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20 julho 2012

O eterno apoio dos autocratas aos seus congéneres…


A Síria está a ferro e fogo pelo controlo do país entre aqueles que se arrogam da defesa da Liberdade do país e o já decano presidente Bashar al-Assad alojado no seu bunker de Damasco.

Várias têm sido as tentativas para colocar os dois opositores numa mesa de negociações viável e credível através quer dos países árabes quer, e principalmente, da ONU.

Pois se várias têm sido as tentativas vários foram os vetos “oferecidos” por dois países que, tal como al-Assad são geridos por autocratas que quase se eternizam, sob capas de projectos democráticos, no Poder.

E a desculpa, em parte derivada do fracasso da Líbia, é que qualquer eventual resolução aprovada abriria o caminho a intervenção armada de terceiros na Síria.

E há dois países a quem o caso da Líbia ainda mantém a ferida muito viva, embora, como adiante refiro, este não seja o único interesse.

São os casos da Rússia e da China a que não faltam outros apoios em sectores muito próximos dos sírios, embora, estranhamente ou talvez não, politica e religiosamente incompatíveis aos sino-russos.

Recordava, por exemplo, do Irão…

Ou seja, três autocracias evidentes que têm por hábito apoiarem e suportarem, às vezes até à exaustão política, social e económica, os seus comparsas autocratas em todo o Mundo.

Bom, mas diga-se que, no que toca a apoios estranhos, estes três coadjuvantes no estão sozinhos. Alguns de muitos países do chamado Mundo Livre também gostam, enquanto o petróleo e os minérios especiais lhes caem livremente nas suas economias, apoiar alguns certos autocratas instalados há decénios no Poder…

27 janeiro 2012

A contínua bajulação...

Por vezes há países e/ou regiões político-económicas que gostam de ser o capacho ou fazer o jogo sujo de terceiros. E fazem-no ma melhor das suas aptidões como se fosse a coisa mais natural porque foi isso que o(s) seu(s) parceiro(s) assim o desejou mas que, por razões de momento, não poderão, segundo assim o pensam, fazer.

Vem isto ao caso da recente iniciativa Ocidental de penalizar o Irão por causa das denúncias da a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) – cujo principal patrão, é os EUA – suspeitar que o actual programa nuclear do Irão tem fins militares.

Perante estas eventuais pertinentes delações, a União Europeia, perdão, os líderes diplomáticos da União Europeia, decidiram fechar hoje a pasta que pondera impor ao Irão um embargo ao consumo (leia-se, importação) do seu crude.

Mesmo que, contingentemente, o Irão decida, arbitrariamente e ao arrepio das normas internacionais, fechar à navegação o estreito de Ormuz por onde passa mais de 60% do petróleo consumido a nível mundial, provocando com isso não só a ira dos Ocidentais e, em certa medida, também dos chineses (pouco), como, ainda mais grave, considerar como sua uma parcela que pertence a Oman.

E tudo isto baseado no facto do Ocidente, no alto da sua preventiva sobrevivência, temer que a campanha iraniana pelo enriquecimento do urânio, lhe possa permitir usufruir de condições para criar uma arma nuclear.

Não se contesta este receio até porque os iranianos já dispõem, segundo eles próprios e alguns dos seus aliados, de mísseis balísticos com capacidade para chegar a algumas das principais cidades europeias.

Sublinhe-se, unicamente, às cidades europeias e, por exclusão de partes já que são os seus recentes ancestrais inimigos religiosos – e só por isso e nada mais – os israelitas (leia-se, judeus).

Ora, se só chegam à Europa (e mesmo nesta nem em todas) – e aqui incluo, naturalmente, algumas regiões russas, mesmo que asiáticas, – e aos seus oficiosos inimigos árabes, os ditos moderados, – o grande dificuldade e óbice do Irão é não poder ser considerado árabe – e não chegam aos EUA, o seu “enorme” inimigo, a par de Israel, porque é que a União Europeia avança com as citadas sanções?

Vontade de ser vítima ou justificar a queda da sua unidade monetária, o Euro, ou dos seus eternos problemas político-económicos?

Ou seja, parece que a União Europeia continua a ser a lança de ataque de terceiros – recordam-se da Líbia? – e, neste caso, o seguidor das necessidades políticas e militares dos EUA (esta não é uma época privilegiada para iniciativas polítco-militares que ponham em causa as eleições presidenciais) e dos outros.

Ou será que os “simpáticos” ministros da relações exteriores eurocratas estão a ser os executantes – só para não chamar de contínuos, porque poderia insultar esta respeitável classe laboral, – das vontades dos euro-nórdicos (Noruega e Reino Unido/Inglaterra) bem assim, dos os russos, por acaso os principais – únicos, ainda – produtores de crude na Europa.

Ou seja, a UE vai continuar a meter a cabeça na trampa (na tuge) e os outros é que ganham dinheiro e sossego.

E, depois, ainda vem a União Africana parecer querer seguir as pisadas dos eurocratas quando deseja criar mais uma casa a partir do telhado: a livre circulação de capitais, bens e serviços a partir de 2017 sem ter criado condições para a integração plena dos países-membros...

Tenham dó!

Publicado no semanário Novo Jornal, edição aniversariante 210 (4º ano), 27/Jan./2012, pág 21.

23 janeiro 2012

O contínuo dos outros…

(míssil balístico iraniano Shahab3)

A União Europeia, perdão, os líderes diplomáticos da União Europeia vão fechar hoje a pasta que pondera impor ao Irão um embargo ao consumo (leia-se, importação) do seu crude.

Tudo porque o Ocidente, no alto da sua preventiva sobrevivência teme que a campanha iraniana pelo enriquecimento do urânio, lhe possa permitir usufruir de condições para criar uma arma nuclear.

E isto tudo porque a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) – cujo principal patrão, é os EUA – suspeita que o programa nuclear do Irão tem fins militares. e é uma suspeita credível, porque...

Não se contesta este receio até porque os iranianos já dispõem, segundo eles e alguns dos seus aliados, de mísseis balísticos com capacidade para chegar a algumas das principais cidades europeias.

E, unicamente, cidades europeias e, por exclusão de partes e porque são os seus inimigos religiosos – e só por isso e nada mais – os israelitas/judeus.

Ora, se só chegam à Europa (e mesmo nesta nem em todas) – e aqui incluo, naturalmente, algumas regiões russas, mesmo que asiáticas – e aos seus oficiosos inimigos árabes – o grande problema do Irão é não poder ser árabe – e não chegam aos EUA o seu “enorme” inimigo, a par de Israel, porque é que a União Europeia avança com as citadas sanções?

Vontade de ser vítima e justificar a queda do Euro?

Ou seja, parece que a União Europeia continua a ser a lança de ataque de terceiros e, neste caso, o contínuo dos EUA e dos outros.

Ou será que os “simpáticos” ministros da relações exteriores eurocratas estão a ser os executantes das vontades dos euro-nórdicos (Noruega e Reino Unido/Inglaterra) bem assim, dos os russos, os principais produtores de crude na Europa.

Ou seja, a UE vai meter a cabeça na trampa e os outros é que ganham dinheiro.

E, depois, a União Africana ainda parece querer seguir as pisadas dos eurocratas quando deseja criar mais uma casa a partir do telhado: a livre circulação de capitais, bens e serviços a partir de 2017 sem ter criado condições para a integração plena dos países-membros...

Este apontamento foi citado e transcrito no portal do Jornal Pravda, em 24/Jan./2012 (http://port.pravda.ru/news/mundo/24-01-2012/32816-continuo_ue-0/) e no Zwela Angola (http://www.zwelangola.com/index-lr.php?id=8170)

12 julho 2008

Irão e Zimbabué ajudam a esfriar as relações russo-norte-americanas

(imagem daqui)

Já não bastava a tentativa – ainda nunca bem esclarecida quanto à sua suposta eficácia – dos EUA em colocarem um pretenso escudo anti-missil na Europa do Leste com a desculpa de evitar um possível ataque de potências terroristas à Europa (cada vez sei menos o que os EUA consideram terroristas depois do exemplo recente em que só passados cerca de 10 anos depois de sair da presidência da África do Sul e de o terem várias vezes recebido como herói é que o Departamento de Estado o retirou da lista dos terroristas; falo de Nelson Mandela, ou a leveza com que aceitaram a destruição de uma chaminé de um eventual silo nuclear da Coreia do Norte).

Agora vêm os ensaios do Irão a querer provar a tese russa que o Escudo na Polónia e na república Checa serão capazes de serem, rapidamente, obsoletos porque os mísseis iranianos Shahab-3, de base norte-coreana, com alcance de 2000 km “poderão facilmente atingir Israel e vários aliados de Washington na região, mas nunca se aproximariam de um ponto que motivasse a acção de estrutura defensiva que deverá estar operacional até 2012 na Polónia (dez interceptores) e na República Checa (vários radares)” conforme recordou Sergei Lavrov, o MNE russo!

E, como recorda o jornalista Orlando Castro, num artigo do matutino português Jornal de Notícias, esta pretensa crise irano-israelo-norte-americana provocou um novo descalabro nos preços do crude com o petróleo Brent, referencial na Europa para os preços de barris a registar “ontem um novo recorde ao ultrapassar pela primeira vez a barreira dos 147 dólares na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres, onde chegou a ser negociado a 147,50”.

E para que os norte-americanos continuem a perceber que os russos estão mesmo pouco satisfeitos com eles, relembre-se a sua tomada de posição, já várias vezes dada como certa, na proposta de Resolução contra o Zimbabué, Mugabe e seus amigos de peito, ou seja, os russos vetaram!

23 dezembro 2006

Sanções contra o Irão

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adoptou, por unanimidade e numa das últimas sessões de 2006, uma resolução (Res. 1737) que impõe sanções ao Irão nos domínios nuclear e balístico, pela recusa deste país em suspender o seu programa nuclear
A resolução obriga a que todos os Estados “impeçam a entrega, a venda ou a transferência directa ou indirectas ao Irão de todo o material, equipamento, bem ou tecnologia que possa contribuir” para o “enriquecimento de urânio e o reprocessamento de material, projectos ligados aos reactores de água pesada e desenvolvimento dos vectores de lançamento de armas nucleares”.
Sendo a Europa um continente demasiado dependente do petróleo e gás natural, será que ponderou sensatamente todos os prós e contras quanto a esta resolução? Ou estão os europeus dispostos a ficarem dependentes dos pipelines russos que, periodicamente, são sujeitos a “contratempos” não-naturais?
Caberá aos países africanos, nomeadamente Angola, Argélia, Moçambique e Nigéria, tirarem a ilações económicas que considerarem mais oportunas…

10 outubro 2006

Duas crianças traquinas a brincar com o fogo

Pois é o que parecem ser o Irão e a Coreia do Norte com a sua campanha "Nuclear sim" e venha ele.
Irão mantém-se irredutível em não parar o desenvolvimento do seu programa nuclear com a União Europeia e os EUA a lamentarem essa irredutibilidade e a exigirem tomada de medidas severas que façam estancar a traquinice iraniana.
Já a Coreia do Norte apresenta brinquedos mais desenvolvidos e prontos a serem servidos(?) pelo seus meninos.
Segundo parece, entre domingo e segunda terão feito deflagrar um engenho nuclear com cerca de uma megatonelada facto sentido pelos sismógrafos da Noruega e prontamente criticado pelos seus vizinhos japoneses e sul-coreanos e pela generalidade da imprensa asiática.
Mas será que qualquer uma destas traquinas crianças obteve os seus brinquedos livremente e sem apoios?
Claro que não!!
Se o Irão tem condições financeiras para comprar e desenvolver o seu programa nuclear, já a Coreia do Norte, endemicamente paupérrima, não o teria conseguido sem ajuda apesar de, neste última brincadeira parecer criticá-los.
E quem os tem ajudado?
Muito simples.
Quem forneceu material base para o programa iraniano. Não foram os russos, os chineses e, paradoxal ou talvez não, os franceses e, segundo consta em certos "mentideros", também uns certos inimigos mortais relativamente próximos?
E quem está mais próximo dos norte-coreanos e os ajuda quer a nível militar, como político e económico? não é a República Popular da China?
Ora como já há tempos aqui escrevi é mais fácil criticar um pária (Coreia do Norte) e este proceder a testes nucleares sem que seja penalizado - mais do que já o é - do que a China. Esta teria tudo a perder caso levasse a efeito testes nucleares... eles ainda precisam da OMC (a do comércio....).
Por isso será conveniente que o Mundo pense bem antes de criticar seja quem for, principalmente se, bem mais perto da Europa, dois colossos continuam a traquinar com o nuclear: Índia e Paquistão; e nada lhes acontece.
Ou seja, neste infantário que é o Mundo nuclear, temos duas crianças traquinas a brincarem com um fogo nada fátuo.

21 junho 2006

Angola 1 - Irão 1

(foto via TV através da maquineta cá de moi)
.
Angola diz adeus ao Mundial de Futebol FIFA 2006 marcando o seu primeiro golo (Flávio entra na história do futebol nacional como o primeiro angolano a marcar num Mundial) e João Ricardo sai como dos guarda-redes menos batidos (só dois golos e, à sua frente, com uma defesa de recurso)
Só não entendo porque é que Angola necessitando de marcar mais de 2 golos, o Prof. Oliveira Gonçalves não foi mais audaz!!!! Será que não acreditava que Portugal pudesse marcar golos, ou que o México não perdesse?
Agora não interessa.
Angola cumpriu e não foi a “avezinha” que os nigerianos disseram que seria…
Angola foi:


"Hoje Angola és tu,
sou eu, somos nós.
Hoje Angola é fé,
querer e vencer.
Hoje ser angolano é ser o melhor!
Força Angola
!"
(recebido via Orlando Castro)

OBRIGADO
…e até ao CAN2008 havendo, ainda o Castle Cup pelo meio.

Boa sorte Photobucket - Video and Image Hosting!!

15 maio 2005

810 candidaturas à presidência

A isto se chama uma verdadeira e clara apetência chamativa para o poder.
No Irão estão inscritos 810 candidatos, 62 dos quais mulheres, para as nonas eleições presidenciais iranianas, que se realizam a 17 de Junho.
Entre os candidatos estão o antigo presidente, e representante da ala mais conservadora dos imãs, Hachemi Rafsanjani, - já o foi por duas vezes, entre 1989 e 1997 -; o presidente da Câmara de Teerão, Mahmoud Ahmadineyaf, o reformista Ibrahim Yazdi, do Movimento pelas Liberdades, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros nos primórdios da Revolução Islâmica, o ex-presidente do Parlamento, Mehdi Karrubi, igualmente um reformista, Nasser Hejazi, um treinador e ex-guarda-redes de futebol, e o ex-chefe da polícia Baqer Qalibaf.
Mas há também Azzam Taleghani, filha do falecido Ayatollah Taleghani, que afirmou ser seu objectivo da principal desafiar o Conselho dos Guardiães.
Pois este é um dos grandes, senão o maior, dos problemas dos membros do Conselho de Guardiães que vão analisar e autorizar as candidaturas definitivas, saber se aceitam, ou não, as candidaturas femininas.
De acordo com a Constituição iraniana a presidência da República Islâmica cabe aos riyal, uma palavra árabe que significa “homens”; só que, no Irão, onde se fala o farsi, também pode ser interpretado e traduzido por “pessoas”.
Mas como o Irão é um dos pilares do Mal, provavelmente dos 810 chegarão à final aí uns… 10 ou 12 candidatos e todos professando a religião oficial do país (Islamismo de rito xiita), ter fé nos princípios da República Islâmica do Irão e gozar de bons antecedentes; ou seja um magnífico Ayatollah.