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15 outubro 2015

Quando as coincidências são demais… (é só um conto)

Tudo o que se passa num país que deu o nome a uma das mais sinistras prisões dos Estados Unidos e onde estarão alguns dos mais perversos prisioneiros – ou considerados como tais – fez-me recordar um livro de Irving Wallace – O Documento R – sobre as coincidências de factos que, de tanto repetidos, deixam de poder serem considerados como meras coincidências. O enredo passa nos EUA.

Uma das referidas coincidências está repetição de detenções de pessoas que, num imediato olhar, parecem nada terem a ver umas com as outras, até pelas distâncias e comportamentos sócio-económicos que as distinguem, mas que com o desenrolar do enredo se verifica que todas eles têm algo em comum: não gostam de verem alguns dos seus mais elementares direitos serem coartados por aqueles que, à partida, deveriam ser os garantes da preservação desses direitos.

Outra das coincidências surge com o facto dos detidos ou perseguidos serem leitores de livros que, certas autoridades – e à revelia e desconhecimento efectivo das principais autoridades, como se verifica nos últimos capítulos – consideram serem demasiado progressistas ou incentivadores de condutas que possam pôr em causa o status quo vigente.

Ora o que os mentores dessas perseguições e detenções concebem é criar uma imagem dos visados, para a opinião pública, que o que eles pretendem é desvirtuar a bondade do sistema tentando provocar, com isso, uma crise política, social e, principalmente, institucional.

De acordo com os tais mentores a solução passaria por alterar as normas em vigor, sejam políticas ou judiciais a fim de criar uma qualquer emergência nacional através de “(…) fazer algo pelo povo que ele não pode fazer por si mesmo. Dar segurança às suas vidas. (…) poremos em execução todas as nossas prorrogativas legais ao abrigo da emenda [seria uma 35ª emenda à constituição dos EUA que, após aprovada e sob a sua tutela, seria posta em execução num eventual e ehipotético caso de emergência nacional] (…) Não há uma nacional emergência efectiva. (…) {e para isso] 8…) terá de existir uma crise real… uma emergência… uma conspiração… antes de podermos actuar. (…) Mas podemos, Noah, porque teremos a nossa emergência, a nossa crise. Isso arranja-se (…)” (pág. 309). E uma das razões para emergência seria a possibilidade de “assassínio (…) do Presidente” e de eventuais conspirações “para subverter a nação”. Ora no texto surge que quando se receia um certo tipo de batalha “nos agarramos a qualquer expediente” (pág.310).

E parece que, recentemente, tem acontecido muito disto. Teoria da conspiração? Talvez.

Mas quando as coincidências são demasiadas e contínuas, quando algumas personalidades fazem uso repetitivo de certas frases para suportarem supostos factos em vigor, quando quem deveria aparecer mais vezes junto do povo raramente surge e, por vezes, delega funções em terceiros, as coincidências tornam-se ilusórias.

Recordando uma série televisiva norte-americana passada entre área castrense, uma das personagens costuma dizer – mais ou menos – que quando as coincidências são demasiadas coincidentes, deixam de ser coincidência e passam a ser, preocupantemente, reais ou verdadeiras!

Claro que isto é só uma imagem e uma ideia literária de uma certa situação que é meramente coincidente com o que se passa no livro de Wallace. Claro!

Claro que é só um conto literário, nada mais; talvez um incentivo a escrever um romance…

03 julho 2013

E a política lusa é...

(Com a devida vénia a vários cartunes da internet.)

Ontem o MNE português Paulo Portas apresentou a irrevogável demissão e o seu chefe (ou supostamente) e primeiro-ministro (ou supostamente) Pedro Passos Coelho recusou liminarmente essa demissão - também o julgava que era um seu direito, mas o Professor Marcelo Rebelo de Sousa diz que seria só o Presidente aceitar ou não a exoneração...

A política portuguesa depois do efectivo Chefe de Governo ter batido com a porta (o anterior Ministro das Finanças e de Estado - e nº 2 do Governo - Vitor Gaspar) agora foi o segundo Ministro de Estado - ex nº 3 e promovido a nº 2 - a dizer out!...

14 agosto 2012

A Política e as Igrejas...


(foto que circula nos mails e cuja a autoria desconheço)

Também Maquiavel afirmava que os Príncipes eram escolhidos e ungidos por Deus.

E, isso, veio a confirmar-se como uma péssima notícia não só para os escolhidos – historicamente gastavam-se menos bem – como para os Estados…

Este caso não surpreende porque já lemos vários apontamentos e artigos onde personalidades da Igreja, até Católica, vieram a terreiro fazer a sua apologia de voto individualizado o que contraria as habituais normas eclesiásticas e vaticanas de absterem-se de intervirem na política activa.

Mas, quando há quem dependa de fundos e favores públicos…

Nota: Há uma outra foto que mostra prelados de diferentes Igrejas a apoiarem, claramente, com gestos e guarda-chuvas, o partido do Poder. Abstenho-me de a colocar porque vislumbrei uma pessoa vestida de prelado que é muito parecido com alguém que habita a Cidade Alta e, segundo consta, aos fins-de-semana, uma casa amarela, ali para os lados do Miramar.

E como não quero ser acusado de pactuar com maledicências, fico-me por aqui…

24 abril 2012

Miguel Portas (1958-2012)




“Digam a quem Vos governa o que Vos vai na alma!”

Assim nos alertava MiguelPortas, o eurodeputado português e fundador do Bloco de Esquerda, que hoje, prematuramente, teve o seu passamento físico.

As suas palavras e a sua vastíssima obra ficará para continuarmos a beber e meditar a e na “sua” Utopia!

25 setembro 2011

Mulheres a voto na Arábia Saudita

(baseado numa foto da Internet)

Aos poucos os Estados vão-se modernizando e esbatendo os resquícios das diferenças, harmonizando-as onde melhores elas se aplicam.

Todos diferentes, todos iguais, é uma aplicação cada vez mais evidente.

Angola é reconhecido como um Estado - apesar de todas as evidentes e gritantes diferenças - onde essas diferenças acabam por resultar num belo mosaico multi-étnico, cultural e populacional com as mulheres fortemente implantadas na vida política e social do país. Ainda que, e sempre, sejam poucas.

Agora vemos que um dos Estados islâmicos mais ortodoxos - e politicamente pouco falados dado a sua proximidade ao Ocidente o que "não convém beliscar" -, o reino da Arábia Saudita, vai permitir que as mulheres - que ainda não podem conduzir sozinhas - possam "votar, participar em eleições municipais e fazer parte da Shura", o órgão consultivo do Governo saudita.

Estas normas só são válidas para futuros, que não já as próximos, actos eleitorais.

Pequenos passos para a harmonização das diferenças.

17 setembro 2011

A crise estudantil de Angola

Os protestos estudantis angolanos na sua contestação ao Poder segundo a visão de Lara Pawson, no britânico The Guardian, onde faz uma análise à situação angolana e à similitude de vigência de governação entre José Eduardo dos Santos, Teodore Obiang Nguema, da Guiné-Equatorial, (por acaso há só 49 dias de diferença entre ambos à frente de cada País) e a monarquia castrense, em Cuba.

Os alunos estão chocalhando regime de Angola: Protestos nas ruas de Luanda mostram que os jovens estão cada vez mais dispostos a falar contra o governo envelhecido” tradução pessoal e literal de um texto interessante, em inglês, que aconselho vivamente!

Principalmente para quem deve estudar e ponderaar os problemas sociais e as suas crises…

16 setembro 2011

Uma Democracia musculada?

"A Democracia pode ser uma ditadura mas, como afirmava Churchill, é, claramente, a melhor das ditaduras. Todavia, parece que há, em Angola, quem a queira torná-la numa amostra das senão piores, pelo menos numa das mais musculadas.

Isso se constata nas infelizes palavras de BB (Bento Bento) ao invectivar os seus correlegionários para caminhos pouco agradáveis numa Democracia.

Pode-se – e deve-se – arregimentar os compagnon de routes para campanhas políticas. Mas não se deve enfileirar os mesmos para actos que possam colocar em causa a democraticidade de um Povo, de um País, de uma Nação.

E o que BB fez, recentemente, foi isso mesmo.

É bonito invectivar a Oposição – onde ela anda, se é que, realmente, existe? – a tentar fazer melhor que o seu partido. Nada mais natural. O que já não é natural é afirmar que Angola, evocando a – já, gostaria de dizer assim, – quase esquecida guerra fratricida, o que seria ideal para o desenvolvimento sustentado do País, não pode respeitar a “totalidade dos Direitos Humanos” porque isso é demonstrar que o País não está, ainda, pronto para a Democracia o que, a fazer fé, na maioria dos discursos dos seus compagnon de routes isso não é verdade. Bem pelo contrário!

Nem é bom evocar a Líbia para justificar os receios que demonstra face às últimas manifestações populares registadas em Luanda, na Namíbia e no Bié. Exceptuando a de Luanda, todas as outras eram devidas a problemas sociais ou policiais. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado no , secção "Colunistas"

12 abril 2011

A queda de Gbagbo...

O 11 de Abril de 2011, pode ter marcado não só o fim de um regime com a detenção do antigo presidente ivoirense Laurent Gbagbo pelas forças conjuntas franco-onusianas, como pode, ainda, potenciado a alteração de um rumo de uma determinada potência regional, no caso, Angola, como ter aliado a reafirmação de uma antiga potência colonial, a França, e de um novo estatuto das Nações Unidas. pela intervenção clara e inequívoca de forças da ONU num conflito.

É certo que, de acordo com as autoridades francesas, teriam sido as forças milicianas de Alessane Ouattara, declarado internacionalmente como vencedor das eleições de Novembro passado, a deter Gbagbo. Mas também é certo que isso só terá acontecido devido ao apoio aerotransportado das forças francesas num ataque promovido contra a residência presidencial onde estava acoitado o declarado vencido presidente após solicitação do secretário-geral das nações Unidas, Ban Ki-moon, para que fosse evitado um massacre das populações civis.

Mas se Gabgbo foi o derrotado e franceses e milicianos de Ouattara os grandes vencedores numa refrega onde o povo foi quem mais sofreu, é também certo que a estratégia de Angola, na região, saiu fortemente beliscada. Veremos como os parceiros da União Africana verão, no futuro, esta atitude angolana de persistir na manutenção de Gbagbo como presidente, apesar dos esforços da comunidade internacional no sentido contrário.

E as palavras da senhora Clinton, ontem, foram bem elucidativas quanto a um certo futuro…

01 novembro 2009

Eduardo dos Santos estará a preparar a reforma?

(A “Casa Amarela”, segundo Semanário Angolense)

"De acordo com a edição online do Semanário Angolense (edição 340, de 31 de Outubro), o senhor José Eduardo dos Santos, engenheiro de petróleos, de formação, e Presidente da República de Angola, de profissão, estará, ultimamente, a usufruir mais vezes – pelo menos quase todos os fins-de-semana – da sua mansão, que terá mandado construir no distinto e selectivo Bairro do Miramar, reconhecida pela “Casa Amarela”.

Nada mais normal quando um presidente está em fase final de mandato e prevê poder não continuar. Normal num país onde os limites de mandatos são rigorosamente levados à risca como determina a Constituição, ainda vigente, ainda que esteja em revisão.

Só que Eduardo dos Santos não está num País normal no que toca às legitimidades Constitucionais.

Quando num País existe uma Constituição que afirma que o Chefe de Governo é o Primeiro-Ministro e um Tribunal determina que, tal como defende o Presidente, o Chefe de Governo é o Presidente e não aquele, não é – não pode ser – um País normal.

Mas, tal como tudo, e na política tal como no futebol o que é verdade agora é uma clara mentira daqui a bocado.

Por isso, considero perfeitamente normal que Eduardo dos Santos comece a pensar na reforma e gozar dos prazeres que uma vivenda, no Miramar, onde por certo, terá uma das mais magníficas vistas sobre a baía e sobre a Ilha, lhe poderá ofertar além de, provavelmente, sentir à sua volta os seus netos com quem gostará de brincar e de quem, por certo, não obterá as ignóbeis subserviências que alguns projectam na esperança de estarem sempre nas boas graças do Presidente.

As crianças podem se malandrecas e oportunistas, mas são-o puras e aliam-no, à bondade, à inocência e à sua proverbial frontalidade crua da verdade. Para eles não há cinzento ou marfim. O branco é branco e o preto é preto!

Mas só o facto de Eduardo dos Santos estar a utilizar com muita acuidade a sua Casa Amarela leva a que a Comunicação social faça disso notícia, sem, todavia, especular.

Para isso existe essa classe absurda e mortal chamada de os especialistas em política, também chamados de analistas políticos. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na secção "Colunistas" do , de hoje.

23 outubro 2009

Ao que parece chegar o desplante…

De acordo com vários órgãos de informação, o actual presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, terá escrito uma obra intitulada “Straight Speaking for África” (Parler vrai pour l’Afrique – na versão francesa); um pretenso livro autobiográfico de Nguesso, editado pela Africa World Press e distribuído pela Amazon.com.

Não sei, porque ainda não vi capa de outra versão, se o original foi em língua inglesa ou, naturalmente, em língua francesa, a língua oficial da República do Congo. Nem disso será motivo, creio, para qualquer tipo de especulação, mas, tão-somente, uma questão de marketing aliado ao facto da obra parece ter tido o prefácio escrito por um anglófono.

Parece, porque de acordo com alguns órgãos de informação (podem ver
aqui ou aqui, aqui ou aqui ou aqui, por exemplo), nomeadamente em Angola (aqui ou aqui) – ou também a República do Congo se lembrou de expulsar angolanos –, o citado autor do referido Prefácio não terá sido nem achado, nem tomado, nem… escrito nada!

Ou seja, Nelson Mandela, assim parece que estaria assinado o tal Prefácio, não só nunca terá lido a obra como nunca escreveu o dito Prefácio!

Abusem do marketing, mas sejam mais moderados, por favor!

10 agosto 2009

Hillary Clinton em Angola para…?

(foto ANGOP)

"A Secretária de Estado (similar ao Ministro das Relações Exteriores) Hillary Clinton, no périplo que está a fazer por África, esteve em Angola (depois do Quénia e da África do Sul visitará ainda a R. D. Congo e Cabo Verde) onde acordou alguns acordos, por certo, e onde deixou algumas dardejou quer para o Governo, quer para a oposição, ou seja, como alguém muito bem escreveu, arriou “uma no cravo e duas outras na ferradura”.

A senhora Clinton, recebida no 4 de Fevereiro – que segundo me disseram já acabou de reformular a sua gare internacional – pelo Ministro das Relações Exteriores, o embaixador Assumpção dos Anjos, manteve vários contactos a nível de Estado, nomeadamente com o pelo ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, com o presidente da Assembleia Nacional, Fernando Piedade dos Santos, e com o Chefe de Estado, Eduardo dos Santos.

De acordo com as notícias de Luanda, a visita terá sido politicamente – e economicamente, ou não saísse de Angola 7% do crude consumido nos States – muito proveitosa.

Economicamente porque as principais empresas petrolíferas que operam em Angola, são norte-americanas e ainda há uns dias anunciaram a descoberta de crude de altíssima qualidade, o que não acontece com o crude que, actualmente, é explorado em Angola. Como se sabe, o crude angolano é de qualidade semi-dura, ou seja, intermédia e de cotação própria, isto é, não se enquadra nem no do mercado Brent nem do de New York. Por outro lado houve assinatura de acordos/memorandos para ajudar a agricultura angolana que, recordou, deve ser revitalizada dado, em tempos, ter sido, no passado, “
um sector económico vital, produtor, que proporcionou muitos empregos, e sector que foi destruído pela guerra, mas que no futuro se pode tornar um motor económico importante”.

É bom, porque assim, talvez, deixemos de explorar primordialmente a soja, como algumas inteligências preconizavam para fazer face às necessidades chinesas e brasileiras – actualmente, e cada vez mais, dois dos nossos principais parceiros económicos –, nem nos especializarmos em agricultura biotecnológica, ou seja, para reconverter em combustíveis. As terras angolanas são demasiado ricas para servirem quase somente monoculturas e, a maioria, para exportação.

Mas se economicamente os benefícios podem ser muitos, politicamente nem por isso algumas farpas foram deixadas na mala diplomática da senhora Clinton.

Uma das vontades dos angolanos, nomeadamente, dos activistas de direitos humanos e da oposição, por que tanto reclamaram parecem terem chegado aos ouvidos da secretária de Estado norte-americana. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na secção de "Colunistas" do , de hoje

Esta é a moral dos Partidos Políticos do 1º Mundo?

(é certo que a Justiça deve ser cega, surda, equilibrada e perspicaz, mas…; imagem Internet)

Quem é o candidato a deputado de um dos partidos do Bloco Central que tem um processo jurídico à perna por fraude “qualificada e falsificação de documento no processo eventualmente reconhecido como o "caso da mala"”, e que no dia que deveria se apresentar na Judiciária para fazer prova caligráfica se tenha apresentado nos respectivos serviços de braço ao peito
engessado do pulso ao ombro eventualmente feito por um familiar, funcionário do Hospital de Santa Marta, em Lisboa (por acaso, creio, ainda é um hospital vocacionado para problemas cardíacos)?

Não está em causa a eventual
ilibação do arguido. Isso só um Tribunal poderá fazê-lo dado que é o único avalizado para tal; e quero continuar a acreditar na justeza e no bom senso da Justiça humana representada nos Tribunais, mesmo que depois de condenados apresentem recurso e uma pequena fiança, face à grave acusação, para se manterem livres e fazerem campanha eleitoral.

Mas que assim não vai bem a seriedade e moralidade da política do 1º Mundo é bem verdade. E depois venham criticar o que se passa em Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique, para não falar em Timor-Leste, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe…

05 agosto 2009

PSD e as listas de candidatos…

(Nunca um cartaz foi tão falaz; em Maio de 2009 era assim)

Não é “política de mesquinhez”, não, o que se passou com a elaboração das listas do PSD às legislativas, mas tão-somente um cobarde sectarismo ditatorial.

Depois de tanto terem verberado os adversários quantos às listas deles, o vidro parece ter quebrado…

É por essas e por outras que se vai percebendo porque certos dirigentes de alguns “certos” partidos/movimentos de alguns países lusófonos gostam tanto do PS e do PSD.

Juntaram o “melhor” de cada um e fazem um “magnífico” bolo autocrático!!!

17 julho 2008

Chiwale apresenta autobiografia

Samuel Chiwale e a Sextante Editora apresentam no próximo dia 24 de Julho, na Livraria FNAC-Chiado, Lisboa, o livro autobiográfico "Cruzei-me com a História", com apresentação de João Soares.
Este é mais um contributo para a nova História de Angola onde se cruza a ancestralidade do apelido Chiwale (um título nobiliárquico que significa, conforme explica no seu livro, "o indivíduo encarregado da vestidura do rei [do Bailundo, Mbalundu)] aquando da sua ontronização") a sua vida político-militar enquanto guerrilheiro perseguido na Angola colonial (a foto que dá capa ao livro foi retirada dos arquivos da ex-Pide/DGS), até à sua passagem para a galeria dos fundadores e uma das reservas morais da Nação Angolana.

24 junho 2008

Portugueses os mais euro-pessimistas, porquê?

Segundo um inquérito recente da União Europeia – o "Eurobarómetro" da Primavera, realizado entre finais de Março e finais de Abril – e hoje divulgado pela Comissão Europeia, os portugueses são os povos comunitários mais pessimistas quanto ao seu futuro próximo, com apenas 15 por cento a acreditarem que a sua vida vai melhorar nos próximos 12 meses.
Não percebo porquê esse euro-pessimismo tendo em consideração que a média dos salários portugueses [645,00€] já passa dos célebres “500” – não, não é o FIAT 500… – e pelo que a média do limiar da pobreza é, também ele, um pouco maior conforme gráfico infra (com os cumprimentos da Internet, esquecendo-se da Itália)…É mesmo má vontade quando a reforma média dos portugueses é de... – perguntem à Segurança Social que se limita a indicar no seu portal, não o valor, mas a forma de a calcular (como há um Governo que se preocupa, por certo e bem, com o bem-estar social dos seus cidadãos já que é socialista, tem de ser bem acima do limiar da pobreza [387,00€]) – embora... ainda haja reformas na ordem dos… 236,00 euros!!!

26 maio 2008

Quem ganha com a divisão da FNLA?

A quem interessa a divisão da FNLA e o difícil reconhecimento da derrota pelos candidatos não eleitos ao ponto de já se constar que esta actual situação pode impedir o antigo movimento de libertação de concorrer à propaladas eleições de Setembro próximas?
Por certo que não deve ser um tal partido cujos dirigentes dizem já ter ganho tudo apesar de admitirem que esse tal partido está preparado para perder…

14 maio 2008

Os disparates da subserviência

(imagem com base aqui)

"A Diáspora angolana, ou uma parte dela, verberou, e bem, as palavras escritas(??) pelo Director do Jornal de Angola, José Ribeiro, em editorial um pouco confuso que só ele, realmente deve ter entendido, no pressuposto, que foi ele mesmo que o escreveu – quero acreditar que sim –, bem assim de outras insertas em artigo do Jornal de Angola cuja responsabilidade da autoria não é muito clara.

Relembra-se que os escritos anunciavam que era altura de dizer basta aos que denegrecem a imagem de Angola, que, caso a imprensa portuguesa não se calasse seriam denunciados as quadrilhas e quadrilheiros que tinham estado ao lado de Savimbi – acredite(m) que se alguns estavam por interesse, muitos outros havia que estavam ao lado do Mais Velho por respeito e por acreditarem que Angola ainda era (é) possível – ou porque estavam fartos que a família Soares (acusaram o Mário, mas o filho João já disse que foi ele que o disse e não o pai) continuasse a afirmar que o regime de Angola – tal como o disse Bob Geldof – era uma cleptocracia, etc.

Tal como já escrevi em devido tempo e já o afirmei, também, ao Inter Press Service (IPS), não insulta quem quer mas quem pode.

E pelos vistos, tendo em consideração as reacções de um certo sector de Luanda, as palavras ditas –e ditas no estrito direito de liberdade de imprensa que parece ser desconhecida por quem o não devia – soaram como insultos. Ou seja, atingiram certeiramente algumas cabeças. Só quem é cleptómano é que não aceita a acusação e sente-se ofendido como uma qualquer falsa pudica virgem.

Voltando à Diáspora, esta verberou as tais palavras e exigem ao Ministro de Informação de Angola, Manuel Rabelais, para que “em nome da honra e da estabilidade/reconciliação nacional, dê 72 horas ao Senhor José Ribeiro para fazer o favor de avançar com o pedido de demissão das funções de Director do Jornal de Angola” e caso este não o fizesse incitam o Ministro a fazê-lo.

É legítima, e talvez oportuna, esta tomada de posição; melhor dizendo, seria oportuna – porque legítima continua a ser sempre – esta tomada de posição, se a pessoa em questão não fosse próximo do Ministro e não tivesse o apoio incondicional do partido de que é militante e da Cidade Alta. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado no /Colunistas, sob o título "Os disparates da subserviência em Angola"

22 abril 2008

Uma pequena incursão na política partidária portuguesa

(Assembleia da República; DDR)
O antigo bastonário da Ordem de Advogados de Portugal, e igualmente antigo militante do PSD, José Miguel Júdice, propôs que este partido e o PS se fundissem já que ambos se arrogam da mesma linha política - a social-democracia - abrindo espaço para um partido mais à direita.

Ou seja, Júdice, na prática propôs que a Ordem política portuguesa se clarificasse e acabasse com o raboianço de "hoje vais tu, amanhã vou eu" e sempre com as mesmas políticas, embora sob um espectro colorido diferente. Umas vezes rosados, outras alanranjados e, quase sempre, matizados a azul ou a amarelo.

Ora face a esta interessante sugestão - e o PSD para ajudar até vai a eleições para (re)eleger um (eventual novo) líder - fica caminho livre para o CDS-PP e, ou, a Nova Democracia se atirarem, claramente, ao eleitorado centrista e conservador.

Luta por luta que os fraternos lutem, cada um e de per si, pelos seus naturais eleitores.

Ou será que anda mesmo no ar, embora ainda encoberto pelo nevoeiro de D. Sebastião, a prepararação de um novo partido centro-direita?

Será que o nevoeiro só espera uma réstea de sol e de vento para tudo dissipar e clatificar?...

07 março 2008

Um Estado neo-policial?

"Mas agora descobriu-se que existe uma nova classe de malfeitores, provavelmente, terroristas…

Desde 1974 que Portugal alvora a bandeira da Liberdade e da Democracia onde, teoricamente – não entremos na Utopia –, todos são iguais entre si, apesar de sabermos que, como relembrava o proscrito escritor britânico George Orwell, existem uns mais iguais que outros. Também sabemos, pelo menos os que habitam, e não poucas vezes, penam, na “West Coast of Europe” (WCE), que desde 2005 existe um Governo de maioria, por sinal, um Governo que deveria ser um dos mais pró-sociais deste País, dado que quem o suporta é o Partido Socialista.

Se a Utopia fizesse, realmente, escola, Portugal deveria ser um dos Países mais interessantes para se viver, justificando-se assim, que muitos imigrantes o procurem e tenham o devido acolhimento.

Ah! muitos emigrantes europeus e dos novos Estados da União, porque aqueles que durante centenas de anos estiveram sob as diferentes bandeiras e domínios portugueses esses continuam ver vedados o livre acesso a Portugal como se fossem… malfeitores ou terroristas, talvez.

O problema é que a maioria dos eventuais malfeitores ou são de alguns dos novos Estados da União ou estão lá juntos e entram em Portugal quase livremente trazendo com eles, mesmo que o não queiram, e tenho a certeza que o não querem, as respectivas máfias locais.

Mas agora descobriu-se que em Portugal existe uma nova classe de malfeitores, provavelmente, terroristas. Estão no sindicalismo e, ou, os que a ele estão afectos. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado na "Manchete" do , de hoje sob o título "Portugal, Portugal- Estado neo-policial?"

Um interessante autocolante...

Segundo me constou, por e-mail recebido, este autocolante está a ser encontrado na maioria dos carros de Brasília e que está a ser disseminado por todo o Brasil.
Mas, pensando bem, um autocolante que pode também ser disseminado não só para o Brasil como para outras regiões do Mundo, onde pouquíssimos têm muitos milhões e milhões, sem nada, vêem pavões cirandar...
Isto será um sintoma claro que como o Povão anda a ver e olhar os políticos, sejam no Brasil ou em qualquer outra parte do Mundo. Penso que será altura daqueles começarem a parar para pensar... se souberem o que isso é!