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21 maio 2018

O meu novo livro: África Colonial no Centenário da Guerra de 1914-1918


«África Colonial no Centenário da Guerra 1914-1918:
Angola e Moçambique, os casos em análise»
edição: Novas Edições Acadêmicas

Sobre o meu livro as palavras de Orlando Castro que o  prefaciou: 

«Eugénio Costa Almeida acaba de publicar o livro “África Colonial no Centenário da Guerra 1914-1918”, especialmente vocacionado para a análise da participação de Angola e Moçambique neste conflito. É uma obra de leitura obrigatória, não só pelo exímio conhecimento deste autor angolano como pela necessidade pedagógica de explicar aos mais novos o papel dos africanos no contexto mundial.» (in: Folha 8)

e da secção de Cultura do mesmo órgão nacional de Comunicação Social: «ÁFRICA COLONIAL NOS 100 ANOS DA GUERRA 1914-1918» (in: Folha 8)

O livro está à venda em livrarias online, nomeadamente na MoreBooks e na Amazon (esta só começa a entregar a partir de 23 de Maio, mas já recebe encomendas)

Recordo que continua à venda na Amazon, outro livro meu «Of the An Instrumentality Power to the Mahjong Theory»

21 novembro 2011

Cabinda, em debate na cidade do Porto

foto J. Paulo Coutinho

No passado sábado, 19 de Novembro, como foi previamente divulgado e aproveitando a reapresentação do livro do jornalista Orlando CastroCabinda, ontem Protectorado, hoje Colónia, amanhã Nação”, ocorreu, na cidade portuguesa do Porto, um debate sobre Cabinda onde apresentei os meus pontos de vista para os quais intitulei “Cabinda, Província ou Colónia, o debate”.

Estiveram na mesa, além de mim próprio, o jornalista Orlando Castro, cuja posição pode e deve ser lida e ponderada no seu blogue Alto Hama no apontamento “O futuro de Cabinda debatido no Porto”, e o jornalista e editor Paulo Silva, que moderou.

Lamentável que sendo um tema que interessa a todos e, nomeadamente, àqueles que querem ir para a nossa Pátria angolana, acabassem por nos oferecer um quase desoladora sala nas magníficas e simpáticas instalações do Clube Literário do Porto. Mas como os que estão, por poucos que sejam, são os que interessam o Debate fez-se.

Por razões de ordem académica, já que a minha exposição será incluída num trabalho sobre Angola, não farei a transcrição integral da mesma neste espaço.

Contudo, posso e devo sintetizar a minha posição neste assunto.

Se historicamente há factos que levam, na minha perspectiva, e, unicamente, na minha perspectiva, a dar alguma razão aos defensores da secessão de Cabinda, política e juridicamente essa pretensão está totalmente longe da verdade e da actual realidade político-económica africana.

Mas, também, o que se passou na Líbia estava longe dos pensamentos dos africanos e…

Ainda assim, parece-me que foi importante este Debate que, sei e sabíamos, estava a ser “seguido” por algumas personalidades e alguns actores e sectores angolanos. Houve a participação pública e sincera de três dos presentes que deram o seu valioso contributo para o Debate, duas das quais, oriundos de Cabinda.

Pude dar a minha opinião. Vale o que vale e nada mais desejo!

Sinteticamente considero, como sempre considerei e nada parece demover esta minha humilde opinião, que Cabinda é parte integrante de Angola e, como tal, defendo que é um Província entre as nossas 18 províncias!

Mas se Cabinda é uma província, também concordo que é uma província que, pela sua descontinuidade geográfica e pela sua posição histórica no contexto formativo dos Estados africanos deve gozar de um Estatuto especial dentro da Pátria angolana. Ou seja, e porque não, ter um Estatuto de região autónoma ou federada dentro de Angola.

Só que para isso, todas as partes em intervenção devem se sentar frente a frente e discutir o problema. Porque há um problema social, político e militar em Cabinda. Não devemos escamotear isto sob pena de todos nós estarmos a esconder uma situação que pouco interessa ao País e à região.

Mas, também, para que este assunto seja correctamente resolvido, qualquer que seja o objectivo e desenlace final, deveremos alterar a Constituição para nela constar a nova posição do Enclave de Cabinda.

Recordo que a república portuguesa é una e indivisível e não deixa de ter duas regiões autónomas com autonomia política e financeira, mas subordinada às directrizes da república no que toca às relações internacionais e e políticas militares, e, nem por isso, a República é questionada!

Podem sempre servir de exemplo preparatório!

Assim queiram os nossos dirigentes!

03 novembro 2011

O Futuro de Cabinda em debate no Porto

“No próximo dia 19, sábado, pelas 17h30, realiza-se no Auditório do Clube Literário do Porto, Rua da Alfândega, 22, um debate sobre "O futuro de Cabinda".

Sob moderação do Jornalista Paulo F. Silva, participam o investigador elegível do CEA-ISCTE/Inst. Universitário de Lisboa, Eugénio Costa Almeida, mestre em Relações Internacionais e doutorado em Ciências Sociais (investigador elegível do CEA-ISCTE/Inst. Universitário de Lisboa), e o Jornalista Orlando Castro.

As opiniões dividem-se. A maioria diz que Cabinda é uma província de Angola. Outros dizem que não. Certo é que o problema existe.

Cabinda é parte integrante da República de Angola”, diz Eugénio Costa Almeida. “É um território ocupado por Angola e tem direito à independência”, afirma Orlando Castro, jornalista angolano-português.

Para além de convidar todos os interessados no assunto, solicito e agradeço toda a ajuda que possam dar na divulgação do debate.

Lá estarei!

30 abril 2011

Cabinda, obra literária de Orlando Castro apresentada

Tive hoje na apresentação da nova obra literária de Orlando Castro "Cabinda, Ontem Protectorado, hoje Colónia , amanhã Nação" ocorrida no salão Artur Portela, da Casa de Imprensa, com uma boa moldura humana a quase enchê-la.

Uma obra que, como se pode conferir pelo título, tem todos os condicionamentos para ser polémico mas nunca indiferente.

E por ser polémico, sobre uma matéria quase desconhecida de uma significativa parte da lusofonia e, por ter sido apresentada na “sua” casa, estranha-se que a Comunicação Social portuguesa tenha pautado – também não compreendo porque estranho, já que é habitual quando os assuntos mexem com certos interesses – pela ausência.

E não podem evocar desconhecimento porque, honra lhe seja feita, a agência portuguesa Lusa divulgou este acontecimento. A prova disso, é que houve uma honrosa excepção, na presença de uma rádio internacional no evento.

Esperemos que agora haja alguém que leia também a obra e apresente uma visão diferente para manter bem viva a problemática e o debate: Cabinda, ser Angola ou autónoma.

Eu, por mim, mantenho a minha posição e que consiste em permitir um maior debate com vista a uma solução que interesse a todas as partes por igual!!

15 setembro 2010

Epístola a Orlando Castro

No passado dia 8 celebrou-se o Dia Internacional do Jornalismo e recordei-me de um recente caso que alguém, muito pertinentemente, designou de “greve de fome cerebral” e que tem por figura preponderante o meu amigo jornalista Orlando Castro.

De facto tudo se deve ao direito que lhe assistiu de querer “quase” desistir de continuar a escrever para o seu blogue e para a sua pertinente coluna no prestigiado órgão de informação lusófona, o Notícias Lusófonas, ambos denominados Alto Hama.

Acredito que tudo está relacionado com a raiva que o seu estômago continua a sentir pela ignóbil atitude que lhe fizeram há cerca de um ano – e a outros jornalistas como ele com os resultados que já se vêem no jornal de onde foi “corrido” e de situações que aconteceram à posteriori com colega(s) seus(s)..

É certo que um estômago vazio – principalmente se está sob efeitos de raiva mal contida – não é bom conselheiro. Basta lembrar o que se passou no princípio do mês em Moçambique.

Mas também é certo que baixar os braços não me parece teu. E a prova disso é que reataste a coluna no Notícias Lusófonas com a pontaria que te é habitual. (continuara ler aqui ou aqui)

Publicado na secção "Colunistas" do , de 14-Set.-2010

21 abril 2009

Homenagem a um angolano-português do Huambo

Este é um e-mail de um membro das FAA (Forças Armadas de Angola), natural do Planalto Central e residente algures no Norte do País.

Por razões de confidencialidade, que o próprio solicitou, identifico-o assim. Por certo que o visado do e-mail e os amigos saberão de quem se trata.

Porque o seu pedido é pertinente, e porque o mesmo me autorizou a publicar, aqui fica a ideia:

"Sou (…).

A razão desta minha missiva prende-se com o seguinte:

Conheci e convivi durante muitos e muitos anos com o Orlando Castro, jornalista que é seu amigo e que, no íntimo, também considero meu amigo, apesar das divergências políticas que nos caracterizaram a partir de 1975. Ele manteve-se fiel à UNITA, partido no qual também militei durante muito pouco tempo, e eu optei pelo MPLA.

O Orlando "Dandi" Castro (assim era conhecido no nosso restrito núcleo de amigos) nunca me perdoou, com razão, o facto de eu ter sido o único desse restrito grupo a trocar de camisola. Fi-lo na altura por razões válidas que hoje, se calhar, não serão tão válidas assim. E é ao fim de todos estes anos que começo a pensar que afinal o Orlando tinha razão. Mas é tarde.

Por imperativo de consciência, sabendo que o Dr. Costa Almeida é amigo do Orlando, tomo a liberdade de lhe sugerir algo que eu gostaria de fazer mas que, por razão óbvias, não posso.

Sugiro, até por elementar justiça, que por seu intermédio, com a sua ajuda, com o seu patrocínio, a comunidade angolano-portuguesa aí residente em Portugal faça uma homenagem ao Orlando, reconhecendo tudo quanto ele tem feito pela nossa Angola, num trajecto de coerência e luta pela dignificação de todos os angolanos.

Não quero louros, não quero sequer que se fale nesta minha ideia. Apenas gostava de ficar consciente de que, desta forma, ajudei a reconhecer o valor de um grande e velho amigo.

Ao seu dispor,


(devidamente identificado)
"

27 março 2009

Cabinda abre debate no Notícias Lusófonas

(Manchete de Notícias Lusófonas)


As oponiões dividem-se. A maioria diz que que o enclave é uma província de Angola. Outros dizem que não. Certo é que o problema existe

Cabinda? Província de Angola ou território ocupado? “Cabinda é parte integrante da República de Angola”, diz o especialista em relações internacionais Eugénio Costa Almeida. “É um território ocupado por Angola e tem direito à independência”, afirma por outro lado o jornalista angolano-português Orlando Castro. Aqui ficam dois pontos de vista que, esperamos, possam ajudar a que o assunto seja resolvido de uma vez por todas.


As “coisas” que “eles” inventam…
Por Eugénio Costa Almeida

"Em Cabinda “eles” dizem que atacam estrangeiros e “angolanos” para provocar o diálogo entre Luanda e “eles”.

As coisas que eles dizem…

“Eles” disseram que atacaram uma coluna de camiões – são tão precisos na mentira que até disseram a marca dos camiões, uns tais DAF, coisas… – entre as localidades de Liambo Liona e Weca e que dos ocupantes três teriam ficado feridos, dois dos quais com gravidade.

E o mais grave do anúncio, até conseguiram descortinar que eram chineses. Como se os chineses, que só puseram o seu desinteressado dinheiro à disposição do desenvolvimento de Angola, andassem por aí a fazer serviços que, naturalmente, são de natural aptidão dos angolanos. Coisas…

Como foram “eles” que o disseram – ah! desculpem, ainda não tinha dito que “eles” são os da FLEC (qual? não sei, “eles” há mais demais…) – e Luanda ainda nada disse – bem pelo contrário, ainda há dias li das palavras de um representante da capital que há Paz em Cabinda, logo nada poderia dizer nada – não acredito neste hipotético ataque. (…)"
(continue a ler aqui ou aqui)

Independência com certeza
Por Orlando Castro


"E eu penso desde há muito tempo que Cabinda não faz parte de Angola e que, por isso, deve ser um país independente. Dir-me-ão alguns, sobretudo os que se julgam donos de uma verdade adquirida nos areópagos da baixa política angolana ou portuguesa, que isso é uma utopia.

Mais coisa menos coisa, são os mesmos que há 35 anos diziam o mesmo a propósito da independência de Angola, são os mesmos que há poucos meses diziam algo semelhante a propósito do Kosovo, são os mesmos que nesta altura dizem o mesmo quanto ao País Basco.

Mas, tal como se disse em relação a Angola e ao Kosovo, um dia destes estará por aqui alguém a falar da efectiva independência de Cabinda.

Creio que só por manifesta falta de seriedade intelectual, típica dos diferentes órgãos de soberania portugueses (Presidência da República, Governo e Parlamento), é que pode dizer-se que Cabinda é parte integrante de Angola.

Cabinda só passou a ser supostamente parte de Angola quando, em 1975, os sipaios portugueses ao serviço do comunismo e os três movimentos ditos de libertação (MPLA, FNLA e UNITA) resolveram nos Acordos do Alvor integrar Cabinda em Angola. (…)
" (continue a ler aqui)
Manchete publicada no , de hoje

02 março 2009

Guiné-Bissau no Notícias Lusófonas

"Eugénio Costa Almeida e Orlando Castro comentam para o NL a situação neste país lusófono em que o seu Presidente da República foi assassinado.

«A Guiné-Bissau é, ou assim tem sido, convenientemente, considerado um País pobre, débil e sem grandes recursos económicos”, afirmou ao NL o mestre em Relações Internacionais Eugénio Costa Almeida, acrescentando que, apesar disso, “tem mostrado ser um poleiro apetecível para muitos que querem o poder, seja de que forma for, e seja de que ocultos interesses possam estar por detrás desse apetite”. Já o jornalista Orlando Castro, salienta “que os assassinatos mostram, mais uma vez, a falência de alguns organismos internacionais, caso da CPLP, bem como a preponderância de Angola que avisou Nino Vieira e até se propôs retirá-lo antes do ataque”."

Pode ler integralmente esta matéria acedendo através do título “
Narcotráfico, miséria e ditadura fazem explodir a Guiné” publicado como Manchete de hoje do Notícias Lusófonas; (a minha análise integral pode ser lida aqui; igualmente citada no portal angolano Correio Digital).

25 janeiro 2009

Quando a razão da força…

(com base em imagem da internet)
Quando a razão da força quer falar mais alto que a força da razão acontecem casos como os que seguem.

Há uns meses largos, o jornalista Orlando Castro era convidado a falar mais baixo, ou de preferência, nada dizer porque havia quem não gostasse do que desassombrada e verticalmente escrevia fosse sobre quem fosse, independentemente da cor política, desde que estivesse em causa o seu amor pelo nosso país, Angola, e quando este estava sob os focos menos agradáveis. Por mais de uma vez foi avisado e alertado para os malefícios que a escrita poderiam lhe fazer e, extensivamente, à família.

Também eu já recebi avisos pouco discretos, embora, reconheça que só por uma vez alertaram para a minha saúde e por quando das eleições para a Casa de Angola, já lá vão uns três anos. Mas avisos para parar têm sido mato; alguns claramente racistas e, quase sempre, de pessoas que mal sabem escrever o português pelo que acredito mais serem de idiotas e de quem prefere utilizar o bom-nome e pureza dos angolanos que angolanos propriamente. E fazem-no, sempre sob a capa do anonimato ou sob a capa de pseudónimo mas omitindo eventual e-mail ou local de escrita. Só que esquecem que através de um contador e da hora consigo saber a proveniência e respectivo IP.

Agora, e penso que já não é a primeira vez que isso lhe acontece, embora desta tenha havido a possibilidade de identificar o “ameaçador” (directo e indirecto) o jornalista Bissau-guineense Fernando “Didinho” Casimiro, e alguns dos seus amigos que com ele colaboram no projecto “
Contributo”, foram alvo de ameaças escritas e verbais, estas últimas, com testemunhas auditivas.

Depois de ler o conteúdo das ameaças que Fernando Casimiro recebeu reconheço que há uma similitude na escrita e na tipologia de erros apresentados em tudo semelhante a uma mensagem, anónima como convém, que muito recentemente foi colocada no Pululu. Das duas uma, ou é a mesma personalidade ou a escola política foi a mesma, principalmente no “comer bacalha dos tugas”. Claro que é mera coincidência, até porque só tenho questionado algumas coisas de algumas personalidades que teimam em se manter no poder em Bissau…

Mas se na escrita estes ataques só habituais, já não o serão tanto entre os fotógrafos, excepto quando sejam os paparazzi.

Ora foi, precisamente isso que aconteceu com um fotógrafo em Hong-Kong. Richard Jones, fotógrafo do jornal britânico Sunday Times foi alvo do ataque de um guarda-costas de uma distinta senhora, esposa de um brilhante e magnificente estadista africano, porque aquele fotógrafo decidiu ao arrepio do bom senso incomodar a distinta senhora que deveria estar, como qualquer turista, que se preze, comprar algumas imbambas para levar para o seu país, e, provavelmente, para distribuir solidariamente pelos pobres – será que os há? – do seu País. E a dita e nobre senhora estava só, na altura a sair de um hotel onde teria pernoitado e onde um suite custa só, qualquer coisa como 670 euros a noite e envergava na altura uma “écharpe de caxemira de cor vermelha, uma mala Jimmy Choostyle, no valor de 2 200 euros, e uns óculos Cavalli”. Coisa pouca para quem, como ela vive num país riquíssimo e com um povo sem pobreza.

Esqueci-me de dizer que a dita e nobre senhora, que estava a visitar uma filha que está a estudar em Hong-Kong se chama Grace Mugabe e é a actual esposa do “dono” do Zimbabué, senhor Robert Mugabe!

Mas quando a caneta e as teleobjectivas são feitas de boa matéria, raramente, ou nunca, vergam e arrazoam sempre o que mal está, esteja onde estiver e seja sobre quem for! Esquecem-se que os Jornalistas não são nem cegos, nem surdos e muito menos mudos. Talvez já não se possa dizer do mesmo dos... "jornalistas"…

29 agosto 2008

Livro sobre Cabinda lançado em Lisboa

De acordo com o convite acima vai ser apresentado hoje, em Lisboa, um livro sobre Cabinda e a sua situação jurídico-político face a Angola.
.
A obra, intitulada "O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz do Direito e da Justiça", do jurista Francisco Luemba, tem a chancela da Papiro Editora - que parece ter se esquecido das suas obrigações enquanto editora - e será apresentada, pelas 21h, na Bertrand Vasco da Gama, à Expo.

Apesar do convite indicar a apresentação da obra por parte de Orlando Castro, que a Prefaciou, de acordo com este jornalista, pelas razões que só ele deverá explicitar, tal não deverá ser possível de acontecer.

04 junho 2008

Nem todas as bananas do mesmo galho são iguais...

Há situações que merecem um cuidado especial na forma e na visão quanto ao tratamento do assunto.

Por norma não respondo a telefonemas sem identificação do remetente, ou seja privadas mesmo que essa atitude acabe por me ser prejudicial porque agora até grandes empresas e distintas personalidades adoptaram esse absurdo método, nem respondo a comentários anónimos.

Todavia, vou fazer aqui um pequeno parêntese na minha habitual atitude e responder ao comentário colocado no apontamento anterior sobre a questão “Castro & Eurico” porque a mesma me parece uma clara provocação de quem está lambendo os dedos de satisfação por já ter conseguido, segundo o seu desprezível conceito, “metralhar” a UNITA e “desfazer” os ideais e interesses superiores que norteiam aqueles dois distintos angolanos a quem tenho o prazer de chamar Amigos!

No comentário/resposta disse, e passo a transcrever: “Senhor Anónimo, O comentário foi feito no local e na altura próprias e está aqui também para quem quiser perceber”.

Foi feito directamente ao Orlando Castro, pelo respeito que me merece, o qual me fez credor das mensagens electrónicas obtidas com as insinuações e críticas que ele recebeu de quem o não devia enviar.

Porque são mensagens pessoais abstenho-me, já ele também achou por bem o não fazer, de as reproduzir. Nem autorização solicitei, dado que sei que, em caso semelhante, ele também o não faria nem comentaria – ao contrário do que estou a fazer neste momento.

Quanto ao Jorge Eurico, meu(s) caro(s) anónimo(s), bom seria que lessem mais cuidadosamente os artigos do Eurico – tenho a certeza que os lêem, só que o fazem na diagonal e por isso criticam sem cuidado – porque veriam que a expressão que ele escreve no artigo em questão e que, de certa forma, dá título a este apontamento, já foi várias vezes por ele escrita e também já mereceu comentários pessoais meus, directamente a ele.

De futuro quando quiserem colocar Pessoas em confronto, e é isso o que subtilmente tentaram fazer, pensem se em vez de Pessoas não julgam estar a tratar com meras personalidades de cordel e, nesse caso, vêm bater a má porta, proque qualquer um deles vale muito mais que anónimos e políticos de pacotilha!

E, por favor, não me obriguem a castrar o acesso aos comentários…

31 maio 2008

Artoliterama

Quando se é jornalista 24 horas no dia e 7 dias na semana e ainda se consegue ter um tempozinho para dedicar a cultura das duas, três.

Ou se é doido, e parece que ele se assume alegremente como tal;
ou o relógio está deliciosamente parado no tempo e na saudade da terra onde o sol castiga mais;
ou então,... estamos perante um Homem que só conhece uma arte: o saboroso poder da escrita!

E para o provar, Orlando Castro oferece-nos, enfim e até que enfim, o prazer de nos deleitarmos com alguns dos seus poemas que, a maioria, sei-o, já foram editados - se alguém souber por onde anda o livro de poemas dele (Algemas da Minha Traição), avise que eu vou lá comprar - num blogue cultural que, como ele afirma foi beber aos idos tempos do liceu do Huambo onde foi criado o "Artoliterama – Grupo Juvenil de Artes e Letras do Huambo", por uns “jovens dos idos de 1975, que são hoje uns kotas rezingões espalhados pelos desertos da saudade e que sobrevivem à custa dos oásis da memória”.

Uma memória que, segundo ele, “hoje, com versos e prosas, regressa às origens” sob o mesmo título de Artoliterama.

19 março 2008

Quando o passado amorfa e o presente bajula…

Porque será que me tenho de curvar perante as duas observações que se seguem de Orlando Castro e que se complementam?

"Tenho sérias dificuldades em entender a razão pela qual, em Portugal, há cada vez mais gente e empresas a seguir o actual exemplo do Sport Lisboa e Benfica.
Isto é, viver orgulhosamente do passado e dar-se por contente em ser segundo."
"O importante num país como Portugal, onde tudo é de faz de conta, é ser filho (mesmo que bastardo) do que enteado (mesmo que legítimo). É ser incompetente e servil, acéfalo e capacho, invertebrado e solícito. Ou seja, curvar-se servilmente perante aqueles de quem depende."

Parece-me que, se no primeiro caso o tiro é certeiro e tem um País claramente objectivado, no segundo caso, e de conversas ultimamente tidas com as mais díspares personalidades não portuguesas, a situação abordada por Orlando Castro é extensiva a outros países genética e umbilicalmente ligados a Portugal.
Há genes que não desmentem a paternidade mesmo que, por vezes, Portugal tenha atitudes que contrariam os objectivos da CPLP e
defendidos pelo seu presidente, Cavaco Silva, ou desvirtuem as Convenções Internacionais

17 fevereiro 2008

A CPLP, Timor-Leste e a crise…

Orlando Castro, enquanto jornalista do matutino português Jornal de Notícias, faz uma análise ao que (ainda não) fez a CPLP na actual situação de Timor-Leste, sob o título “CPLP só pode intervir teoricamente”.
Para aquela sua análise, Orlando Castro juntou o contributo de terceiros onde se inclui este vosso escriba e que passo a citar: “Em termos políticos, de acordo com o especialista angolano em Relações Internacionais Eugénio Almeida, "o grande problema da CPLP é não ter, ao contrário da britânica Common-wealth ou da Communauté Française, um Estado com capacidade de projecção e liderança que defina e determine as linhas de actuação da Comunidade, tal como faz Londres ou Paris".
O facto, "ainda não ultrapassado e se calhar de difícil solução, de a CPLP não falar a uma só voz, de não ter uma voz de comando que determine o rumo a seguir, leva a que, em situações de crise num dos seus membros, sejam terceiros a resolver o problema", diz Eugénio Almeida.

Já agora e para elevar mais as suspeições às estórias mal-contadas, nomeadamente, à diferença horária entre os atingidos major Reinado e o presidente Ramos-Horta, a notícia que este estava a pensar em convocar eleições antecipadas para 2009, conforme parece ter confidenciado a “Xanana” usmão e a “Lula” da Silva.
Cada vez mais me convenço que os alvos eram precisamente o major Reinado, para não “falazar como nunca teria falazado” (Asterix dixit) sobre as suas estranhas relações com os australianos e com alguns políticos timorenses, e o presidente Ramos-Horta, por não querer, talvez, continuar a pactuar com o neo-colonialismo australiano.
Como relembra a embaixadora e eurodeputada portuguesa Ana Gomes, numa entrevista hoje publicada no JN, Ramos-Horta tentou sempre a que Fretilin fizesse parte de um Governo de unidade nacional, por considerar aquele movimento/partido como “um pilar da construção democrática”.
E sabendo que dentro da Fretilin há personalidades que não morrem de amores pela Austrália e que são duros de negociar como os próprios aussies o reconheceram por mais de uma vez, relembremos os acordos sobre o petróleo…
Já agora porque o Governo autorizou as buscas efectuadas pelas Falintl-FDTL e não lhes entregou mandados de busca? Pensa(vam) o Governo/Ministério Público e os militares que os “renegados” estariam descansados “a tomar uma cerveja numa esquina e a fazer sinal do tipo "estou aqui"” e venham-nos prender?

05 fevereiro 2008

Dos Santos pode e deve ser criticado, mas…

Podemos, e devemos ter opiniões diversas uns dos outros, nomeadamente, no que toca a questões angolanas como será o caso entre mim e o Presidente Eduardo dos Santos. Temos opiniões diferentes quanto à gestão do País e das ideias.
Mas costuma-se a dizer que é assim, com a polivalência e com a diferença, que as ideias florescem e as vontades do todo acabam por prevalecer sobre os interesses pessoais.
Depois de ouvir a gravação rap que está na Internet sobre Eduardo dos Santos, famílias e alguns dos seus colaboradores ainda pensei em escrever alguma coisa, apesar de já o ter escrito, ainda que superficialmente, no artigo hoje publicado no Notícias Lusófonas sobre a demissão de Job Capapinha. São acusações feitas, segundo parece, sob cobarde anonimato que ultrapassam meras diferenças de ideias e atingem valores de vil e ordinário racismo que não é apanágio dos angolanos.
Mas depois de ler o artigo de Orlando Castro, sob o título acima, n’ O Observador, de Moçambique, tomei a liberdade de o respigar e aqui o deixar na íntegra, com a minha reverência.
Porque, gostemos ou não, José Eduardo dos Santos ainda é o Presidente de Angola e de todos os Angolanos, mesmo que estejamos nos antípodas das ideias como relembra Orlando Castro. Só por esse facto já é mais que obrigação nossa respeitá-lo institucionalmente!

O respeito é muito bonito e, creio, todos gostamos. No que ao presidente do MPLA e de Angola respeita, é público que o considero um ditador e o principal responsável, entre muitas outras coisas, pela fome que atinge milhões de angolanos. Isso não me dá direito de ofender José Eduardo dos Santos, esquecendo a educação e entrando pelo insulto soez, torpe e ordinário.
Vem isto a propósito de um CD (“xumuna – Trilha Ze Dú – Vairada 2008") em que o presidente de Angola é insultado de forma vil e cobarde. O facto de eu estar política, ética e moralmente nos antípodas de Eduardo dos Santos, não me dá o direito, nem a mim nem a ninguém, de dizer o que é dito do, goste-se ou não, mais alto magistrado de Angola.
Criticar Eduardo dos Santos? É claro que sim. Tenho-o feito, continuarei a fazê-lo, de forma incisiva e por vezes violenta mas, é claro, de modo educado e cívico. As ideias de poder (tão típicas do MPLA e da ditadura de Eduardo dos Santos) só se devem combater com o poder das ideias.
Ofender o presidente, chamando-lhe tudo e mais alguma coisa (metendo ao barulho a própria Mãe), não é a melhor – pelo contrário – forma de se defender a democracia, a liberdade, a justiça social e a alternância democrática num estado de direito.
O autor da referida canção e todos aqueles que lhe dão cobertura deveriam saber que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros. Além disso, enquanto não percebermos que melhor do que pensar e agir com total liberdade é pensar e agir com rectidão, não vamos a lado algum.
Goste-se ou não, e eu não gosto, José Eduardo dos Santos é o mais alto magistrado de Angola e merece respeito. Respeito dos amigos e dos adversários.


Nota: vi que também publicou este artigo no seu blogue Alto Hama, sob o título “Eduardo dos Santos pode e deve ser criticado - Mas, goste-se ou não, devemos-lhe respeito”.

23 janeiro 2007

Que se passa com o Blogger?

Por acaso só hoje é que reparei.
Desde o dia 21 de Janeiro, mais especificamente desde as 14,10 horas desse dia, quando coloquei um apontamento sobre as alterações governativas angolanas, que o Blogger não permite que alguém coloque comentários nos meus apontamentos (posts).
Porquê? não o sei.
Já verifiquei as condições do sistema e o mesmo mantém-se inalterável. Quase rigorosamente igual ao meu outro blogue o "Malambas"; quase porque para as pessoas poderem comentar decidi acrescentar a opção "envio de e-mail".
Não fossem os pequeninos, aqueles que se acham com capacidade para boicotar os outros, os incómodos, gritarem e abanarem as mãozinhas e porem-se em bicos de pés - como sempre são tão pequeninos - dizendo que foram eles que conseguiram calar a hipótese de comentários...
Penso que é alturo do Blogger ver o que se passa, principalmente quando adoptou um novo sistema de colocação, muito bom, diga-se, de posts.
Só espero não ter de pedir ajuda ao Notícias Lusófonas para acontecer um rápido resultado.
.
ADENDA: Acreditem que não acredito em bruxas mas... que as há, há!!! ou então alguém tem medo do Notícias Lusófonas... é que agora este apontamento já permite, e novo, a colocação e comentários!!!!
Talvez seja melhor é calar-me e não fazer mais ondas...

13 janeiro 2007

Alto Hama bloqueado...

Este é um e-mail acabado de receber de Orlando Castro:
"Por razões que desconheço em pormenor, o Alto Hama foi bloqueado [pelos serviços do Google/Blogger] para que seja averiguado se é ou não Spam. Isso significa, segundo a Blogger, que se calhar ficará inoperacional durante vários dias."
Comentário: sabendo que alguns de nós andamos a ser "inspeccionados" até à medula e "avisados" sobre o que escrevemos, torna-se estranho esta atitude do Blogger com um blogue que, por sinal, passou a estar evidenciado entre os blogues africanos do "African Path" (blogues angolanos).
E logo depois de ter escrito sobre a Comunicação social angolana.
Se fosse em Portugal diríamos, é galo; mas como estamos sintonizados com Angola, direi... estamos a chegar ao Congo!
Fica no ar a pergunta quem tem poder para levar o Blogger a tomar esta atitude que se pensa, naturalmente, profiláctica.
Depois da medida caucionar da justiça brasileira com a YouTube, dos constantes bloqueios chineses aos blogues já só faltava mais esta. É que entrar "spans" em blogues é, no mínimo, estranho. Mas como o Abrupto, de José Pacheco Pereira, também foi "atacado" já nada me surpreende.
E depois o azar dos que lêem o «Alto Hama» é duplo: não podem ler os sempre interessantes e cáusticos artigos de Orlando Castro no blogue, nem no Notícias Lusófonas que se mantém em "descanso".
Esperemos que o Blogger consiga limpar, quer dizer, retirar, os "spans" do blogue; não os artigos considerados e ditos inconvenientes, do Alto Hama.
Força caríssimo Orlando Castro.
NOTA: O Alto Hama está bloqueado para colocar apontamentos mas não para ler...

12 outubro 2006

Qual a estratégia europeia para África?

O jornalista Orlando Castro, no seu blogue "Alto Hama" faz uma pequena e incisiva análise ao falhanço da estratégia europeia para África.
Orlando Castro alicerça o seu comentário nas palavras do assessor político do presidente da Comissão Europeia - por acaso um português de nome José Manuel (Durão) Barroso e que também foi primeiro-ministro de Portugal sem que se vislumbrasse alguma política estratégica para África (nem a dele nem a dos sucessores ou antecessores directos) - durante uma palestra na Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento (FLAD).
E já agora, além de pegar em sacos - de certeza que não foi para a chapa do paparazzi que o senhor Barroso e companhia o fizeram - qual era o efectivo "conceito estratégico" que a Comissão Europeia preconiza, ou preconizou?
Será que alguma vez existiu? além do celebérrima e nunca efectuada Reunião UE-África, todos os anos chamada à colação?

29 agosto 2006

Alto Hama, uma interessante trilogia

Em Angola existe uma pequena cidade, na província do Huambo reconhecida por Alto Hama - no Google também é reconhecido por Wama ou Alto Uama -; uma localidade situada a cerca de 1518 metros acima do mar, sede do município de Londuimbali, a cerca de 90 km da capital da província, Huambo.
E foi no Alto Hama que nasceu o autor do blogue mais recente da Lusoblogosfera: Orlando Castro jornalista angolano-português do Jornal de Notícias e que colabora a espaços com outros órgãos de informação, nomeadamente no Notícias Lusófonas, através da rubrica "Alto Hama".
Pois, naturalmente, o blogue não poderia deixar de se chamar "Alto Hama" a quem se deseja as maiores felicidades (reconhecendo a competência e categoria do autor como se isso fosse necessário).
E porque só da blogosfera e da imprensa escrita um escritor não se sente satisfeito, Orlando Castro vai lançar no próximo dia 23 de Setembro, na Casa de Angola, em Lisboa, uma colectânea de artigos seus publicados, precisamente, referida rubrica do Notícias Lusófonas que dá nome a esta sua obra "Alto Hama - crónicas (diz)traídas".
O livro só tem um pequeno senão: é prefaciado por este vosso autor o que só demonstra que não existem obras perfeitas.
Enfim, as minhas desculpas ao autor e à editora Papiro bem assim à Casa de Angola que apoiou esta obra e para quem reverte uma parte dos direitos autorais, cedidos gentilmente pelo autor.
De uma coisa tenho a certeza, Alto Hama passa a ser uma trilogia: crónicas, livro, blogue.

11 março 2006

Quem é africano?

Um excelente grito de revolta de Orlando Castro hoje na sua rubrica Alto Hama, no Notícias Lusófonas sob o título "Ser africano é ser negro?".
Um grito que muito bem entendo porque quando a minha chipala é publicada, em alguns órgãos de comunicação social, nunca - ou muito raramente - sou identificado como um africano mas sempre como europeu ou tuga.
Muitos se esquecem que se há povo mais mestiço, esse é o português. Façam uma análise retrospectiva de quem por aqui passou ao longo dos séculos e verão. É bom que alguns idiotas comecem a pensar, seriamente, neste ponto e deixar de alvorar certos dogmas que não podem arrogar de serem credores.
Entretanto deixo-vos aqui um cheirinho do magnífico artigo de OC:
"Fico virado do avesso quando, e aqui em Portugal isso é mais do que comum, africano é sinónimo de negro e angolano é sinónimo de empregado da construção civil ou de mulher da limpeza. Dir-me-ão que não é uma questão de racismo mas, talvez, de ignorância. Na melhor das hipóteses admito que seja uma simbiose das duas. De qualquer modo chateia ver, por exemplo, uma Comunicação Social supostamente nada racista e intelectualmente válida a confundir a estrada da Beira com a beira da estrada.
Estou farto de, entre dois eventuais autores – um negro e outro branco - de um qualquer crime, o suspeito principal ser sempre o negro. Estou farto dos discursos e das práticas racistas que, depois de tantos anos de democracia, associam a população negra a toda a criminalidade."
Leiam, e meditam, o resto no acesso acima.