Mostrar mensagens com a etiqueta Mugabe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mugabe. Mostrar todas as mensagens

14 junho 2008

Se Mugabe disse, está falado.

(Até quando, por causa de personalidades como esta, África vai continuar a ter vergonha de se olhar ao espelho?)

Com o senhor Robert Mugabe, e enquanto for vivo, não haverá Governo formado pela oposição vencedora!
O senhor Mugabe disse, está dito e afirmado.
Por isso não se surpreende que, num só dia, o seu adversário tenha sido detido 2 (duas) vezes ou que a esposa de um líder oposicionista do distrito de Mhondoro seja queimada viva na última sexta-feira pela milícia do senhor Mugabe e a SADC se limite a afirmar que deverá ter 400 observadores no acto eleitoral, num típico assobiar para o lado!
Como, se tudo decorrer normalmente, o senhor Mugabe deverá perder a 2º volta das eleições presidenciais e ele diz que enquanto for vivo não haverá Governo formado pela oposição vencedora, somos levados a crer que as eleições já estão inquinadas desde o início e nada está a ser feito, nomeadamente por aqueles que melhor estariam posicionados para o demover de tais atoardas.
Em Angola, o partido irmão está preocupado – e está mesmo – com as eleições e esperando que o efeito Zimbabué não se torne um dominó (tal como no Zimbabué a senhora Mugabe vai ter de explicar muito bem porque utilizou cerca de 50 mil euros em gastos supérfluos em Roma enquanto se discutia, na FAO, a fome e a pobreza mundial a que os zimbabueanos não são peça fora do xadrez, em Angola haverá também alguns quantos que vão ter de explicar, e muito bem, por andam certos fundos…)
Já na África do Sul, a crise xenófoba tem provocado fortes dores de cabeça aos seus líderes. Parece que há males que vêm por bem, que o digam os autocratas zimbabueanos que com a crise sul-africana percebem que estes já não os aborrecem; se acreditasse em teorias de conspiração até acreditaria que por detrás da crise, que começou, precisamente, com zimbabueanos estaria o poder autocrático zimbabueano…
Enquanto estas duas potências olham, e mal, para os seus umbigos, o senhor Mugabe vai proferindo ameaças como a não admissão de um Governo formado pela oposição vencedora ou verbera os líderes africanos que claramente o criticam e com o beneplácito de quem menos se espera!
Até quando?
Ou será que para a Comunidade Internacional tão pronta a mandar prender personalidades, com ou sem razão, africanas por delitos contra a Humanidade é preferível aceitar um autoritário, déspota e corrupto líder continue a pavonear-se em conferências internacionais enquanto a sua digníssima esposa, Graça Mugabe, delapida os fraquíssimos recursos financeiros do País em… compras romanas!

06 junho 2008

Mugabe quer a perpetuação!

(quem ganhará, o nepotismo autocrático ou a democracia)

Depois de ter perdido as eleições legislativas, que a linha mais dura pró-Mugabe quer agora mandar suspender o acto eleitoral e repor o Parlamento, depois de ter protelado a publicação dos resultados das eleições legislativa e presidenciais no que contou com o beneplácito de alguns membros da CNE e de um Tribunal – acabaram até por rever algumas das secções de voto sem conseguirem alterar a vontade do eleitorado – o senhor Mugabe e a seu séquito estão a tudo fazer por protelar a 2ª volta das presidenciais.
Primeiro fizeram que o líder oposicionista se sentisse ameaçado protelando o retorno ao País de onde tinha se ausentado para abordar com os líderes afro-austrais a situação político-eleitoral do Zimbabué.
Depois do regresso de Morgan Tsvangirai sectores policiais próximos do regime deteve-o, por duas vezes quase consecutivas, para interrogatório sob acusação de não estar autorizado a falar em público; logo quando se está em plena campanha para a 2ª volta das presidenciais que o vai opor a Mugabe.
Não satisfeitos, os mesmos sectores deram-se ao luxo de mandar parar veículos diplomáticos e sob a ameaça de perfurarem os pneus e atearem fogo às viaturas conseguiram que os diplomatas, britânicos e norte-americanos, saíssem dos mesmos acabando por serem detidos e interrogados em clara violação à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de Abril de 1961.
Simultaneamente o regime do senhor Mugabe ordenou a suspensão – já se congeminava isto há uns dias – de toda a actividade das ONG’s, nomeadamente aquelas que, solidariamente, mais têm suprido a fome dos zimbabueanos.
Com o regresso forçado de muitos zimbabueanos da África do Sul onde têm sido alvo de inusitado xenofobismo, tal como moçambicanos, malawianos e angolano, o problema da fome vai ser ainda mais exponencial.
Prevêem, talvez, os assessores do senhor Mugabe que a fome e a ameaça de suspender a entrega de alimentos a quem vote no opositor consiga perpetuá-lo no poder.
Uma imagem que se torna perigosa principalmente quando um dos seus mais dilectos assessores vai também ele, em breve, para eleições…

25 maio 2008

Esta é a África que africanos não querem!!

Relembra-se hoje mais um Dia de África!
Mais um Dia que alguns africanos fazem por tornar recordável pelas piores razões!
No Zimbabué o ainda presidente Mugabe “obriga” um avião da Air Zimbabwe a “despachar” os seus passageiros – pagantes – para ir fazer uma viagem até à China. Uns dizem que é uma viagem de negócios, outros que vai lá por razões de saúde. Por mim penso que vai perguntar aos chineses se desejam voluntários – começa a haver demais no Zimbabué por causa daqueles que não votaram nele e dos que, infelizmente, são obrigados a voltar devido ao xenofobismo sul-africano – para recuperar do desastre natural que foi o sismo de Sichuan – passe a ironia, que não têm a culpa e parece ter humanizado a nomenclatura chinesa – e agradecer os utensílios domésticos e de lavoura – armas, munições e diversos do navio An Yue Jiang – que a China parece ter conseguido fazer chegar ao Zimbabué de Mugabe!
No Sudão os interesses imperiais estão cada vez mais acintosos.
Norte-americanos e chineses disputam os terrenos sudaneses mais “fertéis” em petróleo por via de rebeldes do Darfur e tropas de Cartum e
Nem uns, nem outros respeitam ninguém.
Enquanto isso, o povo do Sudão vai vendo grupos armados assaltarem forças de Paz sob o olhar da AMI ou assistem à troca de armas que são vendidas por quem os deveria defender, as tropas da União Africana
Antes havia a disputa ideológico-imperial pelo Mundo entre norte-americanos e soviéticos. Agora vemos que essa disputa se tornou económico-imperial só que agora é entre os norte-americanos – os sobreviventes – e os chineses (na prática, estes sempre foram imperialistas apesar de o negarem em nome e sob a capada dos Não-Alinhados).
Entretanto, na Somália, no Chade, na República Democrática do Congo, na Nigéria, ou na África do Sul…
Ou, ditadores continuam no poder, enquanto outros são presos – e depois de circularem livremente na Europa – mas só quando já lá não estão ou quando os senhores do TPI lhes convém, e continuam ricos, cada vez mais ricos, enquanto a maioria dos seus povos estão pobres, cada vez mais pobres e esfomeados...
Assim não há Dia nem África que aguente!

13 maio 2008

A fórmula mágica para recuperar o País?

Será que Mugabe descobriu a fórmula para recuperar a economia e a vida social do Zimbabué?

Com o acto hoje ocorrido com o embaixador dos EUA, frente a um hospital nos arredores de Harare, parece que o regime de Mugabe quer uma intervenção armada dos norte-americanos e, após ela, obter o direito à recuperação do caos em que o País mergulhou.

Pois se é isso, é melhor que seja já antes do cowboy sair da Pennsylvania Av., porque o(s) futuro(s) inquilino(s) não parece(m) estar para aí virado(s), salvo se o objectivo se chamar Irão…

07 maio 2008

E o navio parece ter zarpado… carregado?

De acordo com duas confederações sindicais angolanas – adiante referenciadas – o navio chinês An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang) terá zarpado de Luanda sem descarregar o armamento que trazia a bordo para o Zimbabué; leia-se, para o senhor Mugabe.
De acordo com as referidas confederações o navio só se limitou a descarregar “apenas materiais de construção destinados a Angola” - aquele que ninguém sabia da sua existência, nem o Governo de Angola ou as autoridades chinesas – não tendo sido feita qualquer tentativa para descarregar armamentos e que a “embarcação deixou o porto após carregar combustível e alimentos”.
Nada seria de espantar se não houvesse, no meio, algumas sérias incongruências a citar:
Primeira, prende-se com um anterior Comunicado da autoridade portuária, que referia que na lista oficial de embarcações à espera de entrar no porto de Luanda, "pelo menos até dia 19 de Maio", não constava o nome do navio chinês, ou com a clara e inequívoca tomada de posição do director do Instituto dos Portos do país, Filomeno Mendonça, ou da de um responsável do MIREX;
Em segundo, a Federação Internacional de Transportes admitir a entrada, em breve, no porto de Luanda mas ter a garantia da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes e Comunicações de Angola (FSTTCA) que teria afirmado a sua indisponibilidade em descarregar qualquer tipo de material militar vindo daquele navio – estranha-se é a circulação de alguns camiões militares no porto há uns dias atrás e não se ver esclarecida a sua circulação;
Terceira, porque, ainda ontem, o barco estava, segundo uma rádio luandense, muito longe de poder aportar e descarregar devido ao elevado tráfico marítimo que, nesta altura do ano, passa pelo porto de Luanda;
Em terceiro, e talvez o mais importante, as duas Confederações Sindicais em causa são, de acordo com um despacho de AP/Lusa, em Joanesburgo, e citada pelo Notícias Lusófonas, a Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC) e… PASME-SE a Federação Internacional Taekwon-Do (ITF). – esta federação de artes marciais é para sindicalizar os possíveis seguranças do porto peritos em… Taekwon-Do?
Se notarmos que o senhor Mugabe acabou por concordar, renitentemente, ir a uma segunda volta das presidenciais no Zimbabué, contrariando números da Oposição que davam a vitória de Tsavangirai logo à primeira, só poderemos inferir uma de duas coisas:
Ou os seus “melhores amigos” e principais “guarda-costas” decidiram apertá-lo com medo de uma possível extensão da crise zimbabueana a outros países da SADC;
Ou então o senhor Mugabe já se sente protegido pelas “três milhões de balas para espingardas automáticas "AK-47" (conhecidas por Kalashnikov), 1.500 morteiros com auto-propulsão (RPG's) e 3.000 granadas de morteiro” transportadas no navio chinês e que, provavelmente poderão ter sido descarregadas ou transbordadas algures entre Durban e Luanda…

24 abril 2008

Navio volta à China; mas ainda está mesmo carregado?

(imagem do navioa via RTP-África)
Segundo uma porta-voz do Ministério da Relações Exteriores da China e citando a companhia do navio An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang), foi ordenado o retorno do cargueiro porta-contentores “e dos bens destinados ao Zimbabué”.
Tudo porque, e lamentam os chineses, a África do Sul, Moçambique e Angola – que parece se esquecer que é actualmente o maior exportador de crude para a China – não compreenderam que o “material” a bordo – leia-se armas e munições para o Zimbabué – eram legais e teriam sido compradas em tempo oportuno.
Só não diz se o mesmo navio regressa com os contentores cheios do tal material ou se o mesmo terá aportado a um qualquer porto intermédio entre a África do Sul e um outro qualquer país ou – lá vem a maldita teoria da conspiração – houve algum transbordo em alto mar do “material” – assumindo o meu desconhecimento da coisa marinha, assumo, sou nesta matéria um perfeito matumbo, pergunto: já repararam que a linha de água do navio está muito acima do mar? – e este irá aportar a um “porto seguro e simpático” que fará chegar incólume o material a Mugabe.
Vamos admitir que realmente todo o “material” está de retorno à China.
E admitimos porque, mesmo com Mugabe e a ZANU-PF a rejubilarem com votos a retornar a eles na recontagem, se estranha que a imprensa próxima de Mugabe esteja a propor uma solução tipo queniana, de unidade nacional depois de, no início, o ter recusado…

20 abril 2008

E as armas e munições para o senhor Mugabe vão para…

Acreditem que me aborrece – ia escrever uma outra palavra mas porque sei que aqui também vão pessoas muito susceptíveis, fico por esta – quando tenho razão ou quando vejo que as coisas estão no caminho que pensei mas que desejava não fossem.
No apontamento sobre os 28 anos do Zimbabué, e na nota complementar aí colocada, deixei a ideia que acreditava que as armas cedidas pela China ao Zimbabué não fossem para Moçambique mas para outro País, até por causa das similitudes que existem entre este País e a China e o regime de Mugabe.
Daquilo que soube, parece que a minha ideia estava correcta dado que Guebuza não foi muito amigo de Mugabe – depois dos primeiros resultados pós-eleições já houveram cerca de 10 mortos e 400 militantes da oposição detidos – e deu-lhe um rotundo NÃO!
Resultado, lá vemos o barquinho “vai-vem” Na Yue Jiang (ou An Yue Jiang, conforme a leitura de cada observador) a se dirigir, segundo parece a alguns observadores, para… Angola.
E esta última “visão” terá sido divulgado pelo portal AllAfrica.com que, há quem o diga e afirme, é uma subsidiária da… ANGOP; logo muito credível!
Como se o Lobito, porque só poderá ser neste porto angolano que atracará com a segurança necessária, não tivesse tanta porcaria com que se preocupar.
Mas, ou será que o navio não vai para Angola como querem fazer crer para desviar atenções e, discretamente e enquanto todos continuam a matutar, aportará ao porto de Walvis Bay, Namíbia.
Não esqueçamos as magníficas estradas que este País tem e, principalmente, não devemos esquecer que a Faixa de Caprivi faz fronteira com o… Zimbabué, conforme imagem ao lado!
Citado e transcrito pelo , na rubrica "Hoje Convidamos..."

09 abril 2008

Tiraram-me os votos fraudulentos? Vão para a prisão

(vão de retro observadores...)
No início do escrutínio os observadores autorizados – a União Africana e a SADC – informaram ter se apercebido da existência fraudulenta de cerca de 8500 “eleitores fantasmas” numa zona onde a sua existência era impossível de acontecer.
Provavelmente os funcionários da ZEC, a Comissão Eleitoral Zimbabueana, decidiram pautar pela honestidade e devem ter “limpo” os votos fantasmas.
Como as últimas tentativas intimidativas praticadas pelo o senhor Mugabe e os seus acólitos, que consistiu em mandarem prender jornalistas estrangeiros, sob a acusação de terem entrado como turistas e estarem a praticar a sua profissão, de emitir uma ordem policial de invasão e destruição de tudo o que estava no quartel-general do MDC e de invadir algumas das poucas fazendas ainda na posse de brancos – os invasores foram escorraçados pelas populações vizinhas das fazendas – decidiram, agora, optar por mandar prender esses eventuais funcionários por terem, e passo a citar de memória, desviado “fraudulentamente” 5000 votos ao candidato Robert Mugabe.
Que despudor! Como tiveram coragem de “roubar” o senhor Mugabe?
Enquanto estas manobras vão acontecendo, a ZEC continua por divulgar os resultados eleitorais das presidenciais o que faz supor, com cada vez maior força, que Mugabe não só terá perdido a maioria como, provavelmente, a cadeira da presidência e logo à primeira volta!
E o que se estranha é a tomada de posição do Supremo Tribunal, habitualmente contrário a Mugabe, que aconselhou, mas não impôs, a divulgação rápida dos resultados.
Como ainda há dias um analista africano temia, o problema do Zimbabué neste momento não é a falta de divulgação mas como evitar que os “veteranos” na polícia e no exército impeçam a sua divulgação e provoquem um Golpe de Estado para salvaguardar, mais que Mugabe, principalmente, os seus privilégios.
Mas quanto a isso não há problemas! Os “cegos” vizinhos do Zimbabué preferem que ninguém se meta na medida em que o povo zimbabueano e os seus políticos conseguirão resolver os assuntos internos deles.
Uma amostra do que poderá acontecer em Angola, em Setembro?
Entretanto, bem vão pregando a frei Mugabe a União Europeia e alguns dirigentes sul-africanos. Mas o frei anda algures em parte incerta sem comunicações com o Mundo real...

08 abril 2008

Quando a derrota é indigesta…

"Algumas das maiores máximas dos ditadores (ou ditadorzecos) e seus seguidores utilizam para se perpetuar no poder passa, invariavelmente, ou por protelar ou mesmo não divulgar, através da “sua” Comissão Eleitoral Nacional, os resultados eleitorais, por prender jornalistas – os eternos abelhudos que se metem onde não são chamados – e políticos adversários, ou, e esta é a última do seu cardápio manietante, exigir recontagem dos votos mesmo que para além do prazo legal.

Pois é exactamente isso o que a ZANU-PF e o seu magnificente presidente, senhor Robert Gabriel Mugabe, estão exigir agora.

E tudo porque o seu adversário político – também África, depois da Europa (Polónia) e da América Latina (Brasil) tudo indica que vai ter um sindicalista presidente que poderá mudar a face e o sistema político da África Austral – decidiu, em definitivo, declarar-se vencedor da eleição presidencial, dado que a “sua”, do Mugabe, ZEN (Comissão Eleitoral) empenou a meio do caminho e não se decide por confirmar, ou não, a necessidade de fazer uma segunda volta para as presidenciais zimbabueanas.

O medo do “Grande Líder” – embora não estejamos na Coreia do Norte nem em Cuba, não podemos deixar de ter, também nós em África, um Grande Líder – e dos seus abjectos e subservientes seguidores do Politburo da ZANU-PF é enorme! (...)" (pode continau a ler aqui)
Artigo publicado n' , edição 187, de hoje, sob o título "Festim indigesto e pouco satisfatório para "cegos" vizinhos do Zimbabué"

03 abril 2008

Obrigado Zimbabué!

As eleições parlamentares, autárquicas e presidenciais no Zimbabué faz-me confiar que África está, de novo, no bom caminho relativamente às eleições justas e internacionalmente reconhecidas.
Ou seja, que o poder instituído começa a ter mais dificuldades em manipular as eleições e as Oposições, devidamente estruturadas e credíveis podem ascender ao poder pela via justa do voto.
É por esse facto que agradeço aos zimbabueanos e a SADC o trabalho que tiveram para mostrar quanto a justiça ainda não é uma palavra vã.
Nem a vontade da cúpula militar e paramilitar zimbabueana, nomeadamente, de um certo sector da polícia, conseguiu impedir que a Comissão Nacional de Eleições (ZEC), muito dependente do governamental ZANU-PF, informasse que, 28 anos depois, a oposição agrupada na MDC (Movimento para a Mudança Democrática) e numa ramificação dissidente do MDC conseguisse obter a maioria absoluta dos parlamentares eleitos. O MDC terá obtido entre 96 e 109 assentos enquanto o ZANU-PF não terá conseguido mais que 97 cadeiras. Os dissidentes do MDC terão garantido 9 deputados e foi eleito um deputado independente.
E se a isto tomarmos em linha de conta que o presidente pode eleger, por via indirecta e de acordo com a actual Constituição, mais uns quantos deputados, e se os ventos confirmarem a derrota presidencial, ainda que não aceite, oficialmente, por Mugabe, nem bem digerida pelos seus velhos camaradas da luta armada e comandantes do exército e polícia, ficará então claro que a maioria do MDC será muito maior, não havendo, ainda e contudo, uma maioria qualificada que possa alterar a Constituição, nomeadamente os polémicos artigos que permitiram a Mugabe e aos seus “olds comrades” ocuparem as fazendas e as empresas particulares não-negras.
A única dúvida está se Morgan Tsvangirai foi eleito, ou não, à primeira volta por uma margem curta de 0,53% ou se haverá uma desgastantes e humilhante segunda volta para o octogenário Robert Mugabe.
O subordinado “The Herald” garante uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, admitindo, ainda que de forma ténue, que o líder oposicionista está melhor posicionado. Já fontes próximas de Tsvangirai e do MDC afirmam que aquele venceu na primeira volta e que tudo está dependente de negociações entre líderes da SADC, nomeadamente sul-africanos, que querem manter a face de Mugabe e evitar a todo custo uma crise do tipo Quénia devido à intransigência dos chefes militares e paramilitares ainda reticentes para a mudança.
Ainda assim, obrigado Zimbabué por me fazeres acreditar que é possível a mudança em Setembro próximo…

29 março 2008

Zimbabué eleições sob espectro da fraude

E são africanos que o afirmam.
E se considerarmos que só estiveram presentes observadores da União Africana e da SADC, por parte de África, e da Venezuela e China como externos – os Direitos Humanos aproximam-nos – poderemos concluir que África não está com Mugabe.
Segundo observadores africanos de uma das organizações continentais tarão sido detectados eleitores fantasmas – cerca de 8500 – numa circunscrição onde só haviam cerca de 25 mil eleitores.
E diz Mugabe que nunca fez trafulhas. Olha se fizesse…
Dado que a maioria dos opositores a Mugabe estão fora das zonas residenciais e como foram milhares os que quiseram colocar o seu voto nas urnas vamos aguardar pelo escrutínio final, sabendo de antemão que Mugabe vai ser o vencedor até porque os comandantes das polícias já o afirmaram não admitir que qualquer outro seja eleito em seu lugar.
Ou seja, ou Mugabe é vencedor, ou, então, Mugabe ganha as eleições ou, por fim, vamos ter Mugabe como o eleito. Ninguém quer um banho de sangue na região e os presidentes que o rodeiam, mais do que o temerem, tremem só de pensar no que poderiam lhes acontecer caso Mugabe não fosse eleito para novo mandato.
É que os presidentes vizinhos têm pautado por calarem as injustiças que se tem praticado no Zimbabué.

28 março 2008

Derrubado por uma gripe

(imagem google)
Se há algo de que já quase não me recordava, era sentir-me inoperante e sem vontade de fazer nada, rigorosamente nada, excepto me manter deitado e quente.
Uma simpática gripe conseguiu colocar-me no estaleiro.
O que alguns tentaram e com pouca subtileza, uma simples gripe conseguiu-o com uma limpeza.
Senti-me, durante toda esta semana, como se fosse um saco de areia onde um grupo de boxeurs se divertiu a socar, socar, socar.
Ainda sinto um pouco combalido, mas como o Mundo não pára e o senhor Mugabe é como a pescada, ou seja, antes do voto introduzido já está eleito pelo voto dos que se aparam no The Herald ou nas projecções da Universidade zimbabueana e o seu partido já sabe que tem a maioria qualificada nas próximas constituintes, vou me deitar para acabar de recuperar esperando que o que acabei de escrever seja só um desvario febril e Zimbabué acorde, manhã, sob um novo e radioso sol de liberdade e que Mugabe tenha percebido, enfim, que o País, mesmo depauperado, vale muito mais que ele.

10 março 2008

Mugabe tem medo do resultado eleitoral?

(some e segue...)

A pouco mais de 15 dias das eleições legislativas e presidenciais do Zimbabué, Robert Mugabe, o todo poderoso senhor “dono” do País que vai ter comos adversários um antigo companheiro de armas políticas e ex-Ministro das Finanças, Simba Makoni, e o líder oposicionista Morgan Tsvangirai, do MMD, decidiu avançar com a proposta de “Lei de Indigenato e Poder Económico” que dá aos zimbabueanos – negros, sublinhe-se, – o direito de deterem 51% do capital das empresas formadas ou criadas no Zimbabué.
Sem esta percentagem mínima, o Governo impedirá a criação de empresas, fusões ou reestruturações ou a entrada de novos investimentos no País.
Os adversários já declararam que esta proposta de Lei é uma “é uma tentativa cínica de comprar o apoio do eleitorado antes das eleições” enquanto o ministro de Informação afirma que com esta lei – que andava adormecida há muito tempo – vai “dar aos zimbabueanos negros o poder de partilharem a riqueza do país”.
Num País onde a inflação já atinge, oficialmente, os 100.000% esta proposta de Lei será mais uma seta envenenada na já difícil, quase inexistente, economia do País igualmente caracterizada pelas doenças e por uma extrema pobreza.
E, enquanto isso, os países limítrofes vão fechando os olhos e tentando reconciliações pré-eleitorais entre Mugabe e os seus adversários sem terem em conta os reais interesses dos zimbabueanos.
. Texto citado no , na rubrica "Hoje Convidamos...", em 11-Março-2008

04 fevereiro 2008

Zimbabué, que oposição?

(Quem explicou a quem como dividir para reinar? Imagem daqui)

Por que há-de se preocupar o senhor Mugabe e a ZANU-PF com as próximas eleições se a oposição está esfrangalhada e não se entende para se reorganizar como desejariam e esperariam os zimbabueanos que anseiam por ver Mugabe e seus muchachos pelas costas?
Enquanto Mugabe e a ZANU-PF vão cantarolando, de passo em passo, dia-a-dia, para a vitória oficial nas próximas eleições, mesmo que isso possa nem ser verdade e vá custar ainda mais ao Ocidente e a todos os que pugnam pela Liberdade e pela verdade democrática, a oposição democrática, antes agrupada no Movimento para a Mudança Democrática (MDC), está dividida em duas facções que não se entendem.
Perante estes desconchavos, Mugabe e a ZANU-PF vão cantarolando, de passo em passo, dia-a-dia, para a vitória oficial nas próximas eleições, face à dificuladde em a Oposição redistribuir eventuais lugares elegíveis – como se Mugade deixasse elegê-los – na região Matabeleland, entre a facção do académico Arthur Mutambara, que predomina nesta região, e a da principal facção do MDC ainda liderada pelo histórico Morgan Tsvangirai.
Como quer a oposição ser levada a sério quando ainda antes das eleições já não se entende quanto aos lugares a distribuir. Se isto é assim com assentos no Parlamento como será com o Governo?
Enquanto isso, Mugabe e a ZANU-PF vão cantarolando, de passo em passo, dia-a-dia, para a vitória oficial nas próximas eleições porque com eles não haverá, por certo, um novo Quénia.

13 dezembro 2007

Robert Mugabe é o candidato!!

(©DDR; tão iguaizinhos, até na chipala…)
Surpresa na reunião da ZANU-PF. Depois de muito debaterem e quando já ninguém previa eis que os militantes da ZANU-PF decidem descobrir um candidato-surpresa às eleições presidenciais de Março de 2008. O candidato dá pelo sugestivo e simpático nome de… Robert Mugabe.
Assim, e para que o povo zimbabueano não tenha nenhuma dificuldade em memorizar um novo presidente, os militantes da ZANU-PF conseguiram descobrir alguém com um nome igualzinho ao actual e déspota presidente e, tal como este, o candidato já tem 83 anos e um largo – que se desconhecia até agora – curriculum político de enorme democraticidade.
Foi só pena que ao Congresso da ZANU-PF só tenham estado presentes representantes de alguns países amigos da ZANU-PF e dos seus cabecilhas, nomeadamente alguns – poucos – africanos e a China.
Porque seria?

19 novembro 2007

Uma ideia inteligente, só pecando por tardia e por…

Às vezes parece que os políticos europeus, nomeadamente aos eurocratas, acordam e, nessa altura, aparece-lhes uma luzinha que lhes dá alguma inteligência.
Só que já muitos de nós que andamos pela blogosfera tínhamos preconizado atitudes semelhantes.
Apesar disso, acredito que não houve plágio e foi uma “lembradura” que lhes ocorreu no imediato.
Será melhor sintetizar. Os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 países que formam a União Europeia, decidiram hoje que na próxima Cimeira UE-África, deverão confrontar o presidente do Zimbabué, senhor Robert Mugabe, com a falta de democracia e desrespeito pelos direitos humanos no país quando se deslocar a Lisboa para assistir à referida Cimeira.
Pelos vistos os ensinamentos da Cimeira Ibero-americana foi produtiva ao ponto de alguns dos que já estavam a ponderar não vir a Lisboa, em solidariedade com o Reino Unido e com os Direitos Humanos já começarem a falar de outra forma.
Ainda vou ver o senhor Brown ser mandado calar por Mugabe. Vale uma aposta?
De qualquer forma uma ideia que só peca por tardia e por não ser original…

02 outubro 2007

Eu também vou...

(venha o leme a mim...)
Primeiro mandou às malvas os chineses recebendo o líder religioso Dalai Lama, aagora nova dama-de-ferro da Europa, a senhora Angela Merkel, chanceler alemã, afirmou que vai estar presente na Cimeira “União Europeia-África” que se realiza em Lisboa, de 8 a 9 de Dezembro próximos, mesmo que Mugabe decida participar como já tem afirmado.
Quem não estiver bem que se mude. para a chanceler a presença de Mugabe não vai alterar o cariz da Cimeira. E se isso acontecesse porque não o fariam, também, alguns outros tão iguais ou...
O novo pragmatismo alemão a encabecear a Europa, ao mesmo tempo que não descura África...

20 setembro 2007

Brown, Mugabe… e África que se lixe!

O senhor primeiro-ministro britânico Gordon Brown, ameaçou que boicoteará a II Cimeira África-UE caso o senhor presidente Robert Mugabe, do Zimbabwé, apareça na mesma.
Um facto já admitido, há muito, no seio da diplomacia afro-europeia, pelo que não surpreende.
O problema não está na presença do britânico Brown ou do autocrático zimbabueano Mugabe. O problema chama-se “África solidária”.
E tudo por causa da disputa entre dois idiotas que desejam manter as suas “razões” acima dos interesses dos europeus e dos africanos. Porque ambos jogam na solidariedade entre os seus pares
O problema não está que Mugabe seja ou não um ditador e um defensor das restrições dos Direitos Humanos no seu país. Se esse fosse o problema então o senhor Brown também não iria à Cimeira com a presença de outros ditadores como Muamamar Kadhafi, da Líbia, de Teodoro Nguema Mbasogo, da Guiné-Equatorial, de Lasana Conté, da Guiné(-Conakry), de Omar Bongo, do Gabão, de Yahya Jammeh, d’ A Gambia, ou de países como a Eritreia ou o Sudão que apoiam terroristas e genocídios.
Não! O senhor Brown, da excelsa, vetusta e democrática United Kigdom só se preocupa com o senhor Mugabe, um ditadorzeco do Zimbabué, por acaso uma ex-colónia sua. Mas também a A Gambia foi uma colónia sua que onde actual presidente derrubou um legitimamente eleito democraticamente e, nem por isso, se ouve críticas à sua presença. E quem diz estes dir-se-á de outros que se não são ditadores ou autocráticos para lá caminham.
E também os britânicos se esqueceram de boicotar a sua presença na reunião Asean-UE onde estava presente uma personalidade proibida, também ela, como Mugabe, de entrar na Europa. Ah! é que a reunião foi fora da Europa. Pois, mas os fundos vão da europa e não distinguem países defenores dos direitos Humanos ou castradores dos mesmos, como a Birmânia/Myanmar. Por outro lado, os ingleses e o senhor Brown não apresentam propostas que conciliem a presença de zimbabueanos na Cimeira – mesmo admitindo que seria sempre um tiro no escuro – não, para os britânicos só a palavra “Mugabe” parece criar urticária. Esquecem tudo o mais!
Será que o verdadeiro problema do senhor Brown não é a presença do senhor Mugabe na Cimeira mas que este consiga forçar os seus “colegas” produtores de chá a não mais enviar este produto para a velha Albion como já chegou a aventar numa recente reunião dos países centro e leste-africanos, em Nairobi?
Uf!!! Os Britânicos sem o seu cházinho é como os italianos sem a sua “pasta”, os franceses sem as suas “baguets”, os espanhóis sem as suas “largadas e tomatadas”, os alemães sem as suas “salsichas”, ou os portugueses sem os seus “cozidos e feijoadas bem regados”…
Entrementes, a presidência portuguesa da União Europeia vai afirmando que a presença de Mugabe é “um facto perturbador” e por “uma questão de princípio para a UE”. Mas, também ela, não apresenta alternativas… públicas!
Entretanto, África e a Europa que se lixem!
Os primeiros porque ainda dependem, de certa forma – mas talvez por pouco mais tempo – das políticas comunitárias europeias quanto às protecções alfandegárias e das exportações e importações ao abrigo dos Acordos de Lomé-Cotonou.
A Europa que se dane, porque se continuar a depender dos humores dos britânicos, África terá sempre a China para a ajudar mesmo que isso acabe por tornar os africanos em suserados da nova superpotência.
E a isto, o que responderão os norte-americanos?
Ou teremos, no futuro como num passado não longínquo, uma partilha de África entre duas superpotências, uma partilha sino-americana?

NOTA: Parece que o senhor Brown tem razão quanto ao efeito e ao poder do senhor Mugabe. A prova foi dada hoje pelo senhor Levy Mwanawasa – que além de presidente da Zâmbia é o presidente em exercício da SADC – ao ter já afirmado, via Rádio Zâmbia, que se ele (Mugabe) não for convidado como líder do País, eu (o Presidente Mwanawasa), também não vou a Lisboa.
Talvez por causa da inoportunidade da visita de Mugabe, segundo palavras do inquilino português do Palácio das Necessidades (pelos vistos deste palácio, ultimamente, só saem – ou entram – coisas destas), que se diz por aí que o senhor bispo Desmond Tutu anda a ver se consegue que o senhor Mugabe seja aconselhado a sair da presidência do Zimbabué.
Será que alguém já se lembrou de pedir emprestado ao Museu de Santa Comba Dão – acho que já existe – a cadeira que fez cair António de Oliveira Salazar? Quem sabe não seria remédio santo…
.
O texto inicial foi agora também publicado n' nº67, de 27 de Setembro de 2007

06 setembro 2007

Se as FARC entram, porque não Mugabe?

O senhor Robert Mugabe pode ser – e é – um ditador, um crápula sem escrúpulos que destruiu um País, uma Nação e um Povo. Mas, mal ou bem, com práticas pouco creditícias ou não, foi eleito com o voto do Povo. Logo, apesar de pérfido autocrata, que permite a existência de uma inflação na ordem dos 7000% (SETE MIL por cento) e incentivou á prática de cerca de 25.000 violações dos Direitos Humanos, está legitimado como Chefe de Estado do Zimbabué.
Poderá ser o maior ditador da História. Mas, também, Hitler o foi, Estaline, igualmente, mas nem por isso deixou de ter as portas abertas dos diferentes estados vizinhos porque, no primeiro caso ascendeu ao poder através do voto, e no segundo porque era só o líder de uma das duas superpotências nucleares da época.
E ambos mandaram matar milhões de seres. E nem por isso viram as portas externas fechadas.
Por isso começa a ser hipocrisia quererem fechar as portas a Mugabe e condicionares a reunião entre África e a União Europeia (UE). Reafirmo entre a UE e África e não entre a UE e União Africana; a razão é simples, porque se fosse, Marrocos não estaria presente e sabe-se que a presença dos africanos só está a ser questionada a do presidente do Zimbabué havendo até a hipótese da presença dos sarauis como observadores.
Até agora ninguém questionou essa hipótese.
E se vamos a questionar a presença de Mugabe como iremos admitir na reunião a Eritreia que os EUA se preparam para considerar como Estado-terrorista?
Talvez não seja condicionada.
Se as FARC, considerada quer pela UE quer pelos EUA como uma milícia terrorista e narco-traficante, que tem raptado e mantido em cativeiro pessoas a seu belo prazer, pode estar, livre e ostensivamente, presente no pavilhão oficial do Partido Comunista Colombiano na festa dos comunistas portugueses, como já o estiveram no passado e saudados por um escritor nobelizado, porque não hão-de entrar em Portugal o senhor Mugabe e, ou, os representantes eritreus?
Como alertou há dias o presidente português, num nobre espaço eurocrata, é altura dos europeus e dos diplomatas portugueses começarem a puxar pela cabeça e não permitir que interesses que nada estão relacionados com a realidade africana sejam suficientes para impedir uma Cimeira que aguarda há 10 anos pela sua realização.
Se os ingleses não se sentem à vontade para estar sentados ao lado de um ditadorzeco africano, infelizmente legitimado pelo voto, porque o têm feito com outros ainda mais obscuros e outros, também africanos, que nem pelo voto estão legitimados?
Será que os britânicos é que gostariam de liderar o processo e serem os hospedeiros da Cimeira e recuperar algum do protagonismo que estão a perder para os franceses, nomeadamente, para Sarkozy?
Deixemos de ser hipócritas.
Apesar dos africanos tudo parecerem querer fazer e demonstrar o contrário, África merece mais respeito!
Artigo publicado na Manchete do , de hoje, sob o título "Se as FARC entram em Portugal porquê impedir Robert Mugabe?"

28 agosto 2007

Irmãos protegem-se?

(não percebo se ele diz “fiquem aí” ou… “venham depressa daí”; e quem é o militar que está por trás?; foto ©daqui)

A notícia seguinte parece que vem do Zimbabwé e é reproduzida n’ O Apostolado sob o título “TROPAS ANGOLANAS REFORÇAM GUARNIÇÃO DE MUGABE”.
Sem mais comentários do que o título sugere, aqui vos deixo a notícia:
"Cerca de mil e quinhentos soldados angolanos estão a caminho do Zimbabwe, para reforçar a guarnição do Presidente Robert Mugabe.
A denuncia foi feita na capital daquele país pelo jornal Taime, acrescentando que as movimentações podem estar a ocorrer de forma faseada há dois meses. (...)
"
O resto leiam aqui, enquanto deixarem…