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17 janeiro 2012

O fim do fim do “European Welfare” em Portugal?

(retirado da internet)

Parece que Portugal, e de certa forma pelo que se vai vendo, a Europa, entrou no fim do chamado "european welfare" e no início final da colonização do "american dream"?!

E cantando, cantando... levados, levados.., lá vamos indo ao sabor de mentalidades despudoradas onde os interesses (con)geniais se sobrepõem aos interesses do colectivo...

O Ministro português da Economia e de outros vários ministérios, Álvaro de Santos Pereira, até entrar no Governo de Passos Coelho (PSD/CDS) era professor universitário no Canadá, acordou com uma das duas centrais sindicais portuguesas (com a UGT que a CGTP deu de frosques, como é seu usual, em vez de clamar no lugar próprio…) e com o patronato novas formas de, segundo a sua perspectiva, permitirão incentivar a competitividade da economia portuguesa.

São vários os pontos negociados que podem ser vistos aqui.

Interessantes, nomeadamente, o facto de haver um incentivo a horas extras – quando seria expectável o contrário para obrigar o patronato a ajudar a diminuir o desemprego – tornando-as mais baratas, ou esquecer-se da promessa de contemplar os “recibos verdes” com o direito ao fundo de desemprego – principalmente porque estes pagam impostos como todos os outros excepto o patronato que não precisa de o fazer.

Ou seja, e como o senhor Álvaro afirma – e nisso tem sido coadjuvado por outros seus companheiros – o Governo português foi para além da troika!

05 fevereiro 2009

Haverá realmente interesse na Média em Portugal?

(daqui)

"Enquanto alguns países penam por ter mais e melhor Comunicação Social, ou seja, deixarem de ter só um jornal – e, em regra, dominado pelo poder instituído –, há outros que, embora não estejam nas mãos do poder (governativo ou legislativo), acabam, na prática, subordinados a este através das concentrações que foi, ou vai, permitindo sem se preocupar com as consequências que daí se adivinhem.

Há já uns anos que isso acontece em Portugal e, sublinhe-se, sem que o Poder tenha qualquer cor política definida. Bem pelo contrário. Para Poder novo há sempre um Sistema velho e habitual. Mútua subserviência para defesas comuns.

Recordo-me que, durante alguns anos o principal matutino de referência sedeado em Lisboa, mesmo após a privatização era reconhecido como o órgão oficioso do Governo (fosse ele qual fosse a cor política).

Depois foi, juntamente com outros, integrados num Grupo económico que, segundo parece – só assim se explica a tentativa de despedimento colectivo de 122 dos seus actuais jornalistas e funcionários –, não deverá gozar de muita saúde financeira.

A crise económica e financeira portuguesa (perdão mundial, porque em Portugal o Governo conseguiu colmatá-la; se não for verdade que justifiquem as palavras do seu primeiro) começa a justificar actos de gestão, pouco qualificáveis e injustificáveis perante situações que a montante (e recentes) mostravam uma pujança no Grupo e agora acaba com secções para criar dependências perante terceiros (não me parece que os jornais em questão deixem de noticiar eventos mundiais/internacionais; ora se não têm a respectiva secção terão de comprar as notícias às agências e pelas amostras que vou lendo algumas parecem mais fornecedoras de anedotas que notícias). (...)" (continue a ler aqui ou aqui)
Publicado no semanário regional , edição 978, de 5/Fev./2009

29 janeiro 2009

Desculpem o cinismo, mas…

(imagem daqui)

O problema de cada um, e então se o mesmo se chamar desemprego, acaba, por vezes, por se tornar num problema global já que afecta a família e as entidades que o rodeiam, por dificuldades em cumprir com as suas obrigações financeiras.

Todavia, e desculpem-me o cinismo, o que é um pequeno problema que constitui o desemprego de 123 funcionários da Controlinveste (
JN, DN, 24H, TSF, O Jogo, etc.) – e só afecta uma ínfima parte da comunidade portuguesa como claramente se explica pelos comentários daqueles que a representam, ou seja, dos deputados – quando a Comunidade Internacional, através da Organização Internacional do Trabalho (OIT) descobriu, agora, que 2009 poderá registar a quebra de 51 milhões de postos de trabalho, ou seja, 6,1% a 7,1% de desempregados em todo o Mundo.

Se cada posto representar a cabeça de uma família, dita normal, ou seja com 4 pessoas no seu agregado, quer isto dizer que, no final de 2009, haverão 204 milhões de pessoas com dificuldades em se alimentar e (sobre)viver.

Mas se nos recordarmos que desses 51 milhões cerca de metade estarão na África subsariana e que o agregado familiar dos africanos é superior a 4 pessoas, então iremos verificar que, na realidade, as pessoas afectadas serão muito acima dos 204 milhões de vítimas desta actual e decadente Globalização.

E a OIT ainda prevê que cerca de 200 milhões passarão a (sobre)viver com vencimentos abaixo dos USD 2,00/dia.

O que é isto comparado com os 123 futuros desempregados da Controlinveste? Pouca coisa, como se depreende pelos comentários daqueles que foram eleitos para defender os interesses da comunidade onde se inserem.

Como diriam os americanos, “just a peanuts” ou, como diríamos nós, um pequenino prato de ginguba!

Desculpem o cinismo e a ironia, mas…

15 janeiro 2009

Quando a sacanice é rainha

Há alturas que, por muito que estejamos atentos, nem sempre conseguimos impedir que as pedras se atravessem mais depressa do que possamos fazer por as desviar.

Aquilo que hoje fizeram a um grande amigo foi isso mesmo. E quando é feito com sacanice, se não for algo mais abjecto, ainda pior.

Tal como as minas, as traiçoeiras minas, sabíamos, há um tempo que alguém andava a espalhar pedras infames nos caminhos de alguns amigos e amigos de amigos.

Só que esperávamos que os nossos mais próximos pudessem passar incólumes ou que alguém as visse primeiro e as desviasse. Infelizmente e lamentavelmente isso não foi possível.

E mais lamentável quando se sabe que as pedras foram colocadas por quem não deveria fazê-lo, salvo se foi política e economicamente imposto para o fazer, porque há quem, nesta altura do campeonato, ainda deseje manter eréctil a sua coluna vertebral e não se dobre às vontades mesquinhas de quem não é, nem nunca foi, um verdadeiro gestor mas antes um indivíduo que sempore soube andarilhar nos corredores do poder.

E pelo que se apercebe estas foram as primeiras grandes pedras que irão aparecer no caminho de muitos até desfazerem o pouco de bons que ainda havia (Há!).

Meu caro companheiro, meu caro amigo, não há pedra alguma que nos persista no chão. Sei que tens força de leão, argúcia de uma águia e vontade de dragão. Por isso sei que em breve, muito em breve, estarás aí em força a caminhar como sempre o fizeste.

Força amigo!

30 abril 2008

Caso(?) Meyong, vamos lá então supor…

(Temos de “morrer” no mesmo emprego?; foto com base em arquivo Público/Pedro Cunha)

Vamos supor que sou um indivíduo trabalhador numa empresa, pode ser portuguesa, por exemplo, um engenheiro civil – nada tem a ver com a licenciatura do primeiro-ministro português –, cuja empresa onde trabalha está inscrita numa Federação Nacional que, por sua vez, pertence a um Organismo internacional europeu que coordena as actividades das empresas de construção civil.
Ou vamos supor que sou um bancário e que estou sujeito às mesmas considerações.
Agora vamos supor que depois de passar por várias empresas que não satisfizeram as minhas ambições profissionais, e seguindo a máxima norte-americana que um bom profissional não estabiliza numa empresa sob pena de ser considerado “acomodado”, decido procurar trabalho – e consigo-o – numa empresa europeia onde essa minha ambição se pode fazer valer e consigo, simultaneamente, uma mais-valia profissional.
Suponhamos, agora, que o Organismo que superintende o tipo de actividade da empresa para onde desejo ir impedia esta de me contratar e, subsequentemente, impedia-me de me valorizar, coarctando o meu direito ao livre emprego defendido na União Europeia (EU).
Qual seria a reacção da União Europeia e dos Tribunais nacionais e do Tribunal Europeus dos Direitos Humanos, porque seria um Direito que estava a ser restringido?
Por certo que esta situação não se poria e caso se viesse a pôr quer o Pais que permitisse essa restrição quer as empresas e federações que o apoiassem seriam severamente punidas.
Então, e ainda na linha das suposições, dado que esse impedimento não é permitido na União Europeia – e provavelmente em nenhuma outra parte do Mundo – porque entrevaria o livre emprego e a livre circulação de pessoa e bens, no caso da UE pergunta-se como um jogador profissional, cuja profissão é essa mesma, logo subordinado à Justiça laboral pode ver a sua livre actividade cerceada por um qualquer Organismo, no caso a UEFA/FIFA, de não poder praticar a sua actividade em mais de duas empresa consecutivas num ano laboral?
Vamos supor que o profissional em questão, porque, embora do futebol, de um profissional se trata, não era um africano, camaronês, mas um europeu…
Continuaria, ou não valer a lei Europeia da UE de livre circulação de pessoas, bens e emprego?
Parece-me que a cobardia dos Estados perante a hipóteses de não verem as suas selecções brilharem em jogos Europeus e Mundiais é mais forte que a lei Local e, no caso, a lei Europeia de livre emprego!
Até quando os Estados vão permitir que um qualquer Organismo privado e sedeado fora dos seus Países e, ou, da zona UE possa continuar a mandar nas leis locais, no caso, em apreço, nas leis laborais?
Acho que baste de hipocrisia e assumam, de vez, a Vossa Cobardia!