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23 outubro 2009

Ao que parece chegar o desplante…

De acordo com vários órgãos de informação, o actual presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, terá escrito uma obra intitulada “Straight Speaking for África” (Parler vrai pour l’Afrique – na versão francesa); um pretenso livro autobiográfico de Nguesso, editado pela Africa World Press e distribuído pela Amazon.com.

Não sei, porque ainda não vi capa de outra versão, se o original foi em língua inglesa ou, naturalmente, em língua francesa, a língua oficial da República do Congo. Nem disso será motivo, creio, para qualquer tipo de especulação, mas, tão-somente, uma questão de marketing aliado ao facto da obra parece ter tido o prefácio escrito por um anglófono.

Parece, porque de acordo com alguns órgãos de informação (podem ver
aqui ou aqui, aqui ou aqui ou aqui, por exemplo), nomeadamente em Angola (aqui ou aqui) – ou também a República do Congo se lembrou de expulsar angolanos –, o citado autor do referido Prefácio não terá sido nem achado, nem tomado, nem… escrito nada!

Ou seja, Nelson Mandela, assim parece que estaria assinado o tal Prefácio, não só nunca terá lido a obra como nunca escreveu o dito Prefácio!

Abusem do marketing, mas sejam mais moderados, por favor!

10 agosto 2009

Angola perspectiva revisão fronteiriça

O comandante da Polícia de Guarda Fronteira, comissário Jorge "Jojó" Antunes, segundo a ANGOP, considera, face aos anos de guerra com que o País passou que levou ao “desleixo” de algumas das suas zonas terrestres, ser conveniente uma revisão dos limites territoriais de Angola.

Uma das fronteiras que deve ser revista, e com muito bom senso, será a do R. D. Congo, que tem cerca de 2.511 Km, embora não sejam de descurar as fronteiras com a Namíbia (1.376 Km), com a Zâmbia (1.100 Km) e com a República do Congo (201 km).

Dada a importância de Angola no actual contexto afro-central africano e a vontade do Congo Democrático em apostar na paz com os seus vizinhos – o que a acontecer levaria ao acordar do grande jacaré africano e com ele alguma desestabilização na zona – é possível que estas negociações, nomeadamente com Kinshasa – recordemos que o Congo Democrático anda a “ameaçar” com queixas diplomáticas as fronteiras marítimo-fluviais da foz do Zaire –, possam passar por um período de tensões várias.

Aguardemos…

07 julho 2006

A liberdade do jornalismo...

(© foto daqui)
Seis meses de suspensão *
Um tribunal de Brazzaville (Congo) suspendeu a 28 de Junho o semanário “Thalassa” por seis meses e ordenou a queima de todos os exemplares da edição que tinha um artigo considerado difamatório do presidente Nguesso. No artigo em causa, o director do jornal acusa Nguesso de ter envenenado o general Bouissa, que morreu a 17 de Abril.

Comentário: Em vez de se levar o Director a Tribunal para este provar as suas acusações, nomeadamente quanto à morte de Casimir Bouissa-Matoko, não! suspende-se o jornal e queima-se a notícia. No que se poderá, eventualmente, inferir que a verdade não estará muito longe, mas que ninguém tem coragem que pôr em causa um pequeno ditador, que derrubou um presidente eleito pelo voto, e que está a ser politicamente suportado por um Estado-vizinho…


(© foto daqui)
Jornalistas presos três anos *
Um tribunal de Mandalay, na Birmânia, manteve a 21 de Junho uma sentença de três anos de prisão imposta ao fotojornalista U Thaung Sein e ao colunista Ko Moe Thun, da revista religiosa “DhamahYate”, por terem tirado fotografias de Pyinmana, aquela que será a nova capital do país. O juiz não ouviu quaisquer testemunhas.

Comentário: Nem faço a mais pálida ideia de quão deverá ser riquíssima, ou com que trabalho escravo, a nova capital dos coronéis de Myanmar, Pyinmana, que se vai passar a chamar de Nay Pyi Daw está a ser criada. Depois de pronta, as contestações que possam haver quase morrerão à nascença. Ou então, a Capital poderá estar a ser financiada pelo Triângulo do Ouro. Não esquecer que Myanmar é considerado como a maior fonte de fornecimento de ópio ilegal no leste e sueste da Ásia.

* Assuntos publicados no JN informação sindical, de onde foram retirados.