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15 novembro 2011

Apresentação do livro "Angola, Potência Regional em Emergência"

Apresentação, hoje, do meu ensaio "Angola, Potência Regional em Emergência" pelo meu amigo e antigo colega e actual reitor da Universidade Lusíada de Angola, Professor Mário Pinto de Andrade e com a presença, na mesa de Professora Doutora Clara de Carvalho, presidente da Direcção do Centro de Estudos Africanos, do ISCTE-IUL, de Susete Antão, presidente da Direcção da Casa de Angola, o apresentador, o autor e o editor Dr. Fernando Mão de Ferro (Colibri).

No final da apresentação houve a declamação de três poemas de Paula Tavares e Alda Lara, ditos por uma associada da Casa de Angola

12 julho 2009

Embaixador angolano visita Casa de Angola

(Embaixador Barrica ladeado pelos Órgãos Sociais da Casa de Angola; foto ©José Tocha)

Apresentando-se à Comunidade o novo embaixador de Angola, em Portugal, José Marcos Barrica visitou a Casa de Angola acompanhado da senhora Cônsul-geral, Cecília Batista e de alguns dos seus principais colaboradores em Lisboa.

O embaixador foi recebido pela maioria da Direcção da Casa de Angola e dos Órgãos Sociais, liderada pelo seu presidente da direcção Gervásio Viana e pelo Presidente da Mesa da Assembleia-geral Júlio Correa Mendes.

O embaixador desejou conhecer melhor os problemas da Casa de Angola e das suas actividades, pelo que este vosso escriba apresentou o que se tem feito na Casa e o que se desejaria fazer mais.

Sobre esta visita proponho-vos acesso à
ANGOP que noticiou a mesma.

26 abril 2009

Homenagens a Tomás Jorge por Edmundo Rocha e Casa de Angola

(O céu da cidade que viu nascer Tomás Jorge (ou Tomaz Jorge como também aparece escrito) preparando-se para receber mais uma estrela no seu imenso e belo firmamento; imagem Google)

Duas entidades, cada uma por razões diferentes, prestaram a sua homenagem ao poeta angolano, quase que esquecido pela Comunicação Social do seu País que tanto amava (excepto, e honra lhes seja feita, pelo Jornal de Angola e pelo Sapo.AO, que citaram telegrama da LUSA) e pela organização que ajudou a fundar, a UEA. Foram o médico e nacionalista Edmundo Rocha, que com ele privou os últimos anos de vida, e a Casa de Angola de que Tomás Jorge era também sócio.

"HOMENAGEM AO MEU AMIGO TOMÁS JORGE

Morreu Tomás Jorge Vieira da Cruz, um homem bom, aberto a todas as pessoas e ideias, profundamente humano no seu relacionamento sem fronteiras com toda a gente. De alma altruísta, amigo do seu amigo, conciliador, excelente conversador, declamador exímio com a sua poderosa voz, tinha gosto em expor as suas ideias filosóficas, sequioso de uma África liberta de cubatas e de todas as expressões degradantes da condição humana. Este luandense de gema nunca escondeu a sua inquietação perante o presente e o futuro da condição humana dos africanos, neste mundo onde a globalização espezinha os mais fracos e protege os poderosos.

Tomás Jorge nasceu em Luanda a 26 de Maio de 1928, ano em nascia também, em Porto Amboim, Viriato da Cruz, com quem partilha a mesma carteira na escola.

Seu pai era o poeta, Tomás Vieira da Cruz, por quem ele nutria uma admiração sem limites. Morou, na sua meninice, na Cidade Alta, numa vivenda de tipo colonial.

Na sua juventude partilhou os mesmos anseios e projectos com os intelectuais da sua geração, em animadas tertúlias, António Jacinto, Mário António, Viriato da Cruz, Alcântara Monteiro e tantos outros. Integrou o Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, desde 1950, cujo ideário cultural "Vamos Descobrir Angola" pugnou por uma crítica social e cultural da sociedade colonial de então, e que permitiu a tomada de consciência da Angolanidade dos seus conterrâneos.

Por discordar da via proposta pelo Partido Comunista Angolano, criado por Viriato da Cruz, em 1955, afastou-se desta orientação, preferindo a via cultural.

Nos anos 50 e 60 desenvolve actividades de formação e alfabetização de angolanos, nos bairros populares, não só em Luanda, como em Saurimo, no Lubango e no Uíge. A elevação cultural era, para ele, uma das vias para a uma maior consciência politica dos angolanos.

Foi obrigado a apresentar-se, várias vezes, para interrogatório na PIDE, pelas suas actividades e pelo conteúdo dos seus poemas. Foi finalmente preso em Luanda em 1961, onde viria a escrever alguns dos seus mais belos poemas. Publicou a sua obra no pequeno livro "Areal- Poemas" da editora Imbondeiro, em 1961, e, mais tarde, em 2005, na excelente colectânea "Talamungongo- Olha o Mundo" da editora Quilombelombe.

Na sua Poesia valoriza o Homem Angolano e a sua luta em prol da emancipação cultural e politica. Trata-se essencialmente de uma poesia lírica e, também, de intervenção, que aborda em profundidade o Homem na sua dimensão universal, a sua dignidade e a sede de Liberdade.

Morreu o meu Amigo Tomás Jorge, um Homem Bom, um Homem Africano, um Homem Universal, com uma visão telúrica das coisas, dos fenómenos e dos outros Homens sofredores.

Sempre viveu modestamente, não se preocupando com riquezas materiais. A sua única riqueza foram a sua pena, a sua escrita. Deixa uma obra poética importante, colocando-o em lugar cimeiro entre os grandes Poetas Angolanos.

Ficamos certamente mais pobres, Angola, África e nós todos.

Paz à sua Alma.

Lisboa, 25.Abril. 2009
Edmundo Rocha
"

Por sua vez a , através da sua Direcção, em nome dos Órgãos Sociais, emitiu um comunicado onde prestava o seu sentido e profundo sentimento de pesar pelo passamento físico do sócio, do poeta e o Homem que contribuiu para cimentar o espírito de independência dos angolanos através da sua participação em movimentos culturais.

13 maio 2007

A Economia do Desenvolvimento (Uma perspectiva sociológica)

No âmbito do ciclo de debates semanais que a Casa de Angola, em Lisboa, está a levar desde finais de Abril ocorreu, no passado dia 12 de Maio uma Conferência sobre a Economia do Desenvolvimento, em África, em geral e em Angola, em particular, que teve como oradores eu próprio e o dr. Joaquim Fonseca, jurista e economista. A minha parte versava sobre a perspectiva sociológica.

Poderão ler, na íntegra, o texto da Conferência acedendo aqui.

O ciclo de Debates, todos aos sábados e ás 16,00 horas, continuará na próxima semana com um sobre a Juventude e no próximo dia 26, e no âmbito do “Dia de África”, a apresentação do livro “Estórias de Angola” de Luís Mascarenhas Gaivão, antigo adido cultural português em Luanda.

Lamentavelmente, e como já começa a ser habitual, houve uma fraca presença de associados e participantes, se bem que os que estiveram souberam honrar a presença dos oradores com questões e observações pertinentes e interessantes. Esperemos que nos próximos debates mais pessoas possam estar presentes.

19 abril 2007

“Os Colonos” apresentado na Casa de Angola

No próximo sábado, dia 21 de Abril, pelas 17,00 horas, António Trabulo vai apresentar na Casa de Angola, em Lisboa, “Os Colonos”, a sua última obra publicada e que nos relata episódios, onde alia o romance à investigação, sobre a colonização da cidade do Lubango, nomeadamente, por madeirenses.
António Trabulo, embora nascido em Portugal, é claramente um chicoronho (ou xicoronho, desculpem a minha dúvida na grafia da palavra) pois foi com cerca de 7 anos para Lubango (antiga Sá de Bandeira) onde viveu até receber uma bolsa do então Governo-geral de Angola para estudar Medicina em Portugal.
Actual chefe de Neurocirurgia no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, António Trabulo já fez publicar outros livros alguns dos quais sobre a temática Angola.

16 dezembro 2006

Amélia Veiga lança poesia na Casa de Angola

[Emídio Rangel (apresentador), Jacques dos Santos (editor e presidente da Assoc. Chá de Caxinde), a autora e Gervásio Viana (presidente da Casa de Angola); foto José Manuel Tocha]

A poetisa Amélia Veiga apresentou a sua última obra na Casa de Angola conseguindo que o Salão Nobre fosse pequeníssimo de mais para tantos amigos que estiveram presentes, entre eles o vice-cônsul de Angola, Pacheco Chipenda.
36 anos separam a sua anterior obra “Libertação”, publicada em Luanda, d’ “As Lágrimas da Memória”, título que a autora deu a este seu livro de poesias, com a chancela da editora angolana Chá de Caxinde e Prefácio de Jorge Arrimar.
Este belo livro de poemas teve a apresentação do jornalista angolano Emídio Rangel.
O poema “Desenraizados”, um dos muitos e bonitos poemas que definem a sensibilidade desta poetisa quanto à falta que Angola e África lhe fazem, pode ser lido no Malambas.
De notar que alguns dos antigos poemas desta autora podem ser lidos no blogue Kitanda.

02 julho 2006

Casa de Angola homenageia o anterior presidente

Dando seguimento a uma deliberação da última Assembleia-Geral antes das eleições, a actual Direcção da Casa de Angola homenageou, no passado dia 30 de Junho, o anterior presidente, Dr. José João Oliveira, tendo descerrado no Salão Nobre, uma foto sua, conforme testemunha o retrato ao lado.
Na mesma ocasião, que juntou cerca de 50 convivas – inicialmente confirmaram a sua presença cerca de 30 pessoas mas, à boa maneira angolana, vieram 50 associados e amigos pelo que, como alguém o disse, na altura, só se provou que Cristo era angolano, já que a comida chegou e ninguém reclamou com fome –, comemorou-se o aniversário da Casa de Angola e foi reafirmado a vontade de continuar no prosseguimento dos seus desígnios: tornar a Casa de Angola maior e mais representativa na e junta da Diáspora angolana.

19 junho 2006

O processo de transição para o Multipartidarismo em Angola


em Lisboa, em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a RDP-África, tem a honra de convidar V. Exa. para o lançamento em Lisboa, na Fundação Cidade de Lisboa, ao Campo Grande 380, no próximo dia 22 de Junho pelas 18,00 horas, da obra “O Processo de Transição para o Multipartidarismo em Angola”, que foram coordenadores os Professores Justino Pinto de Andrade (da UCAN) e Nuno Vidal (da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra).
Além destes citados coordenadores, participaram na elaboração desta obra as seguintes individualidades:
Abel Chivukuvuku, Alberto Oliveira Pinto, Aline Afonso Pereira, Almerido Jaka Jamba, António Burity da Silva, Arvind Ganesan, Augusto Rogério Leitão, Benjamim Castelo, Bornito de Sousa, Carlos Feijó, Christine Messiant, Cristina Rodrigues, Cristina Salvador, Fernando Pacheco, Filomeno Vieira Lopes, Gerald Bender, Jean-Michel Mabeko-Tali, João Baptista Lukombo Nzatuzola, João Paulo Nganga, Jorge Eurico, José Leitão Pureza, José Manuel Imbamba, Lindo Bernardo Tito, Luís do Nascimento, Manuel Paulo, Michel Cahen, Mónica Rafael Simões, Patrick Chabal (que prefacia a obra), Douglas Wheeler, Paulo Jorge, Ruy Duarte de Carvalho, Vicente Pinto de Andrade.
Alguns destes autores deverão estar presentes na apresentação da obra em Lisboa.
Contamos com a vossa presença e participação no debate que se vai seguir à apresentação desta obra.

09 junho 2006

Comunicado da Casa de Angola

Neste período de festa, que amanhã (9 de Junho) se inicia, a Casa de Angola no cumprimento da sua lídima função está com a bela e magnífica selecção dos Palancas Negras, no difícil caminho que terão de percorrer durante o Campeonato do Mundo de Futebol Alemanha/FIFA 2006, apoiando-a incondicionalmente.
Assim, convidamos todos os angolanos a estarem presentes no próximo dia 11 de Junho na Casa de Angola, como nas restantes jornadas, para acompanhar a nossa Selecção
Porque era um Angolano de fina estirpe, que por certo gostaria, tal como nós, de estar aqui apoiar a selecção angolana, ele e o nosso saudoso Milo McMahon que formaram, nos idos de 60 e 70, o Duo Ouro Negro, uma das entidades que mais divulgaram a língua portuguesa, património comum, e elevaram, bem alto, o nome de Angola, Raul Indipwo vai ser objecto de uma primeira recordação, na Casa de Angola, no próximo dia 11 de Junho, com início às 15 horas, com a presença de artistas que a ela se quiseram associar. Uma festa para quem a festa angolana era o seu maior prazer.
Entretanto, em Serpa, a Câmara local irá levar a efeito um encontro de culturas entre 9 e 11 de Junho, data do jogo Portugal-Angola, encontro de culturas que a Casa de Angola muito honradamente se associou.
Apareçam, associem-se e festejemos com Fair Play este encontro histórico.


Eugénio Costa Almeida,
(Director, Cultura e Comunicação)

19 maio 2006

O jornalismo angolano em debate na Casa de Angola

No âmbito do mês de África, a Casa de Angola está a organizar um ciclo de Conferências sobre o jornalismo em Angola.
Por esse facto, ontem, realizou-se um debate/conferência onde participaram dois jornalistas que falaram sobre o jornalismo escrito e radiofónico.
Pela imprensa escrita falou o jornalista angolano Jorge Eurico, delegado/correspondente do Notícias Lusófonas, em Angola e Cabo Verde, e colaborador da “Figura & Negócios” e “Folha8”, e pela área da rádio, o jornalista Nuno Sardinha, da RDP-África (produtor do programa "Música sem espinhas").
Um debate vivo, participativo que durou cerca de 2 horas.
Este ciclo deverá ter a sua continuidade, no próximo dia 31 de Maio, com a presença televisão angolana – previa-se, também, a presença do representante da ANGOP, mas que por motivos profissionais estará, nessa data, fora de Portugal, pelo que ficará para outra altura –, que irá, por certo, falar dos problemas e dos desejos que a televisão angolana prospectiva no futuro, principalmente, com a aprovação da nova Lei de Imprensa angolana.
Estes eventos, que muito me têm ocupado pelo cargo que exerço na Casa de Angola, têm tirado tempo e espaço para aqui vir o que espero retomar de imediato. Até porque têm ocorrido acontecimentos que devem ser analisados.

21 fevereiro 2006

“Muiji Uami”

Oficialmente, este CD, de Gija, foi lançado no passado dia 4 de Fevereiro, na Casa de Angola, com a exposição de pintura “Cinco Mulheres, Cinco Pintoras”.
Por razões pessoais só hoje me foi possível ouvi-lo na íntegra.
Um mimo esta obra discográfica que o autor fez o favor e mo presentear no seu lançamento.
Permitam-me aconselhá-los a comprá-lo.
Caso tenham dificuldades em o obter – já me disseram que em alguns locais está esgotado – podem sempre contactar o artista através do http://www.gija.artistaspt.com/.
São 9 canções angolanas, ou de raiz angolana, algumas do próprio autor, que merecem ser ouvidas e dançadas.

17 fevereiro 2006

Casa de Angola, nova página

As alterações qualitativas que a nova Direcção e todos os órgãos sociais eleitos no último acto eleitoral para o triénio 2006/2008 desejavam implementar, começam a fazer sentir.
Entre as alterações já visíveis - porque há aquelas que só se sentem no futuro próximo - está a nova página da Casa de Angola.
Apesar de ainda estar em (re)construção, entrem e sintam a sensibilidade artística de José Manuel Tocha.

ADENDA: A SIC, no próximo dia 1 de Março, em Portugal, (penso que por volta das 6,30 ou 6,45 horas) e no dia 4 de Março, pela SIC-Internacional e por volta das 12,30 horas, transmitirá uma entrevista efectuada para o programa "Etnias" sob a excelente batuta de José Mussuaili. Participaram no programa o presidente da Casa de Angola, Gervásio Viana e o autor destas linhas.

11 fevereiro 2006

Um balão de ensaio

"As eleições da Casa de Angola, em Lisboa, ocorridas em Dezembro de 2005, foram uma amostra do que poderá ser as eleições angolanas, que já não vão ocorrer, quase certo, em 2006, mas tão-somente em 2007; como assim o esperamos.
(...)
Se o acto da Casa de Angola foi uma amostra do que poderá ser o acto maior de Angola, então entende-se que José Eduardo dos Santos deseje continuar a protelar e adiar as eleições legislativas e presidenciais angolanas.
A simples tentativa de substituição de deputados suplentes da UNITA, pelos efectivos – um acto natural numa Democracia – mostrou o quão Angola está atrasada em lições de democracia pluralista."

Artigo de Opinião publicado no Africamente.com, em 07-Fev-2006, e onde o poderão ler na íntegra (igualmente retranscrito, na íntegra, no Notícias Lusófonas).

Craveirinha na Casa de Angola

Tal como previsto, decorreu ontem um sarau de homenagem ao poeta e militante da defesa cultural pátrio moçambicano e lusófono José Craveirinha.
O acto, presidido pelo presidente da Casa de Angola, Gervásio Viana, e apresentação por "moi-même", teve como prelector e, porque não dizê-lo, "one man show" João Craveirinha que, durante cerca de 1 hora e 30 minutos, criou um programa interactivo com a assistência (diga-se que o salão nobre/auditório da Casa de Angola encheu para o evento) onde juntou poesia, música e antropologia cultural juntando num só ambiente a poesia de Craveirinha com a cultura angolana e afro-cubano-americana.
Posteriormente foi projectado um video sobre José Craveirinha e contada por ele próprio.
Um evento a recordar.

16 dezembro 2005

Lista A vence eleições para a Casa de Angola

A Lista A, liderada por Gervásio Viana, e de que também faço parte, venceu as eleições para a Casa de Angola, em Lisboa, para o triénio 2006-2008, numa das maiores e mais concorridas assembleias eleitorais que haverá memória nesta Associação de angolanos, angolano-portugueses e amigos de Angola.
Num universo de 247 votantes, a Lista A obteve 136 votos; a Lista B registou 110 votos e verificou-se um voto em branco.
De realçar, ao contrário do que aconteceu na prevista sessão de 25 de Novembro e no intervalo que mediou entre esta data e hoje, a enorme lisura com que decorreu o acto, só enobrecendo todos os que se fizeram presentes ou representados.
Agora caberá à nova Direcção cuja a posse deverá ocorrer em Janeiro procurar elevar o nome da Instituição e o nome de Angola ao patamar que lhes está destinado.
De registar, durante o acto eleitoral, da presença efectiva da RTP África e da Angop, bem assim como de outros órgãos de comunicação social.

Adenda: Sobre este acto que acabou de se realizar poderão ler mais aqui.

09 dezembro 2005

Agora são as ameaças…

Não gosto!!! nem me afligem as ameaças ou os avisos que soam como tal.
Principalmente se se escudam em chamadas telefónicas anónimas ou sob desculpas esfarrapadas.
Nessas alturas fico surpreendido com a desfaçatez. Mais surpreendido quando os mesmos vêm via telemóvel e quando só um nº restrito de pessoas ligadas à Casa de Angola o conhecem. Então na Lista B só dois o têm conhecimento desse número.
Mas quando nessas ameaças ou velados avisos tocam na vertente familiar aí sim fico positivamente CHATEADO!!!!
E como para mim a família se sobrepõe a tudo eu decidi abdicar do conteúdo integral do apontamento sobre a “As eleições na Casa de Angola – os absurdos” embora fique com ele guardado em lugar seguro para “mais tarde” recordar a quem de direito; principalmente porque não colidia, verberava ou “insultava” ninguém.
Que esta seja uma vez sem exemplo.
A um próximo telefonema, nos termos dos três já recebidos, solicitarei a intervenção judicial.
CONSEGUIRAM CHATEAR-ME

06 dezembro 2005

As eleições a Casa de Angola III – os absurdos

A Lista B, no uso democrático que lhe confere a liberdade de expressão e utilização do sítio da Casa de Angola publicita um Comunicado – no caso o nº2 (e já agora onde está o nº. 1?) – onde apresenta vários considerandos sobre as eleições cuja a nova(?) data estará marcada para o próximo dia 15 de Dezembro(?).


4. Por isso, e uma vez mais reafirmo o que afirmei no parágrafo anterior. NÃO AUTORIZEI, NEM AUTORIZO O ACESSO ÀS MINHAS INFORMAÇÕES PESSOAIS CONSTANTES NA BASE DE DADOS EM PODER DA CASA DE ANGOLA.

26 novembro 2005

Casa de Angola, as eleições adiadas

Ainda sobre este cadente assunto, o Notícias Lusófonas publicou o meu apontamento abaixo (Casa de Angola, que eleições?) sob o pertinente e feliz título "A Casa de Angola merece muito mais e muito melhor".

Casa de Angola, que eleições?

As eleições que deveriam ter lugar hoje não aconteceram. Foram adiadas – leia-se degredadas – para o próximo dia 15 de Dezembro.
A Lista B, desde há um tempo a esta parte que queria esta situação.
Invocava não ter tido as mesmas condições que a Lista A de preparar a sua mensagem – leia-se enviar os seus opúsculos – aos potenciais eleitores. A principal razão invocada foi a Direcção não ter facilitado o acesso às fichas de sócios da Casa de Angola, quer quanto às suas moradas, quer, espante-se!!! à sua condição de quotização regularizada, ou seja, e foi isso que claramente pediram, saber quais os sócios que tinham quotas em dívida e os que não o tinham. Que eu saiba acesso a informações pessoais só com autorização dos próprios e eu não fui consultado quanto à mesma.
Não está em causa o seu adiamento. Quem não deve, não teme. Não está em jogo uma guerra mas tão só uma disputa eleitoral; onde haverá vencedores e não vencedores (vencidos só nas guerras). E eu reconheço que ganhar na situação em que, claramente, iríamos ganhar não me seduzia nem seduz qualquer pessoa de bem.
Inconcebível que uma televisão portuguesa, que não esteve no local, ao contrário da RTP que esteve todo o tempo até ao fim do debate, ter feito afirmações incorrectas, nomeadamente da Lista A ser uma lista da UNITA quando lá só está um membro claramente deste partido e em lugar de menor destaque; ora os maiores apoiantes são membros activos e predominantes do MPLA. Mas a Lista A é uma lista de abrangência e isso parece doer a muita gente. Lamentável.
Mas neste caso não houve vencedores e claramente dois derrotados: a Casa de Angola e António Cardoso.
A primeira porque viu os seus problemas continuar a ser adiados. E não só. Porque quer queiram alguns quer não aceitem, é a Casa de Angola, de Lisboa, que é a mais visível. Talvez não seja a mais operativa. Mas das outras pouco ou nada conheço, salvo aquilo que, esporadicamente, se fala. Daí que preconizo a criação de uma Federação aglutinadora das Casas de Angola em Portugal, ou Lisboa, pela sua geocentricidade assuma e concentre titularidade das Casas de Angola em Portugal.
António Cardoso, que, perante a sanzalada – como alguém disse e muito bem (peço desculpa de não citar o nome devido aos seus compromissos sócio-profissionais) – que ocorreu durante um largo período, tentou, por fim, e fazendo valer a sua condição de Mais Velho, serenar os ânimos. O que se via era um perfeito escarcéu onde ninguém, repito NINGUÉM, saiu incólume.
Se há alguém que, politicamente, está nos antípodas de António Cardoso, esse serei eu. Mas António Cardoso, um homem de pequena estatura, mostrou uma grandeza de Homem Grande. Soube transmitir sábias e sensatas palavras mas que, na minha perspectiva, não foram bem assimiladas. Principalmente a sua primeira e liminar frase. E quem conhece o poeta sabe como ele está e saberá como ele se encontra; por respeito nada mais adiantarei.
Ora António Cardoso conseguiu aquilo que poucos ou nenhum ainda tinha conseguido: calar a turba. Criticou asperamente a Lista B por não saber fazer o seu trabalho de casa; chamou-lhes claramente Burros. Criticou a Lista A porque lhe pareceu que foram espertos demais (não concordo mas aceito a crítica). Mas acima de tudo criticou a falta de civismo e a inoperância que estávamos a demonstrar, nomeadamente não conseguirmos transmitir uma capacidade democrática de aceitar o voto.
E essa foi a sensação com que fiquei. Derrotámos um Homem que queria, clara e inequivocamente, votar.
E ao adiarmos as eleições poderemos ter-lhe tirado esse último prazer.
Para mim foi o maior perdedor. E todos nós teremos contribuído para isso. Lamento pelo Homem.

Adenda: Ainda sobre esta matéria a Manchete do Notícias Lusófonas: "Bagunçada total faz adiar eleições na Casa de Angola"; Lamentável a imagem que transmitimos para o exterior.
Lamentável, também, que a RDP África, sem que tenha consultado os principais responsáveis da Lista A, tenha, na manhã da votação afirmado que as eleições tinham sido adiadas. Quem deu essa informação e com que legitimidade. Que eu saiba a demissionária Mesa da Assembleia não foi consultada e o demissionário presidente não forma, por si só, a Mesa.
Tenho a certeza que quer a Cidade Alta quer o antigo cinema Restauradores não gostarão de saber como nos comportamos e que imagem retransmitimos para o exterior. Uma vez mais, LAMENTÁVEL.

25 novembro 2005

Eleições na Casa de Angola II - os absurdos

Se perguntar não ofende - e por certo não ofenderá - será que o presidente Eduardo dos Santos saberá que uma diplomata sua anda a tentar interferir nas eleições da Casa de Angola, solicitando adiamento das mesmas, depois de um dos candidatos da Lista B, sob a capa de ainda Presidente da Mesa da Assembleia-geral e contrariando uma deliberação tomada em Assembleia-geral extraordinária e por unanimidade - repito por unanimidade dos presentes - ter decidido convocar eleições para hoje dia 25 de Novembro.
Pois essa diplomata, através de fax e dirigido ao demitido presidente da Mesa da Assembleia (MA) propôs o citado adiamento evocando razões técnicas - por mero acaso o referido presidente da MA também tinha evocado razões técnicas mas nunca jurídias ou de força maior - para se proceder ao adiamento. Uma das razões, logo um dos absurdos, seria a dificuldade da presença de observadores do Consulado nas eleições.
Que eu saiba a Direcção em exercício não solicitou a presença de qualquer observador nas mesmas. Ou será que o fez sem o conhecimento dos restantes sócios?
Outro dos absurdos prender-se-ia com o facto de estarem a ser efectuados eventos ao abrigo da festa da Dipanda e alguns dos candidatos das listas estarem nesses eventos, por acaso um a ocorrer também a 25 de Novembro, e estarem na contigência de não poderem participar no voto. Ora o absurdo é que nenhum - repito nenhum - dos membros da Lista A foi convidado a estar presentes nesses eventos. De certeza mero lapso e mero esquecimento.
Com tantos absurdos diplomáticos volto à questão inicial. Será que o senhor presidente de Angola, Eduardo dos Santos, e depois das ponderadas palavras que proferiu na festa da independência saberá destas movimentações diplomáticas em terrenos não partidários e particulares?
Ou será que aqui estará, também, um pouco a evocação do 25 de Novembro de 1975. Um facto histórico que certos sectores políticos portugueses ainda hoje, trinta anos depois, não digeriram.
E nem me perguntem porquê chamo os sectores políticos portugueses à colação.