respeitam institucionalmente?
3. Perante as demissões que entretanto ocorreram - a de Ramos Horta e de dois ministros da Fretilin - se é de bom-senso manter este status quo?
4. Face às naturais movimentações sociais que esta atitude da Fretilin vai provocar, pensam os seus dirigentes que o povo timorense os vai perdoar?
5. E já agora, por que raio de água, Xanana ameaçou colocar o seu lugar à disposição do presidente da Assembleia Nacional e não toma a atitude que a Constituição lhe confere?
a. Demitir, tão só o primeiro ministro e esperar que a Fretilin apresente um novo nome ou mantenha o nome de Alkatiri assumindo, assim, as consequências do acto que vier a praticar;
b. Demite a Assembleia e convoca novas eleições?
Penso que esta seria a atitude mais correcta e socialmente menos dramática para o país, ou como se escreve em Portugal, para o território - às vezes creio que alguma certa imprensa portuguesa se esquece que Timor-Leste, ou Timor-Lorosae, é independente - mas, bom se o próprio presidente português também o já disse publicamente, já não surpreenderá esta santa ignorância.
Entretanto, o povo timorense vai sofrendo e outros vão-se abotoando com as suas riquezas...

Portugal nos quartos e a que preço?

PORTUGAL 1 HOLANDA 0
Parabéns a Portugal pela brilhante passagem aos quartos de final.
Mas a que preço?
Como se explica que o árbitro russo(?) tenha despejado cartões atrás de cartões quer aos portugueses quer aos holandeses ao ponto de terminarem com 8 jogadores cada?
E o mais engrassado é que se houveram cartões merecidos, também é verdade que alguns foram inconsequentes e inopinados.
E o mais grave, ainda, é que os principais cartões foram para os principais jogadores da duas equipas. Porque seria?
É como digo... não acredito em conspirações, mas quando estão em causa algumas equipas que poderiam não ir muito além o que poderia pôr em causa certos investimentos até se compreende estes cartões.
Agora serão os ingleses e querem apostar que se Portugal passar às meias-finais só terá disponíveis entre os principais jogadores o Deco e o Costinha?
Realmente há coisas que começam a não se entender. Nomear um árbitro pouco conhecido para um jogo que se previa - como infelizmente veio acontecer, ao ponto de bater um record em cartões num jogo do Mundial? - de alto-risco, é no mínimo estranho.
Mas também, quando árbitros de nomeada fazem disparates como mostrar 3 (três) cartões ao mesmo jogador e só depois disso mostra o vermelho?
É começa a ser demasiadas as anomalias que se vêem neste Mundial...
Uma vez mais parabéns a Portugal, mas a que preço?

23 junho 2006

Mari Alkatri vai resignar?

(não percebem que há certos amigos inoportunos)

Assim parece ser, de acordo com notícias que são dadas como veiculadas por Ramos Horta ao meio diplomático e ONG’s; segundo Horta, o premiê Mari Alkatiri vai resignar do cargo devido às pressões internas externas – mais estas, que aquelas, – que tem sofrido e para o partido, Fretilin, – a que Ramos Horta pensa voltar – recolha, de novo, a confiança do povo timorense.
Pode-se dizer que foi mesmo um “Ai k tiro” de Xanana!!!
Se isto for o melhor para o país, então que o seja, mas…
Só espero para ver o que vi fazer a nova potência neo-colonizadora.
Ah! E pelo que se consta, o sempre pronto para premiê, poderá ter sido ultrapassado por uma senhora, a Ministra de Estado, Ana Pessoa, e por proposta, parece do próprio Alkatiri.
É mesmo um grande “Ai k tiro”!!!!
Ah” e alguém ouviu, ultimamente, o MNE português? Uf!! mas “Ai k tiro” no porta-aviões “CPLP”!!!!

O Dia da Língua Portuguesa

Depois de ter criado o Museu da Língua Portuguesa, sedeado em S. Paulo, o Brasil vai criar, por iniciativa do presidente Lula da Silva, o Dia da Língua Portuguesa, a 5 de Novembro, data do nascimento de Rui Barbosa, um estudioso da língua portuguesa, e presidente da Academia Brasileira de Letras. Mais uma bofetada para a proverbial inoperância do Instituto Camões e da CPLP!
Depois surpreendem-se que hajam países lusófonos que sejam membros efectivos e,ou, observadores da francofonia ou da anglofonia - e com efectivas participações - e "desprezem" aquelas duas Instituições que, cada vez mais, parecem meros "depósitos" de boa-vontades e nada mais.

22 junho 2006

Timor-Leste, ou ele ou eu

(Xanana ou Alkatiri, quem ganha? © foto daqui)

Não há dúvidas que muito bem vai Timor-Lorosae quando um presidente ameaça, publicamente, apresentar a sua demissão caso o primeiro-ministro não se demita.
Mas será que a Constituição timorense não dá esse poder ao presidente para este esperar pela demissão do premiê?
É que as acusações apresentadas, nomeadamente no que toca à compra de congressistas – e algumas foram publicamente manifestadas antes e durante o Congresso da Fretilin ao ponto de haver candidatos que não se assumiram e outros que se retiraram – são mais que suficientes para terem uma tomada de posição clara de Xanana, gostemos ou não.
E o Conselho de Estado parece ter dado esse poder ao presidente.
Daí que se estranhe este ultimato público de “ou ele, ou eu”.
A quem interessa, realmente, este desassossego em Timor-Lorosae?
Por outro lado, espero que isto não seja também uma clara disputa entre o cristianismo (a que pertence a maioria da população timorense e pela potência que a quer dominar) e o islamismo (que é professado pelo premiê).

21 junho 2006

Angola 1 - Irão 1

(foto via TV através da maquineta cá de moi)
.
Angola diz adeus ao Mundial de Futebol FIFA 2006 marcando o seu primeiro golo (Flávio entra na história do futebol nacional como o primeiro angolano a marcar num Mundial) e João Ricardo sai como dos guarda-redes menos batidos (só dois golos e, à sua frente, com uma defesa de recurso)
Só não entendo porque é que Angola necessitando de marcar mais de 2 golos, o Prof. Oliveira Gonçalves não foi mais audaz!!!! Será que não acreditava que Portugal pudesse marcar golos, ou que o México não perdesse?
Agora não interessa.
Angola cumpriu e não foi a “avezinha” que os nigerianos disseram que seria…
Angola foi:


"Hoje Angola és tu,
sou eu, somos nós.
Hoje Angola é fé,
querer e vencer.
Hoje ser angolano é ser o melhor!
Força Angola
!"
(recebido via Orlando Castro)

OBRIGADO
…e até ao CAN2008 havendo, ainda o Castle Cup pelo meio.

Boa sorte Photobucket - Video and Image Hosting!!

Cabinda, diálogo como e com quem?

Como quer Cabinda dialogar com as autoridades de Luanda para acabar, de vez, com o conflito interno naquela província/enclave se os seus filhos não se entendem quanto à forma como o diálogo deve prevalecer.
São as tricas na Igreja católica onde um padre, o padre Jorge Congo, que mais parece desejar ser um novo Aristide que um eventual Ximenes Belo cabindense, continua a desrespeitar tanto o povo que o deveria ouvir como as autoridades eclesiásticas, sendo um dos que fomentaram a revolta contra o novo Bispo de Cabinda; ou só agora ter conseguido efectivar a tomada de posse de D. Filomeno Vieira Dias, como Bispo de Cabinda, quase um ano e meio após a sua nomeação pelo Vaticano, ainda pelo Papa João Paulo II.
São as disputas dentro da FLEC e entre uma certa cúpula desta organização e o Fórum Cabindês para o Diálogo.
Senhores, entendam-se de uma vez para dialogarem com Luanda, porque o povo angolano quer a Paz definitiva em todo – TODO – o país.

Televisão australiana pode demitir ministros?

Estranho, mas parece que sim!!!
Não sei nem conheço o conteúdo do documentário da televisão australiana, no caso o “Four Corners” transmitido pelo canal ABC, para levar o presidente Xanana Gusmão a exigir a demissão do primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri, invocando quebra de confiança após o visionamento do citado documentário!!!
Mas uma televisão estrangeira ter a capacidade para “impor” a um presidente de, supostamente, um país independente uma demissão de um primeiro-ministro é, no mínimo, estranho e espantoso.
Uma vez mais só se pode concluir que é a Austrália que impõe o modus vivendi político timorense e não os timorenses.
Só assim se compreende que forças australianas exigissem a entrega da arma de um polícia português do GOE’s que acompanhava D. Duarte Pio, após visita ao presidente timorense, em viatura da embaixada de Portugal, devidamente identificada e com matrícula diplomática, enquanto muitos “camiões e carros que passavam por nós, e que não eram controlados”.
Ou seja, a Austrália comporta-se, não como um país amigo que tenta ajudar a criar condições para a paz social, mas tão só como força ocupante.
E a CPLP e o governo português, nomeadamente o seu ministro dos negócios estrangeiros – é, pelos vistos de Timor não chegam negócios – vêem e calam!!!!

20 junho 2006

Angola na TV portuguesa só na SportTV2????

Há quem se esqueça, ou faça por se esquecer, que em Portugal existe uma enorme comunidade angolana.
Há aqueles que o são devido ao passaporte; há os que a têm por efeitos de nascimento em conjunto com a portuguesa; há os descendentes de angolanos nascidos em Portugal, mas que se consideram “gueticamente” angolanos – e, por vezes, alguma certa sociedade portuguesa fomenta esse desiderato –; e há aqueles que por questões financeiras, tachos e quejandos não assumem essa sua ascendência (recordava alguns deputados, ministros, dirigentes partidários, directores-gerais e similares que, de vez em quando, vão a Angola, como uns senhores, falam do, e no, alto mas quando toca a assumirem a angolanidade dizem que defendem e sempre defenderam Portugal).
Ou seja, e provavelmente por baixo, haverão em Portugal cerca de milhão a milhão e meio de angolanos e descendentes.
E tudo isto porquê?
Porque, sabendo que a maioria não tem acesso à SportTV, quanto mais à neófita SportTV2, sabendo que a SIC – além dos jogos dos portugueses só transmite os dos brasileiros (ah!! e despreocupa-me certos comentários racistas de alguns que se intitulam brasileiros; sê-lo-ão?), não vá o accionista, ou antigo accionista, de referência pedir-lhes certas responsabilidades – tem de transmitir o jogo de Portugal em sinal aberto – a lei a isso os obriga – pergunta-se porque não deu a SportTV sinal à RTP-África, para Portugal – sublinho, para Portugal – porque se sabe que para o sinal internacional estava a isso vedado, e permitir aos angolanos, em Portugal, poderem ver a sua selecção, amanhã face ao Irão?
Parece que se esquecem que Angola, caso vença, e Portugal cumpra a sua obrigação – o México é um outro tipo de equipa pelo que Portugal deverá jogar com mais de um atleta, certamente – ainda pode se qualificar para os oitavos de final…
A falta de respeito pela comunidade angolana é gritante; e ela começa, às vezes, nela mesmo.
FORÇA
Ah!! e já agora Força Portugal!!!

Dia Mundial do Refugiado


Alguém ainda se lembra de uma região chamada Darfur, algures num país africano chamado Sudão? e dos seus reugiados, também se lembram?

Interessante, por exemplo, que Portugal, em 10 anos tenha dado o estatuto de refugiado e asilo a 90 pessoas(!!!) em cerca de 2500 pedidos(?!?!?!) e a presidente do Conselho Português para o Refugiado diga, em directo para um órgão televisivo, que está na linha do que se passa na Europa. Ou seja, na linha da "fortaleza europeia".

19 junho 2006

A Coreia do Norte e o teste de míssil ICBM

(© foto retirada de um artigo do jornal russo Pravda-online)

Há precisamente um mês escrevi aqui neste mesmo blogue sobre algumas notícias que davam conta da eventual existência de um ICBM norte-coreano com capacidade para atingir costa norte-americana e do facto de certos analistas duvidarem dessa capacidade.
Pouco tempo depois, retomei este assunto através de um artigo de Opinião no santomense Correio da Semana onde questionava da capacidade norte-coreana de, per si, poder ter um ICBM nas condições indicadas.
Em qualquer dos casos alertava para a contenção verbal quer dos EUA, face, por exemplo, às intransigências nucleares do Irão, quer da Coreia do Sul, e da pouca, ou nenhuma verbosidade chinesa. Da zona, só os japoneses mostraram algum justificado, embora contido, receio.
Eis que um mês depois são, de novo, os japoneses – que ameaçaram com represálias severas – a alertarem a Comunidade Internacional para os exercícios – leia-se, testes – que os norte-coreanos estão em vias de efectuar com um míssil intercontinental, do tipo Taepodong-2, desta vez acompanhados das palavras da Secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice que, face às notícias dos satélites-espiões norte-americanos e aliados, reconhece que os norte-coreanos já terão abastecido, com combustível, o míssil pelo que este estará pronto a ser testado, admitindo que a sua ejecção poderia ser considerada como uma provocação.
Ainda, assim, verifica-se que, apesar destas palavras, por parte da administração norte-americana e do próprio Pentágono existe uma evidente contenção verbal; pelo que isto me leva a perguntar, de novo e uma vez mais, se, realmente, a Coreia do Norte – que pela primeira vez reconheceu a existência do programa de mísseis, embora negando a capacidade intercontinental – tem capacidade para projectar, sustentar e lançar um ICBM, no formato denunciado, ou se, pelo contrário, mais não é que uma plataforma de lançamento por conta de terceiros. E esses estamos mesmo a ver quem serão.
Ou será uma utopia minha?

O processo de transição para o Multipartidarismo em Angola


em Lisboa, em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a RDP-África, tem a honra de convidar V. Exa. para o lançamento em Lisboa, na Fundação Cidade de Lisboa, ao Campo Grande 380, no próximo dia 22 de Junho pelas 18,00 horas, da obra “O Processo de Transição para o Multipartidarismo em Angola”, que foram coordenadores os Professores Justino Pinto de Andrade (da UCAN) e Nuno Vidal (da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra).
Além destes citados coordenadores, participaram na elaboração desta obra as seguintes individualidades:
Abel Chivukuvuku, Alberto Oliveira Pinto, Aline Afonso Pereira, Almerido Jaka Jamba, António Burity da Silva, Arvind Ganesan, Augusto Rogério Leitão, Benjamim Castelo, Bornito de Sousa, Carlos Feijó, Christine Messiant, Cristina Rodrigues, Cristina Salvador, Fernando Pacheco, Filomeno Vieira Lopes, Gerald Bender, Jean-Michel Mabeko-Tali, João Baptista Lukombo Nzatuzola, João Paulo Nganga, Jorge Eurico, José Leitão Pureza, José Manuel Imbamba, Lindo Bernardo Tito, Luís do Nascimento, Manuel Paulo, Michel Cahen, Mónica Rafael Simões, Patrick Chabal (que prefacia a obra), Douglas Wheeler, Paulo Jorge, Ruy Duarte de Carvalho, Vicente Pinto de Andrade.
Alguns destes autores deverão estar presentes na apresentação da obra em Lisboa.
Contamos com a vossa presença e participação no debate que se vai seguir à apresentação desta obra.

18 junho 2006

Viva o Federalismo europeu


"Portugal vai referendar o novo tratado constitucional europeu, seja qual for o conteúdo. A garantia foi dada por José Sócrates, no final da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UE, em Bruxelas. "
Retirado daqui onde poderão ler na íntegra o texto e que não merece da minha parte mais que este comentário "Adeus à Europa das Nações... Viva a Europa dos Estados, a Europa federal".

Que se passa nas ilhas da Morabeza?

Nas ilhas da Morabeza, normas e culaderas, a fazer fé – e não há razões para duvidar – nas notícias e comentários que vão, ultimamente aparecendo, parecem não se estão a entender.
De facto as ilhas que geraram personalidades tão nobres e importantes como Cesária Évora, Germano de Almeida, Jorge Tolentino, Manuel Lopes ou o jornalista e poeta Eugénio Tavares não podem continuar a ver disputas inúteis e estéreis entre “tambarinos” e “ventoinhas” e por causa delas pessoas de rua sejam prejudicadas só por que uma tenha e outra não o cartão do partido A ou do partido B.
Também já é altura das palavras que José Maria Neves terá proferido após o escrutínio eleitoral de Fevereiro passado serem, desta feita, definitivamente escrutinadas pelo Supremo Tribunal de Justiça; penso que o STJ não as deve ter deixado cair nalguma esconça gaveta de um qualquer departamento inquericional – tão típico nos países lusófonos quando é, para isso, conveniente – e tomado-as como passíveis de serem provadas por quem as formulou sob pena de difamação.
A democracia em Cabo Verde, tão celebradamente aplaudida que até recebe exercícios militares da NATO, merece esse respeito pelo que, passado quase seis meses, já era tempo de se saber qual o seu desenvolvimento. E pelas notícias que circulam ainda ninguém parece ter sido questionado no STJ. Porquê?
Responda quem souber.

Timor-Lorosae volta a normalidade por via de quem?

(uma montagem retirada daqui)
Em Timor-Lorosae parece que a “normalidade” está em vias de retornar.
Os “revoltosos” – as aspas devem-se ao facto de ainda ninguém ter provado, realmente, que houve uma revolta e que tudo não passou de um reposicionamento interno entre forças políticas e sociais opositoras internamente, principalmente dentro da própria Fretilin – começaram a entregar as suas armas aos australianos conforme, segundo uma mensagem da presidência(?), estava acordado nos encontros bilaterais entre representantes de Timor-Lorosae e Austrália!?
E eu que, na minha ingenuidade, pensava que o acordo, a existir, era multilateral entre Timor-Lorosae e os outros países que colocaram militares e forças militarizadas para travar a violência em Dili e quase só em Dili.
Pelos vistos não!!
O acordo era bilateral entre o neo-suserado (Timor-Lorosae) e o proto-suserano, ou potência regional, (Austrália).
Nem o facto de Xanana ter ido agradecer ao apoio – leia-se a compreensão, devido a certas, e talvez não infundadas, acusações – da Indonésia deixa de mostrar que quem manda agora, de facto e de jure, nos timorenses são os australianos. Premonitórias as palavras do quase ultra-conservador “premiê” australiano quando afirmou, a dado momento, que Timor precisava de uma nova ordem interna e de uma nova administração.
E pensarmos nós que os timorenses andaram a lutar e morrer pela sua independência e, parece, para nada. Os nefastos efeitos dos hidrocarbonetos e da proverbial atitude portuguesa de “largar rápido” porque mesmo sem lhes terem – ninguém – dado qualquer formação jurídica, administrativa ou empresarial, eles que se entendam…
A História repete-se ao fim de 30 anos. E os culpados vão sempre sobrevivendo e galhardamente aplaudidos e condecorados.
Até quando?
Ah! e já agora, alguém viu por aí uma tal CPLP??

17 junho 2006

Artigos publicados de 10 a 17/Jun/2006

No semanário santomense Correio da Semana um artigo sobre a situação da Somália com o título "Somália, um caos africano que nunca mais acaba?";
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No Notícias Lusófonas um artigo de opinião sobre a situação política e eleitoral em São Tomé e Príncipe sob o título "A quem interessa o que se passa em S. Tomé e Príncipe?";
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No angolano Semanário Angolense um artigo de opinião sobre a situação política e militar de Timor-Leste sob o título "A quem agrada a actual situação de Timor-Lorosae?";

Suspenso actos eleitorais em São Tomé e Príncipe

Algo não vai bem nas ilhas maravilhosas.
As eleições autárquicas e regionais santomenses, inicialmente marcadas para 9 de Julho, que o digam.
Depois de tantos diz-se que diz-se, mujimbos e quejandos sobre quem é quem e sobre quem pode ser ou não ser elegível ou em que data limite deveriam ter apresentado as suas candidaturas e antes que houvesse inestéticos motivos que dessem azo a aparecerem inoportunos “banhos”, o Supremo Tribunal Justiça (STJ) decidiu, ontem, suspender “sine die” as candidaturas apresentadas às eleições autárquicas e regionais de São Tomé e Príncipe o que já levou à “revolta” popular dos príncipes.
Para isso muito contribuiu o desfasamento entre o CNE e o STJ.
Em vésperas de eleições presidenciais isto não pressagia nada de bom para a democracia santomense, apesar de Fradique já ter afirmado a sua recandidatura. E, por outro lado, não esqueçamos que estamos a um mês do 3º aniversário do “putsh” militar santomense que, como se sabe, surgiu, precisamente, devido, entre outros factores menores, à instabilidade política e social do país.
Fazem cada e mais sentido as palavras do economista santomense Zeferino Ceita quando a certa altura afirmava que um dos grandes problemas de STP estava “no défice de conhecimento na gestão do país”.
E é o que está em causa: a (des)gestão entre os dois principais responsáveis pelas eleições em STP.

16 junho 2006

Sucessão dinástica em Cuba?

© Che, Raul e Fidel numa foto daqui

Pelos vistos Cuba está em vias de deixar de ser uma República para se tornar num… num quê? Num reino? num império? numa qualquer holding empresarial?
Realmente quando se ouve que Fidel Castro quer ter como sucessor(?) – para país com um regime democrático não monárquico ou imperial haver sucessão, é, no mínimo estranho – o seu irmão Raul Castro que, por sua vez, diz que o PCC, Partido Comunista Cubano é o único sucessor de Fidel; ou seja, o povo que se lixe porque Cuba mais parece uma coutada, ou empresa pessoal que um País.
E pensarmos nós, e pensava Hemingway, que Fidel e Che – como se sentirá Che Guevara perante estas notícias – tinham comandado uma força para destituir déspotas, hipócritas e falsários como Fulgêncio Baptista para, agora, vermos isto…
E quem se ri com isto tudo é o seu potentado vizinho do Norte.

Mundial de Futebol, dia 2

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Naturalmente que desejo e espero que Angola vença este desafio face a México. Mas, uma coisa há que desejo acima de tudo “fair play”.
Ah! E, caso não tenha a SportTv escusam de sintonizar a SIC porque esta deve pensar que não há angolanos em Portugal, ao contrário de brasileiros que sabemos viverem muitos em Portugal, mas... Só assim se explica que a SIC não transmita nenhum – NENHUM – jogo de Angola, excepto o primeiro, naturalmente porque jogava Portugal, e vá transmitir os jogos do Brasil-Austrália e Brasil-Japão. Enfim… continua a falta de respeito pelos angolanos!!!!
Força Angola

ADENDA: 0 - 0 um excelente resultado para Angola e, reconheçamos por aquilo que fizeram, um péssimo resultado para os aztecas que muito fizeram por marcar. Com o azar de uns a sorte de outros. E obrigado João Ricardo que deve ter sido, mais que provavelmente, o "Man of the Match".

Mueda, foi há 46 anos

(Mueda, vista do vale, retirada daqui)
Mueda, uma localidade, sede de distrito, da província Cabo Delgado, foi palco de um morticínio nunca cabalmente explicado - principalmente quanto aos mortos - levado a efeito por forças militarizadas portugueses e a mando do então Governador distrital de Ponta Delgada - ou provincial de Moçambique, até aqui as fontes divergem.
Segundo fontes nacionalistas terão ocorrido cerca de 500 mortos; as fontes oficiais da época dizem não ter havido mais de 14 mortos; por sua vez um dos autores do livro "Guerra Colonial", que também apontava para um número próximo do dos nacionalistas, terá escrito num outro trabalho escrito posteriormente que esse número andou pela vintena; já um dos boletins do Arquivo Histórico de Moçambique, publicado pela Universidade Eduardo Mondlane avança, segundo testemunhos recolhidos por Daniel Muilundo, com 17 mortos, igualmente confirmado aqui.
Independentemente dos números acontecidos não deixou de haver um atentado aos direitos elementares de um povo, no caso agricultores moçambicanos, que se limitava a reclamar do Governador a melhoria das condições de vida e a possibilidade de criação de cooperativas que, paradoxalmente, já estava contemplado no ordenamento jurídico da colónia.
Ainda segundo certos analistas, nomeadamente os testemunhos recolhidos pelo citado Arquivo Histórico, entre as exigências da população estaria a independência da região maconde e a sua futura anexação à Tanzânia. A liderar esta pretensão estariam membros da MANU (Maconde African National Union) e que, mais tarde, se veio a verificar serem ineptos e ladrões.
Sobre este assunto poderão ver duas interpretações aqui, ou aqui, ou, ainda, alguns comentários aqui e aqui sucitados.
A verdade é só uma. Houve um massacre e alguns historiadores dão Mueda, no fatídico 16 de Junho de 1960, como sendo o primeiro acto da luta pela independência moçambicana.
Entretanto a História vai continuando e num futuro, sem a pressão dos acontecimentos recentes, iremos saber o que realmente terá acontecido e a quem interessou Mueda.

Dia da Criança Africana

(foto de "A Semana")
Comemora-se hoje o Dia da Criança Africana.
Tal como no 1º de Junho só se pede mais respeito pela criança para que não seja - e, infelizmente, com alguma razão - um ditador e, ou, um facínora, no futuro.
O que fizermos hoje reflectir-se-á, inevitavelmente, no futuro.
E às vezes parece ser isso o que alguns governantes querem: "já que eu não tive, eles também não terão". Ou seja, a Paz e a Esperança no futuro.
Já não será altura de pararmos para pensar... mas para pensar mesmo.
Não podemos continuar à espera das boas vontades da UNICEF ou de bons samaritanos que "adoptam" crianças africanas, como parece cair tão bem na "high society".
Temos de gritar bem alto pelo fim das crianças-soldados e dos meninos de rua. Temos de reactivar instituições que as protejam, como a Casa dos Rapazes ou do Gaiato.

ADENDA: Sobre este assunto ver a pertinente e oportuna Manchete do Notícias Lusófonas que começa-a citando, precisamente, este apontamento.

15 junho 2006

Apontamentos soltos numa semana de férias

1. O Mundial de Futebol 2006:
Começou na Alemanha o Campeonato do Mundo de Futebol FIFA 2006.
Se face ao resultado que Angola registou não terá começado bem, a selecção dos Palancas Negras não tem, antes pelo contrário, de se sentir desmotivada.
Apesar da derrota por 1-0 perante Portugal, reconhecido como um dos mais fortes do grupo, Angola conseguiu não só, não envergonhar África como mostrar que tem material humano para eventos futuros. Assim os responsáveis saibam trabalhar e assim a equipa técnica deixe de mostrar algum receio, quando a perder, em jogar com um ponta-de-lança, Akwá ou Love, apoiado por dois avançados Mantorras e Mateus e não alternar Akwá por Love ou Mantorras. Embora admita que o técnico Orlando Gonçalves é que melhor conhece os seus homens continuo a não compreender porque Akwá e Mantorras não jogam juntos.
Em qualquer dos casos interessa é que a selecção dos Palancas Negras continue a honrar Angola e o futebol africano.
E por falar de futebol; alguém me explica porque é que a SIC que comprou os direitos de 13/14 jogos não transmitiu nenhum dos jogos de segunda a quarta-feira onde, só por acaso, jogavam três ou quatro dos candidatos ao título e com jogos de capital importância como se provou pelos resultados. Mais um dos mistérios da televisão portuguesa que não entendo…
Ah! Já agora alguém me explica porque que é que os analistas desportivos portugueses dão como certa a classificação da equipa portuguesa caso passe o Irão? É que se esquecem que na última jornada poderá haver 3 equipas com 6 pontos; por exemplo Portugal, se ganhar ao Irão; México caso vença Portugal na última jornada; e Angola caso vença, como espero e desejo, o México e o Irão…

2. Somália, o radicalismo islamita ganha
Na Somália os radicais islâmicos da União dos Tribunais Islamitas (UTI) ganha terreno não só no palco da guerra aos senhores da guerra da Aliança para a Restauração da Paz e Contra o Terrorismo (ARPCT, ou ARPA), que goza do apoio norte-americano, como, e principalmente, junto da população cansada de anos e anos de guerras fratricidas, da fome, de miséria.
Aliado a isto, o UTI é segundo alguns analistas é um forte aliado da al-Qaeda, enquanto outros vão mais longe ao afirmarem que é uma extensão tentacular daquela Medusa assassina.
Uma coisa é certa, depois de terem tomado, diria facilmente, a capital Mogadiscio, ainda mais facilmente tomaram o último grande reduto dos senhores da guerra, Jowhar, o que levou o Parlamento - dominado pelos tais senhores da guerra - a aprovar a criação de uma força de manutenção de paz(?) para o país.

3. A morte de al-Zarqawi fez diminuir alguma tensão?
Parece que a morte do “mártir” jordano al-Zarqawi não só não fez diminuir a tensão no Iraque – como já anteriormente tinha previsto a sua morte lucrou mais aos radicais que ao mundo civilizado e os islâmicos moderados – como agora começou a emergir uma divergência entre a Coligação, liderada pelos EUA, e os iraquianos sobre o que efectivamente aconteceu após a captura do moribundo al-Zarqawi; e tudo isto porque surgem acusações de maus-tratos sobre o corpo do líder da al-Qaeda na Mesopotâmia e no Iraque para obtenção de informações sobre este movimento assassino e terrorista. Verdadeira, ou não, reconheçamos que a “apresentação” cénica da foto gigante da cabeça disformada de al-Zarqawi poderá indiciar que não terá ficado só assim devido ao ataque aéreo. E as declarações do médico militar norte-americano Steve Jones não ajudam a dissipar as legítimas dúvidas daqueles que vêem em tudo o que os norte-americanos fazem como um atentado aos Direitos Humanos. A situação em Guantánamo e o triplo suicídio alí ocorrido são dois dos factores que suportam essas dúvidas.
Não sei se o seu encerramento será suficiente para minorar essas dúvidas. Pessoalmente quero continuar a acreditar num Mundo livre, justo e humanizado.

4. A Palestina em agonia interna
A Palestina vive momentos difíceis. Já não bastava à Terra da Conflitualidade as tensões entre judeus e palestinianos, para estes, agora, se digladiarem entre si como se de clãs se tratassem. E a quem agradam estas disputas fratricidas entre o movimento radical Hamas, maioritário no Parlamento e no Governo, e a Fatah. Por certo que não é a Israel que acaba por levar sempre por tabela.
Não devemos esquecer os apoios claros e inequívocos do Irão e do nada discreto, e nunca formalmente rejeitado, da al-Qaeda ao Hamas, enquanto a Fatah, que apoia o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, goza de imenso prestígio junto dos países árabes moderados – considerar o fanatismo sunita dos sauditas como moderado é, no mínimo, caricato e politicamente conveniente –; por outro lado, o presidente Abbas quer efectuar, em claro confronto político com o Hamas, um Referendo que poderá sancionar, e em definitivo, a presença judaica na região.
Daí que a Israel e muito mais à Palestina esta caótica situação entre os dois mais importantes interlocutores palestinianos não seja a mais interessante nem desejável.

5. Timor-Leste ainda espera
Tão interessante quanto dramática a situação em Timor-Leste. De um lado os australianos que querem tornar esta Nação – e parece que os timorenses são os únicos que ainda o não perceberam – num protectorado fornecedor de hidrocarbonetos quase gratuitos evocando a ingovernabilidade do país. Do outro a ONU e Portugal – alguém viu por aí a CPLP? – a querem manter Timor-Leste como uma Nação viável e independente.
O problema está em saber como irão posicionar no areópago internacional os membros do Conselho de Segurança (CS) e depois da RTP ter transmitido uma reportagem onde o irmão do primeiro-ministro Mari Alkatiri, por acaso um muçulmano em terra de católicos, e um ex-Ministro são acusados de criarem e armarem uma milícia para destruir a oposição local; ora por mero acaso, este facto já foi denunciado em órgãos informativos australianos e, também só por acaso, só o tinha sido por estes.
Em vésperas de reunião do CS e do que a União Europeia possa dizer, não há dúvidas que foi uma reportagem providencial; falta saber para quem…
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Nota: a enorme dificuldade que continuo a ter para colocar certas imagens no blogger parece-me fazer crer que os problemas anteriores ainda não estarão sanados. Por essa razão um pu outro apontamento não terá imagens e os que têm foram obtidos em vários sítios.

09 junho 2006

Férias - Descanso - Bom Futebol

Pois bem é isso mesmo que na próxima semana irei fazer:
Descansar, ler bons livros que esperam por mim (acabar o "Deus Acorda", ler "São Judas Iscariote", "Jaime Bunda e a morte do americano" e "O Processo de Transição para o Multipartidarismo em Angola", entre outros); a vantagem (ou desvantagem) de não ter ondes netianas na zona onde vou estar... e é uma zona turística, olha se não fosse.
Mas prometo que guardarei tudo o que achar conveniente de comentar para colocar logo que chegue... a não ser que o Blogger, outra vez, esteja em "manutenção", ou seja, se desta vez morrer o bin Laden em vez de Um dia vamos estar vários dias sem blogs... e eu que não acredito na "Teoria da Conspiração".
Entretanto àqueles que puderem ver e deliciar com os jogos na SportTv que se possam deliciar com aquilo que mais se deseja num futebol: bonitos golos e muito "fair play".
E que Angola ganhe, pelo menos experiência para o próximo Mundial.