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17 maio 2012

A droga goes to USA via… Guiné-Bissau?!


(imagem da Internet)

O Departamento de Narcóticos dos Estados Unidos da América (EUA/USA) fizeram chegar à imprensa um relatório que os especialistas daquele departamento elaboraram.

Nele se verifica que a crescente presença de entorpecentes e drogas/estupefacientes relacionadas com redes criminosas na África Ocidental, está a se tornar numa ameaça significativa aos interesses de segurança regional e global, com especial destaque para a governação e segurança dos países da África Ocidental.

Segundo aquele relatório – o original pode ser lido aqui – os traficantes estão contrabandear “drogas, pessoas, armas, petróleo, cigarros, medicamentos falsificados, e resíduos tóxicos pela região, gerando grandes lucros para redes criminosas transnacionais”.

Ainda de acordo com o referido relatório a UNODC (Gabinete das Nações Unidas sobre a Droga e  o Crime) estima que, em conjunto, essas actividades ilícitas geraram cerca de 3,34 bilhões US dólares, por ano, sendo que o tráfico de cocaína é uma das mais lucrativas dessas actividades ilícitas.

Na realidade, o governo dos EUA e a UNODC estima que cerca de 13% do fluxo global de cocaína, se processa através da África Ocidental.

Ora o mais grave do relatório não está nas movimentações dos traficantes, mas onde operam e sob de que protecção.

Voltando, uma vez mais ao citado relatório, este refere que o tráfico de drogas potencia não só instabilidade na região como permite o fomento de redes criminosas com forte cooptação entre funcionários de governo e forças de segurança de alguns países da África Ocidental.

E o relatório refere, claramente, dois Estados da CEDEAO/ECOWAS: Gana (destruíram uma rede de heroína que operava entre Acra e o aeroporto de Dulles/USA) e… Guiné-Bissau!

Sobre a Guiné-Bissau, o relatório é muito duro. Segundo este “o potencial da Guiné-Bissau para o tráfico de drogas e por conseguinte para contribuir para a desestabilização na região é claramente visto, como um exemplo: no caso da Guiné-Bissau, a maior parte liderança do país tem sido implicado no tráfico de droga” pelo que cita que a Cimeira Extraordinária da CEDEAO, de 26 de Abril passado, relacionando com o Golpe de 12 de Abril, “destacou, especificamente, a necessidade de uma acção acelerada para abordar o tráfico de drogas”.

Lapidar!

Por isso se estranha que a CEDEAO esteja tão empenhada em colocar no poder pessoas que estão ligadas, directa ou indirectamente, a personalidades castrenses que, tudo indica, poderão vir –como já há, pelo menos que me recorde, dois, – a estar sob a alçada do departamento norte-americano de combate ao tráfico de estupefacientes!


Transcrito no portal Zwela Angola, em 15 de Junho de 2012, (http://www.zwelangola.com/index-lr.php?id=8882)

03 março 2009

O tráfico de drogas e instabilidade por detrás dos assassinatos na Guiné-Bissau

(quando ainda estavm "juntos"...; foto da Internet)

"[…] Notícias como estas [o assassinato do presidente e do CEMGFA] são más em qualquer lugar. E é-o particularmente grave na Guiné-Bissau, um país que aderiu, recentemente, às fileiras dos narco-estados. A cocaína começou a fazer, recentemente, o seu caminho para a Europa, vinda da América Latina, através da África Ocidental e da Guiné-Bissau que é considerada como um estado favorito do tráfico dos gangues da droga.

O exército - pelo menos, parte dos quais esteve envolvido na morte do Presidente - é uma das razões pelas quais os traficantes adoram o País. "Nós não podemos falar sobre o exército [na Guiné], como uma instituição (...)", terá afirmado Antonio Mazzitelli do Gabinete das Nações Unidas de Drogas e Crime na África Ocidental em citação no “
Foreign Policy” num texto sob o sugestivo e dramático título de “Drug trafficking and instability behind Guinea-Bissau assassinations " (se quiser ler esta notícia integralmente, na versão original, aceda aqui).
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NOTA COMPLEMENTAR 1: Interessante, nestes dois dias, a quantidade de acessos ao blogue tendo como base duas simples palavras "Ansumane Mané" e, a maioria, da Europa...
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NOTA COMPLEMENTAR 2: Oportuno recordar este apontamento de Carlos Narciso, escrito em Abril de 2006; quase três anos depois tudo se consumou.

07 novembro 2008

Ialá com acusações destas, passou-se de vez! Só pode…

(Foto a partir daqui)

Então o senhor Mohamed (ex-Kumba Yalá) Ialá Embalo, num comício, ocorrido ontem, para as próximas eleições legislativas da Guiné-Bissau de 16 de Novembro, não teve o desplante de denunciar o senhor presidente (não me enganei na letra pequena) João Bernardo “Nino” Vieira de estar conotado com o tráfico de droga na Guiné-Bissau acusando de “«ser o responsável» pelo tráfico de droga no país” e de ter provas caso a justiça assim o deseje? E ele que, ainda não há muito andava de mãos dadas com “Nino” Vieira…

Quem se deve estar a rir com isto, se bem que na prática deverão estar é a chorar porque não gostariam de ter razão, serão personalidades da área de intervenção cívica como os jornalistas
Orlando Castro, Fernando Casimiro “Didinho” ou António Aly Silva, estes dois últimos Bissau-guineenses, que já tinham já questionado como é que os “barões” da droga se movimentam tão alegremente à vontade no País, e como certas pessoas em Bissau alardeavam indícios de riqueza num País que nem para pagar aos seus funcionários consegue arranjar dinheiro.

Agora que um ex-presidente e candidato ao poder legislativo faz estas graves acusações, espera-se que a União Europeia, tão pronta sempre a dar fundos para a Guiné-Bissau e ajuda para as eleições coloque as suas autoridades policiais a investigar estas graves e frontais declarações.

Se a União Europeia, e a ONU que muito tem denunciado o tráfico neste País, não o fizer, até porque Ialá diz ter provas para disponibilizar à justiça, obrigarão as pessoas pensarem e pressuporem que aquela organização supranacional estará conivente com o tráfico da droga!!!

24 janeiro 2008

Chavéz admite mascar coca…

(imagem ©El Mundo)
Que às vezes parece evidenciar um certo speed, isso já tínhamos reparado.
Mas ninguém iria supor, ou mesmo acusar, o presidente venezuelano de snifar ou consumir droga. Longe de nós pensarmos nisso, pelo menos publicamente...
Mas, foi Hugo Chavez que o admitiu durante um discurso na Assembleia Nacional ao pedir que a associação dos produtores de coca, encabeçada pelo líder boliviano Evo Morales (por acaso presidente da Bolívia), não seja criminalizada dado que ele mesmo, Chávez, mastiga “coca todos os dias pela manhã”.
Se os EUA precisavam de uma razão para o “demitir” e o prender aqui está ela e dada pelo próprio. Relembremos que Noriega foi deposto e era só um fornecedor. Ora Chavez além de consumidor incentiva ao consumo, ou seja, é um 2 em 1.
Mais uma acha para o petróleo subir e sem razões aparentes…

20 outubro 2007

ONU adverte Guiné-Bissau sobre o tráfico de droga

(a dependência da droga... imagem daqui)
Há pouco tempo escrevi um artigo (Com Noriega foi assim- Bush pode usar a força para «limpar» a Guiné) onde alertava para as advertências de Bush sobre o facto da Guiné-Bissau poder ser uma plataforma para o tráfico de droga e relembrava que, apesar das “velhas” amizades, os norte-americanos faziam, quando lhes convinham, tábua-rasa dessas amizades e "coligações".
Relativamente a isso recordei o “velho amigo e aliado” general Manuel Noriega, do Panamá, que quando o consideraram descartável provocaram a sua queda e o deteram levando-o para os EUA onde ainda se encontra sob prisão.
Uns iluminados, que se dizem Bissau-guineenses, e que me abstenho de os identificar para não lhes dar o protagonismo que gostariam de ter, quase me esfacelaram devido ao meu alerta e afirmavam que a Guiné-Bissau não era Panamá e nem havia no País qualquer possibilidade de tráfico de estupefacientes.
Fica-lhes bem este nacionalismo serôdio – porque só agora aprecem e sob a capa de um obtuso proto-galicismo – se não atestássemos que o Conselho de Segurança da ONU não viesse hoje advertir a Guiné-Bissau sobre o "tráfico de droga e o crime organizado que ameaçam minar os esforços" do País "para desenvolver a democracia e estão também a desestabilizar aquela região da África Ocidental".
E quem proferiu estas declarações foi o presidente em exercício do Conselho de Segurança, o embaixador Leslie Kojo Christian, do Gana, que detém, este mês, a presidência rotativa do Conselho, tendo ido mais longe ao declarar que "O Conselho de Segurança está especialmente preocupado com a segurança e a protecção das autoridades envolvidas no combate ao tráfico de droga e ao crime organizado".
Esta subtil declaração foi vista pelo representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Shola Omoregie, como um "aviso muito sério".
Será também, agora, que isto é mentira e que no País de "Nino" Vieira nada disto acontece?
Devem estar se esquecer que há dias o Governo Bissau-guineense decidiu colocar artilharia anti-aérea no Arquipélago dos Bijagós, depois de circularem notícias que davam conta da presença de aparelhos não identificados a ser utilizados no transporte de cocaína.

03 outubro 2007

Atenção Guiné-Bissau, com Noriega foi assim…

"Durante as administrações de Ronald Reagan e George Bush (a do pai) Manuel Noriega, presidente do Panamá de 1983-1989, gozou de toda a liberdade e complacência dos EUA para os desmandos, corruptelas, fraudes, desvios, lavagens de dinheiro e, acima de tudo, tráfico de estupefacientes que achou por bem e em nome da sua família e amigos fazer.
Mas como os EUA estavam a ser positivamente invadidos pela droga e porque o Mundo queria ver o “canal” limpo, a Administração norte-americana decidiu acabar com o reinado de Noriega e invadiu o Panamá. Como principais motivos invocados para a invasão, os EUA acusaram Noriega de ajudar traficantes de drogas colombianos a enviar toneladas de cocaína para o país do Tio Sam, ter praticado uma fraude eleitoral e de persistir na violação dos Direitos Humanos.
E se Noriega tinha todo o apoio dos EUA; era um dos principais, senão mesmo o principal, suporte da política norte-americana na América Latina.
Mas não se salvou de ser deposto, nem do Panamá sofrer numa invasão que causou algumas largas centenas de vítimas entre os panamianos, e de ser detido e julgado nos EUA onde ainda continua encarcerado e a aguardar eventual extradição para o Panamá e, ou, para França que querem julgá-lo por crimes contra a Humanidade, o primeiro, e lavagem de dinheiro, a segunda.
Ou seja, enquanto foi útil serviu; quando se tornou um obstáculo às relações norte-americanas com os vizinhos os EUA não tiveram qualquer problema em invadir, depô-lo e encarcerá-lo.
E esta entrada histórica mais não é como um aviso do que poderá acontecer na Guiné-Bissau onde persistem actos poucos consentâneos com a condição de Estado livre e democrático, onde persiste acusações de lavagens de dinheiro, de corrupção, de violações dos mais elementares Direitos Humanos e, “last, but not least” do país ser uma plataforma do narcotráfico entre América Latina e a Europa e África. Tal facto tem sido sistematicamente desmentido pelas autoridades Bissau-guineenses.(...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Artigo publicado na Manchete do , de hoje, sob o título “Com Noriega foi assim - Bush pode usar a força para «limpar» a Guiné

01 março 2007

A afro-lusofonia no roteiro da droga

(queimando droga n© México)

Quando pensamos que pouco mais de mal poderá acontecer aos nossos países eis que a ONU vem com um relatório e nos mostra que ainda não atingimos o patamar mais baixo da denegrição.
De acordo com um relatório ora publicado pela Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICS), organismo da ONU, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique são três das plataformas africanas no trajecto da droga para a Europa.
Se Cabo Verde parece ser surpreendente apesar de, naturalmente, ser a isso propício devido à sua enorme insularidade e estar no meio do Atlântico pelo que a vigia das suas costas é difícil, já Guiné-Bissau não é de todo surpreendente porque não há muito tempo que o país vem sendo acusado de estar nessa rota.
Mas ser, ao mesmo tempo, acusado de estar a ser utilizado por “...«grupos criminosos» da América Latina” já é uma acusação muito grave.
Já Moçambique é assinalado como um instrumento veicular no correio da cocaína da América do Sul para a Europa.
Mas não são só estes três países lusófonos que estão na mira da OICS. Também Benin, Gana, Nigéria e Togo foram visados por aquela organização.
Ainda assim, e felizmente, a OICS reconhece que os três países afro-lusófonos estão no bom caminho na luta contra o tráfego de estupefacientes.
Ou seja, umas no cravo e outras tantas na ferradura…