26 abril 2012
Taylor considerado “criminalmente responsável”…
30 novembro 2011
Gbagbo detido no TPI
Na sequência de um mandado internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), sedeado em Haia, o antigo presidente da Cote d’Ivoire (Costa do Marfim), Laurent Gbagbo, foi detido e transferido para o centro de detenção daquele Tribunal, em Haia, onde vai enfrentar uma acusação cumulativa de quatro crimes contra a Humanidade.
Gbagbo, de acordo com o que anunciou hoje o TPI, através de um comunicado, vai assumir “a sua responsabilidade penal individual e como co-autor face de quatro crimes contra a Humanidade por homicídios, violações sexuais, perseguição e outros actos desumanos”.
É bom que o TPI faça valer a sua autoridade na questão dos crimes contra a Humanidade e, principalmente, face a indivíduos que não aceitam nem acatam o seu destino na boca das urnas. Mas, será que, no caso marfinense, foi só Gbagbo o único culpado?
Se bem nos recordamos, houve muitos dirigentes africanos que o apoiaram e quase incentivaram Gbagbo a se manter firme no poleiro. E também se sabe que da parte das forças republicanas lideradas por Ouattara igualmente praticaram actos reprováveis contra a Humanidade. Será que vão ser julgados?
Ou, provavelmente, porque Ouattara está a ser apoiado pela França, agora, e pelos EUA vai manter-se impunido e sem qualquer vislumbre de questão por parte do TPI, o qual, como se sabe, não é reconhecido pelos norte-americanos (pelo menos contra os seus cidadãos…)
Evoquemos as palavras da senhora Clinton quando Gbagbo foi, finalmente, destronado do Poder a que se tinha agarrado, recorde-se, com o apoio de outros dirigentes africanos – tal como aconteceu com Kadhafi, na Líbia – que tinha sido um aviso solene para todos os que se desejavam perpetuar no Poder.
Talvez que esta detenção seja mais um aviso solene…
Retranscrito no portal Perspectiva Lusófona (Mundo) sob o título "Gbagbo está detido no TPI… e os outros?"
27 julho 2011
Crise I
(da Internet; ©Folha.com)
O que se passou na Noruega, embora previsível, enquanto acto, dado o crescendo que o extremismo religioso, quer cristão, quer islamita, vem registando, é totalmente inqualificável.
E para que a abjecta atitude do assassino seja maior o seu advogado está a preparar a defesa na prossecução de um inimputável, já que o considera, publicamente, “louco”.
É com loucuras destas o Mundo, seja ocidental ou não, mas livre, tendencialmente justo e totalmente aberto, continua a estar dependente de anormais que pululam também eles livremente cantando e rindo…
30 julho 2009
Quem seria realmente o alvo?
(a minha homenagem e o meu lamento)A deputada Beatriz Salucombo, eleita nas listas do MPLA pelo círculo Nacional (foi a 105ª), foi alvejada a tiro na noite de quarta e terá falecido hoje na sequência dos disparos; deplora-se, veementemente, este assassinato, não só porque coloca em causa a ideia de segurança que se deseja para o País, nomeadamente, em vésperas do CAN 2010 como pelo facto de ter ocorrido na véspera de mais um Dia da Mulher Africana.
Mas será que o alvo era a deputada ou terá sido uma vítima colateral?
Segundo as notícias veiculadas pelos diferentes meios de Comunicação Social, também o seu irmão, que ter-lhe-ia dado boleia para casa, terá igualmente sucumbido aos tiros que teriam vindo de pessoas que se fariam transportar num todo-terreno.
É que, só por mero acaso(?), o irmão era só o supertintendente-chefe, António Neves, dos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) entidade que, ultimamente, tem andado muito activa “devolução” de ilegais (como os ocorridos, no Lubango, já este mês).
Mas também não se deve esquecer o impacto nunca deveras esclarecido da detenção de alguns funcionários, em 2005, como terão escrito, há época, o AngoNotícias citando o VOA, e a Panapress. E, não me recordo, nem a Internet o mostra, de se saber mais do assunto…
Já agora, talvez que a morte da desditosa deputada possa ajudar a esclarecer também a morte de outro antigo deputado professor-engenheiro M´fulupinga N’Landu Victor, do PDP-ANA, acontecida já há 5 anos, e que, se a memória não me falha, e apesar das autoridades afirmarem que o caso não está esquecido não me recordo de o ver clarificado e o(s) autor(es) detido(s) e julgado(s).
Coincidências, claro!!
