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02 fevereiro 2015

Eu sou Angola, Eu sou África



Publicado na edição 365 do semanário Novo Jornal, de 30 de Janeiro de 2015, 1º Caderno, páginas 20 e 21.


Pode ser lido no portal Página Global (onde foi citado e retranscrito) ou aqui.

23 junho 2013

Moçambique, a quem interessa a desestabilização?


(imagem da Internet)

Moçambique parece estar a viver um período indefinido e desestabilizador.


Primeiro foram os médicos a reivindicar melhores condições sócio-profissionais (melhores vencimentos, mais e melhor qualidade na saúde, etc.), como já antes tinham sido os problemas com aumentos de produtos de primeira necessidade ou os aumentos dos chapas...

Agora surge - de novo, começando a ser já uma situação recorrente - a RENAMO e o seu líder a exigirem mais democracia, mais participação "nas despesas do Estado", ou seja, menos para a FRELIMO e mais para os antigos rebeldes.

Manda a democracia que haja - para isso tem de saberem jogar no sistema - alternância do Poder entre as forças políticas em presença eleitoral. Diz a voz popular que só quem tem unhas toca viola ou guitarra. Parece que só a Frelimo e os seus dirigentes têm conseguido manter as unhas grandes para bem tocarem os referidos instrumentos, enquanto os da Perdiz não conseguem descolar da eterna segunda posição e, em alguns caos, até quase subjugados pela nova força política emergente na beira, o MDM.

Até aqui tudo normal e nada de novo. Uns reclamam (Renamo), outros aprendem a caminhar (MDM) e enquanto isso a Frelimo - como outros parceiros irmãos noutras latitudes - vai mantendo o seu status quo.

Talvez por isso ou talvez por ver que nunca mais consegue alterar o rumo da partida a que se propôs também jogar, Afonso Dhlakama resolveu ir passar uma "férias" algo bem compridas para a zona protegida da Gorongosa, onde, segundo algumas bocas anda a ver se consegue recuperar parte da sua antiga força paramilitar visando, talvez, uma tomada de força perante o actual poder instituído da Frelimo, mesmo que acusado de fraude.

Se isso está ou não acontecer cabem aos moçambicanos verificar, denunciar e chamar à razão as forças políticas que não é com crises militares de consequências absurdas e imprevisíveis, excepto para a economia e vidas moçambicanas perdidas, que se consegue a necessária alternância.

Se há fraudes nas eleições, então solicite-se a presença de forças e ONGs credíveis para monitorizar as ditas e acate-se o veredicto dos eleitores. às vezes parecem ignorantes mas os eleitores sabem sempre o que querem e o que consideram melhor para comandar os seus destinos políticos e governativos.

Por isso não se compreende as recentes atitudes políticas de Dhlakama em se "refugiar" no mato desprezando o duplo veredicto popular (legislativas e autárquicas), nem as acusações de hipotéticos ataques paramilitares, endereçados por certas fontes à Renamo, a localidades,  a paióis, ou a caminhos rodoviários com vítimas a registar.

Parece-me que alguém está a usar de afirmações infantis de um porta-voz da Renamo, um tal Brigadeiro Malagueta - ninguém de bom senso as poderia levar em consideração - como base para extrapolar divergências políticas e torná-las militarizadas.

E se olharmos o que se passa no outro lado do continente africano, constata-se que algo se passa de similar com a UNITA a questionar de uma certa legitimidade eleitoral do MPLA, independentemente dos resultados eleitorais, e haver quem, nas páginas sociais se aproveite destas habituais questiúnculas entre os manos e o habitual Poder para excitar e incitar à violências, como umas recentes imagens obtidas no Brasil - a de um motorista assassinado - e "trazidas" para Angola com acusações rácicas e políticas visando, precisamente, o partido do Galo Negro.

São por causa de factos como estes que continuamos a ser olhados de soslaio pelos nossos concorrentes económicos. São por casos como estes é que só esporadicamente somos aceites nos Gs, como o G20.

Tirando a África do Sul, nenhum dos nossos Estados consegue aceder ao grupo dos países emergentes e não é com acusações similares que alguma vez passaremos a ser melhor aceites.

Não basta estarmos de "amizade"  económica e política - e em alguns caos até militar - com as grandes potências para dizermos que somos claramente aceites nos diferentes areópagos internacionais. É tapar o sol com a peneira e esquecer as verdadeiras intenções dos nossos compagnons de route.

Para eles, e nisso os chineses são mestres, só os interesses dos seus Estados prevalecem. Nada perguntem que eles nada questionarão.

Só que eles não estão nos nossos países mas sim nós, os eleitores. E teremos de ser Nós e só Nós que decidir como devemos usufruir das nossas vantagens: o voto! mesmo que isso nos rotule de frustrados!

19 abril 2013

A ignomínia dos cobardes

"O princípio da tarde do Dia dos Patriotas, em Boston (USA,) ficou marcado por um violento e ignóbil acto cobarde de terror. A Maratona de Boston que estava na sua parte final, naquela parte em que os populares terminam a sua prova, depois da elite maratonista, foi ensombrada com o rebentamento de petardos – ou bombas – cujo efeito imediato foram dois mortos e mais de uma centena de feridos.

Entre as diferentes vítimas, crianças. A ignomínia nunca teve idade, mas é sempre difícil acolher quem haja na vida com esta ignóbil “coragem”.

O Mundo tremeu pensando num eventual novo 11 de Setembro (NY), ou um novo 11 de Março (Madrid) ou um novo 7 de Julho (Londres) ou novo um 26 de Novembro (Mumbai). O Mundo, principalmente, o ocidental que colocou a prontidão em grau máximo, em alguns casos – França, por exemplo ficou em alerta vermelho – mas não os EUA que, prudentemente, evitaram classificar, no imediato, o acto como terrorismo, muito menos internacional como se verificou no 911, optando, e bem, por classifica-lo como um acto criminoso sob a capa do terror.

A ignomínia cobarde não tem nem nunca teve cor excepto aquela que resulta do acto: o vermelho vivo das suas vítimas inocentes e despreocupadas.

Uma vez mais quem praticou o acto fê-lo encapotado e longe do local. Esta “coragem” do(s) autor(es) é bem simbólica. Não sabemos, ou não sei, pelo menos por quando escrevo estas linhas, que tipo de – como não sou americano, logo, utilizo sem pruridos, a expressão – terrorista(s) praticou ou praticaram tal ignomínia cobarde. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 274, de 19 de Abril de 2013, página 21 

29 dezembro 2010

Atentado ou simples boato?

Quem terá sido o estadista africano, há muitos anos no poder, que, eventualmente, terá sido alvo de um hipotético atentado no início do último trimestre deste ano.


Se quer saber mais – mas sempre sob totais reservas – pode ir aqui ou aqui.


Não há dúvidas que o ano de 2010 parece ter sido bem aziago

11 setembro 2009

Foi há 8 anos, infelizmente, já…

(As duas Torres e a Estátua da Liberdade vista do andar panorâmico da Torre Sul;
ambas as imagens foram captadas em Abril de 1988 ©Elcalmeida)

Oito anos se passaram desde que as torres do World Trade Center, em New York, foram derrubadas por duas aeronaves. Não esquecendo o embate no Pentágono e o fim do voo 93 que sobrevoava a Pensilvânia

Oito anos se passaram e ainda ninguém explicou cabal e claramente o que efectivamente se terá passado e quem, realmente, esteve por detrás desta ignomínia.

Não é teoria da conspiração. É somente a vontade que tudo seja, de facto, esclarecido toda a Humanidade e, principalmente, as vítimas e os familiares têm o direito a saber a completa verdade.

É que oito anos sem conseguirem apanhar o
oficializado mentor (que consta foi armado e financiado pela CIA para combater os soviéticos no Afeganistão) deste opróbrio e só esporadicamente aparece a fazer declarações via áudio e nunca por imagem – como seria natural de quem faz uso da imagem para atingir os fins a que se propõe –, torna-se estranho…

NOTA: E isto pode ter sido coincidência, mas que não deixa de ser um facto a registar, não deixa o que vem confirmar como o terror gosta de utilizar os meios todos ao seu alcance!

24 agosto 2009

Quem explica eventual atentado a Luís Araújo?

(imagem N. Lusófonas)

"De acordo com o portal Angola24Horas, o activista angolano de Directos Humanos e dirigente do Associação SOS Habitat – Acção Solidária, Luís Araújo, terá apresentado ao Comandante da Esquadra da Policia Nacional do Benfica, Samba, Luanda, (com eventuais cópias ao Procurador Geral da Republica (PGR), ao Director Nacional de Investigação Criminal (DNIC) e ao Director Provincial da Investigação Criminal – pelo que ninguém responsável poderá evocar desconhecimento da matéria) uma participação por eventual tentativa de atentado à sua pessoa.

Luís Araújo terá sabido do eventual acto através de um colaborador e funcionário da SOS Habitat que teria sido eventualmente convidado para “espiar” e, eventualmente, participar numa intentona contra o líder da SOS Habitat.

Na eventual participação judicial estará devidamente identificada a personalidade, que teria tentado “subornar” o funcionário da Associação SOS Habitat.

O acto em si, já naturalmente condenável, a confirmar-se – e aqui cabe à Polícia Nacional tomar todas as diligências necessárias de modo a levar o assunto até às últimas consequências e tomar as providências necessárias – torna-se ainda mais execrável porque o eventual denunciado será, segundo a denúncia, “um agente da investigação criminal, de origem da Província da Huila que se identificou pela língua nacional em que falaram como sendo de origem Nhaneca Humbi”.

Há que esclarecer rapidamente esta situação até porque não só está em causa uma vida humana como o respeito pelas Instituições que devem suportar um Estado mesmo que a proclamada e necessária Democracia possa ser só de fachada.

Não esquecer que Luís Araújo já terá feito esta denúncia pública, segundo terá afirmado na referida participação, quer através da Rádio Ecclésia – Emissora Católica de Angola quer através da Voz da América e, agora, através do portal noticioso
Angola24Horas.com. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado no como Manchete de hoje.

06 março 2009

CPLP apresenta hoje relatório, assim o dizem…

A CPLP, segundo notícia lida aqui, irá apresentar hoje o relatório sobre os tristes acontecimentos ocorridos, nas noite e madrugada de domingo e segunda-feira, na Guiné-Bissau.

Como não estou habituado que na Lusofonia relatórios sejam tão rápidos, nomeadamente quando têm mão portuguesa com durações de espera de meses, assim vou ficar esperar sentado e bem sentado – não vá criar cãibras pela espera – a sua divulgação.

E como também Angola, independentemente de na missão da CPLP estar lá um diplomata angolano, esteve – e parece
vai continuar a estar – em Bissau fico também à espera do relatório que vai ser feito por Luanda.

E como também está, ou esteve, a CEDEAO/UEMOA já agora vamos esperar pelos relatórios destes também.

É para ver – leia-se, ler – se há incongruências ou se alguém viu mais que outros…

04 março 2009

Já há acusados nos atentados do 11 de Fevereiro de 2008…

(imagem ©Timor Lorosae Nação blog)

O Ministério Público, pouco mais de um ano depois dos atentados ao presidente José Ramos-Horta e ao premiê Xanana Gusmão, pronunciou acusação contra diversas pessoas, destacando-se, de entre elas, o tenente Gastão Salsinha e a ex-companheira do falecido major Alfredo Reinado, Angelita Pires, juntamente com outros 26 acusados.

Salsinha foi acusado de “conspiração” e Pires de “atentado” e de “dezanove crimes de homicídio tentado e três crimes de dano”.

Interessante dado que Salsinha só não terá morto, segundo rezam as crónicas da altura o premie porque terá falhado o tiroteio. Deve ser por isso que é “SÓ!” conspiração e não atentado?

Estou curioso como irá decorrer esta matéria em Tribunal. É que, penso como todos os outros, gostaria de saber a verdadeira Verdade!! dos atentados aos dois estadistas, principalmente aos que ocorreram contra o líder histórico Xanana Gusmão… Mesquinhices da minha parte, provavelmente…

Já agora alguém me explica como é que um australiano surge como Director de Impostos? Será que em Timor-Leste, passados que são quase 10 anos desde que foi o referendo para a independência ainda não se conseguiu “formar” ninguém para o cargo? Terão medo que os timorenses sejam alvo de eventuais corrupções ou pressões políticas? Quanto a corrupção não sei o que pensar depois do que li
aqui

Se bem me recordo de uma tese de Mestrado no ISCTE, que tive a honra de orientar, do Mestre angolano Gervásio Viana, quando este deixou Timor-Leste, onde esteve a orientar a formação e criação dos Serviços Alfandegários e, de certa forma, dos Impostos, haviam ficado bastantes timorenses habilitados para os respectivos cargos, nomeadamente, nos serviços de Impostos e das Alfândegas. Será que perderam, rapidamente, essas qualidades? Não o creio…

03 março 2009

O tráfico de drogas e instabilidade por detrás dos assassinatos na Guiné-Bissau

(quando ainda estavm "juntos"...; foto da Internet)

"[…] Notícias como estas [o assassinato do presidente e do CEMGFA] são más em qualquer lugar. E é-o particularmente grave na Guiné-Bissau, um país que aderiu, recentemente, às fileiras dos narco-estados. A cocaína começou a fazer, recentemente, o seu caminho para a Europa, vinda da América Latina, através da África Ocidental e da Guiné-Bissau que é considerada como um estado favorito do tráfico dos gangues da droga.

O exército - pelo menos, parte dos quais esteve envolvido na morte do Presidente - é uma das razões pelas quais os traficantes adoram o País. "Nós não podemos falar sobre o exército [na Guiné], como uma instituição (...)", terá afirmado Antonio Mazzitelli do Gabinete das Nações Unidas de Drogas e Crime na África Ocidental em citação no “
Foreign Policy” num texto sob o sugestivo e dramático título de “Drug trafficking and instability behind Guinea-Bissau assassinations " (se quiser ler esta notícia integralmente, na versão original, aceda aqui).
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NOTA COMPLEMENTAR 1: Interessante, nestes dois dias, a quantidade de acessos ao blogue tendo como base duas simples palavras "Ansumane Mané" e, a maioria, da Europa...
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NOTA COMPLEMENTAR 2: Oportuno recordar este apontamento de Carlos Narciso, escrito em Abril de 2006; quase três anos depois tudo se consumou.

02 março 2009

Guiné-Bissau no Notícias Lusófonas

"Eugénio Costa Almeida e Orlando Castro comentam para o NL a situação neste país lusófono em que o seu Presidente da República foi assassinado.

«A Guiné-Bissau é, ou assim tem sido, convenientemente, considerado um País pobre, débil e sem grandes recursos económicos”, afirmou ao NL o mestre em Relações Internacionais Eugénio Costa Almeida, acrescentando que, apesar disso, “tem mostrado ser um poleiro apetecível para muitos que querem o poder, seja de que forma for, e seja de que ocultos interesses possam estar por detrás desse apetite”. Já o jornalista Orlando Castro, salienta “que os assassinatos mostram, mais uma vez, a falência de alguns organismos internacionais, caso da CPLP, bem como a preponderância de Angola que avisou Nino Vieira e até se propôs retirá-lo antes do ataque”."

Pode ler integralmente esta matéria acedendo através do título “
Narcotráfico, miséria e ditadura fazem explodir a Guiné” publicado como Manchete de hoje do Notícias Lusófonas; (a minha análise integral pode ser lida aqui; igualmente citada no portal angolano Correio Digital).

Guiné-Bissau, de luto de novo

Confirmados que estão os atentados que vitimaram o general Tagmé Na Waié, CEMGFA da Guiné-Bissau e de João Bernardo “Nino” Vieira, presidente do País é altura dos Bissau-guineenses cerrarem fileiras e não deixarem o país acabar no abismo que alguns dos seus vizinhos e “pseudo” filhos gostariam que acontecesse.

Agora que os supostos arqui-inimigos morreram é altura do Poder civil fazer ver aos militares que o seu lugar é, unicamente, defender o País e a sua integridade territorial.

Que a morte dos supostos arqui-inimigos não sirva de pretexto para que alguns arranjem desculpas para fazerem desforras sob o espectro da vitimização.

Com a morte dos supostos arqui-inimigos cabe ao Governo Bissau-guineense procurar que os verdadeiros inimigos da Guiné-Bissau – nomeadamente, os narcotraficantes – fiquem definitivamente órfãos e procurem outros poisos que não nas férteis terras da Guiné-Bissau (enquanto estavam distraídos um com outro descuravam o País).

Que a morte dos supostos arqui-inimigos sirva para a Sociedade Bissau-guineense criar uma Comissão de Verdade e Reconciliação e afastem dos espíritos as vinganças e façam da Guiné-Bissau um País enorme e próspero.

Para isso, a sociedade, os Militares e o Poder Civil têm, definitivamente, dar as mãos e não desbaratar o que melhor têm: os seus filhos!

Guiné-Bissau de novo em chamas?

(Os abutres continuam a voar?; imagem Fernando Casimiro "Didinho")


De acordo com uma notícia acabada de ler o Chefe de Estado-maior da Guiné-Bissau, general Tagmé Na Waié, terá sido vítima de um atentado que também terá ferido mais três pessoas (no blogue de Aly Silva lê-se que terão ficado feridas 4 pessoas, duas com gravidade).

O atentado terá ocorrido contra o edifício do no quartel-general do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau e vitimou, parece só o general Na Waié, o que, no mínimo, é muito estranho, até porque a rádio privada Bonbolom que estaria a relatar factos da explosão foi mandada encerrar pelos militares sob a desculpas de “questões de segurança dos próprios jornalistas”…

Vamos aguardar por mais informações e que o tema seja melhor clarificado.
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COMENTÁRIO ADICIONAL: O presidente João Bernardo "Nino" Vieira foi brutalmente assassinado esta madrugada. Retaliações à vista?

27 novembro 2008

Quando a infâmia continua a falar mais alto

(O luxuoso hotel Taj Mahal, em Mumbai, em chamas devido ao atentado de ontem; imagem AFP)


O que se passou ontem em Mumbai (Bombaim) é o sinal claro que o terrorismo, do mais baixo e bárbaro que se possa imaginar, continua a pensar – e se pensa, não hesita em executar – que as diferenças ideológicas, sociais, antropológicas, económicas, em suma, as diferenças, se resolvem com tiros, com bazukadas, com reféns, com atentados.

E o desplante com que fazem isto, inclusive seleccionar quem queriam raptar e, ou, matar tornam estes casos ainda mais preocupantes. Prova-o as inúmeras vítimas mortais e ferias e raptadas.

E quem fala nos atentados de ontem de Mumbai, dever-se-á, também, falar no ataque pirata que, ainda hoje, aconteceu na Costa Ocidental de África, ao largo da Serra Leoa, ou os que sistematicamente e ao arrepio das esquadras que parecem já haver no Golfo de Adém, os piratas vão levando a efeito nas costas do Corno de África.

E se nos recordarmos que uma corveta indiana parece ter destruído um dos barcos-piratas principais, ao largo da Somália e a organização – pelo aparato e coordenação, teve de ser uma empresa bem organizada – que reivindicou os atentados, a Decann Mujahideen, é desconhecida, então, talvez possamos juntar dois mais dois…

Por isso, é, no mínimo, perigoso começar, tal como já fizeram alguns responsáveis indianos, a “bombardear” acusações quanto à proveniência dos bárbaros assassinos; não consigo dizer terroristas ou militantes islâmicos porque estes, ainda assim e em princípio, têm objectivos que vão para além do simples terror ou destruição!

20 setembro 2008

Estavam sossegados…

(interior do Marriot Hotel após ataque; foto ©AFP)

Depois do Iémen agora o Paquistão.

Os terroristas, que se dizem islâmicos mas que contrariam tudo o que o Islamismo ensina e Maomé retransmitiu aos muçulmanos, relembraram do efeito 11 de Setembro e voltaram a carga.

Primeiro no Iémen onde atentaram contra uma embaixada norte-americana mas que só atingiram, essencialmente, a economia e população iemenitas e deram mais um motivo ao senhor Bush para manter a absurda e inconsequente política de “polícias do Mundo” esquecendo-se que grande parte dos seus problemas começa em casa onde deveria começar por limpar.

Hoje atacaram um hotel no Paquistão, do grupo Marriot, provocando, no imediato, entre 40 e 60 mortos e cerca de 200 feridos (interessante este título do Folha Online “Número de mortos em explosão em hotel de luxo no Paquistão sobe para ao menos 40” – será que desejavam mais? Também num artigo anterior diziam que “Ao menos 15 hóspedes ficaram presos entre as chamas no hotel” – sem comentários); é possível que estes números possam aumentar devido ao risco de derrocada do edifício onde ainda se encontra isolados cerca de dezena e meia de pessoas.

Apesar de ainda não reivindicado, é pertinente pensar que foi levado a efeito por terroristas pró-talibans, principalmente se tivermos em linha de conta que uma das medidas mais importantes do discurso de tomada de posse do novo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, passou precisamente pelo maior empenhamento governamental no combate ao terrorismo.

E como a maioria das tribos próximas da fronteira com o Afeganistão têm afinidades, ou são muito próximas, dos talibans é natural que tenha sido um pérfido aviso.

20 fevereiro 2008

França já sofre efeitos colaterais de Kososo?

De acordo com uma notícia do diário moçambicano electrónico O Observador, edição 160, de 21/Fev/2008, o Palácio de Justiça de Ajacico terá sido metralhado durante a noite de terça-feira por um ou vários desconhecidos que se faziam transportar num carro deixando visível na fachada do edifício sete impactos de bala “vários dos quais à altura de um homem, e os CRS de guarda só escaparam aos tiros porque se lançaram ao chão”, conforme terá declarado o procurador da República em Ajaccio, José Thorel, que se deslocou ao local. Segundo o magistrado, “a arma utilizada era de grande calibre e o ou os atiradores terão utilizado uma viatura roubada que foi encontrada em chamas a cerca de 500 metros do Palácio alguns instantes mais tarde”.
Efeitos colaterais da auto-proclamação da independência do Kosovo e do reconhecimento do Estado kosovar pela França?
É preciso não esquecer que os corsos desde há muito que lutam pela independência da ilha.
Relembremos que já em Setembro de 2005 a Câmara Municipal de Ajaccio foi atingida por um um rocket, num local muito perto do gabinete onde se encontrava o presidente da autarquia, sem contudo, e também dessa vez, sem fazer feridos, ao contrário do verificado no início do ano de 2007 onde uma pessoa morreu e outra ficou ferida devido a um atentado levado a efeito, especulou-se, por nacionalistas corsos.

10 fevereiro 2008

Atentado a Ramos-Horta?

Segundo notícias veiculadas nas televisões portuguesas e a partir de telex da Reuter e da Lusa o presidente timorense Ramos-Horta terá sofrido uma emboscada, em sua casa(?) sofrendo ferimentos no estômago.
Ainda de acordo com as tais notícias o líder da eventual emboscada teria sido o major Reinado que foi abatido.
Por mim e sem querer pôr em causa a notícia e apesar de ser de domínio público que Reinado não morria de amores por Ramos-Horta era neste que mais “apoio” encontrava; relembremos como por mais de uma vez Ramos-Horta se encontrou com Reinado e como impediu um juiz de fazer cumprir um mandado de captura. Por outro lado, já a sua “aversão” a Xanana era quase proverbial.
Por esse facto é um pouco estranho este eventual atentado e com ele como líder. Mais estranho que tenha sido a única vítima mortal no tal ataque.
Um atentado a Ramos-Horta com ferimentos no “protector” e a morte do “protegido”…
Porque seria? Uma estória um pouco mal contada e cujo desfecho parece agradar mais a estranhos que aos timorenses!
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NOTA Complementar: Segundo o correspondente da RTP em Dili também Xanana terá sido alvo do atentado o que complica mais este imbróglio. Ora se Ramos-Horta estava em casa e o atentado foi ao princípio da manhã como Xanana estava também lá? Ou terá sido que o "atentado" iniciou-se na casa de Xanana e acabou na de Ramos-Horta?
E porque é que os australianos que estão, pretensamente, a proteger os dois estadistas estavam tão distraídos para deixarem aproximar dois carros aos tiros?
Ou será que o que parece mentira será mais uma verdade encoberta e este eventual duplo atentado vai mais longe do que parece?
e como é tão interessante que em vez de serem as autoridades timorenses a falarem seja o ministro do exterior australiano que irá falar, segundo afirmou o Governo aussie, que está acompanhar a situação.
Um enredo muito hollywoodesco para ser levado tão levemente...

29 dezembro 2007

O "mal" muito conveniente

(foto ©AFP)
Há um atentado algures, nomeadamente, em países islâmicos ou onde o islamismo tem algum peso, mesmo que mais social que político ou económico e sabe-se logo a quem imputar culpas.
Tem sido assim há um tempo a esta parte.
E quando não é a dita entidade ou organização, ou como lhe quiserem chamar, será alguém a ela afiliada.
Mesmo que ela não se assuma, e fá-lo não poucas vezes logo de imediato porque parece ser esse o seu interesse, ou seja, querer aparecer nos órgão de Comunicação Social, nomeadamente na televisão, para dizer que ainda existe e que, ao contrário da vontade da Coligação, ela persiste.
E quando não é ela, há quem logo diga ou insinue ser ou ter sido ela.
Foi-o, recentemente, com a morte da Benazir Bhuto. Acusaram com uma velocidade incrível a dita entidade – e alguém em seu nome também terá, eventualmente, reivindicado – de estar por detrás ou de ter mesmo sido ela a perpetrar o atentado.
Era conveniente. Só que com isso começam a criar dúvidas, legítimas, nos espíritos dos “mais livres”. E quem ganha com isso é o terrorismo!
Mas tal como escrevi na altura a morte de Bhuto favorecia mais quem ela atacava do que os próprios islamitas. E como ela escreveu em tempos, um islâmico que se preze nunca tentaria matar uma mulher porque em caso disso ser-lhe-ia vedado o acesso ao paraíso.
E para ajudar isso mesmo, a tal entidade que dá pelo nome de al-Qaeda já desmentiu que estivesse por detrás do atentado.
E agora, como irão certos sectores descalçarem esta bota?
Depois de o New York Times, no dia de Natal – que rica prenda natalícia para o senhor Bush júnior – afirmado que os EUA nada sabem de Osana bin Laden desde há dois anos este desmentido coloca mais pressão sobre os EUA e os seus aliados na zona que parecem ter “desviado” cerca de 5 biliões de dólares que a Administração Bush colocou no Paquistão para combater os islamitas da al-Qaeda e os talibãs…
Bem estrebuchou Hamid Karzai, presidente afegão, sobre tão hediondo e infame atentado até porque tinha estado reunido horas antes com Bhuto.
Não seria porque uma eventual entrada de Bhuto na presidência paquistanesa poderia alterar a correlação de forças na região, o que não seria muito do agrado de certos sectores, nomeadamente o porquê da manutenção do “poder” dos talibãs…?
E já agora, não é interessante que as imagens pré-atentado sejam tão claras e depois só se ouçam os tiros e o efeito da explosão e, ainda por cima, quando as câmaras televisivas acompanhavam a líder oposicionista desde o fim do comício? Porque será?