
Um simpático e cordial Anónimo - continuo a não compreender porque não assinam no fim dos mesmos, principalmente quando os comentários são educados e, não raras vezes, pertinente - questionou no meu apontamento sobre a a hipotética
falta de água que pendia sobre Luanda devido a uma eventual sentença de uma juiza em Luanda.
Esse anónimo não acreditava que uma juíza pudesse sobrepor a necessidade de utilização livre de um bem público - água potável - decretando o fecho das Instalações do Marçal que, segundo julgo saber, fornecia água potável - ou parte dela - à cidade-capital.
Era pertinente e carregada de lógica a dúvida incerta no comentário.
Felizmente que o bom senso imperou e o TPL e a EPAL acabarm por chegar a um consenso para que a companhia que explora as águas de Luanda não tivesse que encerrar as portas.
Para isso a EPAl comprometeu-se a depositar uma caução de "178 mil 228 dólares" enquanto, em simultâneo, o seu advogado interpôs recurso.
Tudo porque a EPAl, considerando-se, e talvez com razão em função das regras nacionais quanto à exploração de água potável e por razões de trabalhos nas condutas de água, tinha decidido desactivar duas giratas - instrumentos extractores de água para revenda a camiões cisternas -, propriedade(?) de dois indivíduos que se sentiram lesados pela atitude da EPAL e que viram, agora, o TPL dar-lhes razão.
A livre iniciativa e o interesse público nem sempre são compatíveis.