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21 novembro 2011

Cabinda, em debate na cidade do Porto

foto J. Paulo Coutinho

No passado sábado, 19 de Novembro, como foi previamente divulgado e aproveitando a reapresentação do livro do jornalista Orlando CastroCabinda, ontem Protectorado, hoje Colónia, amanhã Nação”, ocorreu, na cidade portuguesa do Porto, um debate sobre Cabinda onde apresentei os meus pontos de vista para os quais intitulei “Cabinda, Província ou Colónia, o debate”.

Estiveram na mesa, além de mim próprio, o jornalista Orlando Castro, cuja posição pode e deve ser lida e ponderada no seu blogue Alto Hama no apontamento “O futuro de Cabinda debatido no Porto”, e o jornalista e editor Paulo Silva, que moderou.

Lamentável que sendo um tema que interessa a todos e, nomeadamente, àqueles que querem ir para a nossa Pátria angolana, acabassem por nos oferecer um quase desoladora sala nas magníficas e simpáticas instalações do Clube Literário do Porto. Mas como os que estão, por poucos que sejam, são os que interessam o Debate fez-se.

Por razões de ordem académica, já que a minha exposição será incluída num trabalho sobre Angola, não farei a transcrição integral da mesma neste espaço.

Contudo, posso e devo sintetizar a minha posição neste assunto.

Se historicamente há factos que levam, na minha perspectiva, e, unicamente, na minha perspectiva, a dar alguma razão aos defensores da secessão de Cabinda, política e juridicamente essa pretensão está totalmente longe da verdade e da actual realidade político-económica africana.

Mas, também, o que se passou na Líbia estava longe dos pensamentos dos africanos e…

Ainda assim, parece-me que foi importante este Debate que, sei e sabíamos, estava a ser “seguido” por algumas personalidades e alguns actores e sectores angolanos. Houve a participação pública e sincera de três dos presentes que deram o seu valioso contributo para o Debate, duas das quais, oriundos de Cabinda.

Pude dar a minha opinião. Vale o que vale e nada mais desejo!

Sinteticamente considero, como sempre considerei e nada parece demover esta minha humilde opinião, que Cabinda é parte integrante de Angola e, como tal, defendo que é um Província entre as nossas 18 províncias!

Mas se Cabinda é uma província, também concordo que é uma província que, pela sua descontinuidade geográfica e pela sua posição histórica no contexto formativo dos Estados africanos deve gozar de um Estatuto especial dentro da Pátria angolana. Ou seja, e porque não, ter um Estatuto de região autónoma ou federada dentro de Angola.

Só que para isso, todas as partes em intervenção devem se sentar frente a frente e discutir o problema. Porque há um problema social, político e militar em Cabinda. Não devemos escamotear isto sob pena de todos nós estarmos a esconder uma situação que pouco interessa ao País e à região.

Mas, também, para que este assunto seja correctamente resolvido, qualquer que seja o objectivo e desenlace final, deveremos alterar a Constituição para nela constar a nova posição do Enclave de Cabinda.

Recordo que a república portuguesa é una e indivisível e não deixa de ter duas regiões autónomas com autonomia política e financeira, mas subordinada às directrizes da república no que toca às relações internacionais e e políticas militares, e, nem por isso, a República é questionada!

Podem sempre servir de exemplo preparatório!

Assim queiram os nossos dirigentes!

29 setembro 2011

Xanana não gosta de questões pertinentes?

Segundo o matutino português “I ”o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, terá ontem abandonado uma reunião, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com timorenses que estão a estudar em Portugal, pouco depois do seu início.

Segundo aquele matutino, Xanana saiu logo após um seu compatriota ter afirmado que “os discursos de ocasião são bonitos [mas] o que é preciso é uma política de educação

Pelos vistos o senhor primeiro-ministro e antigo herói nacional maubere não gosta, ou não está habituado, a ouvir certas verdades.

Vai sempre a tempo…

17 fevereiro 2009

Os “amigos da onça” ganharam?

Chegou-me aos ouvidos que o presidente Fradique de Menezes estará farto de tanta confusão e ponderará bater com a porta.

Será que os “amigos da onça” ganharam o round?

Caberá aos santomenses dizer que não e defenderem o seu País das tentativas externas em condicionar a política das ilhas maravilhosas.

12 novembro 2008

Benguela política em Debates

(A belíssima enseada da Caotinha, a poucos quilómetros a Sul de Benguela; foto ©Frederico Sá Pinto, daqui; Agosto de 2004)

A Sociedade Civil angolana, em geral, e a da província de Benguela, em particular, tendo em consideração os desfasamentos e desequilíbrios político-partidário ocorridos com as eleições de 5 de Setembro passado e, subsequentemente, o novo figurino da Assembleia Nacional resultante das mesmas, é de opinião que deve-se fazer um amplo debate sobre esta temática.

Não esquecer, que, se tudo decorrer normalmente, no próximo ano decorrerá a eleição presidencial onde parece somente se perfilar um candidato credível que, e reafirmo uma vez mais, deveria abster-se de o fazer para ficar como a reserva moral da Nação.

O partido, por acaso vencedor das legislativas, de que é presidente e natural candidato tem mais personalidades para se apresentarem com evidentes possibilidades de eleição. Mais a mais, a oposição parece não conseguir congregar vontades para apresentar um candidato com possibilidades de vitória e aquele que melhor poderia ter essa hipótese já mostrou pouca apetência para se apresentar ao voto popular. Lamentavelmente!

E porque a Sociedade Civil não deve ficar parada, uma ONG angolana, a OMUNGA em colaboração com outras instituições da Sociedade Civil, concluíram ser necessário levar a cabo um programa de debates consecutivos que deverá ter o seu início amanhã, 13 de Novembro, nas instalações da Emissora Provincial de Benguela (RNA).

Nos referidos debates, baptizados de QUINTAS DE DEBATE, abordar-se-ão questões políticas, económicas e sociais conforme se pode perceber pelo naipe de prelectores que estarão nesses debates e que a seguir se amostra:

LEGISLATIVAS 2008: O que faltou aos partidos da oposição? Dia 13 de Novembro de 2008, pelas 14 horas, com FILOMENO VIEIRA LOPES, da FpD;

PROTAGONISMO POLÍTICO DA JUVENTUDE: Quais os factores de dinamização da participação política da juventude? A 27 de Novembro de 2008, será prelector o ANTÓNIO CAPALANDANDA;

A UNIVERSIDADE E A DEMOCRACIA: Qual o papel da Universidade na construção da Democracia? Será orientado pelo académico NUNO VIDAL, a 11 de Dezembro de 2008;

DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO: Conceitos e realidades. O papel da SC nos CACS. Terá FERNANDO PACHECO como comunicador e está previsto para 11 de Janeiro de 2009.

Os debates poderão ser seguidos através do portal/blogue para isso criado:
http://quintasdedebate.blogspot.com/

Estes debates contam com o apoio das secções do Lobito e Benguela dos principais partidos angolanos, nomeadamente MPLA e UNITA, do Governo Provincial e de diferentes instituições Civis e Académicas da província.