30 abril 2012

Portugal, mais um ano de profunda depressão


Ontem, por volta das 21,20 horas Portugal – pelo menos 60% dos que lá vivem – entrou em profunda e inequívoca depressão.

O SLBenfica, uma vez mais, não é campeão nacional de futebol.

Por isso, os meus sinceros parabéns a ao FCPorto, porque conseguiu no terrenos aquilo que nós, os benfiquistas, não conseguimos.

E, diga-se em abono da verdade que ontem quando os jogadores entraram no campo do Rio Ave pareciam que já iam animicamente derrotados. Enfim…

Algo que a direcção tem de ponderar até porque a SAD não é só dos que lá moram e dominam mas daqueles que lá investiram e vêem a Bolsa não capitalizar; pelo contrário, mesmo apesar dos muitos milhões recolhidos na Champions!

Uma vez mais os parabéns ao FCPorto e àqueles que continuam a temer o S. Jorge que lidera e domina o mitológico animal asiático e, por causa disso, não têm temor em o dotar quando disso precisa…

O certo, certo, é que Portugal – até porque ninguém de bom senso acredita que vai ser campeão europeu – vai estar mais um ano de profunda depressão!...

26 abril 2012

Taylor considerado “criminalmente responsável”…

(imagem AFP, da Internet)

O Tribunal Especial de Haia criado para julgar os crimes perpetrados durante guerras e contra a Humanidade, acordou hoje que o antigo presidente da Libéria, Charles Taylor, era considerado “penalmente responsável” por diversos crimes – estava acusado de 11 crimes de guerra e contra a humanidade – cometidos, em seu nome e sob a sua anuência, contra os Direitos Humanos, enquanto líder liberiano apoiando a guerra-civil na Serra Leoa.


A leitura do acórdão está prevista para finais de Maio próximo.

Recorde-se que durante o conflito serraleonês (1991-2002) foram mortas cerca de 50 mil pessoas além de muitas crianças terem sido cooptadas, sob coação, a maioria, para a guerra!

24 abril 2012

Miguel Portas (1958-2012)




“Digam a quem Vos governa o que Vos vai na alma!”

Assim nos alertava MiguelPortas, o eurodeputado português e fundador do Bloco de Esquerda, que hoje, prematuramente, teve o seu passamento físico.

As suas palavras e a sua vastíssima obra ficará para continuarmos a beber e meditar a e na “sua” Utopia!

20 abril 2012

Angola, Potência Regional em Emergência, no Pacífico...


A Lusofonia no CS de ONU


Ontem, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se para debater a questão da Guiné-Bissau.



Portugal e Angola, em nome da CPLP, foram os países impulsionadores desta reunião.

Até aqui nada demais, talvez pecando por tardia a reunião.

Agora o que já não se entende, é que os dois países lusófonos tenham utilizado meios vocais diferentes para o mesmo fim.

Enquanto Angola, na pessoa do seu Ministro das Relações Exteriores, George Chicoty – que segundo já me contaram é um bom linguista e fala bem francês e inglês – se dirigiu à comunidade presente no CS da ONU na sua língua oficial, isto é, na língua que dizem não defender com a clareza que outros parceiros gostariam que fizesse, ou seja, em Português!

O seu homólogo português, o Ministro dos Negócios Estrangeiros _ deve ser por isto –, Paulo Portas, adoptou a sonante e imperial língua de Shakespeare, ou seja, o Inglês.

E, assim, vai a CPLP e a defesa da Língua Portuguesa, que Angola e Moçambique – apesar de tudo o quanto se possa criticar – tanto andam a tentar a defender, ao a quererem introduzir nos areópagos internacionais ao mesmo nível que as habituais!

Nota complementar: E o interessante (estranho, não é?, quando, a maioria, só fala em francês e crioulo) o ministro Bissau-guineense das relações exteriores, também falou em português no CS da ONU!!!!


Texto reproduzido no portal do Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/news/cplp/21-04-2012/33365-lusofonia_onu-0/) e também no portal Ponto-final.net (http://ponto-final.net/index.php?component=Frontend&action=text&text=327&section=opiniao)

19 abril 2012

Pululu no Pravda 7


Artigo publicado, inicialmente, no Pululu "Oficial guineense põe dedo na ferida...".


Guiné-Bissau: Militares e oposição assinam acordo…


(A calma que as aves nos oferecem de lição: foto Jorge Rosmaninho)

Segundo o porta-voz do auto-intitulado Comando Militar e um designado porta-voz de forças políticas de Oposição foi negociado e assinado, ontem, um acordo de transição político-militar de dois anos, no fim dos quais, o poder transitaria para os civis.


À partida tudo indicaria ser um gesto de compromisso interessante e de bom senso. À partida, só que…

Os dirigentes depostos continuam presos ou escondidos e acossados sem direitos alguns.

Sabe-se que a Cruz Vermelha Internacional terá visitado, também ontem, os dois mais altos dignitários políticos da Guiné-Bissau, tendo-os entregues roupas, medicamentos e artigos de higiene. Mas eles continuam detidos…

Os ditos partidos da Oposição, onde se inclui o PRS cujo presidente, Koumba Yalá, esteve, ainda há dois dias, rejeitar o Golpe (?!), aceitam que a actual Constituição seja só “parcialmente respeitada” e que a “Assembleia seja "declara extinta" pelo Comando Militar bem assim confirme a destituição do Presidente interino e do Governo, e saliente que os partidos políticos declaram manter a organização do poder judicial, civil e militar e manter a chefia militar vigente”.

Segundo o comunicado lido pelo porta-voz dos oposicionistas no fim dos dois anos de transição haverá eleições simultâneas das presidenciais e legislativas, com base num recenseamento biométrico e de raiz e com a participação de eleitores guineenses na diáspora.

Se bem nos recordamos esta não é a primeira vez que existe um Golpe de Estado efectivo ou frustrado na Guiné-Bissau.

Tal como das outras vezes, também a vontade castrense e dos políticos oposicionistas em ver o País caminhar para a Democracia e estabilidade política com os militares confinados nos quartéis tem sido a prerrogativa dos Golpes.

E quais têm sido os resultados?

Golpes seguidos de Putschs e Golpes!

E qual tem sido as movimentações dos militares? Mudanças sistemáticas dos trajectos entre os aquartelamentos e os palácios governamentais, Ou seja, nunca se ficam pelos quartéis!

A tão referida eventual carta de Carlos Gomes Júnior à ONU e a tão propalada conversa do embaixador angolano em Bissau, junto dos militares guineenses, parecem confirmar, inequivocamente, as suas pertinentes dúvidas e, porque não dizer, certezas!

Face a estes habituais desenvolvimentos que garantias têm os políticos Bissau-guineenses que agora será de vez o definitivo aquartelamento dos militares?

Penso que ninguém de bom senso e de boa memória acreditará nisso! Tal como o anúncio de um produto de limpeza, a História não engana!
A solução para a Guiné-Bissau passa por adoptar um sistema como o da Costa Rica!

Ou seja, desmilitarizar e acabar com os militares no País e adoptar uma boa polícia de protecção territorial criada de raiz e com uma sustentada vertente democratizadora.

É certo que esta perspectiva foi uma das razões para o Golpe, já que o tal documento de Gomes Júnior, o eventual documento secreto que o Comando Militar tanto evoca – pensemos que será este – preveria a destituição do comando castrense e das forças militares guineenses e a sua substituição por uma força de intervenção legitimada através de um mandato do Conselho de Segurança e Paz da União Africana.

Interessante que hoje estará a ser discutida no Conselho de Segurança da ONU essa eventual ideia sob auspícios de Portugal em nome da CPLP e, talvez, com o beneplácito da União Africana – que já suspendeu, preventivamente a Guiné-Bissau – e, talvez, da CEDEAO.

Talvez, porque, não é líquido que não haja uma clara mãozinha francófona, face ao xenofobismo linguístico quer dos militares quer de uma certa classe política guineense face à CPLP.

O que, em boa verdade, até se compreende…

O certo é que Angola, em primeiro lugar, e a CPLP em seguida, estão a perder a face na disputa pela primazia política na Guiné-Bissau.

Enquanto isso, os guineenses continuam sem gozar de uma Paz política e democrática  no País!


Apontamento transcrito no portal Guiné-BissauDocs (http://guinebissaudocs.wordpress.com/2012/04/19/analise-pululu-guine-bissau-militares-e-oposicao-assinam-acordo/) e publicado como Manchete do Notícias Lusófonas

18 abril 2012

Oficial guineense põe dedo na ferida: CPLP só intervém a reboque...

(foto Fernando "Didinho Casimiro)

Numa entrevista ontem concedida à RTP África, um oficial da Guiné-Bissau, representante do auto-denominado comando Militar, pôs – e com toda a firmeza – o dedo na ferida: a CPLP é inoperante só intervém a reboque!



O tenente-coronel, creio de nome Daba Nawana, quando questionado sobre o papel da CPLP na questão do Golpe, na linha das movimentações já “produzidas(?)” pela CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), foi peremptório: a CPLP nunca faz nada de per si e só se imiscui ou participa quando algum dos seus membros o faz; ou seja, e claramente, afirmou: só intervém a reboque!



Custa, mas é a grande verdade.



Foi assim em outras situações na Guiné-Bissau; foi assim em São Tomé e Príncipe – titubeou até Angola intervir –; nada se ouvi de Moçambique quando a Renamo e a FMD estiveram quase a entrar em confronto em Quelimane; está a ser assim, novamente.



Dói-lhes ouvir, mas esta é a grande realidade.



O problema da CPLP é ter no seu seio três grandes potências com visões diferentes e, qualquer delas, desejar tomar o poder da organização: Angola, Brasil e Portugal!



Angola quer afirmar a sua emergente força político-militar tanto na região onde se insere como nos países africanos que pertencem à CPLP.



Facto que Brasil não contesta desde que isso não interfira na sua visão mais global: ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual nada se ouviu deles no seio da CPLP mas viu-se, outrossim, a sua ida imediata ao CS da ONU onde solicitou a intervenção desta organização multinacional – uma vez mais a CPLP na sua reunião disse, presente, desde que… com o beneplácito da ONU!



Quanto a Portugal, emerge e assume-se na CPLP como o estado-fundador da Lusofonia com a ainda evidente sofisma do neocolonialismo e da não-intervenção directa nos assuntos internos das ex-colónias. Uma falácia que deve ser denunciada de vez!



Ninguém deseja intervenções nas questões internas dos outros Estados.



Mas em casos extremos e contra-naturas quanto às liberdades e aos direitos humanos uma voz de bom senso e de respeito deve ser emitida e ouvida!



Esperar que outros façam o serviço e depois aparecerem como tendo qualquer intervenção onde nada houve só descredibiliza que o pratica.



Tem sido esta a sina da CPLP!



É totalmente inoperante e só intervém quando a reboque!



E, nem sempre, nas melhores condições!...

O novo BI português...

(imagem das redes electrónicas - emails)


O novo cartão de identificação português que, parece, já estar disponível.

Talvez deva pedir já o seu...

17 abril 2012

José 'Taur Matan' Vasconcelos eleito presidente


A segunda volta das presidenciais em Timor-Leste já nos deu um novo presidente.

José Maria Vasconcelos, mais conhecido por Taur Matan Ruak (que significa "dois olhos vivos"), apoiado por Xanana Gusmão, e antigo comandante das Falintil, foi eleito como o novo presidente da República, vencendo o segundo candidato e antigo presidente do Parlamento timorense, Francisco Guterres "Lu Olo".

Felicitações ao povo timorense e ao novo presidente e, já agora, muita paciência ao anterior, José Ramo-Horta, que vai - será que vai, com as condições que impôs? - mediar a questão da Guiné-Bissau!

15 abril 2012

Hospital Simão Mendes carece de apoios vários


Com a devida vénia reproduzo a mensagem / grito de alerta de Aly Silva a favor do principal hospital de Bissau, "Simão Mendes".



Ditadura do Consenso junta-se aos demais compatriotas guineenses, na recolha de bens nao pereciveis tais como arroz, salsicha, oleo, atum em lata, sardinha em lata, lixivia, agua mineral entre outros bens.


Telefone ou envie um email



(+245) 6683113



Email: aaly.silva@gmail.com



Faco a recolha em qualquer ponto da cidade de Bissau, ou quem puder que os entregue na minha casa ou contacte o Albano Barai (+245) 6601558 ou Ady (+245) 6663386



Um abraco de solidariedade em tempo de incerteza



Antonio Aly Silva "

Como, entretanto, a Força de Reacção imediata (FRI) das Forças Armadas Portuguesas já partiram hoje das águas (e dos ares) portuguesas - compõe a FRI uma fragata, uma corveta e um avião P-3 Orion(?!) - para as águas internacionais frente à Guiné-Bissau, pode ser que levem víveres e meios de sustentação que possam suprir as necessidades humanitárias do principal hospital guineense.

Porque parece que não irão para mais nada, salvo se...

Salvo se o onselho de Segurança da ONU, entretanto reúna e decida alguma coisa a favor da manutenção da Guiné-Bissau como um Estado que os guineenses tanto almejam poder, um dia, dizê-lo com orgulho!

NOTA: Sendo o 
P-3 Orion um avião de patrulhamento marítimo (luta anti-submarina/ASW e rastreamento marítimo e terrestre) não se entende bem qual a sua função na recolha dos portugueses e europeus na Guiné-Bissau. Por outro lado, e que se saiba, a marinha de guerra guineense é muito incipiente. Sendo assim, só vejo uma utilização e , creio, também a CPLP e a CEDEAO devem ver essa utilização...

A Resolução da CPLP sobre Guiné-Bissau


VIII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS
DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

Lisboa, 14 de Abril de 2012

 Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunido em Lisboa, no dia 14 de Abril de 2012, na sua VIII Reunião Extraordinária, para analisar a situação na República da Guiné-Bissau, na sequência do golpe militar de 12 de Abril de 2012;

Recordando que o primado da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e da justiça social são princípios fundadores da CPLP;

Tendo tomado conhecimento, com consternação, do golpe militar perpetrado na Guiné-Bissau, em flagrante violação daqueles princípios fundamentais;

Tendo em consideração a circunstância agravante do golpe militar ter ocorrido na véspera do início da campanha eleitoral para a 2ª volta que levaria à escolha do Presidente da República, num processo eleitoral cuja transparência foi reconhecida pelas instâncias nacionais e internacionais;

Tendo ouvido a exposição detalhada e informada do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da República da Guiné-Bissau sobre a situação no país;

            DECIDE:

1.      Condenar, com veemência, todas as ações de subversão ocorridas na Guiné-Bissau, exigindo a imediata reposição da ordem constitucional, da legalidade democrática e a conclusão do processo eleitoral;

2.      Instar todos os implicados a cessarem de imediato os atos violentos e ilegais, que são objeto de condenação por parte de toda a comunidade internacional;

3.      Exigir o estrito respeito e a preservação da integridade física de todos os titulares de cargos públicos e demais cidadãos que se encontram sob custódia dos militares sublevados, assim como a sua libertação imediata e incondicional, sublinhando que qualquer ato de violência será considerado intolerável e acarretará graves consequências para os seus perpetradores, implicando a responsabilização dos envolvidos, no plano do direito penal internacional;

4.      Afirmar, perante o povo guineense e a comunidade internacional que as únicas autoridades reconhecidas pela CPLP na Guiné-Bissau são as que resultam do exercício do voto popular, da legalidade institucional e dos imperativos da Constituição, repudiando quaisquer atos de entidades que possam vir a ser anunciadas na sequência do golpe militar;

5.      Apoiar o importante papel desempenhado pela MISSANG, no quadro do acordo celebrado, em prol da estabilização, pacificação e reforma do setor de defesa e segurança da Guiné-Bissau, reconhecido pela sociedade civil e pelas autoridades legítimas guineenses, bem como pela comunidade internacional;

6.      Manter uma estreita articulação com os Estados da Sub-Região da África Ocidental e com os seus parceiros regionais e internacionais, nomeadamente a Organização das Nações Unidas, União Africana, CEDEAO e União Europeia, com vista ao estabelecimento de uma parceria efetiva que possa contribuir para a pacificação e a estabilização duradoura da Guiné-Bissau;

7.      Tomar a iniciativa de, no quadro das Nações Unidas, em articulação com a CEDEAO, a União Africana e a União Europeia, tendo em conta a experiência da MISSANG no terreno, constituir uma força de interposição para a Guiné-Bissau, com mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, visando:
a.       A defesa da paz e da segurança;
b.      A garantia da ordem constitucional;
c.       A proteção das instituições, das autoridades legítimas e das populações;
d.     A conclusão do processo eleitoral;
e.      A concretização da reforma do setor de defesa e segurança.

8.      Advertir todos os implicados na alteração da ordem constitucional na Guiné-Bissau, civis e militares, de que a persistência na ilegalidade conduzirá a que os Estados membros da CPLP proponham a aplicação de sanções individualizadas por parte das organizações internacionais e regionais pertinentes, nomeadamente:
a.     proibição de viagens;
b.    congelamento de ativos;
c.     responsabilização criminal.
9.      Reafirmar a necessidade imperiosa de concretizar a reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau, enquanto condição para o estabelecimento da paz e estabilidade duradoura no País;

10.  Reiterar que somente o pleno respeito pela ordem constitucional, pelo Estado de Direito, pelas autoridades democraticamente constituídas e pelo processo eleitoral em curso, garantirá que o povo guineense – a principal vítima da presente situação – alcance a paz e o desenvolvimento;

11.  Aprovar um “plano de ação imediata” visando a concretização das decisões enunciadas na presente resolução.

Lisboa, 14 de Abril de 2012

14 abril 2012

Força Aly!



A minha total e completa solidariedade com António Aly Silva que, quando editor e director do Jornal Lusófono, ofereceu as suas páginas para começar a publicar os meus pensamentos e análises políticas.


Que, rapidamente, Aly consiga recuperar os seus haveres e possa continuar a mostrar que a geroncrata liderança castrense da Guiné-Bissau não continue a dominar a vida política - e muito provavelmente, económica, a se confirmar as denúncias da Secretaria de Estado dos USA - do País!

Força Aly!

13 abril 2012

Guiné-Bissau, os militares angolanos e a CPLP


Uma das notícias que surge no espaço cibernético, logo após o Golpe de Estado, prende-se com a acusação que os militares Bissau-guineenses fazem quanto à presença angolana no País e do Governo e presidente interino guineenses terem celebrado um “acordo secreto” com a Missang para colocar em causa as chefias castrenses Bissau-guineenses.

O certo, coincidência ou não, o tempo o dirá, foi o acontecimento ter ocorrido menos de 12 horas depois de Koumba Yalá ter anunciado que não iria fazer campanha para a segunda volta das presidenciais e até nem ir às mesmas porque não reconhecia os resultados da primeira. Yalá, que se saiba, até ao presente não formalizou a sua desistência junto do STJ.

Recorde-se que Yalá sempre disse que seria eleito logo na primeira volta com uma significativa vitória. Yalá augurava, talvez, que a sua etno-região, os Balantas, claramente assinalável no País (cerca de 30%), lhe desse a maioria necessária para ser eleito. A surpresa de Yalá esteve no resultado final que não atingiu nem 30% dos votos. E como se recorda as habituais recepções que Yalá regista quando as coisas não correm a seu contento…

Daí haver analistas, e não são pouco, a associar o Golpe ao anúncio de Yalá.

Perante a crise guineense questiona-se o que vai fazer a União Africana (UA), a CEDEAO e a CPLP.

Quanto UA a expectativa mantém-se. Nada se houve, nada se vê e nada se leu ainda. Provavelmente, a distância para Adis-Abeba deve estar a ser cumprida no lombo de um camelo ou de um dromedário ao atravessar o Deserto do Sahara…

Sobre a CEDEAO o interessante é já sabendo do Golpe ainda fala em eventual tentativa de Golpe na Guiné-Bissau e na expectativa que a legalidade seja regularizada rapidamente.
Já quanto à CPLP – e recordando que a presidência em exercício é levada a efeito por Angola que, por acaso, até ainda tem tropas na Guiné-Bissau – parece que procede em conformidade com o habitual. Ou seja, pensa, pensa, pensa… e nada decide.

Até porque o triângulo cerebral da CPLP continua a remar cada um para o seu lado…

A prova, apesar das palavras do presidente português Cavaco Silva dar a impressão de apoiar qualquer iniciativa da presidência angolana quanto à crise, limita-se, ainda assim, a esperar que seja rapidamente reposta a legalidade democrática.

Angola, condena e nada acrescenta. Deve aguardar que o Secretariado Executivo se reúna para decidir em conformidade.

Já o Brasil, o terceiro vértice e, gostemos ou não, o mais importante na actual cena internacional, já se decidiu: solicitou uma reunião urgente… mas no Conselho de Segurança da ONU!

Ou seja, a CPLP continua ser tricéfala e a não se entender.

Por outro lado, acresce que os francófonos da CEDEAO – França e Angola ainda andam a remoer as suas anteriores crises “conjugais” – temem perder a influência na Guiné-Bissau com a presença de forças armadas não afro-francófonas, no caso angolanas e, eventualmente, brasileiras, e destas para a CPLP.

Não esquecer que os militares e políticos senegaleses, guineenses (Conakri) e franceses ainda não esqueceram as humilhações que sofreram às mãos de militares Bissau-guineenses, em tempos e crises castrenses recentes.

Se a isto acrescentarmos as contínuas acusações da Secretaria de Estado norte-americana – cada vez mais próxima de Angola e da sua importância na região centro-africana e na sua possível globalização – contra alguns líderes militares Bissau-guineenses e contra o próprio País de ser uma plataforma de narcotráfico proveniente, na sua maioria, da América Latina, mais se entende como a presença dos angolanos e da CPLP não é bem quista nem interessa a alguns países vizinhos, também eles, recorde-se já acusados de estarem ligados ao narcotráfico.

Vamos aguardar que a calma volte a Bissau e ao resto do País e que a Justiça, a Democracia e a Legalidade não tenham tido mais que um pequeno e singular percalço e rapidamente restabelecidos.


Transcrito no portal do Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/mundo/15-04-2012/33319-guine_angola-0/) e no portal Zwela Angola (http://www.zwelangola.com/opiniao/index-lr.php?id=8718)

Guiné e os militares angolanos


Poderei, no que a seguir descreverei, parecer um pouco faccioso, mas penso que na Liberdade e no direito aos Povos terem Direito à Justiça, Liberdade e Governação legítima, tudo é expectável.

Sabendo que a Missang, embora oficialmente dissolvida por Angola, embora que o Governo guineense, em exercício, achasse que deveria manter e sabendo que Angola é o actual presidente em exercício de uma coisa chamada CPLP, não deveriam os angolanos tomarem um posição clara nesta ilegalidade castrense que hoje ocorreu na Guiné-Bissau e que parece ter tido alguma origem remota nas tomadas de posição dos oposicionistas da segunda volta eleitoral para a presidência, principalmente, de Yalá, que nas declarações de hoje, pareciam - face ao que depois se passou - um pronúncio e incentivo ao Golpe?

E a embaixada angolana - tal como as outras que estarão sitiadas - não deveria estar protegida pelos efectivos angolanos, em nome nacional e em nome da CPLP?

Ou será que os membros da Missang só estavam de corpo presente?

12 abril 2012

Mais um Golpe na Guiné-Bissau?

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Segundo o portal do semanário "Sol" terá ocorrido hoje, um Golpe de Estado na Guiné-Bissau, por militares (?!?!?!) havendo a possibilidade do candidato e ex-primeiro-ministro (para ser candidato tinha de se demitir, como alguns órgãos o noticiaram) Carlos Gomes Júnior ter sido morto - o amigo e colega (destas lides) Aly Silva já terá dito que Júnior estaria em lugar seguro - e da embaixada portuguesa estar cercada.


Interessante que logo após a missão angolana (Missang) ter sido desactivada e da CNE ter anunciado que a segunda volta ficava marcada para, salvo erro, dia 29, isto acontecer.

Foi para isto que quiseram a saída da Missang?

Depois do Mali, mais uma pequena/enorme dor de cabeça para a CEDEAO e uma pequeníssima (raro, ou nunca, se a vê...) para a CPLP!

A Europa diz uma coisa, mas os britânicos…

(foto obtida no Aeroporto 4 de Fevereiro)

Bem roga a Europa – em claro nome da Airbus (embora não o confirmem, mas… ingénuos mas não tanto) – pela defesa e segurança dos ares europeus – leia-se, uma vez mais, pela venda de aeronaves da europeia Airbus.

Deprecam tanto que até mandam suspender os voos de muitas companhias aéreas, a maioria fora da Europa, em particular de África e algumas da Ásia, mas nenhuma das Américas ou Oceania, evocando, por norma e quase sempre, razões de segurança aérea.

A TAAG foi uma delas havendo, ainda, algumas mais angolanas. A companhia de bandeira moçambicana, LAM, bem assim todas as outras moçambicanas, está no lote das impedidas de voar para a Europa.

Se a TAAG já voa, ainda o faz com condicionalismos e só para alguns poucos, muito poucos, países europeus.

E o que as impede? Razões, ainda e sempre, de segurança e de salvaguarda de voo.

Qual o pecado mortal destas companhias? Todas, ou quase todas, raríssimas excepções para as que têm aviões russos (Tupolev ou Antonov) ou brasileiros (Embraer) e canadianos, são aviões da norte-americana Boeing.

No caso da TAAG, desde há cerca de 2 anos que voa para a Europa e outras regiões intercontinentais com aparelhos Boeing 777.

Isto é algo que já se conhece e se sabe há muito tempo.

O problema é que a Europa sempre foi um Continente com vários campos de acção e várias plataformas política e económicas em constante actividade e diatónica.

São conhecidos os diferendos político-militares ao longo dos últimos séculos entre os epirocratas (Espanha, França, Prússia/Alemanha, Impérios Austro-Húngaro e Otomano e Rússia) e talassocratas (Portugal e Grã-Bretanha). Só para referir os mais conhecidos.

Se Portugal acabou absorvido pelos interesses epirocratas da Nova Europa, liderados pela andrógena senhora Merckel e pelo seu sinonímico senhor Sarkozy, já os britânicos continuam orgulhosamente sós no seu porta-aviões “livres” da maioria dos ditames provenientes de Berlim e Paris via Bruxelas.

Foi assim no recente Tratado a que Portugal, muito orgulhosamente bem ensinado e conduzido vai ratificar, sabendo que os que virão muito dificilmente – ou NUNCA – conseguirão cumprir e, para o qual, os britânicos contrapuseram, rotundamente, com um NÃO.

E para que não haja dúvidas quanto à sua livre decisão, apesar de serem também accionistas da Airbus, embora minoritários, via BAE Systems, o actual primeiro-ministro britânico, senhor David Camerom decidiu fazer a sua visita de Estado à Ásia num Boeing 747 de uma companhia privada, no caso na Sonair, que, só por mero acaso, é subsidiária da companhia petrolífera… Sonangol (Sociedade Nacional de Petróleos de Angola E.P.).

Quando se é chefe de um porta-aviões, são sempre comandantes da flotilha por muito que os pseudo-influentes membros da “infantaria” ou da “artilharia” estrebuchem…

10 abril 2012

Mugabe agarrado?

(Da Internet)

As notícias que uma parte significativa – só no Google, versão inglesa, são mais de 392 notícias, e 9 na versão portuguesa – da comunicação social hoje nos oferecem sobre Robert Mugabe prende-se com a sua periclitante vida, de 88 anos, e a hipótese de estar a “lutar pela vida” em Singapura.

Isso é o que os idiotas da Comunicação Social transmitem. Porque tudo não passa de mentira. De acordo com um relatório oficial – da ZANU-PF, claro – ele está “well, on holiday” (como se o País estivesse em condições de lhe pagar as principescas viagens anuais a Singapura, Malásia e Hong Kong…).

Pois, é possível que seja um – mais um – rumor, mas quando até muito próximos, caso da ANGOP, também afirmam a “luta pela vida”…

Se uns, a grande maioria, dizem que Mugabe estará hospitalizado, em Singapura, em situação de risco, com o “ABC Online” a reafirmar que estará “gravely ill”, o britânico “The Telegraph” vai mais longe e admite que está já estará “no leito de morte”…

Vamos aguardar pelos próximos capítulos e se o “Fim” não estenderá para outros que Olhão para Mugabe como o seu “farol” para manterem os seus virtuais “status quo”…

Para onde corre Koumba?


"Recentemente, mais precisamente 18 de Março pp., Guiné-Bissau viu serem realizadas eleições presidenciais antecipadas, devido à prematura morte, por doença, do presidente Malam Bacai Sanhá.
Disseram os números divulgados pela CNE Bissau-guineense e confirma agora o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que os resultados implicam a realização de uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. No caso Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro e apoiado pelo PAIGC, e Koumba Yalá, antigo presidente derrubado, apoiado pelo PRS.
Num país democrático onde os resultados ditos pelo Povo são respeitados estaríamos a começar a olhar para a campanha eleitoral conducente à segunda volta e esperar qual o veredicto final das urnas.
Num país democrático e respeitador da legalidade.
Só que há muito que a Guiné-Bissau nos vem oferecendo algumas certezas quanto à dúvida da democraticidade plena dos seus políticos. Quer com os constantes “Coup d’ État” ou “Crises Sociais militarizadas” que, periodicamente, os militares provocam; quer através de manifestações anti-status provocadas por políticos (desculpem se ao apelidá-los disto, estarei a insultar os Políticos) incapazes, corruptos ou sem qualquer sentido democrático da Polis.
Uma vez mais, e logo quase no dia seguinte às eleições um grupo de candidatos menos votados, liderados por Yalá, criticou e considerou não válidas as eleições e questionou os resultados ainda antes destes serem reconhecidos quer pela CNE quer pela entidade supervisora final dos mesmos.
Esqueceram-se que, em democracia, existe uma coisa chamada “contestação de resultados em local próprio”. Ou seja tanto na CNE como no STJ.
Uma coisa é contestarem. Outra, bem diferente, é dizerem que o acto foi ilegal e corrupto sem darem oportunidade para as duas mais altas entidades reguladoras do acto se pronunciarem e, por causa disso, recusam-se a ir a uma segunda volta. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no Notícias Lusófonas "Manchete" de ontem

09 abril 2012

Missang terminou

Depois de tantas vezes ditas por próximos de políticos oposicionistas e por parte de alguns sectores castrenses Bissau-guineenses, parece que a Missão militar angolana na Guiné-Bissau (Missang), que visava reestruturar as forças armadas de Guiné-Bissau, tornando-as mais operativas e menos intervenientes na vida política do País, parece, dizia, ter terminado.

De acordo com uma notícia, há momento veiculada pela empresa televisiva portuguesa SIC Notícias, citando fontes das forças armadas guineenses, a missão da Missang terá terminada por indicação de Eduardo dos Santos.

A confirmar-se esta notícia isto é uma derrota pessoal de Eduardo dos Santos, do MPLA e do PAIGC/Carlos Gomes Júnior. E, de certa forma, de todos aqueles que viam na Missang uma alternativa para acabar com algumas dúvidas quanto à eventual "presença" dos militares guineenses no tráfico de narcóticos entre a América Latina e a Europa e África.

Veremos mais tarde...

Guiné-Bissau: como é possível?

Segundo o colega “Ditadura do Consenso”, do jornalista Aly Silva, sobre o que penso ser a opinião do STJ de Guiné-Bissau quanto à liberdade de um jornalista manter salvaguardada as suas fontes de informação, três juízes do Supremo Tribunal de Justiça terão dito:

"Ouvido o Conselho Nacional de Comunicação Social, em observância do disposto no Nr. 3 do art. 10 da Lei de Imprensa, emitiu parecer a fls. 23, 24 e 25, em que conclui que: "É improcedente o argumento vertido pelo suspeito de recusar a identificar a fonte da sua informação..."

Como é possível que num país que se diz e quer democrático o STJ aceite uma resposta desta do CNCS.

Parece que os ensinamentos do seu “padrinho” do Sul estão sortir algum interessante e inopinado efeito…

06 abril 2012

10 anos de Paz! (o artigo)

"Quando os leitores estiverem a ler estas linhas, já teremos, na passada quarta-feira, 4 de Abril, celebrado, e esperamos que continuemos a exaltar, por muitos mais anos, os 10 anos de Paz em Angola.

Recordamos a pungente assinatura celebrada por dois irmãos de armas e de Pátria mas desavindos em termos políticos, fomentado, em grande parte, por interesses terceiros.

Nestes 10 anos muito ocorreu, o que se saúda, mas, infelizmente, muito mais ainda está por ser concretizado ou mesmo, afinal, por planear, logo, por materializar.

Reconstruímos, ou estamos em vias disso, as ligações ferroviárias, grandes veículos de desenvolvimento económico local, regional e transnacional. Só se deseja é que alguma pressa não venha a ser inimiga de resistência e da inalterabilidade das vias.

Já houve eleições – embora e por enquanto só legislativas multipartidárias, desta vez, não belicamente contestadas – e prevê-se que ainda este ano, ocorram as segundas legislativas e, com elas, as hipotéticas primeiras presidenciais no decorrer do terceiro trimestre. Aguardamos que o povo, localmente, possa também ele dizer da sua justiça e escolher os seus governantes autárquicos.

Algumas centralidades – leia-se, novas localidades ou cidades-satélites, incorporadas em enormes e desajustadas metrópoles – estão a ser criadas com, no entanto, algumas críticas quanto à sua real sustentabilidade e operacionalidade. Como são recém-nadas e não haver reproduções de terceiras, vamos aguardar que as mesmas sejam, paulatinamente, melhoradas quanto às críticas nascidas.

As vias rodoviárias estão a ser recuperadas e, ou, novas emergem nas terras férteis de Angola. Todavia, e as fotos que correm nas páginas sociais e nos blogues são disso prova, nem todas estão a ser correctamente recuperadas dado que, quando as forças da natureza, tão fortes e pródigas no nosso continente, se assumem mostram como algumas recuperações foram feitas sem princípio, meio e fim, ou seja, sem uma verdadeira e clara consistência que evite novos custos quer de manutenção quer, mais grave, de re(re)cuperação.

E é por causa disso que algumas ONG reclamam de eventuais buracos na nossa economia e no nosso erário público. Alguns, fidedignos e verdadeiros tundavalas que levam aquelas a reclamarem junto das organizações político-económicas internacionais para a sua influência na resolução e esclarecimento das tais depressões. (...)" (continuar aqui)
Publicado no semanário (Angola), "Opinião", ed. 220, de hoje.

05 abril 2012

Fim da “Reconstrução” em 2013?!...

(Enquanto houver imagens com o estas, não pode haver Reconstrução acabada)

A TPA (Televisão Pública de Angola) afirma, citando o presidente José Eduardo dos Santos – provavelmente na sua alocução de ontem pelos 10 anos de Paz, na cidade de Luena, província do Moxico – que, o “Programa de Reconstrução Nacional será concluído antecipadamente no princípio do próximo ano, em vez de 2015/2016 como estava previsto”.

Sejamos honestos, uma vez, até porque sabemos que as eleições estão à porta, mas...

Como é possível tal ambição com os significativos atrasos no saneamento básico e na distribuição efectiva de energia e água potável?

Propaganda e visão política sim, mas com alguma ponderação.

Como ainda não ouvi nem li as palavras de Eduardo dos Santos e como se sabe que, por vezes e não poucas vezes, a TPA é muito expansiva nas leituras que faz, vou aguardar e ler, logo que as recepcione na íntegra, as palavras de dos Santos e depois comentá-las…

04 abril 2012

10 anos de Paz!

(da Internet)

Estamos hoje a celebrar, e esperamos que continuemos a exaltar por muitos mais anos, neste 4 de Abril, os 10 anos de Paz bélica em Angola.

É bom, muito bom, mas…

Mas só haverá realmente Paz quando não houver algum e qualquer tipo de conflito, nomeadamente, social, e as formações e movimentos políticos sejam vistos e respeitados em pé de igualdade!

Até lá, exaltemos a Paz e fomentemos a vontade de todos os Angolanos serem realmente pares na concórdia e na igualdade.

01 abril 2012

Reorganização da administração local portuguesa

Um devaneio pela política lusitana…

Uma das cláusulas do Memorando do grupo tripartido UE-FMI-BCE (vulgo «troika») financiador da dívida portuguesa, previa que as autoridades governativas lusitanas reduzissem o número de administrações locais, como Freguesias e Câmaras Municipais/Concelhos.

Esta medida prendia-se – ou prende-se – com a redução dos elevados custos, segundo aquele grupo financiador, desbaratados na administração local.

Só que a tal «troika» - não percebo porquê deste termo russo, quando em português existe um, o«Triunvirato», mas, eles lá sabem os seus gostos – desconhecem, ou parecem desconhecer a raiz das Freguesias em Portugal.

Estas remontam ao início da Portugalidade e da (re)implantação do cristianismo no extremo rectângulo peninsular.

O aparecimento das Freguesias deveu, em grande medida à distribuição administrativa, não governativa, mas pastoral da Igreja – as paróquias civis, em certas zonas europeias, – e estendeu-se, mais tarde, para a afirmação da administração local.

Se se compreende a redução de conselhos, alguns dos quais criados não a favor das populações locais, mas de interesses caciquistas de alguns proto-políticos que viam nas Câmaras o seu trampolim para altos postos governativos e políticos, já me parece absurdo, embora sob o ponto de vista economicista o entenda, esta diminuição das Freguesias, embora através de eventuais aglutinações.

As Freguesias, nuns casos por razões bairristas, noutros por razões políticas e, ainda noutros casos, por razões territoriais, se não querem ver perdidas as suas existências, e se por razões económicas elas devem “desaparecer” e em número assinalável, creio haver uma solução intermédia que não só permite manter as suas existências como reduz e em números que presumo, quase absolutos, os seus custos administrativos. (…)(continuar a ler aqui ou aqui)

publicado, hoje, no Portugal em Linha, "Lusofonia"