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10 setembro 2012

Kosovo, e depois o que segue?


A partir de hoje o Kosovo pode gerir a sua independência de per si e sem a tutela das autoridades coligadas ONU-EU-NATO.

Com esta efectiva independência – o pequeno território da Sérvia, de 10.908 km2, viu a comunidade internacional aceitar a sua auto-declarada independência em 17/Fev./2008 – o Kosovo, a partir de hoje, pode – tem   oportunidade de manifestar capacidade e direito a fazer aquilo que os albaneses e os kosovares sempre desejaram: pedir a integração na Albânia e recriar a Grande Albânia.

Uma vez mais a absurda política anglo-americana de dividir para melhor viverem vai dar os frutos habituais: insucesso e barracada...

Os sérvios, uma minoria cristã de cerca de 8% não aceitam a sua desintegração da sua terra-mãe, a Grande Sérvia, onde sempre pertenceu o Kosovo até ser “inundado” por albaneses ao longo dos anos, vão continuar a questionar a presença albanesa islâmica.

Talvez que a comunidade internacional fique satisfeita com a integração na Albânia e mostre que tudo o que se passar na península helénica nada lhe preocupa e, em definitivo, a OTAN/NATO fique com um forte Estado-membro na área: a Turquia; e com ela o renascer do grande Império Otomano…

08 julho 2011

Sudão do Sul, o 53º Estado africano

Às 0 horas locais, 22 horas de Angola, de 9 de Julho, nasce a 193ª nação mundial e 53ª a nível africano – embora a União Africana também reconheça a Rep, Saauri Democrática, pelo que alguns falam em 54ª –, denominada República Sul-Sudão ou Sudão do Sul ou Sudão Meridional (Janūb as-Sūdān, em árabe), com capital, e principal cidade, em Juba.

O novo País resulta do Tratado de Naivasha (Comprehensive Peace Agreement), de 9 de Janeiro de 2005, e do referendo de 9 e 15 de Janeiro do corrente ano, quando cerca de 98,8% dos eleitores recenseados votaram a favor da secessão da parte norte do Sudão, ocorridos após a 21 anos de guerra civil entre o norte, islamita, e o sul, cristão e animista.

Um conflito, que causou mais de 2 milhões de mortos e começado em 1983 quando o Governo de Cartum impôs a sharia (a lei islâmica) em todo o país.De notar que o Sudão, já reconheceu, ainda antes da independência oficial, o novo Estado, sublinhando, e isso é importante devido à questão do rico enclave de Abyei, pelas fronteiras de 1 de Janeiro de 1956”.

Mas não é só na região de Abyei – onde se encontram a maioria dos 75% das reservas de petróleo de todo o Sudão – que se registam as maiores preocupações internacionais com a estabilidade do novo Estado. Também na de Kordofán do Sul, situada a norte daquela e onde se encontram as restantes reservas sudanesas, ocorrem distúrbios que os dois Estados terão de resolver com vista a evitar possíveis conflitos fronteiriços que colocarão em causa a estabilidade – pouca, reconheça-se – tanto da região como do próprio continente e com naturais reflexos, em outros países onde questões de secessão se colocam com singular acuidade e, por vezes, bem sanguífero.

E não precisamos de ir muito longe…

Mas são grandes os desafios com que irá defrontar o novo País. Desde logo a enorme pobreza – apesar do seu potencial energético e de que a China é o principal cliente – mas também a demarcação final das fronteiras, o desenvolvimento de uma constituição, a gestão dos recursos naturais, a partilha da dívida e as receitas do petróleo, bem assim o estabelecimento de serviços básicos fundamentais, como são a saúde, a educação, ou desnutrição por que passa a maioria das populações daquela região incluen-se a Etiópia, a Somália e o norte do Quénia).

A comunidade internacional que tanto lutou para que o Sudão se dividisse tem aqui uma palavra importante a dizer.

Alguns dados do novo País:

Capital: Juba;
Área: 619 745 km²;
População: cerca de 8,3 milhões;
Línguas oficiais: árabe, inglês e alguns idiomas locais, como por exemplo dinka, nuer, zande, bari ou o shilluk;
Presidente: Salva Kiir Mayardit;
PIB: cerca de 5% (2010 estimado)

NOTA: Quando escrevi este apontamento tinha a sensação que seriam 53 os países africanos já existentes. Porque, como qualquer ser humano também tenho lapsos, ou esquecimentos, quis confirmar essa ideia e acedi ao portal da União Africana e contava-se lá 54 Estados, incluindo a República Saauri Democrática. Pois esqueci-me de um facto importante: o Reino de Marrocos não está na União Africana, tendo saído da antiga OUA precisamente porque esta aceitou a integração dos secessionistas saauris na organização.

Assim, rectifico e a República do Sul-Sudão é, efectivamente, o 54º Estado africano oficial!

18 abril 2010

Já começa a não haver pachorra…

Por vezes a melhor solução é falar na altura ou calarmo-nos para sempre e evitar que nos comecem a tomar por tolos ou por pessoas a quem a idade já começa a ser um caso sério e por isso “incomoda”.


E quando a personalidade foi uma das que mais pautou pelas independências das colónias portuguesas, mais estranho se torna que 35 anos depois fale como eventualmente terá falado num colóquio no ISCTE.


Concordo quando afirma que está a um mesmo nível que a Madeira e as Canárias. Só com uma particularidade. É que estes dois arquipélagos estão muito mais perto de África, que Cabo Verde – este numa encruzilhada entre a Europa e as Américas –, pelo que não deixam de ser possessões coloniais europeias em África.


Haverá quem me irá acusar de estar próximo das ideias de Kadafi mas quem se dignar a olhar para o mapa continental africano verificará que estou correcto!