21 outubro 2007

Angola sob o espectro de aviões-bomba?

Segundo a edição deste fim-de-semana do Semanário Angolense (SA) – aquele que viu o seu director, Graça Campos, ser detido em contornos pouco claros como o próprio SA nesta edição também deixa no ar – a suspensão de voos da TAAG para Europa não teria como base explicativa a versão oficial mas, uma outra e bem grave e com a mãozinha dos norte-americanos por detrás.
De acordo com o SA, a suspensão de voos da companhia angolana de bandeira seria devido a possíveis ataques a interesses ocidentais europeus com aviões da TAAG.
Para esse receio contribuirá uma eventual “crescente entrada em Angola de imigrantes do «Islão perigoso», a falta de segurança e a permissividade fronteiriça no aeroporto de Luanda” teriam sido os “condimentos que fizeram soar o alarme no país do «Tio Sam»” por recearem que, eventualmente, os aviões da TAAG possam ser sequestrados por terroristas e estes os lancem sobre alvos e icons ocidentais como a “Torre Eiffel por exemplo, à semelhança do que sucedeu ao World Trade Centre”; Paris e Londres seriam os dois principais alvos dos possíveis ataques terroristas com aviões da TAAG.
É uma suspeição muito grave que põe em causa a credibilidade da União Europeia por não assumir um facto importante e perigoso não só para os seus interesses mas também porque olvida a segurança dos passageiros, a maioria angolanos, que voam nos citados aparelhos ou mesmo naqueles que são usados como “substitutos” porque a ser verdade as condicionantes que o SA se refere, os putativos terroristas tanto usarão os aviões da TAAG como poderão usar os que os substituem.
Não acredito que os passageiros que usaram companhias alternativas em outras praças aéreas sejam forçadas a passar, de novo, por controlos policiais ou outros, dado que não saem da zona de embarque, nem que os aviões de outras companhias substitutas que saiam de Luanda tenham controlos alternativos. É que segundo o SA, os americanos constataram que “muitos cidadãos estrangeiros entram e saem de Angola pela ala protocolar, mesmo não se tratando de personalidades vip’s, bastando-lhes, para tanto, subornar os funcionários do Serviço de Migração e Estrangeiros, (Sme) no próprio aeroporto ou por via de esquemas e contactos antecipados” ou que as “as máquinas detectoras de metais e produtos perigosos colocados nos postos de controlo fronteiriço daquele aeroporto funcionarem geralmente com falhas, quando não se encontram simplesmente desactivadas, tornando assim enorme a probabilidade dos passageiros introduzirem nos aviões armas e outros instrumentos letais”.
São suspeições e alertas graves que tanto o Governo angolano, nomeadamente o ministério dos transportes, como a TAAG deverão dar uma resposta clara e inequívoca de modo a sossegar não só os seus passageiros como os próprios angolanos. E esta não pode ser com eventuais processos crimes mas com mostras de que o SA e os euro-americanos estão enganados e que não haverá motivos para temerem pela segurança internacional.
Caso contrário…

3 comentários:

altohama disse...

«Uma investigação do Notícias Lusófonas, concentrada sobretudo em Luanda, permite concluir que organizações que trabalham com alguns países árabes, sobretudo com o Iraque, recrutaram operacionais para «fazer alguns serviços» no exterior, mormente na Europa. Para além de angolanos, há também portugueses que foram contactados no sentido de «levar algumas encomendas para pontos estratégicos da Europa». Ao que tudo indica, Saddam e Osama bin Laden vão adoptar uma nova estratégia de resposta a uma eventual guerra: espalhar atentados por tudo quanto é sítio».

Jorge Castro no Notícias Lusófonas de 18 de Fevereiro de 2003.

Pitigrili disse...

Há mais de dois anos, desapareceu do aeroporto de Luanda um Boeing 727 transformado para cisterna de transporte de gasóleo.
Cheio de combustível, era o ideal para um ataque...
Sabem por acaso por onde anda?

Anónimo disse...

Só mesmo quem está fora do mundo da aviação pode fazer semelhante afirmação.
A TAAG é uma companhia aérea como outra qualquer.Está sujeita a sanções.
Embora rica não paga as dívidas a Clearing House (IATA), nem cumpre com os preceitos.
MAS DESTA VEZ VOS GARANTO OU A TAAG SE PREPARA PARA SER UMA COMPANHIA DE AVIAÇÃO OU NEM O Eduardo dos Santos a Salva.
IOSA é coisa séria. Dá muito trabalho. Chega a Dar insónia.