Mostrar mensagens com a etiqueta Asia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Asia. Mostrar todas as mensagens

25 abril 2015

Bandung: os 60 anos da afirmação do ásio-africanismo

"Estamos a recordar 60 anos que ocorreu, em Bandung, Indonésia, uma reunião que viria a ser relembrada como a Conferência de Bandung; nome com o qual ficou conhecido, historicamente, este encontro ocorrido naquela cidade indonésia entre 18 e 24 de Abril de 1955 e que reuniu os líderes de 29 estados asiáticos e africanos, representando os destinos de cerca de 1.350 milhões de seres humanos.

Esta conferência tinha como um dos principais objectivos desenvolver no futuro uma nova força política global – que alguns passaram a chamar de Terceiro Mundo – que não fosse sujeita aos ditames bipolar das duas superpotências da época: os EUA e a então URSS (União Soviética). (...)"
(pode aceder ao texto integral em: aqui, na Academia.edu ou na Página global)

Publicado no semanário angolano Novo Jornal, edição 377, 1º Caderno, página 19

08 agosto 2008

A Euroásia em chamas, efeitos do Kosovo?

(imagem base daqui)

Desde a “shatterização” (ou implosão) da União Soviética que os países dela resultantes não se têm entendido.
Desde o combate absurdo e estulto que alguns países fizeram à russofonia, a incapacidade da Rússia em aceitar a perca de alguns das suas regiões, ou a disseminação de povos por regiões diferentes da sua origem que os períodos estalinista e brezneviano provocaram – azeris na Arménia e arménios no Azerbaijão (nas qualificações do último Europeu os dois que se encontravam no mesmo grupo, uma incongruência da UEFA que pensa colocar o futebol acima das questões nacionais levou a que os dois países não se defrontassem e sofressem derrotas por falta de comparência), ou russos no Báltico ou no Cáucaso e na Ucrânia – são alguns desses paradoxos que continuam a criar um clima de conflitualidade latente.
Mas também dentro da Rússia se verificam situações análogas. Recordemos a Chechénia e as centenas de vítimas que o consulado de Vladimir Putin conseguiu provocar dentro da região e no próprio País. Quem não se recorda do morticínio numa escola russa levada a efeito pelo terror checheno com, cada vez mais corroborado, a conivência da incapacidade russa em gerir calmamente as crises.
Agora, no dia em que o Mundo parecia estar pregado às belíssimas imagens televisivas da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing e quando se esperava que as “crises” viriam dos manifestantes pelos Direitos Humanos e pela liberação do Tibete, Geórgia e a Rússia decidiram incendiar a região por causa dos separatista da Ossétia do Sul.
Georgianos afirmam que russos invadiram e bombardearam o País tentando consolidar a secessão ossetiana e, futuramente, anexá-la junto à russa Ossétia do Norte.
Os russos declaram que se limitaram a defender os seus militares que estão a defender os russófilos e que teriam sido atacados por tropas georgianas.
De uma coisa o presidente russo Dmitry Medvedev fez questão de afirmar, citando de certa forma o seu quase antigo colega George W. Bush, que a Rússia defenderá os seus filhos onde quer que eles estejam.
Ou seja, o presidente russo limitou-se a dizer que a Rússia estava preparada, de novo, para projectar o seu poder militar e político de uma forma planetária pelo que os Países deverão aceitar esta declaração como um aviso de guerra uranorama.
E s pensarmos que também Putin, o ex-presidente e agora Primeiro-ministro russo, fez um sério aviso quase semelhante em Beijing e ao mesmo tempo que demontrava uma calma olímpica durante a cerimónia…
Enquanto isso o Conselho de Segurança das NU vai se reunindo sabendo de antemão que o resultado do voto está definido. Russos ou Norte-americanos, consoante o disposto na resolução irão dar o seu… veto!!
E às 1400 vítimas actuais muitas mais se vão juntar e a Eurásia ficará, inevitavelmente, em chamas para gáudio dos especuladores do petróleo que assim terão mais uma razão para voltar a ver o crude aumentar de preço!

01 janeiro 2007

Feliz Dia da PAZ

(Olhando o futuro com esperança e interrogação)

Já quase passou mais um Dia Mundial da Paz um dia em que todos os anos renovamos a esperança de Paz, Fraternidade, Amizade e dias melhores para nós e para os nossos países.
Como outros dias, alguns quantos esqueceram-se que entrava um novo ano, novas perspectivas e novos desejos como, por exemplo, precisamente menos guerras e mais fraternidade.
Tailândia acordou para a realidade 5 minutos após a entrada do novo ano.
Indonésia, embora por outras razões, que tinha visto o ano acabar com um naufrágio vê, espera-se, o primeiro dia do novo ano terminar com o desaparecimento de um avião que fazia as ligações internas entre duas ilhas.
Na Somália, apesar de nas últimas horas o Governo de Transição oferecer amnistia aos milicianos da UTI, no início do novo ano, ainda se verificavam combates entre as duas milícias e tropas etíopes e alguns quantos a pilharem o pouco que o país ainda tem não se sabendo o que irá acontecer quando os milicianos islâmicos fugirem, como parece estar a acontecer.
Mas, felizmente, nem tudo são más notícias.
Cheguei ao artigo que segue, através da mwanapwo. de acordo com uma análise deo Denudado, há um povo insular algures entre o subcontinente indiano e a indochina que não só parece ter previsto o tsunami que aconteceu já vão 2 (dois) anos, como nenhum dos seus membros pereceu nesse fatídico dia de 26 de Dezembro de 2004.
Um interessante artigo a não perder lendo aqui (a foto foi lá roubada); há lá um povo que talvez dia mais aos africanos do que possam pensar.
.
ADENDA: E um número que se esperava e desejava que nunca viesse a acontecer, já aconteceu. Segundo o portal GlobalSecurity.com, citado pela edição online do semanário Sol, os militares norte-americanos (e só os norte-americanos) atingiram, hoje neste Dia que se quer de Paz, os tristes 3.002 mortos em combate e 22.401 feridos (o Pentágono, em 29 de Dezembro anunciava 2.983 soldados mortos e 22.565 feridos).
Em qualquer dos casos, números que ultrapassam as vítimas do pós 11 de Setembro. Até quando se justifica esta vontade do senhor Bush em mandar filhos dos seus concidadãos para uma guerra que, até hoje, nunca foi cabalmente justificada?

26 dezembro 2005

Há um ano um acordar tenebroso

Um ano depois em Hang Nga (Tailândia), © foto Nicky Loh/Reuters
Há um ano o Ocidente acordava após as festividades do Natal sob as notícias do horror acontecido na Ásia: o tsunami
Um ano depois as vítimas são homenageadas em todos os países onde aconteceu a tragédia e nos países que viram filhos seus serem barbaramente levadas pela fúria da Natureza.
E aqui fica a pergunta. Sobre quem a Natureza quis despejar a sua fúria?
E porque é que um ano depois(?!) a zona do epicentro sísmico que provocou o tsunami continua sem qualquer tipo de vida marinha?!?!
Estranho, não é…? principalmente quando pouco tempo depois circulavam na net rumores e e-mails sobre um pretenso “desastre” marítimo com um submersível.
E mais estranho quando os cientistas fazem previsões catastróficas de tsunami para breve e na mesma zona.
Porque será?... Tantas perguntas e nenhuma resposta credível.