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11 julho 2011

Angela Merkel em Angola

(imagem do N. Lusófonas)

"A líder do economicamente mais forte país da União Europeia (EU) – considerado o motor da UE –, a senhor Angela Merkel, chanceler da Alemanha, vai efectuar um périplo por África, onde inclui, como uma segunda visita, uma estadia em Angola, nas próximas terça e quarta-feira.

Nada demais. Será, por certo, uma visita a retribuir a do presidente Eduardo dos Santos efectuada em 2009, visando, uma vez mais e como sempre, o reforço das relações diplomáticas e económicas entre o potentado alemão e o seu terceiro parceiro económico ao sul do Sahara e segunda potência regional da África meridional.

É assente que o desenvolvimento que Angola vem registando nos últimos anos, sobretudo após a implementação da Paz no País, tem trazido às terras de NJinga e de Ngola Kiluange muitos dirigentes internacionais com vista à estímulo do comércio entre Angola e os seus países bem como mostrar o quanto admiram a forma como, nos tempos modernos – principalmente depois dos casos que ocorreram (e ocorrem) no Norte de África e no Golfo da Guiné –, ainda persista uma democracia pri-mexica-hegemónica como a que vigora em Angola. ...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , secção "Colunistas", de hoje

07 julho 2011

Agência de notação coloca a Europa sob fogo

Uma das três principais agências de notação (ou ratings), a Moody's – as outras duas são a Standard & Poor’s e a Fitch – colocou Portugal na classe «lixo» (junk).

O ministro das finanças alemão critica o oligopólio destas empresas rating, que por acaso são norte-americanas, mas não apresenta como diminuir o seu impacto na economia global.

Até porque as empresas de rating foram acusadas de nada terem previsto por quando da crise de 2008, com a falência do banco Lehman Brothers, também ele norte-americano.

Pessoalmente, e conhecendo o que conheço destas empresas – talvez por antiga deformação profissional – acredito que previram mas preferiram omitir para, com isso, obter mais dividendos sabendo que a sua credibilidade estaria intocável, como se vê, quando os países e as empresas que os contratam fazem-no a preços elevadíssimos...

E sabendo que as ratings só notam os países e empresas que lhes pagam para isso não seria mais cordato os europeus abandonassem todos, e a uma só voz, as empresas de rating?

É que com a crise que parece “reinar” na dívida norte-americana, e por extensão, no dólar, não me parece que sobrevivessem sem os euros da Europa!!!

Por que com a crise do dólar e do euro quem está a ganhar é o ouro – que vai em preços recordes – e, com este, os que andam a investir fortemente nele, como um certo país que parece mostrar ter mais em caixa do que realmente terá para manter uma certa influência económica…

18 outubro 2010

O OGE para 2011 do Governo Socretino



"O Governo português apresentou, conforme manda a Constituição – incompleto mas isso já é normal – a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano 2011 com naturais reduções como impõem os diferentes Organismos internacionais e a própria União Europeia para fazer face ao normal e constante défice que Portugal padece.

Vários cortes nos diferentes Ministérios se registam, mas há alguns que viram, ao contrário do que seria expectável ou compreensível, aumentados os seus Orçamentos como adiante se refere.

Alguém me pode explicar porque é que em tempo de crise a Presidência do Conselho de Ministros vê aumentado o seu orçamento em mais de 13% (conforme gráfico do matutino Diário de Notícias de 17/10/2010, págs. 8 e 9) /foto 2 - sublinhado enquanto a Cultura só teve um aumento de 2% e a Educação, pilar da Sociedade, a Segurança Social – cavalo de batalha do partido que suporta o governo Socretino – e a Saúde vêm reduzidos em mais de 10% os respectivos orçamentos. Não quero que me espiliquem, só quero entender…

O aumento será para continuar a manter o líder do governo Socretino entre os mais bem vestidos da Europa? Não quero que me espiliquem, só quero entender…

Também se torna incompreensível o substancial aumento no Ministério da Agricultura e Pescas do governo Socretino, quando ao longo dos anos os sucessivos Governos portugueses têm vindo a aconselhar o abatimento de frotas de pescas e redução ou transformação das áreas agricultadas? Não quero que me espiliquem, só quero entender…

Porque é que a Defesa, outro dos pilares básicos da Sociedade vê o seu orçamento reduzido em 11% (na prática será muito mais, dado que têm de pagar o segundo e necessário submarino apesar dos protestos utópicos do Bloco de Esquerda)? Não quero que me espiliquem, só quero entender…

Já agora, será que o governo Socretino pode explicar o porquê da substancial redução ao apoio à Diálise? Será que esse governo pensa que as pessoas fazem diálise por “dá aquela palha” como estivessem a comprar medicamentos por cada dor de cabeça que têm? Não quero que me espiliquem, só quero entender…

Pois é, não quero que me espiliquem, só quero entender estas e outras incongruências..."
Publicado como Manchete, no , de hoje

08 maio 2009

Tornear corrupção?

(imagem reformulada a partir de uma obtida no Google)
.
De acordo com o portal do semanário português “Sol” a nova lei portuguesa de financiamentos aos partidos políticos (pasme-se, que a lei parece prever aceitar dinheiro vivo, sem justificação, até 1,2 milhões de euros!!!) poderá “limpar” processos antigos, anulando eventuais não prescritos financiamentos ilícitos.

Ou seja, a nova lei tem efeitos retroactivos manifestamente vantajosos. E o referido semanário apresenta, pelo menos, dois exemplos que veriam os respectivos processos serem arquivados.

Parece-me que isto se perfila como uma forma inteligente dos partidos, que a votaram ("
aprovada na semana passada por unanimidade com um único voto contra, o do socialista António José Seguro" (!?) – se tem voto contra não há unanimidade, em que ficamos senhores do “Público”), se terem preocupado em se salvaguardar em causa própria que em interesses nacionais.

Isto sugere-me que há quem tenha tirado proveito de alguma eventual formação sobre como “apagar” corrupção obtida em… sítios interessantes!

Depois queixam-se que os Média ajudem a que os eleitores lusos não respeitem os políticos e os persigam até provarem que são inocentes (em Portugal parece que começa a adoptar uma teoria que todos são culpados – políticos ou não – até provarem o contrário…)

22 abril 2009

Começou a "final-four" do basquete angolano, mas...

(foto ANGOP)

Depois de se ter apurado o vencedor da Taça de Angola, iniciou-se, hoje, a fase final, a quatro, do Campeonato nacional de Basquete angolano, entre o Petro de Luanda e o ASA, que seria, digo seria porque como adiante se verificará acabou suspensa, a partida inaugural, e entre o 1º de Agosto e o Recreativo do Libolo, do Kwanza Sul (as outras três são de Luanda).

Só a partida entre os "militares" e o cinco do Libolo se cumpriu com a vitória daqueles por 107-97. A partida entre os "petrolíferos" e os "aviadores" teve um desfecho inesperado: faltou a luz no Pavilhão da Cidadela, o principal pavilhão desporivo de Luanda, quando o ASA vencia por 43-30 perto do fim do segundo período.

É incrível, é inaudito, que se pense em construir habitações (indiscutivelmente necessárias, principalmente se forem para as populações mais carenciadas), ou em fazer novas infra-estruturas desportivas e depois se esqueça de alguns dos mais elementares apoios, como é a luz eléctrica.

Como é possível se falar em desenvolvimento, que é indiscutível, registe-se, se depois não se tem uma rectaguarda condigna.

Talvez seja altura de se repensar certas prioridades!

04 março 2009

Parece que produzir mais é um erro…

(jornais históricos que padecem da mesma doença: “aumento de vendas!”; montagem via Internet)

O Jornal de Notícias (JN), órgão de Comunicação Social onde tive a honra de ver publicados alguns comentários meus sobre assuntos internacionais, nomeadamente sobre a Lusofonia, publica uma notícia que pelo seu conteúdo faz crer que produzir mais é um contra-senso e inoportuno.

Recorde-se que o JN, tal como o Diário de Notícias, o Jogo, a TSF e alguns jornais regionais pertence ao grupo Controlinveste que terá despedido cerca de 119 funcionários, entre jornalistas e alguns não-jornalistas.

E por essa razão, os seus funcionários
estarão hoje em greve. Veremos, amanhã, como sofreu a qualidade destes órgãos comunicacionais; se sofreu, porque, honestamente, duvido que tenham aderido à mesma. Tirando alguns “génios” (desculpem o insulto – aos génios, claro) que estão sentados no poder em Portugal, todos reconhecem que a crise económica e social é enorme e que o desemprego é preocupante, quase desmesurado, pelo que…

Recorde-se, também, que os jornais deste grupo económico foram dos que registaram mais subidas de vendas no ano de 2008, na senda, se bem me recordo, de anos anteriores.

Ou seja, produziram mais mas verificam-se despedimentos por razões de gestão e económicas. Estanho, mas

Quanto
à notícia em questão, a mesma prende-se com um despedimento quase colectivo – ficaram-no pela metade – de jornalistas e outros funcionários do espanhol ABC.

Tal como o JN, também o "ABC", do grupo Vocento, vai despedir por razões de gestão e económicas e, tal como o JN, também o ABC registou uma subida nas vendas, nomeadamente no passado mês de Janeiro em 14,2%.

Realmente algo não parece estar bem estudado na Península Ibérica.

Ou os economistas ibéricos estão todos desfasados, e temo por isso porque uma familiar minha formou-se em economia o que me deixa apreensivo quanto à qualidade de ensino na Ibéria, ou os gestores destes dois grupos andam mal assessorados.

É que com aumentos de vendas verificam-se despedimentos… das duas, uma, ou os números de vendas estão errados e aqui cabe às autoridades verificar quem está a manipular as estatísticas, ou produzir na Península Ibérica é um erro tremendo…

05 fevereiro 2009

Toda ajuda é preciosa

(Podem saber mais aqui)
Timor-Leste como Nação nova que é e com problemas de crescimento e consolidação como Estado e Nação carece de toda a ajuda que se possa dar.

Por vezes não é só falar do que, mal ou bem, politica e socialmente, ocorre em Timor-Leste mas também da sua economia, do ensino ou do turismo.

E porque, quase sempre, a economia e o turismo estão interligados nada como saudar, infelizmente, e como alguém já o lamentou também, só na cidade do Porto, em Portugal, uma das actuais imagens de Timor-Leste, as bonecas de Ataúro, criadas pelo empreendorismo social de mulheres timorenses e premiadas pela UNICEF, vão estar em exposição a partir de amanhã na Feira Concept.

Mais do que, naturalmente, gastar dinheiro nas bonecas há que admirá-las e admirar a vontade das mulheres timorenses em não se submeterem ao “coitadismo social” tão ao gosto de alguns muitos lusófonos.

Toda a ajuda que se possa dar em favor do engrandecimento de um País é sempre preciosa, principalmente quando o que está em causa é a vontade de empreender e não a de se submeter ao subsídio-dependência da ajuda externa.

29 janeiro 2009

Desculpem o cinismo, mas…

(imagem daqui)

O problema de cada um, e então se o mesmo se chamar desemprego, acaba, por vezes, por se tornar num problema global já que afecta a família e as entidades que o rodeiam, por dificuldades em cumprir com as suas obrigações financeiras.

Todavia, e desculpem-me o cinismo, o que é um pequeno problema que constitui o desemprego de 123 funcionários da Controlinveste (
JN, DN, 24H, TSF, O Jogo, etc.) – e só afecta uma ínfima parte da comunidade portuguesa como claramente se explica pelos comentários daqueles que a representam, ou seja, dos deputados – quando a Comunidade Internacional, através da Organização Internacional do Trabalho (OIT) descobriu, agora, que 2009 poderá registar a quebra de 51 milhões de postos de trabalho, ou seja, 6,1% a 7,1% de desempregados em todo o Mundo.

Se cada posto representar a cabeça de uma família, dita normal, ou seja com 4 pessoas no seu agregado, quer isto dizer que, no final de 2009, haverão 204 milhões de pessoas com dificuldades em se alimentar e (sobre)viver.

Mas se nos recordarmos que desses 51 milhões cerca de metade estarão na África subsariana e que o agregado familiar dos africanos é superior a 4 pessoas, então iremos verificar que, na realidade, as pessoas afectadas serão muito acima dos 204 milhões de vítimas desta actual e decadente Globalização.

E a OIT ainda prevê que cerca de 200 milhões passarão a (sobre)viver com vencimentos abaixo dos USD 2,00/dia.

O que é isto comparado com os 123 futuros desempregados da Controlinveste? Pouca coisa, como se depreende pelos comentários daqueles que foram eleitos para defender os interesses da comunidade onde se inserem.

Como diriam os americanos, “just a peanuts” ou, como diríamos nós, um pequenino prato de ginguba!

Desculpem o cinismo e a ironia, mas…

15 janeiro 2009

Quando a sacanice é rainha

Há alturas que, por muito que estejamos atentos, nem sempre conseguimos impedir que as pedras se atravessem mais depressa do que possamos fazer por as desviar.

Aquilo que hoje fizeram a um grande amigo foi isso mesmo. E quando é feito com sacanice, se não for algo mais abjecto, ainda pior.

Tal como as minas, as traiçoeiras minas, sabíamos, há um tempo que alguém andava a espalhar pedras infames nos caminhos de alguns amigos e amigos de amigos.

Só que esperávamos que os nossos mais próximos pudessem passar incólumes ou que alguém as visse primeiro e as desviasse. Infelizmente e lamentavelmente isso não foi possível.

E mais lamentável quando se sabe que as pedras foram colocadas por quem não deveria fazê-lo, salvo se foi política e economicamente imposto para o fazer, porque há quem, nesta altura do campeonato, ainda deseje manter eréctil a sua coluna vertebral e não se dobre às vontades mesquinhas de quem não é, nem nunca foi, um verdadeiro gestor mas antes um indivíduo que sempore soube andarilhar nos corredores do poder.

E pelo que se apercebe estas foram as primeiras grandes pedras que irão aparecer no caminho de muitos até desfazerem o pouco de bons que ainda havia (Há!).

Meu caro companheiro, meu caro amigo, não há pedra alguma que nos persista no chão. Sei que tens força de leão, argúcia de uma águia e vontade de dragão. Por isso sei que em breve, muito em breve, estarás aí em força a caminhar como sempre o fizeste.

Força amigo!

10 janeiro 2009

Quando se é tolamente teimoso…

Há dois países, irmãos na língua, na política e no poder instituído que quando toca a debater, analisar e discutir os seus Orçamentos Gerais do Estado e os respectivos Planos são sempre surdos e obstinadamente teimosos nas defesas das suas damas.

Refiro-me, naturalmente, a Portugal e a Angola.

Quanto a Portugal, toda a gente sabia, excepto, pelos vistos, os máximos dirigentes governativos que detém o pelouro da Economia, que o OGE quando foi apresentado já estava desfasado da realidade económica nacional e, subsequentemente, sobre efeitos da crise mundial que atingiu a província eurocrata a norte de Marrocos.

Todos avisaram, até alguns dos seus correligionários políticos, como o governador do Banco de Portugal (BdP) – pensava que desde a criação do Banco Central Europeu (BCR) que o antigo BdP passou a ser uma sucursal do BCE mas… devo estar enganado ou alguém ainda não avisou o BdP e o Governo português do erro –, mas o poder instituído e que manda nas finanças portuguesas fizeram ouvidos moucos. Talvez saibam mais do que nós que andamos a contar, cada vez mais os cêntimos que nos acompanham; porque sobre os euros esses só se vêem nas contas bancárias…

Mas o Governo português já admitiu que talvez tenha de apresentar um OGE rectificativo.

Já sobre Angola, quando foram apresentados o OGE e o Plano o Governo foi alertado da impossibilidade de contar com a manutenção do preço do crude nos preços sobre os quais assentavam o dois programas financeiros e económicos que vão gerir o País.

Mas como o optimismo é um dos factores que animam os angolanos e o Governo não poderia fugir à regra, manteve o valor de referência para o preço do barril de crude e, passados poucos dias, constatou que as vozes sensatas na Assembleia e nas análises político-económicas não eram só para criticar mas válidos alertas.

Por isso não estranhou que no final do ano os nossos dirigentes máximos tenham anunciado a talvez necessária apresentação de um Orçamento rectificativo. Só que parece que não chega como se pode inferir das palavras do Ministro do petróleo, Botelho de Vasconcelos que não só reconheceu que Angola (ao contrário do que sempre disseram) não iria escapar à crise financeira mundial como seria necessário tomarem-se medidas para aumentar o preço do crude.

Se não fossem os dois tão teimosos saberiam que o tempo que se vai gastar com os rectificativos poderíamos dispensar esse tempo em questões mais interessantes.

No caso português como relançar a sua agricultura – os que vivem aqui já estão fartos dos calibres eurocratas e dos sabores sensaborões das frutas e legumes – ou as pescas porque uma alimentação regrada não se faz só de carnes.

Quanto Angola há um problema chamado revisão da Constituição para que possamos, ainda este ano e como inicialmente previsto, colocar as nossas cruzinhas – parece que a Emigração ainda não – nas presidenciais; ou canalizar mais fundos para o combate às epidemias que pululam junto das nossas fronteiras, porque um milhão de casas se não se fizerem em 4 anos fazem-se em 8 ou mais anos, enquanto a saúde é um bem imediato; para quê casas se o povo estiver doente, faminto ou sem condições de salubridade…

28 dezembro 2008

E na Terra da Conflitualidade…

Havia uma calmaria estranha entre judeus e árabes entrecortada por uma pequena crise governamental e por alguns mísseis de Gaza para Israel relembrando que a Paz é um mito quase inalcançável entre os Povos da Terra da Conflitualidade.

O petróleo está barato, demasiado barato para a imbecil ostentação que alguns nababos árabes fazem das suas fortunas e dos espampanantes veículos que os transportam.

Já quase ninguém ligava ao Irão e do Iraque já só querem distância e que se entendam.

Por isso nada como um pequeno ataque de Israel a Gaza e relembrar que na Terra da Conflitualidade tudo continua como dantes: Árabes e judeus fazem por provar ao Mundo que os Povos não se podem entender sob pena de alguns perderem as suas fortunas e não serão com pessoas como Madoff.

O seu grande e problemático problema chama-se petróleo a 30 dólares americanos o barril!!!

Tal como
escrevi há 4 anos continua a haver quem goste de dar tiros nos pés e sempre a favor de terceiros, mesmo que, e principalmente, seja a nível económico mais que político…
.
NOTA ADICIONAL: E o petróleo aí está em subida, já quase nos 40,00 dólares/barril (já só faltam 10,00 USD para a base mínima decidida pela OPEP) e o ouro a subir 5%. Nada como uma pequena crisezinha mesmo que isso provoque vítimas entre civis (assim como assim não são arianos e a culpa é sempre só de um lado)...

18 dezembro 2008

Isabel dos Santos, terceira accionista no BPI

(imagem daqui)


A Santoro Financial Holding, empresa do grupo de Isabel dos Santos comprou à sua afiliada MillenniumBCP (MBCP) cerca de 9,7% que este detinha no Banco BPI, tornando-se no terceiro accionista desta Instituição bancária que domina uma das maiores, senão mesmo a maior, Instituição bancária em Angola.

Até aqui nada de estranho; se há dinheiro e uma dupla vontade (um de comprar e outro de vender) porque não comprar as acções?

O problema é que no BPI estão dois potentados que não gostam, nem querem, confrontos ou tentativas de sombra; o MBCP bem se recordará disso.

Não acredito que Isabel dos Santos fique por aqui. Quem paga um prémio de cerca de 33% numa Instituição onde há muito as suas acções andam mais que flutuantes e pouco apetecíveis, não pensa, por certo, vendê-las com prejuízo – se isso acontecesse poderia levar as autoridades a desconfiar da existência de uma certa máquina de lavar roupa – como acredito que, caso lhe seja dada essa hipóteses, tentará dominar o banco.

Se o Itaú, banco brasileiro e segundo maior accionista, poderá não fazer ondas – Lula não quer ondas com Angola – já o La Caixa, sobre quem o próprio governo espanhol evita confusões ou não estivesse na maior e mais rica região de Castela (Espanha, perdão), não irá permitir veleidades a Isabel dos Santos. Recordee-se que a Espanha teve sempre uma relação económica muito privilegiada com Angola (enquanto Portugal via os pagamentos serem sistematicamente diferidos, Espanha, no dia contratado, tinha lá os seus dólares).

E o La Caixa já avisou que quer comprar acções até ao limite permitido pela lei portuguesa, ou seja,
33,33%. Por isso não esperem que o eventual casamento entre estas duas entidades seja curial. Apesar de Isabel dos Santos estar considerada como uma excelente gestora.

17 dezembro 2008

Transparência de negócios?

A oposição liderada pela UNITA quer mais transparência nos negócios e investimento do e no Estado angolano e justificações presidenciais à Assembleia Nacional – ou não fosse, ainda, um regime semi-parlamentar (ou semi-presidencial) o que vigora em Angola (Kabango bem quer que, com a nova Constituição, continuem separados os dois pólos administrativos nacionais, mas…) – quando faz e porque faz viagens ao estrangeiro.

Perfeitamente legítimo esta solicitação num País democrático e num Estado de Direito…

E já agora, que negócios tão vantajosos para Angola que o presidente Eduardo dos Santos rubricou na China e que
tipo de aprofundamento se referia o presidente Hu Jintao?

E alguém explica como é que a TAAG poderá sobreviver com viagens a Pequim? Não é a TAAG que está em refundação? Justifica-se uma nova rota quando fecharam a de Adis Abeba?

Será esta uma das razões que levam Jintao a apelar ao “investigamento” – aprofundar significa investigar, logo aprofundamento… – de parcerias sino-angolanas?

10 dezembro 2008

Contar com o ovo antecipadamente…

(imagem algures no espaço cibernauta)

"A crise económica e financeira internacional, segundo analistas económicos angolanos – e políticos – demasiado optimistas parece estar estanque fora das fronteiras angolanas. Para aqueles a crise não tocará no desenvolvimento exponencial de Angola. E isso parece que influenciou o Governo por quando da apresentação e votação do OGE2009.

Na discussão do OGE, para o ano que se aproxima, alguns deputados (quer da oposição quer da própria bancada do Governo) aconselharam uma revisão do mesmo dado a descida que se verificava nos preços internacionais do crude, dado que o OGE assentava, essencialmente, em premissas económicas baseadas nos preços petrolíferos.

O Governo, pela voz, salvo erro, do seu ministro das Finanças, Severim de Morais, afirmou não haver necessidade de fazer qualquer tipo de alteração porque os preços que serviram de referência aos custos e proveitos do OGE, estavam próximos de um mínimo que não seria expectável tão cedo. Creio que foram feitos cálculos para o preço do crude nos 50 USDólares/barril. Todavia não descartou uma hipotética revisão se os preços baixassem.

Passados dias verificou-se que o preço estava já abaixo dos 48 USD e com tendência a descer.
Sabendo-se que o crude angolano é dos mais “grossos” e por essa via ligeiramente penalizado face aos preços de referência é de admitir que o preço do barril do petróleo angolano esteja abaixo daqueles fasquias o que coloca o OGE aprovado dentro de parâmetros incorrectos. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no /Colunistas de hoje, sob mesmo título

03 dezembro 2008

E os portos angolanos continuam com baixa operacionalidade, infelizmente…

Há dias foi o porto do Lobito, já considerado, em tempos como um dos maiores da África Ocidental, e que quer voltar, naturalmente, a sê-lo principalmente quando o CFB estiver totalmente operacional, a estar em greve devido a inúmeros factores, entre eles salarial e, segundo alguns especialistas em gestão portuária, devido a considerandos político-económicos.

Agora é o porto de Luanda, que também teve sempre condições para ser um dos maiores portos africanos e, ainda o é, o principal porto de entrada da maioria dos produtos que demandam Angola por via marítima, a mostrar que, 6 anos de Paz, muitos investimentos no País, ou defesa da imagem de Angola no exterior, não foram suficientes para melhorar a sua operacionalidade.

Os importadores nacionais reclamam melhores condições e melhoria na operacionalidade e infra-estruturas portuárias, obras nos cais, repavimentação dos mesmos e novas iluminações, em geral, e no de Luanda em particular.

Numa recente reunião que tiveram com a administração do Porto de Luanda propuseram um “
maior investimento em máquinas e infra-estruturas, assim como a introdução de meios electrónicos para eliminar o excessivo congestionamento de contentores” nos diferentes parqueamentos portuários de Luanda”. Só, por exemplo, a importadora de Coca-Cola (porque deixaram de a fabricar no País?) tem cerca de 1000 contentores por desalfandegar devido às referidas dificuldades.

No Porto de Luanda parece que, actualmente, se descarrega qualquer coisa como meia centena de contentores diariamente. Mas não consegue, nem pouco mais ou menos, despachar um número próximo. Nos quatro parques de contentores da capital angolana estão depositados – e, provavelmente, com produtos perecíveis a estragarem-se – cerca de 45.000 (
QUARENTA E CINCO MIL!!!) contentores para desalfandegar e 35 navios por atracar devido ao esgotamento dos parques de contentores.

Alguns dos constrangimentos porque passam os importadores, prendem-se com aquilo que o Presidente Eduardo dos Santos tão bem assinalou na sua alocução no último comício da campanha eleitoral pelo MPLA. Está aqui um bom ponto de partida para pôr em prática o que declarou e ameaçou fazer.

Ganhariam os importadores (deixariam de pagar indefinidamente
3 USD por dia de parqueamento), ganharia o País e, acima de tudo, ganhariam as populações que veriam os produtos a consumir entrarem em tempo oportuno e mais baratos. Os importadores deixavam de pagar armazenagem indevida além de outras gasosas dispensáveis!!!

07 novembro 2008

Zimbabué, a crise aumenta...

Segundo o portal do Africa21, o maior produtor de ouro do Zimbabué, Metallon Gold, fechou as suas portas e todas as 5 minas que produziam o "vil metal", colocando no desemprego 5.000 funcionários.

De acordo com o presidente (PDG) da Metallon Gold, Collen Gura, a razão do encerramento da empresa que pertence ao sul-africano Mzi Khumalo, e que cobria 40% da produção aurífera do País, se deveu por falta de pagamento por parte do Banco Central zimbabweano que tem o monopólio do comércio de ouro.

Mas conforme anuncia a Câmara de Minas, não será só a Metallon Gold que estará com problemas financeiros dado que, segundo aquela entidade, o Banco Central deve no total US$ 30 milhões de dólares aos produtores de ouro, desde finais de 2007.

E enquanto Mugabe brinca com a política e com os zimbabueanos o País vai de penúria em penúria...

11 julho 2008

Nova capital para Angola? um assunto que volta...

Via e-mail recebi a mensagem que a seguir se reproduz.
Já a tinha recebido há uns dias. Mas perguntas que tenho recebido via e-mail complementadas por um comentário colocado num dos últimos apontamentos levaram-me a vir aqui.
Depois da capital proposta pelo arquitecto angolano Troufa Real, em 2003/2004, a
Nova Luanda ou Angólia, ao sul da actual capital, volta ao “barulho” a capital solicitada(?!) a Óscar Niemeyer.
A esperança é que não seja mais que um fait diver em tempo de pré-campanha eleitoral até porque de acordo com uma
entrevista do ministro do Urbanismo e Ambiente, Diekumpuna Sita Nsadisi José ( Sita José), em Janeiro de 2008, esta situação ainda não estará nos planos do Governo (ou será por isso que o ministro Rabelais não quer conversas na imprensa sobre as obras governamentais?!).
Por outro lado, também não concordo com algumas comparações aqui deixadas, mas respeito o conteúdo do e-mail...

"Dos novos-ricos não reza a história. Só pelos maus motivos.
O poder do dinheiro leva-os a manifestar a sua pequenez através de decisões folclóricas.
Com níveis de pobreza assustadores, Angola quer construir uma nova capital, a norte de Luanda.
O arquitecto
Óscar Niemeyer já foi contactado por Eduardo dos Santos para tal efeito.
Ao que parece, Brasília é o máximo para a nomenclatura angolana.
E como o dinheiro não falta, paga-se o que for preciso. Niemeyer vai se fazer pagar bem. É o único arquitecto centenário de renome mundial.
Com a nova capital pretende-se um 'começar de novo'.
Para quem?
A resposta oficial é fácil de adivinhar: para os angolanos.
Mas as barracas e os pobres não entram. Os membros da burguesia burocrática, corrupta e completamente improdutiva, serão os novos habitantes da nova metrópole. Juntamente com os estrangeiros, que sempre dão um ar cosmopolita. E as sedes de empresas multinacionais. De petróleo e diamantes.
De repente veio-me à memória Houphouët-Boigny. Construiu uma réplica da Basílica de S. Pedro em Yamoussoukro, a capital da Costa do Marfim, um país maioritariamente muçulmano.
E Jean-Bédel Bokassa, o imperador canibal do “Império” Centro-Africano. Mandava fazer tronos em ouro maciço para se sentar.
O que há de comum em todos eles?
A pobreza extrema em que vive o seu povo. Os sonhos megalómanos dos dirigentes são concretizados à custa de milhões de pessoas que lutam diariamente pela sobrevivência.
A riqueza de um país não pertence aos seus governantes nem à burguesia nacional. É um bem público, que deve ser administrado para o bem de todos.
Num país onde nem sequer há um presidente eleito nem uma democracia consequente, é fácil adivinhar o rumo que tudo isto vai tomar.
Os palácios na Europa, os aviões privados e os milhões de dólares em bancos estrangeiros já são uma realidade há muito tempo.
Agora só falta a cidade e o trono, para o show off.
A História anda aos círculos e as vítimas são sempre as mesmas.
Haja decoro.
"

07 julho 2008

Se não há dinheiro como há quintas?

Alguém explica como é que um general, que deve ganhar menos, muito menos, que o Presidente da República – até ganha mal, muito mal, para os valores do Ocidente –, apesar de ser o chefe da inteligência angolana, consegue ter dinheiro para comprar uma quinta em Portugal?

Está tudo explicado na edição impressa do matutino português Público de hoje, secção de Economia, página 37; preços, hectares, quem era o anterior dono e, quem é o novo…

E porque não utilizou esses valores – e como os obteve? – para criar uma fazenda similar em Angola? Se é para exportação sempre seriam divisas externas que entrariam no País e o nome de Angola que estaria nas bocas do Mundo pelas boas razões…

É por estas e por outras que Angola tem de mudar se não quiser que se continue a ouvir declarações como a de Bob Geldof!

24 junho 2008

Cabo Verde na OMC

Depois de ter sido foi aprovada a sua admissão pelo Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), a 18 de Dezembro do ano passado, em Genebra, e de a ter ratificado há dois dias, Cabo Verde tornar-se-á, a partir de 23 de Julho próximo, no 153º membro da Organização.
A entrada de Cabo Verde na OMC conclui um conjunto de opções estratégicas e económicas iniciadas com o Acordo cambial com Portugal, a aproximação político-militar à NATO, o Acordo de Parceria Especial com a União Europeia e sustenta a entrada no Grupo de Países de Rendimento Médio, bem assim, proporciona à Macarronésia uma maior leque de relações comerciais, colocando o País como um dos principais postos de entrada e saída nas relações entre a União Europeia e África e uma plataforma entre esta e o continente americano.

26 maio 2008

Senhor Ministro, não vale chamar estúpidos aos contribuintes de Portugal

(Gráfico com base nos números recolhidos aqui)

O ministro da economia de Portugal, Manuel Pinho de seu nome, – quem fala como ele falou não merece maiúsculas no título governativo – chamou, sem dizer a palavra, "estúpidos" aos contribuintes do País que lhe pagam o seu principesco ordenado; será sempre muito maior que a média daquilo que os trabalhadores em Portugal recebem!
Chamou estúpidos quando afirmou que os combustíveis em Portugal não são dos mais caros da Europa, dizendo que os preços em Portugal, segundo o ministro – quem fala como ele falou não merece maiúsculas –, “são idênticos à média da União Europeia e até mais baixos do que na Holanda, Bélgica, Alemanha e Reino Unido”.
Sê-lo-ão por certo.
Mas o que o senhor ministro – quem fala como ele falou não merece maiúsculas – não disse, e os jornalistas parecem ter pudor em lho lembrar ao entrevistá-lo, é que a média de vencimentos em Portugal anda pelos cerca de 960 euros e na Alemanha bem acima dos 2700 euros. Ou seja, muito próximo do triplo!
E os preços dos combustíveis, conforme o gráfico acima, não ultrapassam os… 0,6 cêntimos!!