30 abril 2008

Caso(?) Meyong, vamos lá então supor…

(Temos de “morrer” no mesmo emprego?; foto com base em arquivo Público/Pedro Cunha)

Vamos supor que sou um indivíduo trabalhador numa empresa, pode ser portuguesa, por exemplo, um engenheiro civil – nada tem a ver com a licenciatura do primeiro-ministro português –, cuja empresa onde trabalha está inscrita numa Federação Nacional que, por sua vez, pertence a um Organismo internacional europeu que coordena as actividades das empresas de construção civil.
Ou vamos supor que sou um bancário e que estou sujeito às mesmas considerações.
Agora vamos supor que depois de passar por várias empresas que não satisfizeram as minhas ambições profissionais, e seguindo a máxima norte-americana que um bom profissional não estabiliza numa empresa sob pena de ser considerado “acomodado”, decido procurar trabalho – e consigo-o – numa empresa europeia onde essa minha ambição se pode fazer valer e consigo, simultaneamente, uma mais-valia profissional.
Suponhamos, agora, que o Organismo que superintende o tipo de actividade da empresa para onde desejo ir impedia esta de me contratar e, subsequentemente, impedia-me de me valorizar, coarctando o meu direito ao livre emprego defendido na União Europeia (EU).
Qual seria a reacção da União Europeia e dos Tribunais nacionais e do Tribunal Europeus dos Direitos Humanos, porque seria um Direito que estava a ser restringido?
Por certo que esta situação não se poria e caso se viesse a pôr quer o Pais que permitisse essa restrição quer as empresas e federações que o apoiassem seriam severamente punidas.
Então, e ainda na linha das suposições, dado que esse impedimento não é permitido na União Europeia – e provavelmente em nenhuma outra parte do Mundo – porque entrevaria o livre emprego e a livre circulação de pessoa e bens, no caso da UE pergunta-se como um jogador profissional, cuja profissão é essa mesma, logo subordinado à Justiça laboral pode ver a sua livre actividade cerceada por um qualquer Organismo, no caso a UEFA/FIFA, de não poder praticar a sua actividade em mais de duas empresa consecutivas num ano laboral?
Vamos supor que o profissional em questão, porque, embora do futebol, de um profissional se trata, não era um africano, camaronês, mas um europeu…
Continuaria, ou não valer a lei Europeia da UE de livre circulação de pessoas, bens e emprego?
Parece-me que a cobardia dos Estados perante a hipóteses de não verem as suas selecções brilharem em jogos Europeus e Mundiais é mais forte que a lei Local e, no caso, a lei Europeia de livre emprego!
Até quando os Estados vão permitir que um qualquer Organismo privado e sedeado fora dos seus Países e, ou, da zona UE possa continuar a mandar nas leis locais, no caso, em apreço, nas leis laborais?
Acho que baste de hipocrisia e assumam, de vez, a Vossa Cobardia!

28 abril 2008

Angola, mudar a Lei Eleitoral agora?!

"Segundo li o MPLA, principal partido da coligação no poder, o GURN, quer apresentar uma proposta de alteração à Lei Eleitoral, passando dos actuais 4 (provinciais) e 10 dias (para os nacionais) para afixação dos resultados eleitorais para 7 e 15 dias, respectivamente.

Porquê agora e a tão poucos meses das eventuais eleições – o senhor presidente Eduardo dos Santos ainda não as convocou, nem anunciou, oficialmente, a data; só intenções – legislativas.

Por outro lado se fosse para melhorar alguma coisa que pudesse induzir como incorrecto ou menos exequível na actual Lei, talvez ainda se admitisse.

Mas alterar períodos de afixação de resultados eleitorais e, ainda por cima, substancialmente mais longos, já não se entende minimamente – ou procuro não entender – bem.

Porquê agora e a tão poucos meses das eventuais eleições – o senhor presidente ainda não as convocou, nem anunciou, oficialmente, a data; só intenções – legislativas.

Sabemos que Angola ainda carece de bons caminhos e melhorar as suas depauperadas e violentadas vias rodoviárias e ferroviárias, por causa de uma longa e absurda guerra fratricida. Cada vez mais o penso, quando vejo como se comportam os antigos contendores perante os mesmos factos; um, parece um gatinho crente na bondade do outro, e o outro, uma esperta chita que, periodicamente, chicoteia o primeiro. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , edição., de 26/abril/2008

27 abril 2008

E o barco ia voltar… não sabíamos era para onde!

(a solidarieade chinesa com África manda mais alto!)
Num dos últimos apontamentos era claro, segundo a China, que o barco “do amor”, o An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang, conforme as fontes), que transportava nuns 6 contentores alguns milhões de umas "deliciosas prendas chinesas" que Mugabe tinha comprado para o seu povo, iria voltar para as terras do Imperador Ming porque Luanda e Maputo, que não tinham compreendido que era uma transacção legal e por isso passível de toda a normalidade, decidiram vetar a sua entrada nas respectivas águas territoriais e impedir a descarga das deliciosas “prendas”.
O mais delicioso, e como prefácio, registe-se o facto do MIREX – Ministério angolano das Relações Exteriores –, através do seu o director da Divisão África e Médio Oriente do, Mário Feliz, afirmar a 21 de Abril que desconhecia para onde iria o navio chinês dado que não havia razões para atracar a um qualquer porto angolano pelo que estava impedido de o fazer. Como o director sublinhou, não tinha "a mínima informação" sobre a viagem do navio para portos angolanos!
Isto foi a 21 de Abril de 2008.
No dia seguinte, uma nota da Lusa, de Luanda, dava conta que o director o director do Instituto dos Portos do país, Filomeno Mendonça, teria firmado que "Esse navio não pediu autorização para entrar em águas territoriais angolanas e não está autorizado a entrar em portos angolanos. Avisámos os nossos portos que o navio não tem autorização para entrar em Angola e por isso não receberá assistência em Angola".
Isto a 22 de Abril de 2008-04-27
Ou seja, ninguém parecia saber que o referido navio, o tal que transportava “doces prendas” de Mugabe ao seu povo querido, poderia trazer produtos para Angola.
Nem sabiam os angolanos como parecia que também não o saberiam os dirigentes chineses que a isso nunca referiram!
Mas, felizmente, parece que sem ter havido – se houve ficou pelos segredos dos deuses, do tipo, embaixador visita Cidade Alta e alerta para o facto de haver quem mais deseje fornecer produtos petrolíferos, por exemplo, e mesmo por mero exemplo, nada mais – um epílogo brilhante para este assunto.
Segundo o Angonotícias, em notícia datada de 25 de Abril – um grande dia para a Liberdade, também em Angola – o governo angolano decidiu autorizar o An Yue Jiang atracar o porto de Luanda para descarregar a mercadoria.
O interessante é que, pelo menos nesta notícia, não diz qual já que, de seguida, esclarece que o material bélico não foi nem será descarregado em território nacional com material para Angola, de cuja existência era até agora desconhecida.
Mas qual matéria bélico. O que o navio transporta são “doces”, senhores, “doces” de Mugabe para o seu povo que (sobre)vive no Zimbabwé!
Só falta saber mesmo se, a saída dos dirigentes chineses e a primeira recusa angolana não foram uma manobra para desviar atenções e o material bélico ter sido transbordado, em alto mar, para um outro qualquer navio e a mercadoria já ir a caminho do Zimbabwé… talvez por via aérea ou, como “conspirei” num apontamento anterior, via Namíbia, em camiões!

Tão diplomático que ele foi...

(DDR; algures na Iternet)

"Ontem, e após alerta de um Amigo, televi, no passado sábado à noite, a entrevista do presidente da UNITA, Isaías Samakuva, a Nuno Rogeiro e Martim Cabral no programa “Sociedade das Nações, da SIC-Notícias.
Televi e fiquei, desculpe-me senhor Samakuva, se por um lado satisfeito e orgulhoso, por outro bastante preocupado.
Fiquei satisfeito porque vi que para Angola se perspectiva um futuro e brilhante Ministro das Relações Exteriores para defesa dos nossos elevados interesses internacionais.
Preocupado porque aquele que poderia – e devia – ser o próximo líder nacional, já que é o líder da UNITA e putativo candidato natural do partido às presidenciais, mostrou pouco à vontade e acutilante perante as câmaras e os entrevistadores que, diga-se, por mais de uma vez, deram-lhe essa possibilidade mesmo sabendo que, naturalmente, a emissão poderia cair em Luanda por causa de uma “inoportuna” – como muitas que acontecem com a SIC ou a RTP-África – quebra de energia eléctrica.
De facto, o presidente da UNITA, Samakuva, mostrou um forte tacto nas respostas mas pouca acutilância para colocar o seu rival político fora do actual pedestal aliado ao facto de, não poucas vezes, parecer esquecer-se que a UNITA não é – repito NÃO É – oposição mas parceiro a tempo integral do partido mais forte da Coligação – o GURN –, o MPLA. (..)
" (continuar a ler aqui)
Publicado n', edição 200, de 25/abril/2008, sob o título "Boca "calada em Angola, boca "calada" no estrangeiro" (artigo escrito em 20 de Abril pp)

24 abril 2008

Navio volta à China; mas ainda está mesmo carregado?

(imagem do navioa via RTP-África)
Segundo uma porta-voz do Ministério da Relações Exteriores da China e citando a companhia do navio An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang), foi ordenado o retorno do cargueiro porta-contentores “e dos bens destinados ao Zimbabué”.
Tudo porque, e lamentam os chineses, a África do Sul, Moçambique e Angola – que parece se esquecer que é actualmente o maior exportador de crude para a China – não compreenderam que o “material” a bordo – leia-se armas e munições para o Zimbabué – eram legais e teriam sido compradas em tempo oportuno.
Só não diz se o mesmo navio regressa com os contentores cheios do tal material ou se o mesmo terá aportado a um qualquer porto intermédio entre a África do Sul e um outro qualquer país ou – lá vem a maldita teoria da conspiração – houve algum transbordo em alto mar do “material” – assumindo o meu desconhecimento da coisa marinha, assumo, sou nesta matéria um perfeito matumbo, pergunto: já repararam que a linha de água do navio está muito acima do mar? – e este irá aportar a um “porto seguro e simpático” que fará chegar incólume o material a Mugabe.
Vamos admitir que realmente todo o “material” está de retorno à China.
E admitimos porque, mesmo com Mugabe e a ZANU-PF a rejubilarem com votos a retornar a eles na recontagem, se estranha que a imprensa próxima de Mugabe esteja a propor uma solução tipo queniana, de unidade nacional depois de, no início, o ter recusado…

23 abril 2008

Enquanto uns falam, outros fazem!

"Segundo um artigo hoje originado na Lusa, e citada no portal Sapo, o Brasil, considerando que a língua portuguesa é, segundo o Celso Amorim, MNE brasileiro em visita a Bissau, "algo de muito importante, porque é um instrumento de cultura, de conhecimento, de comunicação e de ciência" decidiu criar uma universidade, no Nordeste brasileiro - por uma questão de integração (é! uns falam, outros fazem) - que se chamará de Universidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)!

De acordo com o Ministro a universidade vai ter metade dos alunos brasileiros, por uma questão de integração (há quem pense nela e saiba o que fazer), e a outra metade será de alunos provenientes da CPLP, sobretudo africanos e de Timor-Leste.

Entretanto, e visando um maior incremento da língua portuguesa na Guiné-Bissau, o Ministro brasileiro - enquanto uns vão falando e temendo acusações de neocolonialismo, outros têm uma visão do longo prazo - informou que irá ser reforçado o ensino da mesma, nomeadamente com a abertura do Instituto de Estudos Brasileiros, na cidade de Bissau.

Depois critiquem as reformas ortográficas e digam que a pureza da língua portuguesa - qual? - é mais importante. (...)" (continuem a ler aqui ou aqui).
Publicado, hoje, no portal , na minha rubrica/debate "Lusofonia"

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor


(As duas obras publicadasdo autor, neste Dia Mundial)
Celebra-se mais um Dia Mundial.
Tal como muitos outros seria desnecessário esta celebração não fosse o facto de haver quem considere um livro como um objecto supérfluo – só assim se entende a taxa de IVA, apesar de ser só(?) 5%, que sobre eles recaem – e haver quem não respeite, seja no livro, na música, nas obras de arte, nas imagens e filmes, nos artigos jornalísticos – quantos vemos nunca assinados ou identificados o(s) autor(es) e a sua propriedade intelectual absorvida pela entidade que os publica –, ou mesmo neste tipo de informação, os blogues – quantos e quantos são transcritos – leia-se copiados e, por vezes, na íntegra, – sem qualquer citação ou indicação da fonte.
Porque os livros são caros, tal como a música, louve-se a ideia do Público, de parceria com a Âmbar, que, neste dia, vai oferecer 60.000 indiferenciados títulos pelos seus leitores.
Que outros sigam este exemplar exemplo, mesmo que por um Dia!

22 abril 2008

Uma pequena incursão na política partidária portuguesa

(Assembleia da República; DDR)
O antigo bastonário da Ordem de Advogados de Portugal, e igualmente antigo militante do PSD, José Miguel Júdice, propôs que este partido e o PS se fundissem já que ambos se arrogam da mesma linha política - a social-democracia - abrindo espaço para um partido mais à direita.

Ou seja, Júdice, na prática propôs que a Ordem política portuguesa se clarificasse e acabasse com o raboianço de "hoje vais tu, amanhã vou eu" e sempre com as mesmas políticas, embora sob um espectro colorido diferente. Umas vezes rosados, outras alanranjados e, quase sempre, matizados a azul ou a amarelo.

Ora face a esta interessante sugestão - e o PSD para ajudar até vai a eleições para (re)eleger um (eventual novo) líder - fica caminho livre para o CDS-PP e, ou, a Nova Democracia se atirarem, claramente, ao eleitorado centrista e conservador.

Luta por luta que os fraternos lutem, cada um e de per si, pelos seus naturais eleitores.

Ou será que anda mesmo no ar, embora ainda encoberto pelo nevoeiro de D. Sebastião, a prepararação de um novo partido centro-direita?

Será que o nevoeiro só espera uma réstea de sol e de vento para tudo dissipar e clatificar?...

Dia Mundial do Planeta Terra

O que devemos deixar às nossas futuras gerações?
.
1. Isto, onde o desrespeito impera?


2. Ou Isto, um Planeta limpo e fraternalmente feliz?

Está nas mãos de todos e, principalmente, nas nossas mãos, penalizarmos os líderes que continuam a não respeitar a Mãe-Terra com guerras, com poluição e, ou, destruição da biodiversidade (com a desculpa do desenvolvimento) e com todo o tipo de estratégias que os salvaguarde, politica e economicamente, sem nada ligarem às gerações futuras…
E não esqueçamos que 2008 é o Ano Internacional do Planeta Terra


Imagens 1: EPA/Dennis M. Sabangan, in: Sapo.pt; e 2: Brígida Brito, in: África de Todos os Sonhos

20 abril 2008

E as armas e munições para o senhor Mugabe vão para…

Acreditem que me aborrece – ia escrever uma outra palavra mas porque sei que aqui também vão pessoas muito susceptíveis, fico por esta – quando tenho razão ou quando vejo que as coisas estão no caminho que pensei mas que desejava não fossem.
No apontamento sobre os 28 anos do Zimbabué, e na nota complementar aí colocada, deixei a ideia que acreditava que as armas cedidas pela China ao Zimbabué não fossem para Moçambique mas para outro País, até por causa das similitudes que existem entre este País e a China e o regime de Mugabe.
Daquilo que soube, parece que a minha ideia estava correcta dado que Guebuza não foi muito amigo de Mugabe – depois dos primeiros resultados pós-eleições já houveram cerca de 10 mortos e 400 militantes da oposição detidos – e deu-lhe um rotundo NÃO!
Resultado, lá vemos o barquinho “vai-vem” Na Yue Jiang (ou An Yue Jiang, conforme a leitura de cada observador) a se dirigir, segundo parece a alguns observadores, para… Angola.
E esta última “visão” terá sido divulgado pelo portal AllAfrica.com que, há quem o diga e afirme, é uma subsidiária da… ANGOP; logo muito credível!
Como se o Lobito, porque só poderá ser neste porto angolano que atracará com a segurança necessária, não tivesse tanta porcaria com que se preocupar.
Mas, ou será que o navio não vai para Angola como querem fazer crer para desviar atenções e, discretamente e enquanto todos continuam a matutar, aportará ao porto de Walvis Bay, Namíbia.
Não esqueçamos as magníficas estradas que este País tem e, principalmente, não devemos esquecer que a Faixa de Caprivi faz fronteira com o… Zimbabué, conforme imagem ao lado!
Citado e transcrito pelo , na rubrica "Hoje Convidamos..."

19 abril 2008

Para quê uns escritórios intrometidos se as violações são mato?

"Angola mandou encerrar os escritórios, das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Luanda. Uma prorrogativa nacional e legítima. Mas… Uma das razões evocadas, pelo menos pelo Ministro Interior de Angola, Roberto Leal Monteiro, durante o intervalo do I Fórum de Ministros da Administração Interna da CPLP, deve-se ao facto de, em Angola, não haver violações dos Direitos Humanos e, pelo que reafirma. não haver necessidade dos citados escritórios até, pelo facto, de, segundo as palavras do chefe da missão de Angola nas Nações Unidas, Arcanjo do Nascimento, "juridicamente" este escritório nunca ter existido já que se tratava de "um resíduo" da antiga secção dos Direitos Humanos da Missão de Observação de Paz da ONU em Angola (MONUA).

O senhor Ministro, na altura que proferiu estas declarações foi mais longe. Em Angola, ao contrário de outros países com que a Europa não tanto se preocupa, e citou, claramente, os Estados Unidos e o presídio de má memória Guantánamo, não existe tortura. Logo, não há violações dos Direitos Humanos.

Se não há violações aos Direitos Humanos no País então como o senhor Ministro justifica:

– O julgamento, no Tribunal provincial do Menongue da antiga secretária provincial da UNITA no Cuando-Cubango, Regina Chipóia, pronunciada por difamação e calúnia pelo então delegado provincial da Justiça na província do Cuando-Cubango – por acaso até governado por um representante da UNITA –, só porque, em Agosto de 2006, aquela antiga dirigente da UNITA se deslocou à comuna de Savati, no município de Cuangar, onde alegadamente constatou irregularidades na atribuição dos bilhetes de identidade, nomeadamente quanto às eventuais vantagens que os militantes e simpatizantes do partido no poder, MPLA, estavam a ter ao contrário dos da UNITA que viam os seus pedidos "preteridos.

– As contínuas denúncias e outros constantes relatos sobre a detenção de cidadãos de Cabinda sem culpa formada, sem acesso a juristas que os defendam e, eventualmente, submetidos a actos de violência física. Entre os denunciantes mais credíveis está Eusébio Rangel, assessor do bastonário e porta-voz da Ordem dos Advogados de Angola. (...)" (continue a ler aqui ou aqui).

Zimbabwe, e o Tribunal desdiz-se autorizando recontagem…

De acordo, dou o dito por não dito e assumo que afinal o poder do senhor Mugabe e da sua subserviente equipa de “yes men” é total!
Depois de ter dito não, o Tribunal acabou por aceitar a recontagem de votos nas assembleias onde Mugabe e a ZANU-PF tinham claramente perdido.
Como só aposto em jogos solidários como Totobolas ou Totolotos não aposto mas quase tenho a certeza que não só a maioria dos resultados vão ser alterados como ainda vamos ver os dois perdedores passarem a grandes vencedores.
Apostas façam-nos quem quiser…
De facto só a intervenção da ONU poderá repor a legalidade no Zimbabué, já que nem a África do Sul parece ter mão em Mugabe e evitar que continue a acumular recordes negativos quanto a inflação e o seu povo viva cada vez pior e em auto-subsistência pelo que a greve geral, proposta pela Oposição, não admira ter fracassado.

18 abril 2008

Zimbabwe, 28 anos de quase total desnorteio


Ao comemorar os 28 anos de independência os zimbabueanos receberam como prenda…

Não! Não foi a mudança!



Mas.. 6 contentores com quilos e quilos de munições e armamento


Aportados, acostados e, ainda parece que não descarregados, em Durban, pelo navio "Na Yue Jiang"


e “cedidos” pelo grande baluarte dos actuais autocratas e ditadores, a actualmente maior defensora dos Direitos Humanos: a República Popular da China!

NOTA COMPLEMENTAR: Como os estivadores sul-africanos recusaram descarregarar o navio e da proibição de um Tribunal em permitir o transporte do material para Zimbabué, via África do Sul, o comandante do Na Yue Jiang zarpou de Durban com eventual provável destino... um porto de Moçambique.
Será que o presidente Guebuza mostrará uma subserviência que não se espera nem deseja, não só ao "amigo" Mugabe como ao presidente em exercício do órgão Político de Defesa e Segurança da SADC e cujo o seu (nosso) longo caminho-de-ferro ainda não foi colocado suficientemente operacional pelos chineses de modo a chegar a Harare, via Zâmbia que, por sinal, cada vez menos m orre de amores por Mugabe e para quem os líderes oposicionistas já pediram que assuma a liderança do grupo de pressão sobre o todo senhor de Harare?

Timor: Nada como pôr a boca no trombone… salvo seja!

(Reinado passeando na prisão australiana, em Timor, como qualquer outro militar...DDR)
"Ontem o recém-regressado a Dili, – e quase miraculoso sobrevivente –, José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, após a longa convalescença a que teve direito por via dos tiros recebidos durante a tentativa(?)de assassínio [desculpem se ainda duvido, mas os anteriores desenvolvimentos nada indicam que Alfredo Reinado fosse assim tão louco como querem pintar e depois de 18 meses de negociações entre ambos], em 11 de Fevereiro passado, terá afirmado que a Indonésia haveria recebido no seu seio alguns dos membros da equipa de Reinado, entre eles o ainda – sê-lo-á? – foragido Gastão Salsinha.

De acordo com o presidente, recebido como um herói, a acção de Reinado (qual?) teria sido planeada por elementos externos – estaria a referir-se, uma vez mais, à Indonésia ou ao seu neo-colonizador vizinho do sul? – “interessados em desestabilizar o país e lançá-lo numa guerra civil”.

Segundo certas fontes citadas pelo presidente Reinado teria estado em Maio de 2007 na Indonésia. Mas era com tropas australianas que Reinado melhor se dava, como comprovam muitas fotos durante a sua detenção, antes da fuga(?) que levou à “intentona”…

Na mesma altura o altruísta presidente propôs a Salsinha se rendesse a um pároco que merece a confiança de ambos porque já seria tempo de o fazer e acabar com a “aventura” (qual?) e porque agora qualquer tentativa de fuga seria coarctada (ora aqui está uma palavra que o novo Acordo Ortográfico vai impedir de fazer erros; ninguém lê o “c”…) de imediato e sem contemplações para a sua própria vida (assim como assim, ninguém duvida que haverá quem queira Salsinha como Reinado, não vá também ele soprar fortemente o trombone…).(...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Colunistas", de hoje.

Acordo Ortográfico no "Café Luso"

Uma das rubricas do “Portugal em Linha” é a do “Café Luso” onde as pessoas – leitores e participantes – são convidadas a se sentarem e tomarem xícara de um bom e maravilhoso café (como relembrava o saudoso Sebastião Coelho no velhinho "Café da Noite", e se for o de Angola ou o de Timor, não tenho a mínima dúvida) e lerem o que os convidados de cada um dos temas propostos pelo “administrador” escrevem.
Por norma são sempre duas sensibilidades diferentes que apresentam as suas teses antagónicas; embora por vezes mais complementares que antagónicas.
A última proposta prende-se com a Acordo Ortográfico e o facto (ou fato) de uma comissão do Ministério da Educação do Brasil avançar que o Acordo começará a ser implementado neste país a partir de 1 de Janeiro de 2009, quando, juridicamente, o mesmo já deveria estar em vigor porque foi já assinado por três países membros da CPLP: Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe como prevê o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Julho de 2004 (Ah! não esquecer que o protocolo original, de 1990, já tinha sido ratificado também por países, entre eles, Portugal, além do Brasil e Cabo Verde).
Ao “confronto” foram convidados dois distintos jornalistas angolanos com a particularidade de um, Orlando Castro (OC), viver e trabalhar em Portugal e, por esse facto, sentir mais o impacto do “português euro-imperial” e o segundo, Jorge Eurico (JE), exercer a sua profissão em Moçambique, embora vagueie por Angola e Cabo Verde, sempre que necessário, e, por essas razão sentir o impacto do “português africano”.
Um pelo Não, outro pelo Sim, mas próximo do nim!
Deixo-vos aqui um cheirinho do que escreveram, podendo ler as suas crónicas, na íntegra, acedendo aqui.

JE: O Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que tem como escopo a unidade do idioma escrito, é indubitavelmente uma retumbante vitória cultural, sociológica, académica e, por que não, política do Brasil sobre Portugal e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), facto que, quanto a mim, significa uma oportunidade de “ressurreição” da quinta língua mais falada à face da terra e a terceira mais falada no mundo Ocidental numa altura em que é (era) considerada pelos cientistas sociais como sendo uma língua morta e (bem) enterrada.
Brasília pode, finalmente, embandeirar em arco e lançar foguetes por ter convencido Lisboa, Luanda, Praia, Maputo, Príncipe, Bissau e Dili — e por arrasto a antiga Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu, Dadrá e Naga-Aveli), Macau, Guine-Equatorial – a adoptarem uma só grafia com o nobre e oportuno propósito de unir a língua (portuguesa) escrita.
(…)O linguista Malaca Casteleiro, defensor do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, defende ser necessário “um período de adaptação que não deve ser inferior a quatro anos para permitir as alterações em dicionários, manuais escolares e para a aprendizagem das alterações ortográficas”.
Subscrevo literalmente a opinião de Malaca Casteleiro. É preciso que se dê tempo ao tempo e aos Estados que têm o português como Língua Veicular para que se adaptem às modificações ora «impostas» pelo Brasil ao mundo lusófono.
Aliás, deverá ser por esta razão que o presidente moçambicano Armando Guebuza afirmou que o seu Executivo está a analisar o Novo Acordo Ortográfico e depois de o analisar irá ratificar. E como eles há muitos que assim pensam e assim procederão.

OC: “Não” ao Acordo Ortográfico. Considero, sobretudo dada a disparidade das forças em confronto, que a minha luta pelo português de Portugal está condenada à derrota. Apesar disso, continuo a entender que só é derrotado quem desiste de lutar. Ora desistir é algo que me recuso a fazer, mesmo sabendo que do outro lado está uma força monumentalmente maior em todos os aspectos, sobretudo no número de falantes.
Sou, portanto, contra o Acordo Ortográfico. Admito, quando muito, que se deixe que sejam o tempo e os protagonistas a transformar a língua, a dar-lhe eventualmente diferente grafia, tal como acontece com a introdução de novos termos.
(…)Não cabe aos que defendem o português, contudo, abdicar a atirar a toalha ao tapete quando podemos ser poucos, mas podemos ser bons (sem querer dizer que os outros são maus). (…).
Por isso, esta é para mim, uma questão de identidade e de honra que deve continuar a ter as suas próprias características, respeitando a dos outros e convivendo em sã harmonia com as diferenças.
Aliás, quando me falam de harmonização (seja do que for) cheira-me logo a algo hitleraiano. Por isso, custe o que custar, não serei eu a render-me a um acordo ortográfico contra-natura e violador das diferenças que são, aliás, a grande força da Lusofonia.

Deixo-vos este pitéu para ler, meditar e deixarem os vossos naturais e, por certo, perspicazes comentários no sítio certo. Ou seja, no Café Luso enquanto bebericam e recebem um cálido e delicioso aroma cafeeiro, de preferência das cálidas e húmidas zonas da Gabela (desculpem fugir-me para o nacionalismo…).
Publicado no , "Lusofonia" em 18/Abr/2008, após reformulação

15 abril 2008

Qual a real consequência do fecho das portas?

O senhor Alberto João Jardim, presidente da Região Autónoma da Madeira – julgava, e aqui cito um antigo líder africano, Kenneth Kaunda, que presidente era só o da República, mas… – afirmou que concordou – ou estimulou, vamos nós lá saber o que realmente se passou, – com a posição da Assembleia Regional da Madeira – leia-se, com as ordens do PSD/Madeira – em não abrir as portas da Madeira ao presidente da República Portuguesa, Prof. Cavaco Silva.
Segundo o líder madeirense a Assembleia Legislativa (e julgava eu que era Regional) da Madeira é constituída por um «bando de loucos».
Como nessa dita Assembleia estão várias Organizações Políticas, incluindo o PSD/M, de que é o líder incontestado, ele lá deve saber por que corredores anda…
Registe-se que o presidente português foi convidado para ir presidir às comemorações dos 500 anos da cidade do Funchal, capital da Madeira, que, e só por mero acaso de agendamento português, creio, se comemoraria somente em Agosto próximo.
Normalmente só se abre as portas da casa de cada um a terceiros quando estes nos são próximos ou nos interessamos que estes nos visitem.
Naturalmente que a Assembleia regional da Madeira não quer receber em sua casa, nem no seu Jardim, quem não lhe convém. Mas por razões de simpatia oferece um beberete à visita num qualquer Jardim diferente do seu.
Por isso não está em causa o encerramento das portas; principalmente se em vez de uma casa normal é um local onde predominam, e passo a (re)citar «bando de loucos».
Nem está em causa que alguém ache que o líder madeirense – e gostemos ou não mostra obra feita tendo sabido, ao contrário dos portugueses, fazer gerar investimentos e obras visíveis com os fundos comunitários e nacionais – é pouco dado a valores democráticos, apesar das palavras do vice-presidente português e simultaneamente líder do Parlamento Nacional, por acaso do Partido Socialista.
Nem está em causa a longa e desprendida língua do líder madeirense. O que se passa é que este não tem em Portugal, nem na Madeira – todos querem ser o seu sucessor e será ele que o dirá quem –, alguém que consiga copiar a atitude do máximo representante em Portugal de um dos países mais autocratas do Mundo, a China, que por quando das – habituais – declarações anti-chinesas proferidas pelo líder madeirense se limitou a visitá-lo e viu-se como o este se calou até hoje! Alguém lhe ouviu algum comentário sobre Tibete?
O que realmente está em causa, a real consequência, com o fecho das portas da Assembleia Regional é que receber o Presidente – está em maiúscula porque falo em termos institucionais – da República Portuguesa na Assembleia Regional da Madeira era aceitar a soberania portuguesa sobre o arquipélago! E isso é demais para quem anda, ultimamente, a levantar o fantasma da FLAMA e ameaçar com a independência da Região Autónoma.
Senhores deputados portugueses porque é que, por alturas das próximas eleições, não fazem um referendo a perguntar se os portugueses querem conceder a independência à Madeira e não exigem a devolução dos fundos entretanto dados?
Ganharia, por certo, o erário público português e europeu – assim como assim a Madeira está mais próxima de África, como o próprio líder líbio também já o afirmou – e, quem sabe, a CPLP… Além de não termos, também, de pagar a belíssima estátua proposta pelo deputado regional do PND, Baltasar Aguiar.
Artigo reproduzido pelo a 17 de Abril de 2008, na rubrica “Opiniões e Análises

Líder dos Massukos um dos vencedores da Goldman Environmental Prize

(Feliciano dos Santos evidenciado a vermelho)

O cantor moçambicano Feliciano dos Santos ganhou o prémio Goldman Prize [Goldman Environmental Prize], considerado por muitos como o prémio Nobel do ambiente. Feliciano que lidera a banda moçambicana Massukos, é distinguido pelo seu trabalho na divulgação dos problemas da saúde, água e Sida [ver texto explicativo da Goldman aqui].
As Nações Unidas estimam que as doenças diarreicas matam por ano 1,8 milhões de pessoas. Feliciano recebeu o prémio numa cerimónia na cidade norte-americana de São Francisco. Em declarações, Feliciano começa por descrever o que sentiu quando soube que tinha sido distinguido. “Foi uma surpresa, pensei que fosse brincadeira, nunca pensei que estando na província do Niassa no Norte de Moçambique tão longe do mundo, não acreditei que fosse possível”. Feliciano acredita que a música tem poder para fazer passar mensagens para o público. “Em África quando se toca um batuque, as pessoas aglomeram-se e aquele é o momento próprio para começar a transmitir aos outros aquilo que lhe vai no coração”.
Música sobre latrinas serviu para alertar para problemas de higiene “Eu sinto que a música tem um poder muito forte e transmite aquilo que são as nossas necessidades básicas”. A motivação de Feliciano surgiu das más condições de higiene e da má qualidade da água que tinha disponível na província do Niassa. Em 1992, depois de ter formado a banda Massukos, ele promoveu em conjunto com a Unicef um projecto para promover as latrinas.
Em 1996, ele estabeleceu a ONG “Estamos”, que tem por objectivo promover melhores condições de vida através de melhores condições sanitárias. “Este prémio serve para as pessoas perceberem que não interessa de onde nós vimos, o que é importante é realizar coisas que marcam a diferença”, refere Feliciano dos Santos. O prémio de 150 mil dólares vai servir para “alertar para os problemas que as populações de Moçambique e de África enfrentam no dia-a-dia”, conclui.

Artigo publicado n’O Observador, edição 192, de hoje e que muito gostosamente aqui transcrevo como incentivo a que outros africanos também continuem a contribuir para elevar o nome do Continente para além dos problemas políticos, da fome e da guerra, com que, predominantemente, somos relembrados.

14 abril 2008

Zimbabué, ainda há quem não tenha receio…

(imagem Reuters/Telegraph)

A toda subserviente ZEC (Comissão Eleitoral Zimbabueana), obedecendo à voz do seu todo poderoso(?) Master, mandou recontar os votos das secções onde a ZANU-PF e o seu carismático líder – ou será dono? – perderam.
Se o pedido tivesse acontecido dentro do prazo legal, mesmo que, eventualmente, caricato e suspeito – porque era só em determinadas secções de voto – seria legítimo. Mas quase duas semanas após a contagem oficial e publicação das mesmas mais que ilegal era um pedido ridículo.
E a recontagem não se ficava só pelos votos legislativos. Contemplava, também, os votos presidenciais o que faz supor, pertinentemente, que Mugabe terá mesmo perdido as eleições.
Faz supor porque, passadas as tais duas semanas, a ZEC ainda não teve coragem para publicar o resultado das mesmas.
Nem a ZEC teve essa coragem nem os taciturnos vizinhos da SADC – também depois de 15 horas de conclave inútil é natural – conseguiram demover o principal aliado de Mugabe a pressioná-lo a aceitar a derrota.
É natural. No fogo das barbas do meu vizinho posso ver como as minhas ficarão. E Setembro é já tão próximo e ainda por cima, segundo consta junto de certos sectores “secretos” o hipotético “padrinho” de Mugabe pode perder as legislativas…
Mas o que se estranha mais – ou talvez não pelas razões acima evocadas – é a expectante atitude da SADC e a sua oferta de mediadora, de uma hipotética segunda volta, quando sabe que nem os resultados das legislativas Mugabe e a ZANU-Pf acetam, depois dela própria já ter confirmado os resultados destas últimas em tempo oportuno.
O que vale é que o Tribunal Supremo do Zimbabwe continua a não se reger pelos ditames do pequeno bigode hitleriano.
O Tribunal declarou ilegal a recontagem vindo ao encontro das expectativas dos candidatos presidenciais oposicionistas que afirmam só terem dúvidas quanto aos resultados das presidenciais!
Parece que alguém quer transportar para o sul de África a crise – que parece resolvida – do Quénia…

Quem terá sido o Mestre?

(será que um jornalista tem que ser como os vizinhos do lado? sem vida própria, sem direitos?)

A direcção do PSD considerou hoje inaceitável a participação de Fernanda Câncio num programa da RTP2 alegando que a jornalista do Diário de Notícias faz jornalismo de intervenção favorável ao PS e insulta o PSD”.
Depois de ler a notícia acima fico sem saber que terá sido o Mestre dado que também em Angola algumas pessoas vêem a sua vida privada, profissional ou política questionada e exigida a sua saída de lugares profissionais…
Mas, pelos vistos, o PSD e o senhor Dr. Rui Gomes da Silva, andam com a memória muito curta. Parece que já se esqueceram do que exigiram quando o professor Marcelo Rebelo de Sousa, dito fosse “corrido” – ou pelo menos questionado – da TVI e actualmente a fazer o mesmo pale na RTP…
Do dr. Gomes da Silva, de quem fui aluno na Lusíada, até tinha uma boa impressão. Será efeitos retroactivos do acidente aéreo da Jamba?
E ainda há quem questione a CPLP? Está bem vivinha…

Acordo no Quénia?

(foto Euronews)

Será que desta vez o acordo veio para ficar?
Tem todas as condições para isso faltando saber onde acabam e começam as prorrogativas governamentais de cada um dos actores da cena política queniana e do novo Governo de Coligação.
Se o declarado vencedor das eleições presidenciais, Mwai Kibaki, do Partido de Unidade Nacional (PNU) mantém o cargo, o reclamante do mesmo, Raila Odinga, do partido Movimento Democrático Laranja (ODM), decidiu aceitar o novo cargo de primeiro-ministro.
Além disso o novo Governo proposto terá dois vice-primeiros-ministros. O primeiro, Musalia Mudavi, é do ODM, do contestário Odinga, enquanto o segundo vice proposto é Uhuro Kenyatta, próximo do PNU, e filho de Jomo Kenyatta, o “pai” da independência e primeiro Chefe de Estado do Quénia.
Quanto aos restantes membros governamentais (42 ministros e 53 vice-ministros) sairão alguns do PUN e entram outros tantos do Partido Laranja.
Pode ser que assim, se esgote a crise pós-eleitoral que terá provocado cerca de 1500 vítimas mortais e deslocados mais de 200.000 quenianos. Um preço demasiado “elevado a pagar" para os contribuintes quenianos”, como hoje reflectiu Maina Kiai, presidente da Comissão Nacional queniana sobre os Direitos Humanos.
Todavia, parece haver quem não queira a paz no País. Uma seita,declarada ilegal em 2002, Mungiki (o mesmo que "multidão" em língua kikuyu), reconhecida por decapitar vítimas raptadas, entrou em confrontos com a polícia provocando entre 9 e 12 mortos. Tudo porque queriam vingar a prisão e possível morte da mulher do líder da seita.
Também esperamos que depois do Quénia, mais a sul, não apareça um outro foco desestabilizador para não dar crédito àqueles que afirmam que em África só há guerras e questiúnculas.

13 abril 2008

Ainda a maka da hipotética falta de água em Luanda

Um simpático e cordial Anónimo - continuo a não compreender porque não assinam no fim dos mesmos, principalmente quando os comentários são educados e, não raras vezes, pertinente - questionou no meu apontamento sobre a a hipotética falta de água que pendia sobre Luanda devido a uma eventual sentença de uma juiza em Luanda.
Esse anónimo não acreditava que uma juíza pudesse sobrepor a necessidade de utilização livre de um bem público - água potável - decretando o fecho das Instalações do Marçal que, segundo julgo saber, fornecia água potável - ou parte dela - à cidade-capital.
Era pertinente e carregada de lógica a dúvida incerta no comentário.
Infelizmente não só era verdadeira como, efectivamente, aconteceu. de acordo com uma notícia da VOA-Multipress, de 11 do corrente, o Tribunal Provincial de Luanda (TPL) terá mandado encerrar as portas da EPAL podendo com essa sentença colocar em cauda a tranquilidade dos, e passo a citar, "cerca de quatro milhões de cidadãos que poderiam ver-se privados de água potável".
Felizmente que o bom senso imperou e o TPL e a EPAL acabarm por chegar a um consenso para que a companhia que explora as águas de Luanda não tivesse que encerrar as portas.
Para isso a EPAl comprometeu-se a depositar uma caução de "178 mil 228 dólares" enquanto, em simultâneo, o seu advogado interpôs recurso.
Tudo porque a EPAl, considerando-se, e talvez com razão em função das regras nacionais quanto à exploração de água potável e por razões de trabalhos nas condutas de água, tinha decidido desactivar duas giratas - instrumentos extractores de água para revenda a camiões cisternas -, propriedade(?) de dois indivíduos que se sentiram lesados pela atitude da EPAL e que viram, agora, o TPL dar-lhes razão.
A livre iniciativa e o interesse público nem sempre são compatíveis.

Guiné-Bissau, para onde vais?

(Tarrafe, Ilha Formosa, Bijagós; foto de JF Hellio e N.Van Ingen, a partir daqui)

"Na mesma semana que os “delegados para a consolidação da Paz” da ONU, liderados por Maria Luiza Viotti, em visita à Guiné-Bissau, afirmaram que o País está a caminhar para um claro “progresso na consolidação da paz” e que o País está “francamente melhor”, na mesma semana que o senhor Procurador-geral da República, Fernando Jorge Ribeiro, é exonerado pelos senhor Presidente da República João Bernardo Vieira – dito “Nino Vieira – sem minimamente saber porquê nem os motivos de tal exoneração, os “angolanos” invadem as instalações da Polícia Judiciária (PJ) para fazer justiça pelas próprias mãos, fazendo um morto e levando a Directora da PJ a apresentar a sua demissão porque, segundo ela, não existe Justiça no País.
Note-se que os ditos angolanos, mais não são que elementos da Polícia de Intervenção Rápida da Polícia (PIR) de Ordem Pública da Guiné-Bissau e que tomaram esse nome popular porque foram formados – e pelos vistos bem formados, tal comos seus equivalentes de São Tomé e Príncipe – pelos seus congéneres angolanos.

Para um País que está em “claro progresso na consolidação da paz” e “francamente melhor” algo não parece estar bem.

Registe-se, todavia, o Governo da República foi célere na resolução do problema. Mandou desarmar todos os PIR e deter os que estiveram na morte do agente da PJ. Este estava detido nos calabouços da PJ por ter, segundo parece, morto duas pessoas, entre elas um elemento das PIR.

Ainda assim, para um País que está em “claro progresso na consolidação da paz” e “francamente melhor” algo não parece estar bem. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na rubrica "Colunistas" do , de hoje

Dia Mundial do… Darfur?!

(Senhores, isto é Darfur, imagens da internet)

Basta de hipocrisia e subserviência.
Ou será que a Comunidade Internacional não sabe o que se passa, realmente, no Darfur nem quem mais deseja que o status quo da região assim se mantenha para receber petróleo barato em troca de “cooperação” – leia-se armas e dinheiro?
Já agora, quando é o Dia Mundial do Tibete? ou o Dia Mundial dos Povos Oprimidos e Ocupados?

10 abril 2008

Luanda e a maka da falta de água e luz...

(secou? imagem daqui)

De acordo com um e-mail proveniente de Luanda, a cidade da Kianda vai ficar sem água potável devido a uma ordem do Tribunal e sem luz devido às obras "chinesas".
Para melhor entendimento transcrevo o e-mail tal como recebido, não identificando, por razões obvias, o remetente do mesmo..

"Vamos ficar sem água. Uma juiza decretou o encerramento das instalações da Epal- Empresa Pública de Águas de Luanda, numa causa perdida em juizo a favor de dois cidadãos angolanos. AS INSTALAÇÕES DO MARÇAL EM LUANDA, ESTÃO ENCERRADAS, DESDE ONTEM ÀS DOZE HORAS.

Também muita gente, muitos povos estão sem energia eléctrica devido a avarias em oito transformadores fabricados, fornecidos e montados recentemente por uma empresa chinesa. Tá-se mesmo a ver que foi mais uma argolada chinesa. Digo mais argolada, porque as obras de restauração da Cidadela Desportiva efectuada por chineses, estão literalmente a desabar. Assim vai o esbanjamento dos milhões de dólares que muito brevemente serão exiguos, com tanta idiotice progaramada, leia-se corrupção mal organizada.
"

Os pagamentos do petróleo estão a mostrar, com cada vez maior intensidade, a qualidade chinesa. E vão alguns países afro-lusófonos avançarem para a construção de empreendimentos desportivos, nomeadamente estádio de futebol, esquecendo-se o que aconteceu ao celebrado estádio bissau-guineense...

09 abril 2008

Inauguração de uma Escola pública ou partidária?

(foto via “Repórter” da RTP-África)
No Bairro do Palanca, em Luanda, no Kilamba Kiachi, foi inaugurada uma escola secundária, conforme nos mostrou o programa “Repórter” (ou, talvez por aqui, aqui [-8'35'']) da RTP-África.
Um acto que se sublinha e aplaude dado que aquele Bairro passa a dispor de uma escola primária, uma secundária e um Instituto. Ou seja, um ciclo escolar completo.
Até aqui nada de anormal, até porque é uma escola que prevê receber 1500 alunos, tem o que pareceu ser uma boa biblioteca, locais de diversão e actividades desportivas, salas amplas e uma entrada apelativa; pareceu ter para ser um aprazível local de estudo e de saber.
Agora o que não entendo é como numa escola, em princípio pública, inaugurada pela Responsável do Governo Provincial de Luanda, algumas bandeiras flamejadas e abanadas visíveis eram de um partido político e não da República de Angola (a única que vi estava à entrada, e bem, da escola).
Será que afinal era uma escola privado-partidária e não pública e a imprensa enganou-se no conteúdo?
Algo começa a não estar nada bem neste período pré-eleitoral…

Tiraram-me os votos fraudulentos? Vão para a prisão

(vão de retro observadores...)
No início do escrutínio os observadores autorizados – a União Africana e a SADC – informaram ter se apercebido da existência fraudulenta de cerca de 8500 “eleitores fantasmas” numa zona onde a sua existência era impossível de acontecer.
Provavelmente os funcionários da ZEC, a Comissão Eleitoral Zimbabueana, decidiram pautar pela honestidade e devem ter “limpo” os votos fantasmas.
Como as últimas tentativas intimidativas praticadas pelo o senhor Mugabe e os seus acólitos, que consistiu em mandarem prender jornalistas estrangeiros, sob a acusação de terem entrado como turistas e estarem a praticar a sua profissão, de emitir uma ordem policial de invasão e destruição de tudo o que estava no quartel-general do MDC e de invadir algumas das poucas fazendas ainda na posse de brancos – os invasores foram escorraçados pelas populações vizinhas das fazendas – decidiram, agora, optar por mandar prender esses eventuais funcionários por terem, e passo a citar de memória, desviado “fraudulentamente” 5000 votos ao candidato Robert Mugabe.
Que despudor! Como tiveram coragem de “roubar” o senhor Mugabe?
Enquanto estas manobras vão acontecendo, a ZEC continua por divulgar os resultados eleitorais das presidenciais o que faz supor, com cada vez maior força, que Mugabe não só terá perdido a maioria como, provavelmente, a cadeira da presidência e logo à primeira volta!
E o que se estranha é a tomada de posição do Supremo Tribunal, habitualmente contrário a Mugabe, que aconselhou, mas não impôs, a divulgação rápida dos resultados.
Como ainda há dias um analista africano temia, o problema do Zimbabué neste momento não é a falta de divulgação mas como evitar que os “veteranos” na polícia e no exército impeçam a sua divulgação e provoquem um Golpe de Estado para salvaguardar, mais que Mugabe, principalmente, os seus privilégios.
Mas quanto a isso não há problemas! Os “cegos” vizinhos do Zimbabué preferem que ninguém se meta na medida em que o povo zimbabueano e os seus políticos conseguirão resolver os assuntos internos deles.
Uma amostra do que poderá acontecer em Angola, em Setembro?
Entretanto, bem vão pregando a frei Mugabe a União Europeia e alguns dirigentes sul-africanos. Mas o frei anda algures em parte incerta sem comunicações com o Mundo real...

08 abril 2008

É assim que se trata a Liberdade e a Solidariedade...

(imagem Elmundo.es/AFP)

Segundo o portal noticioso Diário Digital as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) "recusaram hoje a iniciativa unilateral do governo francês para dar assistência médica aos reféns que os rebeldes mantêm, sobretudo à franco-colombiana Ingrid Betancourt" ou seja, recusam aceitar libertar a sua refém mais mediática, porque assim sabem que continuarão nas ondas hertzianas e internáuticas.
Já agora gostava de ver como reagirão os seus ilustres aliados da West Coast of Europe, também conhecido por Portugal, no caso o PCP, que gosta de os convidar para a sua celebrada festa do Avante, e o nobelizado escritor José Saramago!
Tal como digo aqui ao lado - ainda - "reter pessoas, inocentes ou não, contra a sua vontade e mesmo que em nome de ideais elevados, não é Liberdade mas Cobardia!"
E o que as FARC e o seu mais valioso aliado -às vezes até fico na dúvida se será só aliado... - Hugo Chavez estão a fazer, mediaticamente, com os inúmeros reféns das FARC é clara Cobardia!
Mas atenção que também o presidente colombiano Alvaro Uribe não pode ser visto como um menino de coro...

A quem amedronta o Acordo Ortográfico?

"Sinceramente não entendo esta sanha anti-Acordo quando este já tem uns velhinhos de 18 anos.

Era para ter entrado em vigor em 1 de Janeiro de 1994 mas, até a essa altura só tinha ratificado 3 países: Brasil, Cabo Verde e… Portugal (exacto o país que agora mais problemas está a dar quanto à sua nova ratificação).

Não se entende qual o motivo que alguns intelectuais lusos – leia-se de Portugal, não vá haver confusão com a fonia – estão contra um Acordo que, ao contrário do que querem fazer crer não é tão exigente quanto ao português não-brasileiro como o é para o português do Brasil. Primeiro aceitaram-no, e agora com a modificação de Julho de 2004 andam a mordê-lo e sem razões aparentes?

E não se entende estes gritinhos de virgens atacadas quando foi Portugal, em 1911 e sem o acordo prévio ou sustentado do Brasil, decidiu alterar muitas das suas formas evoluindo semanticamente quanto à sua forma e escrita.

Relembremos como o português “arcaico” escreveu durante séculos “pharmácia”, “philosofia” – ou seja, alterou a fonética “efe” de “ph” para “F” – ou quando depois de 1973 deixou cair os acentos graves nos advérbios de modo terminados em “mente” como “sòmente” ou “filosòficamente”, etc.

E alguém, ou algum purista linguístico português criticou estas alterações. Não vejo onde ou como. E há quem ainda hoje escreva os advérbios de modo acentuados e alguns correctores deixam passar. (...)
" (pode continuar a ler aqui e, mais tarde, aqui).

Publicado hoje na rubrica "Lusofonia" do ,

Estranhíssimo e Preocupante!!!!


(para ler melhor clicar nas imagens)


Este foi o documento que circula em Luanda, que o Notícias Lusófonas faz hoje Manchete (também citado no Alto Hama) e que também eu recebi via e-mail de Luanda.
A ser verdadeiro e quero - necessito - acreditar que não o é, mas uma montagem bem feita, - uma perigosa montagem que ludibriou pessoas de bem, as que enviaram e as que publicaram, - mais que estranho, é muito grave!!
Continuo a aguardar pelas reacções das pessoas de bem do meu País, nomeadamente, do senhor Presidente Eduardo dos Santos.
É que, de acordo com o documento, o mesmo está datado de 20 de Março de 2008. Ou seja, já tem 19 dias e, em teoria e a fazer fé no mesmo, se verdadeiro - continuo a querer acreditar que é uma belíssima, mas perigosa montagem que ludibriou pessoas de bem, as que enviaram e as que publicaram - já será do completo conhecimento do senhor Presidente!

Quando a derrota é indigesta…

"Algumas das maiores máximas dos ditadores (ou ditadorzecos) e seus seguidores utilizam para se perpetuar no poder passa, invariavelmente, ou por protelar ou mesmo não divulgar, através da “sua” Comissão Eleitoral Nacional, os resultados eleitorais, por prender jornalistas – os eternos abelhudos que se metem onde não são chamados – e políticos adversários, ou, e esta é a última do seu cardápio manietante, exigir recontagem dos votos mesmo que para além do prazo legal.

Pois é exactamente isso o que a ZANU-PF e o seu magnificente presidente, senhor Robert Gabriel Mugabe, estão exigir agora.

E tudo porque o seu adversário político – também África, depois da Europa (Polónia) e da América Latina (Brasil) tudo indica que vai ter um sindicalista presidente que poderá mudar a face e o sistema político da África Austral – decidiu, em definitivo, declarar-se vencedor da eleição presidencial, dado que a “sua”, do Mugabe, ZEN (Comissão Eleitoral) empenou a meio do caminho e não se decide por confirmar, ou não, a necessidade de fazer uma segunda volta para as presidenciais zimbabueanas.

O medo do “Grande Líder” – embora não estejamos na Coreia do Norte nem em Cuba, não podemos deixar de ter, também nós em África, um Grande Líder – e dos seus abjectos e subservientes seguidores do Politburo da ZANU-PF é enorme! (...)" (pode continau a ler aqui)
Artigo publicado n' , edição 187, de hoje, sob o título "Festim indigesto e pouco satisfatório para "cegos" vizinhos do Zimbabué"

Muito estranho e muitíssimo grave!

Não sei o que há de verdade nuns documentos que hoje tive conhecimento que a direcção editorial do Notícias Lusófonas (NL) acabou de receber de Luanda – e que eu já tive oportunidade de saber o conteúdo – e que eventualmente terão sido elaborados pela “secreta” angolana, SINFO, e que põe em causa personalidades angolanas, ONG’s – talvez por isso o escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em Luanda, tenha recebido ordens de fecho – e, o mais grave ainda, um apelo à diabolização da oposição, nomeadamente relativo à UNITAe ao conselho de acusação de alguns dos seus líderes de estarem por detrás de eventuais paióis que possam aparecer ou ressurgir, tendo em vista a sua descredibilização e a necessidade de “recuperar” a imagem e o crédito do MPLA, nomeadamente em Luanda, como já mo tinha alertado um dos seus mais importantes militantes que se encontra, actualmente, algures em Portugal.
Muito grave, se for real o tal documento que o NL vai, segundo parece disponibilizar, e que deve merecer de quem de direito um rápido repúdio e uma chamada à responsabilidade de quem o emitiu.
Vamos aguardar pelo artigo do NL e pelas naturais reacções das pessoas de bem, nomeada e certamente do senhor Presidente Eduardo dos Santos.

07 abril 2008

E depois de Guterres, o bahasa?

(DDR)
Depois da ilibação do homem do dedo e antigo Ministro das Relações Exteriores indonésio, Ali Alatas de co-inspirador da violência em Timor-Lorosae, vemos agora Eurico Guterres ser considerado, tal como outros acusados, pelo Supremo Tribunal da Indonésia, ilibado das acusações que pendiam sobre ele e seus seguidores, nomeadamente ataques aos Direitos Humanos.
Relembre-se que a maioria das acusações se prendiam com as suas actividades – e tacitamente aceite por ele como tal – de milícia anti-independência que provocou inúmeras vítimas, principalmente após o Referendo que determinou a independência de Timor-Lorosae.
O acto, só por si, não teria qualquer relevância se o mesmo não tivesse, como tem, uma forte carga política anti-nacionalista e pró-integracionista e não víssemos os esforços dos indonésios em retornar a Timor.
Uma não clara condenação, para não dizer confrangedor mutismo, por parte dos indonésios, pelo que se passou – ou não se passou, esperemos que a estória venha um dia ser bem contada – com os principais governantes do País.
A clara tentativa de retornar a Timor pessoas que adoptaram a indonésia como sua Pátria e que vêem os seus difundidos direitos a não se cumprirem. A recente manifestação e subsequente detenção de pessoas em Atambua, na parte Ocidental indonésia da ilha, e as justificações para não cumprimento das promessas é uma clara prova disso.
A incisão sobre a segunda língua oficial de Timor. Apesar de estar aceite o português como a segunda língua – o tétum está considerado como a primeira, embora um linguista australiano, Geoffrey Hull, considere o tétum uma língua franca e o português como a efectiva língua oficial – apercebe-se que o bahasa está a ganhar mais defensores e apoiantes. Em parte por culpa exclusiva da CPLP e dos seus pseudo-liderantes Portugal, que ainda pensa como se existissem os moinhos quixotescos, e o Brasil, que anda a tentar impor as suas regras gramaticais. Como há dias li num blogue, se o timorense escreve “óptimo” vê o professor brasileiro considerar como erro gramatical; se entra numa escola com um professor português e escreve “ótimo” vê a crítica se elevar a um grau inaudito.
Quase que apetece gritar “falazem” e assumam-se de vez quem manda na língua! Se os políticos linguísticos de cada uma das respectivas academias ou os povos de cada uma das Nações falantes do português!
E para reforçar a subtil entrada da Indonésia e do bahasa na vida social timorense alguns oficiais da Polícia Nacional foram fazer um estágio à indonésia porque a sua maioria só fala tétum e bahasa!!!
Não será altura de acabarmos com estranhos eufemismos e acabarem, de vez, com a CPLP? Ou, então, juntai-vos todos os 8 e definam, em efectivo pé de igualdade, como querem a Comunidade Lusófona!