31 outubro 2007

E vão três…

(DDR)
O ainda presidente de todos os angolanos, José Eduardo dos Santos, reafirmou uma vez mais – e uma vez mais fora do País (depois de o ter dito a “Lula”, embora no País, é uma personalidade estrangeira, e na Namíbia) –, que as eleições legislativas serão no próximo ano de 2008, entre Maio e Agosto, ou seja, na época do “cacimbo” ou época seca.
Fica bem ao senhor presidente reafirmar esta sua convicção.
Só se lamenta que ainda o não tenha feito em local próprio. Ou seja, em Angola no Parlamento e nos Órgãos Nacionais e marcando de facto e de jure a data das eleições.
Quer dizer, não é que isso possa tão importante para a mim como para outros como eu. É que na Diáspora não podemos fazer uso dos nossos direitos como cidadãos. Isto é, não podemos votar porque não nos deixaram recensear!
Mas como o voto é uma arma importante para definir metas e mudanças em Democracia…

29 outubro 2007

Basquetebol: Desportivo de Maputo arrecada Taça feminina

(imagem de consagração daqui)

As senhoras do basquete do Desportivo de Maputo ganharam a Taça dos Clubes Campeões Africanos, de Basquetebol feminino, ao derrotarem na final as destronadas campeãs angolanas do 1º de Agosto por esclarecedores 64-47 (ou 64-48).
Nos terceiro e quarto lugares foram para as duas restantes equipas moçambicanas; as senhoras do Ferroviário de Maputo (foram segundas no ano passado no Gabão), que venceram as suas compatriotas do ISPU por 63-56, arrecadaram o terceiro lugar.
Depois do Maxaquene, em 1991, e da Académica em 2001, as alvi-negras do Desportivo de Maputo voltaram a colocar uma equipa moçambicana no pedestal da Taça.
Entretanto no "Moçambola2007" os canarinhos do Costa do Sol, que por acaso e salvo melhor indicação é filial do SLBenfica, ficou a 2 pontos de se sagrar campeão moçambicano de futebol.

26 outubro 2007

Guarda pessoal é mesmo cubana?!

Há dias numa Manchete do Notícias Lusófonas, Jorge Eurico alertava para o facto de, em Luanda, se rumorar que Cuba e Angola teriam acordado no envio de militares cubanos para fazer escolta a José Eduardo dos Santos.
Na altura comentei que queria acreditar que esperaria ter sido uma informação menos clara que teriam dado a meu amigo Jorge Eurico.
Infelizmente, parece que a informação mais que verdadeira já está posta em prática.
A edição deste fim-de-semana do Semanário Angolense (SA) – ver capa ao lado –, que sai amanhã mas já está online, é clara e directa.
Sob o título “Outra vez a «cubanização» da segurança do Presidente angolano” e o longo subtítulo “60 efectivos cubanos negros repartidos por dois pelotões protegem doravante a cintura de José Eduardo dos Santos “ o SA afirma que já há em Angola soldados cubanos a fazer de guarda-pessoal do presidente Eduardo dos Santos, conforme se cita: “A primeira linha da Guarda Presidencial angolana voltou a ser assegurada por efectivos militares cubanos, segundo soube o Semanário Angolense de fontes familiarizadas com o assunto, que garantem que este foi o elemento central, embora confidencial, da agenda de José Eduardo dos Santos na sua mais recente deslocação a Cuba. As fontes especificaram que neste momento encontram-se já em Angola dois pelotões com tais efectivos, perfazendo 60 homens. À partida, ninguém dará por eles porque são todos de raça negra e estão a receber, em regime intensivo, ensinamentos rudimentares da língua portuguesa. O primeiro pelotão desembarcou há sensivelmente três semanas, entre os dias 5 e 8 do mês em curso. Na passada quarta-feira, 24, chegaram os efectivos do segundo pelotão e nesse mesmo dia foram todos enquadrados e patenteados. Um coronel chefia estes homens que doravante carregam sobre os ombros a tarefa de proteger a cintura do Presidente angolano. Há muitos anos já que a linha mais avançada da guarda do Chefe de Estado era inteiramente assegurada por efectivos angolanos. Quase sempre posicionado atrás de José Eduardo dos Santos nas fotografias de comitivas presidenciais, o major Kiala, um irmão de Fernando Garcia Miala, antigo director do Serviço de Inteligência Externa, chefiou esse corpo restritíssimo de protectores do Presidente, até ao seu afastamento na sequência da purga aos «mialistas». A «cubanização» do corpo de segurança do Presidente da República em Angola data dos primeiros anos de independência, com Agostinho Neto. A história regista que em plenos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, o primeiro Chefe de Estado angolano recorreu às forças da expedição cubana para reprimir os adeptos de Nito Alves. Terão sido elas que retomaram à Rádio Nacional de Angola, o quartel das forças de elite que compunham a chamada 9ª Brigada, bem como a Cadeia de S. Paulo, que se encontravam em poder dos «nitistas» na manhã daquele dia. No livro Purga em Angola, o mais recente que aborda o controverso 27 de Maio, Dalila Cabrita e Álvaro Mateus contam que pelas 10 horas da manhã, Agostinho Neto entrara em contacto com Fidel Castro, tendo dado um quadro alarmante da cidade de Luanda, tomada por vândalos e marginais, avançando simultaneamente o perigo duma invasão por forças zairenses e sul-africanas, no âmbito da que ficou conhecida por «Operação Cobra».”
Assim, directos e claros. O artigo pode ser lido, na íntegra, aqui.
Vamos esperar pelos próximos episódios desta telenovela. Já, na próxima terça-feira quando for a Maputo, pode ser que seja virtualmente desmentido…

ADENDA: …e não esqueçamos que a presença de militares cubanos em Angola contraria o consagrado nos acordos quadripartidos de 1988 (13.Dez.1988), os “Acordos de New York”, celebrados entre Angola, Cuba, África do Sul e sob a égide da ONU, que previam a retirada definitiva de forças cubanas e sul-africanas do teatro de guerra e a implementação da Resolução 435 que permitia a independência da Namíbia.

Eduardo dos Santos vai promentendo...

"Em pouco mais de uma semana, o presidente José Eduardo dos Santos reafirmou – prometeu – que as eleições legislativas em Angola serão no próximo ano.
Depois de garantir o mesmo a “Lula” da Silva, desta vez foi em Windhoek, durante a sua visita à Namíbia. Esperemos para ver o que dirá na próxima terça-feira quando visitar Maputo…
Ele lá prometer, promete. Até afirma, e muito bem, diga-se, no seu discurso que “Os nossos dois países aceitaram esta via porque também acham que o poder já não está na ponta da espingarda, mas sim no voto de cada cidadão! Os cidadãos elegem o Presidente da República e o Parlamento de que emanam as leis” e que “No próximo ano vão ter lugar em Angola as segundas eleições legislativas, durante as quais o povo angolano vai ser chamado às urnas para eleger os seus representantes.
Também não se esqueceu de relembrar, e muito bem, diga-se, que esta situação já é normal da Namíbia “onde esse processo se desenvolve desde há muito com toda a normalidade” e que o facto de relembrar este interessante evento – só se lamenta que não seja para todos os Angolanos – possa “parecer estranho que encaremos com tanta ansiedade e tantas esperanças essa renovação de mandatos”.
Pois, só que há Angolanos e Angolanos. Uns, podem votar. Outros, alguns milhares, não o podem fazer por não terem visto o seu Direito cumprido por estarem em “certas” Diásporas. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado no /Colunistas sob o título "Ele lá prometer, promete!"

Um Angolano deputado na Suíça

Soube-o, primeiro por via correio electrónico e conferi aqui, citando uma notícia do matutino português Diário de Notícias.
Um angolano, Ricardo Lumengo, refugiado e exilado na Suíça, desde 1982 para fugir à guerra-civil, foi eleito no fim-de-semana passado como deputado pelo Cantão de Berna, tornando-se no primeiro negro eleito para o Parlamento suíço.
Aqui fica a sua estória num País que elegeu uma maioria ultra-conservadora populista e quase xenófoba.
Chegou à Suíça em 1982 para fugir à guerra civil em Angola, agora, Ricardo Lumengo tornou-se no primeiro negro eleito para o Parlamento suíço. Deputado pelo cantão de Berna, Lumengo, de 45 anos, obteve a nacionalidade suíça em 1997. O imigrante angolano tornou-se na grande surpresa das legislativas de domingo, que ditaram a vitória da direita populista.
Eleito pelo Partido Socialista (PS), Ricardo Lumengo terá de conviver no Conselho Nacional com os 61 deputados da União Democrática de Centro (UDC). O partido do milionário de Zurique Christophe Blocher foi o grande vencedor do escrutínio de domingo com 28,8% dos votos. Com uma campanha considerada pelos críticos como xenófoba e racista, centrada na expulsão dos criminosos estrangeiros da Suíça, a UDC esteve no centro do debate político. Grande culpado? O seu cartaz no qual uma ovelha branca expulsa uma ovelha negra do território suíço com um coice.
Antigo exilado político, Lumengo garantiu à agência ATS: "Não quero ser um anti-Blocher. Não fui escolhido pelos eleitores para combater alguém, mas sim para defender as ideias socialistas e a minha região". Dos cerca de três mil candidatos às legislativas, pouco mais de uma dezena tem origens africanas.
Quanto aos resultados, o PS foi o grande derrotado do escrutínio de domingo, tendo perdido nove deputados no Conselho Nacional, onde os 26 cantões têm uma representação proporcional ao número de habitantes. Mas para o politólogo Yannis Papadopoulos "pouco ou nada vai mudar na Suíça". Em declarações à AFP, o professor da Universidade de Lausanne garantiu que o resultado da UDC "não constitui uma mudança profunda" no sistema, que deverá manter as coligações.
Ontem faltavam ainda apurar 11 dos 46 lugares para o Conselho de Estado. Na câmara alta do Parlamento suíço, cada cantão elege dois deputados enquanto os seis meios cantões elegem apenas um.

25 outubro 2007

Prémio Sakharov 2007 relembra Darfur

(imagem daqui)
A União Europeia, por vezes, não está adormecida nem esquecida dos valores que nortearam os seus fundadores: a defesa dos Direitos Humanos e da Liberdade.
Por isso, ou talvez porque a consciência anda demasiado pesada pelas sucessivas adendas que certos Estados-membros fazem no que toca à Carta de Direitos Fundamentais decidiu, e bem, através do seu Parlamento conceder o Prémio Sakharov de 2007 a Salih Mahmoud Osman. Além do laureado estavam na corrida final a assassinada jornalista russa Anna Politkovskaya (activista dos direitos humanos reconhecida pela oposição ao conflito na Chechénia) e os chineses Zeng Jinyan e Hu Jia (dois dos mais activos defensores dos direitos humanos na China).
Salih M. Osman é um advogado sudanês de 50 anos e activista pelos direitos humanos que muito se tem batalhado e trabalhado em prole da defesa das vítimas da guerra-civil no Darfur e membro da 0rganização Sudanesa contra a Tortura que apoia todos os que são perseguidos apenas por criticarem o governo de Cartum ou pertencem à etnia errada.
Já em 2005, Salih M. Osman recebeu o prémio Human Rights Watch’s.

Também quero um destes!

(se não é nos jardins é no deserto, ou na duna… ©do Pitecos)

O ex-líder do PSD pediu o subsídio – leia-se “pensão vitalícia” – a que tem direito depois de 20 anos a ser eleito para a Assembleia da República” o que lhe permitirá “ter direito ao máximo da pensão: 80 % do último ordenado” ou seja, como o vencimento bruto de um deputado português terá sido de 3.631,39 euros “80 % desse valor é 2905 euros sujeitos a impostos”.
Notícia da edição online do semanário português “Sol” com o título “Marques Mendes pediu pensão vitalícia” sobre a sua pretensão, legítima face a outros similares conforme o artigo, de, aos 50 anos, receber uma pensão vitalícia, embora… tão parca… de certeza mais um pobre reformado para os bancos dos jardins!
Alguém me explica onde é este Centro de Emprego para me candidatar a um igual?

Agora percebo o desabafo…

Depois de ler a notícia d’ O Observador, na edição 86, de hoje (edição em PDF, cuja imagem está ao lado), citando a Liga Moçambicana de Direitos Humanos e que passo a transcrever “Sessenta moçambicanos foram executados sumariamente no ano passado em Moçambique, alguns dos quais nas principais penitenciárias, revela relatório anual da Liga Moçambicana de Direitos Humanos (LDH), que acusa o executivo de Armando Gebuza pela actual situação” já compreendo o desabafo de Guebuza no final de uma entrevista ao jornalista Orlando Castro (já ontem aqui referido).
E estes factos são também abordados na versão online d’ O País onde, citando o relatório do LDH, recorda factos ocorridos entre 2005 e 2006 onde são lembrados “o assassinato, pela própria polícia, de três agentes da Força de Intervenção Rápida, no bairro da Matola-Rio”, em 2006, por, alegadamente, estarem ligados ao sub-mundo do crime, e também o “fuzilamento de três supostos criminosos no bairro Triunfo, alegadamente por tentarem encetar uma fuga”.
Assim, a seco e sem mais paninhos quentes! E já em 2004 a LDH tinha denunciado alguns destes atropelos.
Algo vai mal na CPLP que não vemos denunciar estas situações. Tal como, infelizmente, não vemos muitas outras também.
Por certo que não era esta a CPLP que o recentemente falecido - e quase passou despercebido a quem o não devia passar - e grande impulsionador da Comunidade, embaixador José Aparecido de Oliveira, sonhou.

24 outubro 2007

Em Moçambique manda ele e já o tinha alertado...

Depois de ler uma interessante análise que Orlando Castro escreveu na sequência da outorga do prémio da Mo Ibrahim Foudation, a Joaquim Chissano, e o contraponto que é este estadista com o seu sucessor, não posso deixar de considerar oportuna e quase profética aquela análise depois de ler o artigo abaixo que vai sair na edição 085, de amanhã, d’ O Observador.

22 outubro 2007

E o Girabola 2007 foi para…

(no relvado do 22 de Julho, ao Rocha Pinto, adeptos vitoriam o novo campeão)

… o Interclube, equipa do Ministério do Interior, também reconhecida pelos “polícias” que inscreveu, pela primeira vez, o seu nome – é a sexta equipa a fazê-lo – nos vencedores do Campeonato maior de futebol angolano ao conseguir manter na última jornada o ponto de avanço que tinha sobre o 1º de Agosto, campeão destronado.
A equipa treinada pelo ex-benfiquista e ex-defesa internacional do Brasil, Carlos Mozer, até que começou muito mal o campeonato ao ponto de alguns dos seus jogadores terem sido agredidos e alvo de pedradas, como hoje relembrou o inicialmente contestado treinador campeão.
Nos lugares imediatos do pódio ficaram o 1º de Agosto e os Petro-Atlético de Luanda por troca com o Kabuscorp e outras duas equipas, que ainda não estão consagradas.
Desceram à Segundona o Académico do Soyo, o Atlético do Namibe e a Juventude do Moxico.
.
Entretanto já decorreu o sorteio dos grupos do CAN2008 com emparceiramentos interessantes.
No grupo A ficaram o Ghana, Guiné-Konacry, Marrocos e Namíbia; no grupo B, denominado o “grupo da morte” por nele estarem 3 das potenciais candidatas ao título na posse do Egipto, agrupa a Nigéria, Cote D´Ivoire, Mali e Benin; no grupo C estão o Egipto, Camarões, Zâmbia e Sudão; e no grupo D, o nosso grupo, mediarão forças a Tunísia, Senegal, África do Sul e Angola.
O torneio que irá de 20 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2008 oporá quatro grandes confrontos logo na primeira jornada: os nossos Palancas Negras defrontam a África do Sul; o Tunísia-Senegal; Nigéria-Costa do Marfim (Cote D’Ivoire); e Egipto-Camarões.

E enquanto não começa o CAN e o futebol “máximo”, no Futsal a selecção angolana está a disputar um torneio no Brasil, o Grande Prémio FIFA, tendo perdido na primeira jornada com o Uruguai (3-2) e empatado na segunda com a Holanda a 2 bolas; Angola irá jogar, ainda, com a Hungria, Egipto, Croácia, Argentina e Chile.

.Por sua vez, em Moçambique, começou a Taça Africana de Clubes, em basquetebol feminino, onde pontuam, entre outras, 3 equipas moçambicanas (Ferroviário e Desportivo de Maputo e a Universidade Apolitécnica de Moçambique) e uma angolana (1º de Agosto, campeã africana em título).

Coroada a boa governação de Chissano

Joaquim Chissano foi o primeiro ex-Chefe de Estado africano a ser galardoado pela Fundação Mo Ibrahim devido à boa governação que patenteou em Moçambique durante a sua Magistratura nacional
Para o prémio – uma bolsa de 5.000.000 de USDólares (entregue anualmente em tranches de 500.000 USD, mais 200.00 até ao final da vida), cerca de 3,5 milhões de Euros –, anunciado por Kofi Annan, muito concorreu a vontade em contribuir para a Paz e reconciliação, para uma democracia estável e um desenvolvimento económico em Moçambique aliado à sua livremente vontade – pelo menos é a versão oficial, face a certos condicionalismos – de deixar o poder presidencial.
Sabe-se, ou constou-se, que entre os candidatos estaria também o ex-presidente Bissau-guineense Henrique Rosa, o que seria um forte indicador do quanto os Bissau-guineenses perderam, bem assim os ex-presidente Benjamin Mkapa, da Tanzânia (de 1995 a 2005), Domitien Ndayizeye, do Burundi (2003-2005) e Sam Nujoma, da Namíbia (1990-2005).

21 outubro 2007

Angola sob o espectro de aviões-bomba?

Segundo a edição deste fim-de-semana do Semanário Angolense (SA) – aquele que viu o seu director, Graça Campos, ser detido em contornos pouco claros como o próprio SA nesta edição também deixa no ar – a suspensão de voos da TAAG para Europa não teria como base explicativa a versão oficial mas, uma outra e bem grave e com a mãozinha dos norte-americanos por detrás.
De acordo com o SA, a suspensão de voos da companhia angolana de bandeira seria devido a possíveis ataques a interesses ocidentais europeus com aviões da TAAG.
Para esse receio contribuirá uma eventual “crescente entrada em Angola de imigrantes do «Islão perigoso», a falta de segurança e a permissividade fronteiriça no aeroporto de Luanda” teriam sido os “condimentos que fizeram soar o alarme no país do «Tio Sam»” por recearem que, eventualmente, os aviões da TAAG possam ser sequestrados por terroristas e estes os lancem sobre alvos e icons ocidentais como a “Torre Eiffel por exemplo, à semelhança do que sucedeu ao World Trade Centre”; Paris e Londres seriam os dois principais alvos dos possíveis ataques terroristas com aviões da TAAG.
É uma suspeição muito grave que põe em causa a credibilidade da União Europeia por não assumir um facto importante e perigoso não só para os seus interesses mas também porque olvida a segurança dos passageiros, a maioria angolanos, que voam nos citados aparelhos ou mesmo naqueles que são usados como “substitutos” porque a ser verdade as condicionantes que o SA se refere, os putativos terroristas tanto usarão os aviões da TAAG como poderão usar os que os substituem.
Não acredito que os passageiros que usaram companhias alternativas em outras praças aéreas sejam forçadas a passar, de novo, por controlos policiais ou outros, dado que não saem da zona de embarque, nem que os aviões de outras companhias substitutas que saiam de Luanda tenham controlos alternativos. É que segundo o SA, os americanos constataram que “muitos cidadãos estrangeiros entram e saem de Angola pela ala protocolar, mesmo não se tratando de personalidades vip’s, bastando-lhes, para tanto, subornar os funcionários do Serviço de Migração e Estrangeiros, (Sme) no próprio aeroporto ou por via de esquemas e contactos antecipados” ou que as “as máquinas detectoras de metais e produtos perigosos colocados nos postos de controlo fronteiriço daquele aeroporto funcionarem geralmente com falhas, quando não se encontram simplesmente desactivadas, tornando assim enorme a probabilidade dos passageiros introduzirem nos aviões armas e outros instrumentos letais”.
São suspeições e alertas graves que tanto o Governo angolano, nomeadamente o ministério dos transportes, como a TAAG deverão dar uma resposta clara e inequívoca de modo a sossegar não só os seus passageiros como os próprios angolanos. E esta não pode ser com eventuais processos crimes mas com mostras de que o SA e os euro-americanos estão enganados e que não haverá motivos para temerem pela segurança internacional.
Caso contrário…

Springboks, doze anos depois repetem título

(imagem ©SA Rugby/Getty Images)
A equipa sul-africana de rugby venceu o Campeonato do Mundo realizado em França ao bater na final os ingleses por 15-6.
12 anos depois os “springboks” escrevem o nome da África do Sul na taça e reafirmam que, apesar de eliminadas as duas principais selecções do IRB, a Nova Zelândia e a Austrália, é no hemisfério sul que estão as melhores equipas tal como já tinha ficado provado na véspera com o terceiro lugar da Argentina que venceu a equipa anfitriã, a França.
E para que a alegria dos sul-africanos fosse maior, o melhor marcador de ensaios foi Bryan Habana, com 8 marcados, em 6 partidas.
Penso que será altura do torneio das 3 nações começar a se dilatar. Até porque este mundial mostrou que existem outras selecções que podem competir, quase de igual para igual, com as 3 potências sulistas: os allblacks, os wallabies e os springboks.
África, uma vez mais de parabéns.
.
ADENDA: Hoje, e com mais calma, pude visionar as imagens que levaram à não confirmação do ensaio inglês. De facto, parece que o árbitro de imagens teve razão na não validação. Pelas mesmas, parece que o rugbista inglês terá tocado, com o pé esquerdo, na linha lateral antes de fazer toque de meta. Assim sendo, terá sido correcta a decisão do árbitro.

20 outubro 2007

ONU adverte Guiné-Bissau sobre o tráfico de droga

(a dependência da droga... imagem daqui)
Há pouco tempo escrevi um artigo (Com Noriega foi assim- Bush pode usar a força para «limpar» a Guiné) onde alertava para as advertências de Bush sobre o facto da Guiné-Bissau poder ser uma plataforma para o tráfico de droga e relembrava que, apesar das “velhas” amizades, os norte-americanos faziam, quando lhes convinham, tábua-rasa dessas amizades e "coligações".
Relativamente a isso recordei o “velho amigo e aliado” general Manuel Noriega, do Panamá, que quando o consideraram descartável provocaram a sua queda e o deteram levando-o para os EUA onde ainda se encontra sob prisão.
Uns iluminados, que se dizem Bissau-guineenses, e que me abstenho de os identificar para não lhes dar o protagonismo que gostariam de ter, quase me esfacelaram devido ao meu alerta e afirmavam que a Guiné-Bissau não era Panamá e nem havia no País qualquer possibilidade de tráfico de estupefacientes.
Fica-lhes bem este nacionalismo serôdio – porque só agora aprecem e sob a capa de um obtuso proto-galicismo – se não atestássemos que o Conselho de Segurança da ONU não viesse hoje advertir a Guiné-Bissau sobre o "tráfico de droga e o crime organizado que ameaçam minar os esforços" do País "para desenvolver a democracia e estão também a desestabilizar aquela região da África Ocidental".
E quem proferiu estas declarações foi o presidente em exercício do Conselho de Segurança, o embaixador Leslie Kojo Christian, do Gana, que detém, este mês, a presidência rotativa do Conselho, tendo ido mais longe ao declarar que "O Conselho de Segurança está especialmente preocupado com a segurança e a protecção das autoridades envolvidas no combate ao tráfico de droga e ao crime organizado".
Esta subtil declaração foi vista pelo representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Shola Omoregie, como um "aviso muito sério".
Será também, agora, que isto é mentira e que no País de "Nino" Vieira nada disto acontece?
Devem estar se esquecer que há dias o Governo Bissau-guineense decidiu colocar artilharia anti-aérea no Arquipélago dos Bijagós, depois de circularem notícias que davam conta da presença de aparelhos não identificados a ser utilizados no transporte de cocaína.

19 outubro 2007

STP, crise dos ninjas parece ter acabado

(Ninjas"; imagem ©C.Semana)
Segundo uma notícia que ouvi na RDP-África, e com emissão em São Tomé, a crise provocada pela força de Intervenção Rápida da polícia santomense, vulgo “Ninjas”, já terá acabado com um Resolução do Governo santomense e assinada pelo próprio primeiro-ministro, Tomé Vera Cruz, e pelo ministro da Defesa e Ordem Interna, o militar Óscar de Sousa.
De acordo com o documento, citado na RDP-África, o Governo aceitou todas as reivindicações dos “ninjas” e vai pagar tudo o que queriam bem assim instaurar um inquérito à vendas de produtos alimentares fornecidos por Angola a um determinado sector da Polícia e servido por toda a corporação.
Face a esta situação constato que ou os “ninjas” tinham razão nas suas reclamações, apesar de, posteriormente, virem a afirmar que não havia certeza quanto à existência do subsídio de formação que Angola, eventualmente, teria dado, e, face à resolução só resta um caminho ao ministro Sousa, a resignação; ou, e tendo em conta que o presidente Fradique de Menezes, em visita particular à Guiné-Equatorial declarou que este país estava disponível para financiar em 1 milhão de euros a crise dos “ninjas”, alguém ou algo, e externamente, pressionou o Governo santomense para aceitar as ditas reclamações.
Em qualquer dos casos parece-me que o Governo de Vera Cruz não saiu incólume desta questão. Como a confrontação entre “ninjas” e polícias regulares e Exército e outras forças militares pareceu estar eminente, enquanto o presidente do Parlamento são-tomense, Francisco Silva, tentava a negociação, reforço que a exoneração de Óscar de Sousa será o único caminho possível; não esquecer que este ministro já teve em mãos, em Janeiro de 2006, um caso similar e com os mesmos líderes revoltosos, o que não deixa de ser estranho, até porque algumas das reivindicações eram similares.
Mas, também, questionar e inquirir de eventuais pressões externas…

Tratado Reformador ou Constituição encapotada?

Lisboa viu aprovado, pelos 27 Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, o Tratado Reformador que substitui(?) o defunto Tratado Constitucional Europeu - alguns analistas afirmam que se mantém 85% a 96% dos artigos deste -, rejeitado em dois referendos nacionais (França e Holanda) e visto com reservas por alguns outros Estados.
A dúvida é se o novo Tratado que irá, em princípio, ser assinado em Lisboa no próximo dia 13 de Dezembro será mesmo um Tratado reformador dos diversos Tratados já celebrados no seio da União Europeia ou será, na realidade e com outro nome um real e claro passo para a Constituição Europeia e para a federação de Estados.
E por causa da dúvida, houve já hoje quem dissesse que este Tratado não substitui os outros, só altera certos itens de uns quantos.
Por outro lado parece-me que 26 dos 27 Estados-membros se estão a esquecer das eleições polacas que se realizam proximamente; não é, ou não me parece ser, de domínio público o pensamento europeista do candidato, que parece estar mais bem posicionado para as vencer.
Vou esperar pelo texto definitivo e depois de lê-lo farei a minha análise.
Até lá já se verificam interessantes movimentações quer a nível de eEstados-membros, quer a nível externo.
Internamente, em alguns países europeus, alguns partidos, nomeadamente de esquerda, condenam o Tratado e exigem referendos nacionais.
O senhor Gordon Brown, líder de um País que nada quer com a Europa continental – uma velha questão histórica – como quem não quer a coisa foi dizendo que o senhor Blair, seu antecessor, seria um óptimo presidente da União Europeia – mas então, isto é ou não é uma Federação? – saída deste novo Tratado. Ou seja, para os britânicos nada com a Europa mas sempre por cima da Europa!
Fora do espaço europeu as interessantes reacções dos russos, que não vêem com bons olhos este Tratado porque poderá condicionar economicamente as suas relações energéticas, em contrates com os chineses que saudaram quase efusivamente o Tratado.

Se o afirma…

Um artigo na "Coluna" do Notícias Lusófonas, sob o título "Se Eduardo dos Santos o afirma..." sobre a confirmação, pelo presidente José Eduardo dos Santos, das eleições angolanas em 2008 (imagem ao lado surripiada não me recordo onde).

"Se José Eduardo dos Santos o afirmou, e principalmente que na presença de um alto magistrado de um Estado amigo que muito tem investido em Angola, o presidente “Lula” da Silva com quem assinou 7 acordos em áreas como ensino, economia, ciência e tecnologia e de quem ouviu interessantes conselhos, é porque o deveremos levar muito a sério. (...) " (continuar a ler aqui)

Brancos, negros...

(imagem daqui)
.
Como referi em apontamento anterior um pesquisador nobelizado terá afirmado – e pelos vistos afirmou mesmo – ao Sunday Times, mais ou menos por estas palavras, "que os brancos seriam mais inteligentes que os negros".
Ele só não disse – ele, chama-se James Dewey Watson, é americano (deve estar com a cabeça cheia de bushismos, se lembrarmos as dos fetos… homossexuais), e foi Nobel da Medicina em 1962, juntamente com o britânico Francis Crick pela descoberta do ADN – se eram ratos, coelhos ou rinocerontes. Porque de pessoas não deveria estar a falar.
E continua a não o dizer, apesar de hoje, talvez depois de ter visto ser barrada a sua entrada no Museu de Ciências de Londres, vir a público se desculpar “profundamente” por tão infelizes palavras.
Realmente, sejam ratos, coelhos ou rinocerontes não se deve ser ter, publicamente, opções mais favoráveis por uns que outros. Ainda mais quando a Humanidade anda a destruir não só o seu – neste aspecto a Humanidade não é egoísta – como também o meio ambiente onde aqueles vivem…




Morreu há 21 anos e ainda subsistem dúvidas sobre a morte!

"Morreu – ou foi morto, assassinado, conforme as leituras que se queira e deseje fazer – há 21 anos, num acidente de aviação, em Mbuzini, montes Libombos, território sul-africano, perto da fronteira com Moçambique. Era, foi e soube ser, um líder no seu País, afro-austral e africano.
Apesar das suas proverbiais deficientes habilitações académicas, que não políticas, soube, com carisma e não poucas vezes com pragmatismo, diga-se, unir uma larga fatia do povo moçambicano e gerir com luvas de veludo as relações entre Moçambique e os seus vizinhos austrais, nomeadamente, com a África do Sul com quem chegou a assinar, ainda durante o regime do “apartheid” um acordo de respeito e boa vizinhança, o “Acordo de Nkomati”.
" (continuar a ler aqui).
Artigo n' , nº82, de hoje sobre os 21 anos da morte de Samora Moisés Machel, sob o título "Samora morreu há 21 anos"

África precisa é de estradas e rádios!!!!!

Parece que entrámos no período de "cada tiro bocal, cada asneira".
Há dias um laureado Nobel terá afirmado que os brancos são mais inteligentes que os negros; só não sei se se referia a coelhos ou a ratos, também não me preocupei em ler mais que na diagonal já que era o único sentido de leitura.
Agora o presidente do banco chinês Eximbank, o senhor Li Ruogum, parece ter-se lembrado de se pôr em bicos de pés – não sei se ele é baixote – durante o congresso de sua excelsa organização partidária que dá pelo nome de Partido comunista Chinês.
O dito senhor terá afirmado que África precisaria mais de estradas e rádios que de Liberdade e Direitos Humanos que o Ocidente tenta incutir.
Bravo. Se o senhor Li o disse como o terá dito além de definir o criticismo do Ocidente como "gratuito e totalmente falsificado" de certeza que terá no final do Congresso um posto elevado na “nomenklatura” do aparelho.
Quem critica os Direitos Humanos e as Liberdades na China é sempre benquisto.
Mas diga-se, também, que o senhor Li fez uma observação pertinente: "… se as pessoas não poderem sequer ver televisão ou ouvir rádio, como lhes será possível desfrutar dos direitos humanos e da liberdade?". Tem toda a razão senhor Li.
Mas para isso há que saber distribuir correctamente e pelas pessoas certas os elevados empréstimos que faz ao abrigo dos acordos bilaterais entre a China e os receptores. Se isso acontecer os africanos poderão até deixar de ter rádios e televisões e desfrutar ainda mais da Internet. Só que a Internet também é um perigo para o incremento exponencial de Liberdades e de Direitos Humanos…
Mas sendo que os chineses são reconhecidos pela sua paciência e boa memória, não acredito que se o PCC e os seus dirigentes se tenham esquecido dos Jogos Olímpicos de Moscovo e do que aconteceu.
E tudo por causa de Liberdades e Direito Humanos tão criticados por uma tal altíssima e douta personalidade.

17 outubro 2007

Com títulos assim…

(saborosa imagem daqui)
Ainda há quem reclame da falta de respeito que certos indivíduos e instituições, nomeadamente junto do poder, têm pela classe jornalística e pelos jornalistas. Reclamam, e na maioria dos casos, com razão.
Mas quando surgem títulos como o que o Sapo.pt nos oferece na sua página de rosto...
Senão vejamos.
Um título de um artigo do semanário (versão online) SOL sobre o Aborto em Portugal:
Aborto
Correia de Campos insiste para que Ordem dos Médicos altere Código Deontológico

A chamada de atenção do Sapo.pt, na sua home-page, às 22:11 horas, para o citado artigo:
Aborto
Aborto Correia de Campos insiste para que Ordem dos Médicos altere Código Deontológico (Sol)
Sem comentários!

Curdistão, uma permanente bomba-relógio

(mapa daqui)

Fala-se muito, e bem, embora seja sempre pouco, do Tibete e como continua subjugado pelo regime chinês, das diferentes repúblicas ocupadas ou amordaçadas pelo regime moscovita – razão pela qual a jornalista Anna Politkovskaya morreu fez há dias um ano –, do País Basco, incrustado na Espanha e na França, mas fala-se muito pouco, ou nada, de uma região, que é uma Nação, o Curdistão.
Tudo porque está disseminado por vários países: Arménia, Azerbeijão, Iraque, Irão, Síria e… Turquia.
Se no Iraque já goza de uma certa autonomia e alguma certa Paz – é a principal região petrolífera do país e onde os americanos vão buscar algum do seu petróleo – tal como no Irão, apesar de ser uma vasta região, na Arménia, Azrbeijão ou na Síria são regiões pequenas e quase submissas. Ao contrário, na Turquia é a região mais virulenta do País. Por acaso um País que é reconhecido pelos massacres já efectuados e nunca condenados em local próprio – relembremos Arménia…
Por outro lado, tal como os iranianos, os curdos embora islâmicos não são árabes nem turcos!
E à custa disso, um islamita, embora indicando que o faz por pressão militar, quer colocar a região mais em ferro e fogo do que já está, fazendo aprovar no Parlamento turco uma proposta de “invasão” do Curdistão iraquiano sob a desculpa de perseguir elementos curdos do ilegalizado – e rotulado pela União Europeia como terroristas – PKK que combate o regime turco em prole da independência e reunificação do Curdistão – outros países, na região, também tiveram, em tempos, partidos e movimentos rotulados de terroristas, mais tarde considerados de libertação ou heróicos…
A questão real é esta. Será que são mesmo os turcos que desejam combater os curdos devido aos actos de terrorismo que praticam na Turquia? Se assim fosse bastaria que os combatessem eficazmente no seu País e exigissem, na ONU, que os protectores das outras regiões curdas os colocassem sob apertada vigilância. Mas não parece ser isso o que querem.
Das duas, uma: ou querem aumentar a sua área geográfica através de um forte impacto geoestratégico que nem iranianos nem sírios aceitarão de bom grado; ou há quem esteja por detrás desta crise com vista a obter mais e melhores rendimentos através da alta do crude como já se está a verificar com registos de preços como há muito não se viam,
Ou será que são as duas situações coligadas numa só?
É que tanto num possível aumento de influência turca na região como por detrás das principais companhias petrolíferas estão os mesmos patrões, um dos quais ainda é vice-presidente de uma superpotência…

ADENDA: este apontamento foi publicado na edição 084, de 23-Outubro-2007, d' , sob o título "A nação curdistã"

16 outubro 2007

Dia Mundial da Alimentação... para quê relembrar!?

(a fome onde não deveria já haver; foto daqui)

Sob o lema “Direito à Alimentação” a ONU celebra hoje mais um dia que deveria ser, de todo, desnecessário.
Principalmente, se um dos itens dos Objectivos do Milénio – reduzir a metade a fome, até 2015 – estivessem a ser cumpridos: a erradicação da pobreza que, naturalmente, permitiria erradicar a falta de alimentos, de água potável, etc. ou seja, a fome!
Enquanto isso, anualmente aumenta o número de pessoas famintas. Segundo a FAO, (Agência para a Alimentação e Agricultura), um organismo da ONU, 14% da população mundial – cerca de 854 milhões de bocas, dos quais 202 milhões em África e 52 milhões na América Latina, – vivem sob o espectro da fome.
Diariamente, entre de 15 a 16 mil crianças, com idade inferior a cinco anos, morrem de fome ou por falta de alimentação adequada.
Em Angola, apesar da melhoria que o director-geral da FAO, Jacques Dio, em visita a Angola, afirma se verificar no País, milhares continuam a passar fome enquanto uns quantos jactam-se nos seus reluzentes Hummers, VW Phaeton’s e similares.
Em Moçambique a fome, apesar de estar considerado a par do Gana, Congo, Djibuti, Mauritânia e Malawi como um dos seis países cujo programa do Milénio para a erradicação da fome parece estar bem encaminhado, ainda vê muitos dos seus filhos fenecerem por falta de alimentação, a maioria devido às descontroladas cheias.
Em Portugal, em 2006, cerca de 216 mil pessoas receberam ajuda alimentar.
E, no entanto, o planeta parece produzir o suficiente para alimentar toda a Humanidade. Por isso para quê relembrar hipocritamente o Dia Mundial da Alimentação com tantos a perecerem por falta dela?

15 outubro 2007

Uma pesquisa da ONU…


Ora aqui está uma pequena piada, recebida via e-mail de um angolano, para desanuviar neste Dia de Ambiente. Só se ofenderá quem o capuz couber…

A ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo. Enviou uma carta para o representante de cada país com a pergunta:
"Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".
A pesquisa foi um grande fracasso. Sabe porquê?
Todos os países europeus não entenderam o que era "escassez".
Os africanos não sabiam o que era "alimento".
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era "opinião".
Os Portugueses mal sabem o significado de "por favor".
Os norte-americanos nem imaginam o que significa "resto do mundo".
A assembleia Angolana está até agora debatendo o que é "honestamente".

Um dia pelo ambiente...

(um dos piores inimigos do Ambiente: lixo tóxico)

...entre os 365 dias onde devemos todos procurar proteger aquilo que mais nos molda:o Ambiente e o meio que o rodeia.

Enquadrado numa inicaiativa do blogue "Blog Action Day" para o dia 15 de Outubro de 2007 e que teve o apoio do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e de outros 15 mil blogues a nível Mundial.

Angola no clube de construtores de autos

(Brilliance - Viatura chinesa com base num Mitsubishi)

Depois do boom que se verificou nos finais dos anos 60, princípios dos anos 70 com a construção e, essencialmente, montagem de veículos em Angola, nomeadamente, de proveniência japonesa, Angola entra no clube de construtores de veículos automóveis, com particular destaque para as carrinhas do tipo “pick-up”, para os SUVs (ou todo-terreno), para pequenos e médios machimbombos e multiusos e para viaturas de modelos especiais (cheira-me a… viaturas de todo-o-terreno quando se foge às balas e afins…); de boa verdade o artigo do Jornal de Angola que serviu de base a este apontamento, não é muito claro se é construção ou montagem; ainda assim e em termos de investimento – cerca de 30 milhões de dólares – é muito bom…
As viaturas terão chancela chinesa – surpresa!!! é só o segundo maior produtor de carros do Mundo – da Zengh Zhou Nissan Automobile, embora com tecnologia japonesa da Nissan (se a memória não me falha a Nissan está, ou estava, ligada à francesa Renault) e serão fabricados na zona de Viana. A marca terá como proprietária a CSG-Automóvel Angola e terá apoio financeiro do Fundo Internacional da China.
Segundo parece a unidade de fabrico a deseja fazer sair da fábrica cerca 30 mil viaturas ano e os preços variarão entre 24 e 32 mil dólares (USD).
Apesar dos preços parece que a procura já é mais que a oferta. Segundo o Angonotícias, já há uma encomenda de 2800 viaturas sendo que a produção mensal não deve exceder os 2500 carros.

14 outubro 2007

Makukula de volta à selecção portuguesa?

(foto ©daqui)
Fico satisfeito que mais um “nacionalizado” seja chamado à selecção portuguesa para defender as cores lusas. No caso Ariza Makukula, mais um africano, jogador do Marítimo!
Fico satisfeito quanto mais não seja para que aconteça mais um “esbofetear” a certos idiotas que falam – será que falam? – contra as migrações esquecendo-se, por vezes, que esses “nacionalizados” já fizeram mais, e sentem mais, por Portugal que eles.
Só que tenho uma pequena dúvida!
Segundo me recordo, como Makukula não era chamado para as selecções “seniores” depois de ter passado por quase todas jovens e sub-21 teria, eventualmente, sido chamado aos “AAs” do Congo Democrático, de onde é natural.
Estarei certo? sem sim, então creio que Makukula não pode ser chamado para a selecção A portuguesa; ou estarei, felizmente para o atleta e para a selecção lusa, errado?
Seria bom que ponderassem bem esta situação.
É que às vezes há quem ande distraído!!!!!

12 outubro 2007

Armas versus Fome


(Dois importantes factores para criar revoluções)

"Segundo uma organização não governamental, a Oxfam International, África gastou até agora em conflitos vários (a maioria, como é normal e natural, absurdos, incompreensíveis e inúteis, porque como bons irmãos acabam, em regra, por se entender, falando) cerca de 284 mil milhões de dólares (284.000 MILHÕES de USD).

Como afirma a ONG este “pequeno” montante chegaria para suprir toda a ajuda humanitária concedida a África entre 1990 e 2005, ou para tratar o SIDA/HIV, a cólera, a malária, a tuberculose, irrigar os povos com água potável, incrementar a educação, etc.

Para ajudar esta denúncia, um relatório da ONU para o Direito à Alimentação, em vésperas do Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro) afirma que existem 840 milhões de pessoas, 202 milhões delas em África, a passar fome. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)

Artigo publicado no "Coluna" do e citado no Demoliberal.

Alertas pelo Clima dão Nobel da Paz



Depois do alerta das Minas Terrestres, no ano passado, o alerta pelas Alterações Climáticas a darem um – no caso, em duplicado, – Prémio Nobel da Paz.
A Academia de Oslo galardoou, com o Nobel da Paz 2007, Al Gore, antigo vice-presidente dos EUA e o homem que, muito rapidamente, cedeu o caminho para a Casa Branca George W. Bush, no primeiro mandato deste, e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC).
Tanto Al Gore como a Organização onusiana muito têm contribuído para o alerta mundial sobre as alterações climáticas e para os perigos que a Humanidade e outros seres vivos (fauna, flora e líquidos) vão penando devido à imbecilidade e irresponsabilidade de uns e teimosia pseudo-económica de outros.
De registar, ainda, que, ontem, a Academia sueca laureou com o Prémio Nobel da Literatura a romancista inglesa Doris May Lessing, tornando-se na 34ª mulher a ganhar um Nobel. Paradoxal, ou talvez não seja tão coincidência assim como, por vezes, acontece com certos laureados, a escritora nasceu persa (Irão), embora de pais britânicos, e viveu alguns anos na então Rodésia do Sul (Zimbabué). Ou seja, dois factores de desestabilização para o Reino Unido.

Imagens:
Al Gore (foto de ©
Brett Wilson)
Doris Lessing (foto de ©
Matthew Andrews)

Quem critica...

"«Concerto de Alejandro Sanz proibido pelo Governo porque cantor criticou Chavez»
O Governo venezuelano impediu que fosse realizado o concerto do cantor espanhol Alejandro Sanz por este ter criticado o presidente Hugo Chavez há três anos.(...)
"

E viva o socialismo democrático da República Bolivariana de Venezuela. Quem critica o supra sumo Chavez fica proibido de entrar no país. Boa! Acho bem.

Se eu não gosto de determinada pessoa numa qualquer casa e faço críticas é natural que os donos da mesma não queiram a minha presença. Só que penso que Hugo Chavez ainda não é dono da Venezuela. Ou estarei errado?

Mas, pensando bem, parece-me que há países que já se comportam também assim. E um deles fica algures na ponta da Europa, com o "chefe" - que não líder - a não gostar de manifs, protestos e afins, ou outros, em África, por exemplo...

11 outubro 2007

Os difíceis sapos dos britânicos

(não querem? tomem...)

"Se há uma que os ingleses têm dificuldade de engolir é dar razão a terceiros, mesmo que vejam e saibam que estes têm razão.
Tem sido assim com o Reino Unido ao longo da História e dos sucessivos conflitos onde entrou – relembremos que, na libertação de Paris, não queriam aceitar DeGaulle e tiveram de o engolir no alto dos seus quase dois metros, facto impostos pelos norte-americanos –, nos diferentes convénios internacionais – não queriam a CEE (e também não era bem quisto) – pelo que criou a EFTA onde liderou até se decidir, por fim e com cláusulas por si aceitáveis, pela CEE/UE, ou sentir que, por vezes, não tem domínio na “sua” Commonwealth.
Para complementar estas difíceis digestões os ingleses têm agora mais duas: Robert Mugabe e Madeleine McCann. Depois de tanto terem insultado a polícia portuguesa e a alguns especialistas portugueses sobre a sua posição face ao casal McCann, quase provocando um “conflito” diplomático que a eterna subserviência lusitana à velha Albion levou Ministros e magistrados a demitirem um coordenador judicial por, eventualmente, ter dito algumas verdades não diplomáticas numa entrevista a um matutino lisboeta que provocou largas cólicas aos súbditos comunicacionais de Sua Majestade, eis que estes vêm, agora, mas muito discretamente, dizer que, afinal, a polícia portuguesa tinha razão na tomada de posição que teve sobre os pais da infeliz criança. (...)
" (continuar a ler aqui)
Artigo publicado n' , nº76, de hoje sob o título "Como é difícil engolir Mugabe e McCann"

De refém pela Liberdade a mártir?

Há algo na Justiça angolana que nos parece estar a escapar a todos.
Depois de um dos arguidos do caso “Miala” e, segundo parece, do próprio Fernando Miala que adoeceram durante a sua prévia estadia nos calaboiços de Viana, temos agora o jornalista Felisberto Graça Campos na mesma situação.
De acordo com a VOA, citado no Angonotícias, Graça Campos estará debilitado devido a elevados níveis de glicémia e de uma altíssima tensão arterial, agravados pelo facto da Cadeia de São Paulo, durante o dia de ontem, não ter estado presente um médico(?!?!). O director do Semanário Angolense acabou por ser internado não se sabendo aonde.
Já não bastava terem prendido um dos que defendem a “Liberdade” agora querem tornar esta ainda mais mártir?
Não me parece que seja uma posição curial e do interesse da Justiça...

10 outubro 2007

O Observador em online

A partir de hoje, a edição do dia d’ O Observador passa a estar online através do blogue “O Observador”.
Se, naturalmente, as notícias nunca param nem descansam, com o Jorge Eurico muito menos. Como costuma dizer Orlando Castro, a força da razão sobrepõe-se sempre à razão da força. E isso é o que Jorge Eurico vem tentando há muito.
E por falar em Jorge Eurico, saúda-se o retorno ao seu blogue “O Arauto” o que demonstra que o projecto d’ O Observador já está implantado na Lusofonia, em geral, e na moçambicana, em particular.
Ide a’ O Observador e deixem os vossos contributos escritos.

09 outubro 2007

Quem não quer a Liberdade e a Justiça?

(quando uma pacassa está mortalmente ferida...; imagem daqui)

"Não está em causa a prisão do jornalista Graça Campos, director do Semanário Angolense (SA). Se injuriou, e nada se provou quanto à eventual injúria escrita, como responsável, como será o jornalista, este deve ser punido. O que se estranha são os contornos pouco claros da condenação.

Segundo o que se sabe o jornalista não terá tido oportunidade de provar, ou não, a sua informação que levou à queixa de injúrias por parte do então Ministro e actual Provedor de Justiça, Paulo Tjipilica. Mais, o que se sabe, é que a condenação, ao contrário da leitura final que os principais interessados – jornalista e advogados – pensavam ser o início do julgamento, foi feita sem a presença destes.

O que também se estranha, e a fazer fé no que vem na última edição do Semanário Angolense – normalmente quando se condena um jornalista também é habitual condenar-se a entidade empregadora e mentora da publicação; e isso não aconteceu –, é o facto do juiz que presidiu à sentença apresentar, eventualmente, um Curriculum escolar e jurídico um pouco misterioso. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui).

Publicado no (Manchete de hoje) sob o título "Prenderam a liberdade mas também a justiça"

Ninjas ou… ninjas

Em São Tomé, a equipa de elite da Polícia, o corpo de intervenção reconhecido por “Ninjas”, ocupou as instalações do Comando e sequestrou alguns dos seus oficiais superiores, entre eles o comandante, para que fossem ouvidos pelo Governo, em geral, e pelo Ministro da Defesa(?!?!?!), em particular.
Querem ver satisfeitas, em 48 horas, algumas reivindicações como pagamentos de salários e subsídios de risco e a construção de um quartel só para eles.
À primeira vista seria natural esta reivindicação. Natural e legítima, até porque em outros países isso se verifica.
Agora o que não se entende porque querem que o Ministro da Defesa seja um dos interlocutores quando a polícia, um organismo civil, depende do Ministérios do Interior ainda que, eventualmente, o titular possa ser o mesmo.
Também, o que ainda se entende menos, porque pediram o pagamento de um subsídio de risco, reportado ao tempo em que estiveram em Angola, onde se formaram em 2003-2004.
Será que os “ninjas” santomenses andavam a operar em Angola juntamente com os seus colegas “ninjas” angolanos?
Se sim, é mau, muito mau, porque era prova inequívoca que autoridades estrangeiras, e em formação, estavam a fazer cumprir a lei em território angolano!
Ora quero acreditar que os “ninjas” santomenses mais não eram que formandos a aprender a arte de fazer, futuramente e em seu país, cumprir a Lei. E nesse caso o único subsídio a que teriam direito, caso estivesse previsto, seria o subsídio de formação e não o de risco.
Se tudo isto não se compreende, menos será de se entender ao “aviso” de um dos líderes da ocupação de, caso esta situação não se componha, passarem “ao plano B”. Vão pedir ajudas aos seus mentores? E com isso será que vamos ter em São Tomé e Príncipe ninjas e… ninjas?
Seria demasiado estúpido que alguém embarcasse numa aventura destas!

08 outubro 2007

Alemanha na liderança

"Depois de ter mandado às malvas os chineses recebendo o líder religioso Dalai Lama, a nova dama-de-ferro da Europa, a senhora Angela Merkel, chanceler alemã, afirmou que vai estar presente na Cimeira “União Europeia-África” que se realiza em Lisboa, entre 2 e 9 de Dezembro próximos, mesmo que Mugabe decida participar de pleno direito e como lhe compete enquanto presidente de um Estado africano – ainda por cima membro da União Africana, ao contrário, por exemplo de Marrocos –, votado legitimamente ou não nas urnas.
Pelos vistos a chanceler alemã, ao contrário do seu homólogo britânico Gordon Brown, não teme que a presença de Mugabe desvie a atenção dos problemas cadentes por que passa o Continente Africano. (...)
" (continuar a ler aqui).
Artigo publicado na edição 73 d' , datada de hoje.