Vão-me desculpar mas juro que não entendo a política
portuguesa e a sua enorme demagogia barata, principalmente em época eleitoral. Eu
sei que tudo vale para a obtenção do voto, mas, creio – talvez seja efeito do
nome e embarace-me a ingenuidade – que toda a demagogia tem limites dentro de
parâmetros que deveriam ser quantificados para não fazerem dos eleitores
parvos, ineptos ou imbecis.23 setembro 2015
Os casos da Banca e a demagogia eleitoral
Vão-me desculpar mas juro que não entendo a política
portuguesa e a sua enorme demagogia barata, principalmente em época eleitoral. Eu
sei que tudo vale para a obtenção do voto, mas, creio – talvez seja efeito do
nome e embarace-me a ingenuidade – que toda a demagogia tem limites dentro de
parâmetros que deveriam ser quantificados para não fazerem dos eleitores
parvos, ineptos ou imbecis.01 agosto 2014
O BES, o BESA e o espírito santo nacional
NOTA: Este apontamento já foi, igualmente, publicado e reproduzido no semanário angolano Folha 8 e nos portais África Monitor, jornal Pravda.ru e PINN;
19 julho 2011
Quem vai tomar a banca portuguesa?
Um facto que já antes esteve para acontecer – ainda antes e durante o consolado socratiano – mas que não encontrou compradores (apesar de se ter falado num banco angolano que estaria disposto a concorrer) por ser demasiado caro ou por as propostas – eventuais propostas, porque, na prática, nunca se soube se houve mesmo propostas – serem muito baixo do seu (dele) valor.
Ora, parece que agora há mesmo eventuais candidatos virtuais: um angolano e um brasileiro, além do Montepio já ter solicitado o caderno de encargos.
Quanto ao brasileiro pouco se sabe a não ser pelos mugimbos netianos provenientes da terra de Kianda (seria o Banco do Brasil). Sobre o angolano, o BIC, também já sugerido na primeira tentativa apresenta-se, agora, como real candidato nas palavras do seu presidente Fernando Teles. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no portal Perspectiva Lusófona, na secção "Portugal"
28 agosto 2009
Estado angolano vulgamente vigarizado?
Porque é que esta história de 100 milhões de Euros para compra de parte de um Banco português, no caso o BANIF, por parte de um Governo de Angola, e apresentada no portal do semanário português Expresso me parece tão mal contada (ver em Expresso (aqui e aqui), ou em O Apostolado, Angola24Horas.com, ou Club-K)?
E a Autoridade Reguladora Financeira portuguesa desconhecia este caso, ou seja, esta eventual venda? Se não desconhecia, porque nunca disse nada? que me recorde...
A fazer fé no Comendador Horácio Roque, só há cerca de um ano é que tomou conhecimento que cerca de 49% do capital do “seu” Banco poderia não ser seu e o que é estranho é que o então Governo de Angola aceitasse, segundo o artigo, que o Comendador fosse indicado como um simples… “colaborador”, demonstrando total desconhecimento do que se passava dentro do “objecto” em compra.
É por essas e por outras que certas situações no banco em causa começam a não me surpreender como, por exemplo, documentos ou correspondência enviados à Administração do Banco e, nomeadamente, ao seu Presidente, apareçam em outros Departamentos dando mostras que nunca chegaram aos destinatários originais...
Se três eventuais responsáveis e ex-membros de órgãos sociais do Banco, nada terão dito ao seu Presidente…
19 fevereiro 2009
O ministro passou-se, excedeu nos comprimidos ou…
(foto ANGOP)Se estivéssemos em campanha eleitoral até se compreenderia este lamento. Qual o povo que não condena, hoje em dia e com os problemas financeiros globais, a banca em geral?
Mas longe de mim pensar nisto como uma acusação por parte do senhor ministro. Porque se o fosse teríamos de questionar se o senhor ministro saberia a quem pertence a maioria, para não dizer a quase totalidade, dos bancos comerciais que operam em Angola.
Daí que se pergunte se o senhor ministro passou-se, ou se tomou – como o ex-ministro das finanças japonês – excesso de comprimidos para alguma doença endémica, como a malária, por exemplo, que produz efeitos altamente secundários – como delírios, por exemplo, – ou, então, está-se a perfilar como um potencial candidato à presidência da República, pressupondo que, como ministro das mesmas, terá o apoio inequívoco das forças armadas angolanas.
Como não creio que pense em tão altos voos, nem as forças castrenses angolanas parecem estar interessadas em política – ingénuo, eu?! – só se pode acreditar que o senhor ministro nunca viu a estrutura accionista dos referidos bancos…
Mesmo quando afirma que o que os bancos querem é desacreditar as políticas económicas do senhor Presidente da República em vésperas das eleições presidenciais.
Mas se constitucionalmente quem define as politicas económicas é o Governo…
Tal como, nada como salvaguardar as costas de quem se não quer proteger…
18 dezembro 2008
Isabel dos Santos, terceira accionista no BPI
(imagem daqui)Até aqui nada de estranho; se há dinheiro e uma dupla vontade (um de comprar e outro de vender) porque não comprar as acções?
O problema é que no BPI estão dois potentados que não gostam, nem querem, confrontos ou tentativas de sombra; o MBCP bem se recordará disso.
Não acredito que Isabel dos Santos fique por aqui. Quem paga um prémio de cerca de 33% numa Instituição onde há muito as suas acções andam mais que flutuantes e pouco apetecíveis, não pensa, por certo, vendê-las com prejuízo – se isso acontecesse poderia levar as autoridades a desconfiar da existência de uma certa máquina de lavar roupa – como acredito que, caso lhe seja dada essa hipóteses, tentará dominar o banco.
Se o Itaú, banco brasileiro e segundo maior accionista, poderá não fazer ondas – Lula não quer ondas com Angola – já o La Caixa, sobre quem o próprio governo espanhol evita confusões ou não estivesse na maior e mais rica região de Castela (Espanha, perdão), não irá permitir veleidades a Isabel dos Santos. Recordee-se que a Espanha teve sempre uma relação económica muito privilegiada com Angola (enquanto Portugal via os pagamentos serem sistematicamente diferidos, Espanha, no dia contratado, tinha lá os seus dólares).
E o La Caixa já avisou que quer comprar acções até ao limite permitido pela lei portuguesa, ou seja, 33,33%. Por isso não esperem que o eventual casamento entre estas duas entidades seja curial. Apesar de Isabel dos Santos estar considerada como uma excelente gestora.
26 outubro 2008
Um banco da CPLP?
Quanto ao estar viva, mesmo que não queiramos acreditar, aparecem sempre alguns eventos subordinados a esta Organização comunitária que se diz dos Países de Língua Portuguesa. Quanto ao estar de saúde, alguns desses eventos mais não parecem que estertores de doentes terminais que estão às portas da morte mas que querem demonstrar o contrário.
Por isso a informação saída da reunião da Organização Cooperativa dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP), que será criado, a curto prazo, um Banco de Desenvolvimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para financiar programas de desenvolvimento e potenciar as empresas e associações do espaço lusófono parece mais um daquelas informações avulso para dizerem que a CPLP ainda está viva.
Mas, caso se confirme criação deste Banco poderá ser nas palavras dos organizadores do VIII Encontro da OCPLP, ocorrido em Lisboa, um instrumento capitalizador e de suporte financeiro das acções de desenvolvimento sustentável e de bem-estar sócio-económico das populações dos Estados membros.
Vamos aguardar para ver se não acontece como outros instrumentos previstos e, por vezes, tão propalados e que nunca saíram das intenções dos membros da CPLP.
E, já agora, quem vai definir as estratégias e directrizes deste Banco?
15 maio 2008
Controlo financeiro em Angola?
Depois de tomar firme uma parte substancial dos 49,99% do Millennium Angola (BMA), cujo capital era detido a 100% pelo seu congénere português, e de se ter tornado no maior accionista, com quase 10%, do MillenniumBCP, os restantes bancos caminham para ter também no seu capital a presença da Sonangol como um accionista principal.
Registe-se, ainda, que o BMA também passa a ter como accionista o Banco Privado Atlântico – vai cruzar parte do seu capital com o BMA – que, por sua vez, tem como um dos accionistas a Sonangol.
Dado que a maioria, para não afirmar a totalidade, do capital da Sonangol é detida pelo Estado Angolano – e segue, conforme hoje reafirmou o seu presidente, "uma política de Estado" – significa que a banca nacional vai passar a estar, indirectamente, nacionalizada o que poderá perigar a livre concorrência e a livre circulação de capitais além de poder ser posta em causa a tão exigida, pelo FMI e Banco Mundial, transparência no circuito financeiro do petróleo!
18 fevereiro 2006
Banco de angolano-português vira ibero-angolano
Não é interessante que duas entidades bancárias estreitamente ligadas aos dois poderes
socialistas ibéricos, tenham dividido o capital da parte portuguesa entre si? E não é interessante os espanhóis que nunca estiveram desejosos de entrar no sistema bancário angolano tenham desferido esta estocada?E já agora, sabem quem é um dos accionistas da Unitel, uma rede em forte expansão; ou da rede de dados Multitel ou da lista telefónica ELTA? E quem comprou há pouco tempo uma participação maioritária numa rede móvel do Congo Democrático? Ah! E já agora quem é um dos principais bancos da espanhola Telefónica?
Meras perguntas, simples questões!!!
29 outubro 2005
Millennium Angola
"O presidente do Millennium BCP, Paulo Teixeira Pinto, revelou hoje, em Luanda, que está "concluído" o processo de constituição do banco de direito angolano, denominado Millennium Angola, cujo capital será totalmente detido pela instituição que lidera. "O processo está concluído, está tudo em ordem, vamos passar para uma nova fase da nossa presença em Angola, de uma sucursal para um banco de direito angolano", afirmou.
Paulo Teixeira Pinto, que falava a jornalistas frisou que a nova instituição bancária deverá assumir uma postura de "banco angolano"."
Por razões estritamente pessoais a melhor notícia que li nesta semana.