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04 maio 2008

Parece uma Opereta sem fim...

"Segundo alguma informação de Luanda o navio chinês An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang) que transportaria uns míseros 6 contentores com “materiais legais” – várias toneladas de armas e munições – vendidas do Governo chinês a Mugabe como prendas que este iria oferecer ao seu estimado Povo, já atracou e descarregou a mercadoria que era destinada a Angola – de que quer os dirigentes chineses, quer as autoridades angolanas pareciam desconhecer a sua existência, até há poucos dias atrás – e não terá descarregado, por não ter sido autorizado superiormente, a descarga dos contentores.
Isto é o oficialmente… oficial.
O oficioso, o que corre nos corredores e nas ruas de Luanda, já mais parece ser uma Opereta – para quem não saiba é, de forma simples, uma Ópera com música – em vários actos e de contornos rocambolescos e incompreensíveis.
Segundo o jornal
O Apostolado, citado pelo seu portal, o “mistério continua completo sobre o paradeiro exacto do navio chinês carregado de armas para o Zimbabwe, cinco dias após o governo angolano ter autorizado que acostasse cá”.
Parece estar em jogo uma providência cautelar junto do Tribunal Marítimo angolano interposta por duas entidades angolanas, o Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos (CCDH), através do seu advogado David Mendes, e do Sindicato dos Marítimos de Angola (SIMA), para impedir a descarga do material bélico.
Todavia o que parece ter acontecido foi um dos actos da opereta: o navio já terá descarregado e zarpado sem que fosse possível qualquer atitude jurídica, conforme o
Notícias Lusófonas referiu em tempo oportuno.
Só que são meras conjecturas porque, de acordo com o portal d’O Apostolado as autoridades portuárias luandenses recusam as tentativas dos jornalistas em desvendar o mistério.
Segundo aquele órgão independente angolano, para a Direcção-geral do Porto de Luanda, ou para as Capitania, Alfândega, Polícia Fiscal e Polícia Económica, nenhum responsável parece estar disponível para satisfazer a natural curiosidade da imprensa nacional.
Mas se há ou houve ou não armas no navio chinês é um caso que ainda está por esclarecer.
Segundo o blogue “Casa de Luanda” o navio chinês traria, de acordo com uma nota da autoridade portuária, a mesma que dias antes dizia que o navio não estava autorizado a entrar em Luanda por não ter materiais para Angola, "
alguns containeres com material de construção destinados a Angola”. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)


Publicado no , "Colunistas" em 3-Maio-2008, sob o título "Parece uma Opereta sem fim; afinal atracou ou não?"

27 abril 2008

E o barco ia voltar… não sabíamos era para onde!

(a solidarieade chinesa com África manda mais alto!)
Num dos últimos apontamentos era claro, segundo a China, que o barco “do amor”, o An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang, conforme as fontes), que transportava nuns 6 contentores alguns milhões de umas "deliciosas prendas chinesas" que Mugabe tinha comprado para o seu povo, iria voltar para as terras do Imperador Ming porque Luanda e Maputo, que não tinham compreendido que era uma transacção legal e por isso passível de toda a normalidade, decidiram vetar a sua entrada nas respectivas águas territoriais e impedir a descarga das deliciosas “prendas”.
O mais delicioso, e como prefácio, registe-se o facto do MIREX – Ministério angolano das Relações Exteriores –, através do seu o director da Divisão África e Médio Oriente do, Mário Feliz, afirmar a 21 de Abril que desconhecia para onde iria o navio chinês dado que não havia razões para atracar a um qualquer porto angolano pelo que estava impedido de o fazer. Como o director sublinhou, não tinha "a mínima informação" sobre a viagem do navio para portos angolanos!
Isto foi a 21 de Abril de 2008.
No dia seguinte, uma nota da Lusa, de Luanda, dava conta que o director o director do Instituto dos Portos do país, Filomeno Mendonça, teria firmado que "Esse navio não pediu autorização para entrar em águas territoriais angolanas e não está autorizado a entrar em portos angolanos. Avisámos os nossos portos que o navio não tem autorização para entrar em Angola e por isso não receberá assistência em Angola".
Isto a 22 de Abril de 2008-04-27
Ou seja, ninguém parecia saber que o referido navio, o tal que transportava “doces prendas” de Mugabe ao seu povo querido, poderia trazer produtos para Angola.
Nem sabiam os angolanos como parecia que também não o saberiam os dirigentes chineses que a isso nunca referiram!
Mas, felizmente, parece que sem ter havido – se houve ficou pelos segredos dos deuses, do tipo, embaixador visita Cidade Alta e alerta para o facto de haver quem mais deseje fornecer produtos petrolíferos, por exemplo, e mesmo por mero exemplo, nada mais – um epílogo brilhante para este assunto.
Segundo o Angonotícias, em notícia datada de 25 de Abril – um grande dia para a Liberdade, também em Angola – o governo angolano decidiu autorizar o An Yue Jiang atracar o porto de Luanda para descarregar a mercadoria.
O interessante é que, pelo menos nesta notícia, não diz qual já que, de seguida, esclarece que o material bélico não foi nem será descarregado em território nacional com material para Angola, de cuja existência era até agora desconhecida.
Mas qual matéria bélico. O que o navio transporta são “doces”, senhores, “doces” de Mugabe para o seu povo que (sobre)vive no Zimbabwé!
Só falta saber mesmo se, a saída dos dirigentes chineses e a primeira recusa angolana não foram uma manobra para desviar atenções e o material bélico ter sido transbordado, em alto mar, para um outro qualquer navio e a mercadoria já ir a caminho do Zimbabwé… talvez por via aérea ou, como “conspirei” num apontamento anterior, via Namíbia, em camiões!

24 abril 2008

Navio volta à China; mas ainda está mesmo carregado?

(imagem do navioa via RTP-África)
Segundo uma porta-voz do Ministério da Relações Exteriores da China e citando a companhia do navio An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang), foi ordenado o retorno do cargueiro porta-contentores “e dos bens destinados ao Zimbabué”.
Tudo porque, e lamentam os chineses, a África do Sul, Moçambique e Angola – que parece se esquecer que é actualmente o maior exportador de crude para a China – não compreenderam que o “material” a bordo – leia-se armas e munições para o Zimbabué – eram legais e teriam sido compradas em tempo oportuno.
Só não diz se o mesmo navio regressa com os contentores cheios do tal material ou se o mesmo terá aportado a um qualquer porto intermédio entre a África do Sul e um outro qualquer país ou – lá vem a maldita teoria da conspiração – houve algum transbordo em alto mar do “material” – assumindo o meu desconhecimento da coisa marinha, assumo, sou nesta matéria um perfeito matumbo, pergunto: já repararam que a linha de água do navio está muito acima do mar? – e este irá aportar a um “porto seguro e simpático” que fará chegar incólume o material a Mugabe.
Vamos admitir que realmente todo o “material” está de retorno à China.
E admitimos porque, mesmo com Mugabe e a ZANU-PF a rejubilarem com votos a retornar a eles na recontagem, se estranha que a imprensa próxima de Mugabe esteja a propor uma solução tipo queniana, de unidade nacional depois de, no início, o ter recusado…

18 abril 2008

Zimbabwe, 28 anos de quase total desnorteio


Ao comemorar os 28 anos de independência os zimbabueanos receberam como prenda…

Não! Não foi a mudança!



Mas.. 6 contentores com quilos e quilos de munições e armamento


Aportados, acostados e, ainda parece que não descarregados, em Durban, pelo navio "Na Yue Jiang"


e “cedidos” pelo grande baluarte dos actuais autocratas e ditadores, a actualmente maior defensora dos Direitos Humanos: a República Popular da China!

NOTA COMPLEMENTAR: Como os estivadores sul-africanos recusaram descarregarar o navio e da proibição de um Tribunal em permitir o transporte do material para Zimbabué, via África do Sul, o comandante do Na Yue Jiang zarpou de Durban com eventual provável destino... um porto de Moçambique.
Será que o presidente Guebuza mostrará uma subserviência que não se espera nem deseja, não só ao "amigo" Mugabe como ao presidente em exercício do órgão Político de Defesa e Segurança da SADC e cujo o seu (nosso) longo caminho-de-ferro ainda não foi colocado suficientemente operacional pelos chineses de modo a chegar a Harare, via Zâmbia que, por sinal, cada vez menos m orre de amores por Mugabe e para quem os líderes oposicionistas já pediram que assuma a liderança do grupo de pressão sobre o todo senhor de Harare?

10 abril 2008

Luanda e a maka da falta de água e luz...

(secou? imagem daqui)

De acordo com um e-mail proveniente de Luanda, a cidade da Kianda vai ficar sem água potável devido a uma ordem do Tribunal e sem luz devido às obras "chinesas".
Para melhor entendimento transcrevo o e-mail tal como recebido, não identificando, por razões obvias, o remetente do mesmo..

"Vamos ficar sem água. Uma juiza decretou o encerramento das instalações da Epal- Empresa Pública de Águas de Luanda, numa causa perdida em juizo a favor de dois cidadãos angolanos. AS INSTALAÇÕES DO MARÇAL EM LUANDA, ESTÃO ENCERRADAS, DESDE ONTEM ÀS DOZE HORAS.

Também muita gente, muitos povos estão sem energia eléctrica devido a avarias em oito transformadores fabricados, fornecidos e montados recentemente por uma empresa chinesa. Tá-se mesmo a ver que foi mais uma argolada chinesa. Digo mais argolada, porque as obras de restauração da Cidadela Desportiva efectuada por chineses, estão literalmente a desabar. Assim vai o esbanjamento dos milhões de dólares que muito brevemente serão exiguos, com tanta idiotice progaramada, leia-se corrupção mal organizada.
"

Os pagamentos do petróleo estão a mostrar, com cada vez maior intensidade, a qualidade chinesa. E vão alguns países afro-lusófonos avançarem para a construção de empreendimentos desportivos, nomeadamente estádio de futebol, esquecendo-se o que aconteceu ao celebrado estádio bissau-guineense...

14 março 2008

E olha se fossem dos mais violadores...

Ainda bem que a China, segundo o Departamento de Estado dos EUA já não se encontra entre os países "mais violadores dos Direitos Humanos". Ainda bem...
Caso contrário, hoje já não haveria monges no Tibete!
Porque segundo as últimas notícias, forças de segurança chinesas terão disparado contra monges budistas que se manifestavam contra a administração chinesa da região, nomeadamente, na capital Lhasa.
Por esse facto, o Governo chinês decidiu fechar as portas da capital tibetana, e do próprio Tibete, a turistas estrangeiros e, muito menos, a jornalistas.
Os chineses ainda não se esqueceram que uns abelhudos romenos se lembraram de filmar o assassínio levado a efeito por indivíduos fardados sobre peregrinos tibetanos…
Segundo pessoas de Lhasa, citadas pela agência Nova China(?!), a cidade e a região está perigosa para os estrangeiros e para os próprios tibetanos devido a actos de violência e pilhagem sobre veículos da polícia e estabelecimentos da capital levada a efeito por manifestantes que se juntaram à manifestação dos monges que já durará 3 dias.
Em qualquer dos casos, ainda bem que a China já não está no lote dos «piores violadores dos direitos humanos do mundo» porque senão já não existiam tibetanos.
Realmente, ainda bem que a hipocrisia ainda não mata
Bem pode o Dalai Lama pedir contenção, mas quando à sua volta, quem se intitula como paladino da Liberdade e da defesa dos Direitos Humanos sobrepõe os interesses comerciais àqueles, não há contenção que valha.
E da parte dos EUA e da União Europeia o que se vê?
Meras exortações à contenção e libertação de detidos, por parte dos europeus, ou de umas iniciais recriminações norte-americanas por actos "deploráveis" uma rápida inflexão para que a China "dê provas de moderação no Tibete e não recorra à força".
Nenhuma crítica acerba ou forte e ninguém falou dos Jogos Olímpicos!
Realmente, ainda bem que a hipocrisia ainda não mata…

12 março 2008

Ainda bem que a hipocrisia ainda não mata…

(imagem via Internet)
"Relatório anual dos EUA sobre Direitos do Homem revela graves lacunas nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa

Felizmente que a hipocrisia, como hoje já escrevi no meu blogue, ainda não mata ou o Mundo estaria a caminho de ver uma classe “animal” integrar na CITES por estar a entrar em extinção. Falo dos “políticos”! Só por hipocrisia se pode dizer que a China deixou de pertencer à classe dos países «piores violadores dos direitos humanos do mundo» em contraponto ao Sudão, que segundo o semanário português “Sol”, e citando o relatório anual norte-americano sobre os Direitos do Homem, publicado pelo departamento de Estado, Síria e Uzbequistão que agora entraram nessa classe!!!
De acordo com o referido relatório são 10 – somente 10 – os países que se perfilam como os piores violadores dos Direitos Humanos: Coreia do Norte, Birmânia, Irão, Síria, Zimbabué, Cuba, Bielorrússia, Uzbequistão, Eritreia e Sudão.
Pesar de ter retirado a China da classe “piores violadores” o referido relatório considera que o País dos novos Mandarins ainda “continua a ser um país autoritário, onde os cidadãos estão privados dos direitos fundamentais, os jornalistas são perseguidos e detidos por não haver liberdade de expressão, tal como os agentes humanitários por o associativismo se encontrar sancionado, e os reclusos sofrem torturas.”
E se considerarmos que durante os Jogos Olímpicos os atletas vão estar proibidos de terem à cabeceira das suas camas livros religiosos, que alguns dos cidadãos chineses foram “corridos” das suas zonas residenciais para serem erguidas as estruturas que vão suportar os Jogos, suporta os piores regimes autocratas de África e Ásia, só por cortesia – leia-se, hipocrisia e necessidade de salvaguardar os Fundos de Tesouro que estão nas mãos chinesas – se pode considerar a China como não sendo um dos piores violadores.
Por alguma razão o senhor Bush afirma que a “Liberdade pode ser contrariada, pode ser retardada, mas não pode ser negada”.
Felizmente que a hipocrisia ainda não mata…
Mas se o
relatório “ameniza” a China, releva que nos PALOP a situação não está muito melhor. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado como "Manchete" do , sob o título "Ainda bem para alguns - Se a hipocrisia matasse mesmo..."

11 março 2008

Enquanto houver Darfur e afins...

"Haverá sempre quem “ofereça” armas e apoios em troca de crude, ferro, urânio e afins.

Haverão sempre pessoas bem intencionadas que não alinham com os poderes instituídos e que lutam contra o “establishment” actual, mesmo que para isso tentem provocar boicotes contra os patrocinadores dos Jogos Olímpicos.

Haverá sempre um Spielberg que se recusa a servir de emblema para branquear quem não quer prescindir dos seus novos actuais poderes nem ajudar acabar com crises como as do Darfur.

Haverão sempre críticas particulares mas, igualmente, sempre subserviências oficiais como a inglesa que diz não se dever boicotar os Jogos – o que concordo – mas que não quer questionar os ataques aos direitos humanos e liberdade religiosa na China nem falar no conflito no Darfur durante sua viagem de seis dias a Hong Kong, Xangai, Chongqing e Pequim. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no santomense , edição 155 de 8-Março-2008

29 fevereiro 2008

Será que não sabem mesmo o que é cultura?

(imagem d' O Apostolado)
Segundo uma notícia d'O Apostolado, operários chineses que estão a recuperar o caminho-de-ferro do Namibe e sob a desculpa de falta de brita para a reconstrução estão a alvejar – leia-se dinamitar – grutas onde predominam pinturas rupestres, dilapidando – simpaticamente o Apostolado afirma que é involuntariamente – assim, o nosso riquíssimo património cultural.
Continua-se a não compreender porque os nossos operários se mantém afastados das obras chinesas. Não acredito que os acordos sino-angolanos não contemplem uma paridade entre operários chineses e angolanos como se insiste a verificar.
É um autêntico atestado de menoridade profissional, aquele que os chineses nos passam. E por isso, e porque não persistem em prescindir dos técnicos angolanos, operários culturalmente pouco qualificados destroem a nossa cultura! Até quando?

08 novembro 2007

Na Guiné-Bissau no que toca a dinheiro... venha a Guerra...

(Golfinho em Bijagós; ©foto de JF.Hellio e N. van Ingen – daqui)

"A Guiné-Bissau passa, ou tem passado, por períodos, infelizmente demasiado longos, de falta de dinheiro para cumprir com as suas mais elementares obrigações.
São os professores que reclamam o pagamento de, pelo menos, 3 meses dos seus ordenados; é a função pública a reclamar o mesmo; são os funcionários dos correios a entrarem em greve, por 3 dias, a exigir o
pagamento de salários e subsídios referentes a 12 (doze!!!) meses; são as autoridades que dizem não terem condições para evitar que o país se torne num narco-estado quer por falta de dinheiro no Estado quer por via da corrupção instalada em certos e determinados sectores conforme foi relembrado por Amado de André, da agência da ONU para a Droga e o Crime, numa recente entrevista a um semanário português; o arroz, um dos principais produtos alimentares da dieta Bissau-guineense está apreços exorbitantes com a desculpa que só a Tailândia é que tem capacidade para exportar o produto e fá-lo a preços elevados; etc., etc., etc…
Todavia, parece que para certos produtos e para certas situações haverá dinheiro a rodos. É que não é crível que chineses exportem material bélico só pelos bonitos olhos da população e dos dirigentes Bissau-guineenses.
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na secção "Colunistas" do , sob o título "Na Guiné não há dinheiro para umas coisas, mas para outras…"

19 outubro 2007

África precisa é de estradas e rádios!!!!!

Parece que entrámos no período de "cada tiro bocal, cada asneira".
Há dias um laureado Nobel terá afirmado que os brancos são mais inteligentes que os negros; só não sei se se referia a coelhos ou a ratos, também não me preocupei em ler mais que na diagonal já que era o único sentido de leitura.
Agora o presidente do banco chinês Eximbank, o senhor Li Ruogum, parece ter-se lembrado de se pôr em bicos de pés – não sei se ele é baixote – durante o congresso de sua excelsa organização partidária que dá pelo nome de Partido comunista Chinês.
O dito senhor terá afirmado que África precisaria mais de estradas e rádios que de Liberdade e Direitos Humanos que o Ocidente tenta incutir.
Bravo. Se o senhor Li o disse como o terá dito além de definir o criticismo do Ocidente como "gratuito e totalmente falsificado" de certeza que terá no final do Congresso um posto elevado na “nomenklatura” do aparelho.
Quem critica os Direitos Humanos e as Liberdades na China é sempre benquisto.
Mas diga-se, também, que o senhor Li fez uma observação pertinente: "… se as pessoas não poderem sequer ver televisão ou ouvir rádio, como lhes será possível desfrutar dos direitos humanos e da liberdade?". Tem toda a razão senhor Li.
Mas para isso há que saber distribuir correctamente e pelas pessoas certas os elevados empréstimos que faz ao abrigo dos acordos bilaterais entre a China e os receptores. Se isso acontecer os africanos poderão até deixar de ter rádios e televisões e desfrutar ainda mais da Internet. Só que a Internet também é um perigo para o incremento exponencial de Liberdades e de Direitos Humanos…
Mas sendo que os chineses são reconhecidos pela sua paciência e boa memória, não acredito que se o PCC e os seus dirigentes se tenham esquecido dos Jogos Olímpicos de Moscovo e do que aconteceu.
E tudo por causa de Liberdades e Direito Humanos tão criticados por uma tal altíssima e douta personalidade.

15 outubro 2007

Angola no clube de construtores de autos

(Brilliance - Viatura chinesa com base num Mitsubishi)

Depois do boom que se verificou nos finais dos anos 60, princípios dos anos 70 com a construção e, essencialmente, montagem de veículos em Angola, nomeadamente, de proveniência japonesa, Angola entra no clube de construtores de veículos automóveis, com particular destaque para as carrinhas do tipo “pick-up”, para os SUVs (ou todo-terreno), para pequenos e médios machimbombos e multiusos e para viaturas de modelos especiais (cheira-me a… viaturas de todo-o-terreno quando se foge às balas e afins…); de boa verdade o artigo do Jornal de Angola que serviu de base a este apontamento, não é muito claro se é construção ou montagem; ainda assim e em termos de investimento – cerca de 30 milhões de dólares – é muito bom…
As viaturas terão chancela chinesa – surpresa!!! é só o segundo maior produtor de carros do Mundo – da Zengh Zhou Nissan Automobile, embora com tecnologia japonesa da Nissan (se a memória não me falha a Nissan está, ou estava, ligada à francesa Renault) e serão fabricados na zona de Viana. A marca terá como proprietária a CSG-Automóvel Angola e terá apoio financeiro do Fundo Internacional da China.
Segundo parece a unidade de fabrico a deseja fazer sair da fábrica cerca 30 mil viaturas ano e os preços variarão entre 24 e 32 mil dólares (USD).
Apesar dos preços parece que a procura já é mais que a oferta. Segundo o Angonotícias, já há uma encomenda de 2800 viaturas sendo que a produção mensal não deve exceder os 2500 carros.

20 setembro 2007

Brown, Mugabe… e África que se lixe!

O senhor primeiro-ministro britânico Gordon Brown, ameaçou que boicoteará a II Cimeira África-UE caso o senhor presidente Robert Mugabe, do Zimbabwé, apareça na mesma.
Um facto já admitido, há muito, no seio da diplomacia afro-europeia, pelo que não surpreende.
O problema não está na presença do britânico Brown ou do autocrático zimbabueano Mugabe. O problema chama-se “África solidária”.
E tudo por causa da disputa entre dois idiotas que desejam manter as suas “razões” acima dos interesses dos europeus e dos africanos. Porque ambos jogam na solidariedade entre os seus pares
O problema não está que Mugabe seja ou não um ditador e um defensor das restrições dos Direitos Humanos no seu país. Se esse fosse o problema então o senhor Brown também não iria à Cimeira com a presença de outros ditadores como Muamamar Kadhafi, da Líbia, de Teodoro Nguema Mbasogo, da Guiné-Equatorial, de Lasana Conté, da Guiné(-Conakry), de Omar Bongo, do Gabão, de Yahya Jammeh, d’ A Gambia, ou de países como a Eritreia ou o Sudão que apoiam terroristas e genocídios.
Não! O senhor Brown, da excelsa, vetusta e democrática United Kigdom só se preocupa com o senhor Mugabe, um ditadorzeco do Zimbabué, por acaso uma ex-colónia sua. Mas também a A Gambia foi uma colónia sua que onde actual presidente derrubou um legitimamente eleito democraticamente e, nem por isso, se ouve críticas à sua presença. E quem diz estes dir-se-á de outros que se não são ditadores ou autocráticos para lá caminham.
E também os britânicos se esqueceram de boicotar a sua presença na reunião Asean-UE onde estava presente uma personalidade proibida, também ela, como Mugabe, de entrar na Europa. Ah! é que a reunião foi fora da Europa. Pois, mas os fundos vão da europa e não distinguem países defenores dos direitos Humanos ou castradores dos mesmos, como a Birmânia/Myanmar. Por outro lado, os ingleses e o senhor Brown não apresentam propostas que conciliem a presença de zimbabueanos na Cimeira – mesmo admitindo que seria sempre um tiro no escuro – não, para os britânicos só a palavra “Mugabe” parece criar urticária. Esquecem tudo o mais!
Será que o verdadeiro problema do senhor Brown não é a presença do senhor Mugabe na Cimeira mas que este consiga forçar os seus “colegas” produtores de chá a não mais enviar este produto para a velha Albion como já chegou a aventar numa recente reunião dos países centro e leste-africanos, em Nairobi?
Uf!!! Os Britânicos sem o seu cházinho é como os italianos sem a sua “pasta”, os franceses sem as suas “baguets”, os espanhóis sem as suas “largadas e tomatadas”, os alemães sem as suas “salsichas”, ou os portugueses sem os seus “cozidos e feijoadas bem regados”…
Entrementes, a presidência portuguesa da União Europeia vai afirmando que a presença de Mugabe é “um facto perturbador” e por “uma questão de princípio para a UE”. Mas, também ela, não apresenta alternativas… públicas!
Entretanto, África e a Europa que se lixem!
Os primeiros porque ainda dependem, de certa forma – mas talvez por pouco mais tempo – das políticas comunitárias europeias quanto às protecções alfandegárias e das exportações e importações ao abrigo dos Acordos de Lomé-Cotonou.
A Europa que se dane, porque se continuar a depender dos humores dos britânicos, África terá sempre a China para a ajudar mesmo que isso acabe por tornar os africanos em suserados da nova superpotência.
E a isto, o que responderão os norte-americanos?
Ou teremos, no futuro como num passado não longínquo, uma partilha de África entre duas superpotências, uma partilha sino-americana?

NOTA: Parece que o senhor Brown tem razão quanto ao efeito e ao poder do senhor Mugabe. A prova foi dada hoje pelo senhor Levy Mwanawasa – que além de presidente da Zâmbia é o presidente em exercício da SADC – ao ter já afirmado, via Rádio Zâmbia, que se ele (Mugabe) não for convidado como líder do País, eu (o Presidente Mwanawasa), também não vou a Lisboa.
Talvez por causa da inoportunidade da visita de Mugabe, segundo palavras do inquilino português do Palácio das Necessidades (pelos vistos deste palácio, ultimamente, só saem – ou entram – coisas destas), que se diz por aí que o senhor bispo Desmond Tutu anda a ver se consegue que o senhor Mugabe seja aconselhado a sair da presidência do Zimbabué.
Será que alguém já se lembrou de pedir emprestado ao Museu de Santa Comba Dão – acho que já existe – a cadeira que fez cair António de Oliveira Salazar? Quem sabe não seria remédio santo…
.
O texto inicial foi agora também publicado n' nº67, de 27 de Setembro de 2007

08 maio 2007

Angola no clube nuclear?

Só lhe faltava mais isto para ser olhado de viés por sul-africanos, congoleses e todos os que estão em seu redor.
A fazer fé nesta notícia, e na boa vontade chinesa em ajudar a desenvolver o País, Angola vai de vento em poupa.
Acho que está na altura de colocar aqui um texto que escrevi, em Abril de 2003, sobre a invasão norte-americana no Iraque e que era para ter sido publicado – se o foi nunca o soube – no Jornal de Angola…
Angola a caminho da potencialização regional final....

22 março 2007

Assassínio em Nangpa Pass

(Tibete, uma questão política e estrategicamente esquecida; foto ©Nilton Pavin)

Não é o título de nenhum livro policial! Antes fosse!
Somente um vídeo, um impressionante e cru vídeo, que Carlos Narciso nos faculta, no seu brilhante “Escrita em Dia”, num apontamento intitulado “Assassinos de olhos em bico”, já aqui por mim referenciado em Outubro passado, mas que nunca tinha visionado, sobre o “tiro ao alvo” de um soldado chinês desportivamente – provavelmente preparava-se para os Jogos Olímpicos, na modalidade de tiro “Fosso olímpico” – praticado sobre “peregrinos e refugiados tibetanos que tentavam passar para o Nepal e deste para a Índia a fim de se encontrarem com o Dalai Lama” e que os dirigentes chineses, através da agência de notícias estatal, acusaram de ter disparado primeiro levando à “legítima” resposta chinesa.
E também já nessa altura questionava sobre o que iriam " fazer os paladinos da liberdade, nomeadamente os eurocratas e os norte-americanos? Até quando continuarão com o Tibete em agenda esquecida?"
Continuo sentado à espera da resposta que, provavelmente e por certo, como também alguém terá comentado no citado artigo de Carlos Narciso, nada se fará até aos Jogos Olímpicos, pelo menos.
E, depois, também não.
Há muito dinheiro chinês a correr nas bolsas mundiais. Não esquecer que o tesouro americano parece já estar, e muito, nas mãos de financeiros chineses e do Banco Central da China.
Ora, assim sendo quem irá pôr em causa as “liberdades” chinesas.
Mesmo que estas se simbolizem em simples caminhantes tibetanos tornados iguais a simples alvos.
Tal como o documentário reproduzido no "Escrita em Dia" não incomoda quer as autoridades de Beijing ou a Comunidade Internacional, também é ponto assente que a China será mais um que o TPI nunca irá incomodar!

16 março 2007

Piadas do mundo neo-rural

Agora que a China está só a um pequeno - mas demasiado grande - ponto de ser cumprida a vontade de Deng Chiao Ping "Um País, Dois Sistemas" com a aceitação, desde hoje, da propriedade privada - só falta a integração de Taiwan no regime -, uma pequena piada da vida neo-ruralizada e que pode, no futuro, ou talvez já, acontecer também na China Popular:

De manhãzinha, o telefone toca...

"Alô, patrão? Aqui é o Ernesto...o caseiro de tua casa de campo."

"Ah sim, Ernesto. O que posso fazer por você?Aconteceu alguma coisa?"

"Uh... Estou ligando para avisá-lo,patrão, que seu papagaio morreu."
"Meu papagaio? Morreu? Aquele que ganhou a competição internacional de fala?"

"Sim, patrão...esse mesmo!"
"Caramba! Que azar! Gastei uma pequena fortuna com esse pássaro. Mas ele morreu de que?"

"De comer carne estragada, patrão."


"Carne estragada? E quem foi que lhe deu carne estragada?"
"Ninguém, patrão, ele comeu a carne do seu cavalo morto!"

"Cavalo morto? Que cavalo morto?"
"Aquele que ganhou a corrida no último Derby. Ele morreu de ataque cardíaco depois de puxar a carroça com as pipas de água."
"Você está ficando louco? Que carroça com pipas de água?"
"A que usei pra apagar o incêndio, patrão!"
"Deus do céu! De que incêndio você está falando, homem?"
"O incêndio na tua casa, patrão! Uma vela caiu perto da cortina e começou o incêndio."
"Mas que..!! A casa tem eletricidade!! Pra quê diabos foi usada essa vela?"
"Para o funeral, patrão."
"QUE RAIOS DE FUNERAL?"
"O funeral da tua esposa, patrão. Ela apareceu aqui numa noite escura e eu pensei que era um ladrão. Então bati nela com aquele seu novo taco de golf que o senhor ganhou do Tiger Woods."
Após uma longa pausa e completo silêncio...
"Ernesto, se você quebrou esse taco, você é um homem morto!

26 fevereiro 2007

O pragmatismo chinês - artigo

"No final do mês de Janeiro, o primeiro-ministro português foi visitar a China mas não encontrou o presidente chinês no país porque estava em visita oficial por terras africanas.
O Dalai Lama, líder máximo espiritual dos tibetanos, quis visitar o Quénia, mais especificamente uma reserva natural, mas não pôde porque viu a sua entrada negada pelas autoridades quenianas.
Perguntar-me-ão o que têm as duas situações em comum.
Muito simples: a República Popular da China e o seu pragmatismo político-económico.
No primeiro caso a China considerou que Portugal não lhe ia trazer mais-valias políticas, sociais e económicas que justificassem a presença e, consequentemente, a alteração da visita do presidente Hu Jintao ao continente africano; alguns analistas portugueses não têm problemas em admitir que a visita à China interessou, e interessa, mais a Portugal do que este país possa interessar à China. A prova disso está nas iniciativas económicas de relevo que partiram de Portugal, como a abertura do Consulado Geral e de uma Delegação do ICEP em Xangai, ou a criação de Centros Portugueses de Negócios em Xangai e Macau. Da China só uma pequena e velada crítica chinesa a uns certos comentários do líder regional da Madeira quanto à presença chinesa em Portugal, no que foi bem interpretada pelo destinatário que se calou de imediato.
(...)
"
Parte do artigo publicado na edição 103 do , que pode aceder, na íntegra, aos artigos daqui.

22 janeiro 2007

A pata da globalização chinesa

(uma incómoda vista)

Numa altura que, em Nairobi, Quénia, se reúne, na sua 7º edição, o Fórum Social Mundial (FSM), um projecto antiglobalizante que teve o seu início em Porto Alegre, Brasil, nos idos de 2001, constata-se que a força globalizadora da China se faz claramente sentir.
Apesar do FSM reivindicar ser um espaço aberto ao debate e construção de estruturas democráticas, aprofundamento da reflexão e do respeito pelas espiritualidades diversas, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONG’s e todas organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do Mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, nota-se que a força globalizadora da China está bem presente.
Embora esta reunião tenha como objectivos principais – ou talvez por isso mesmo –a globalização, os países ricos, o Banco Mundial, George W. Bush, o combate ao SIDA, o perdão da dívida externa dos países pobres e as guerras, destacando os organizadores a invasão da Somália, pela Etiópia, – e as outras, já acabaram? –, não há dúvidas que a força globalizadora da China é evidente.
Conquanto o FSM defenda, também, a dignidade, diversidade, garantia da igualdade de género e eliminação de todas as formas de discriminação, a garantia dos direitos económicos, sociais, humanos e culturais, especialmente os direitos à alimentação, saúde, educação, emprego, habitação e trabalho digno, é um facto que a omnipresença globalizadora da China se torna indesmentível.
Ora se a FSM foi criado tendo em visa ser um projecto antiglobalizante e tendencialmente anti-monopolista e a favor da construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos [de todos os povos excluídos e, ou, subjugados] – alguns dos principais objectivos do programa FSM 2007 – como se explica que força globalizadora da China não seja igualmente criticada como o está a ser, pertinentemente face à génese da FSM, a de W. Bush?
A força globalizadora da China está evidente em toda a África, sabemo-lo; mas tem, nesta altura, um particular destaque no Quénia onde, e pela segunda vez em 8 anos, “fez” impedir a entrada do Dalai Lama no país de Jomo Kenyatta, que, desta feita, parece que queria, somente, visitar o parque nacional de Maasai Mara.
Porque quem não vê Lama, não pode ouvir Lama… mesmo em repúblicas das bananas!!

27 novembro 2006

A China e a chucha africana - artigo de opinião

"A China e a chucha africana" sob este título, um artigo publicado no semanário santomense Correio da Semana, edição 92, de 25-Nov-2006.
"O Continente africano, a “Belle Afrique”, afigura-se, cada vez mais, como um novo el Dourado para a China.
Actualmente cerca de 10% do comércio africano é feito com a China.
É de África que chega o crude que sustenta a emergente economia chinesa – o maior desenvolvimento económico da actualidade – com particular destaque para Angola – actualmente perfila-se como o principal fornecedor de petróleo, tendo destronado a Arábia Saudita, o até agora maior abastecedor –, Sudão e, em breve, a Nigéria – que, por certo e para satisfazer o largo apetite chinês, terá de ir buscar muito dele à plataforma marítima santomense e à da Guiné-Equatorial; com que custos? – e, também muito em breve, de Moçambique de onde chegará o gás.
" (Pode continuar a ler aqui).

21 novembro 2006

Assinado um acordo de fusão nuclear

(imagem SIC/Sapo.pt)

Até aqui nada de especial.
Gostemos ou não do nuclear, defendamos ou critiquemos o nuclear, até uma clara prova em contrário, é a energia limpa mais fiável ou de custo mais reduzido. Poderia ser umas das alternativas ou renováveis como a energia eólica, solar geotérmica ou marítima mas… a quem interessa?
O que é interessante são os parceiros que vão participar nesse projecto que visa a construção e exploração do primeiro reactor experimental de fusão nuclear, denominado “acordo ITER” como a UE, os EUA, o Japão, a Rússia, a China, a Índia – um dos que ainda não ratificou o Tratado de Não Proliferação Nuclear – e, pasme-se, se li bem aqui, a Coreia do Norte.
Para quem até há pouco estava pouco menos que considerado um pária e pronto para a guerra…
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ADENDA: Como era de prever não é a Coreia do Norte, conforme escreve a SIC-Online, mas a Coreia do Sul como se pode ler aqui, aqui e aqui.