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19 outubro 2013
16 outubro 2013
O fim da parceria estratégica entre Angola e Portugal - análises e comentários
Sobre
a matéria em referência - relativo às palavras do presidente Eduardo dos Santos, na abertura da sessão legislativa -, as minhas participações (análises e comentários)
ocorridas ontem e hoje:
Para a agência portuguesa “LUSA” (e citados na TVI24, no Jornal de Negócios e no semanário SOL);
Para a Radio France
International (RFI África), com audio;
Para
a “Folha de São Paulo”(? não tenho a certeza se era este o órgão) e,
hoje, para o “Jornal de Leiria”.
15 outubro 2013
Ameaça de «shutdown» nas relações luso-angolanas?
O presidente José Eduardo dos Santos, na abertura da 2ª sessão legislativa, da 3ª legislatura da Assembleia Nacional, em discurso do Estado da Nação, tendo abordado vários assuntos entre eles, a vontade de reduzir a pobreza abaixo dos 35% - se bem me recordo, na entrevista a Henrique Cymerman e emitida na SIC, já tinha referido que estávamos abaixo desse limiar; será que houve algum retrocesso - e, principalmente, pela sismografia decorrente, o fim da parceria estratégica com Portugal.Este impacto que está a ter quer em Portugal quer noutros meios, nomeadamente, na Europa levou que fosse contactado tanto pela agência LUSA como pela secção portuguesa da Rádio France International (RFI Africa a Liliana Henriques - ver "Convidados" c/ audio) para dar a minha visão.
A ambos, não deixando de sublinhar que nas palavras de Eduardo dos Santos há um certo aviso, afirmei - e reafirmo - que as mesmas foram mais para consumo interno que, propriamente, para provocar algum descalabro nas relações entre os dois Estados.
Ainda assim, é bom que a diplomacia lusa faça alguma coisa para minorar os estranhos socalcos provocados pelas declarações do seu MNE e tornadas quase cataclísmicas pela comunicação social e por uma certa franja política portuguesa.
É que, apesar de achar que as palavras do presidente Eduardo dos Santos foram para consumo interno - se virmos os arquivos, cada vez que há inflamados editoriais do oficioso Jornal de Angola, aparece sempre dos Santos como o temporizador e "amaciador" nas tensas relações políticas que as económicas nunca tiveram percalços - é também verdade que se estranha que as mesmas surjam pouco mais de 48 horas depois do Secretário de Estado da Cooperação e Negócios Estrangeiros de Portugal afirmar que a cimeira entre as cúpulas governativas de Angola e Portugal iriam acontecer não em Novembro. como previsto, mas, já confirmadas, em Fevereiro de 2014.
Vamos aguardar os próximos desenvolvimentos...
NOTA: A análise da LUSA foi, igualmente, referida na TVI24
10 outubro 2013
A inoportuna desbocagem do kota Machete
"Rui
Machete, o actual MNE (Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, antes só
Ministro dos Negócios Estrangeiros) – pelos vistos para os portugueses qualquer
relacionamento internacional só continua a se fazer pela via do negócio – teve
um encontro imediato de primeiro grau com uma certa comunicação social
angolana, oficiosa, onde terá apresentado eventuais “desculpas diplomáticas”
pelos casos que, habitualmente, e de quando em quando, a nossa comunicação
social oficiosa faz emergir das profundezas das secretárias dos jornalistas
(não dos Jornalistas) que por lá enxameiam e que servem para acirrar alguns
ódios de estimação contra a Justiça portuguesa e contra alguns políticos e
intelectuais lusos (as chamadas “elites corruptas e caloteiras” o que se estranha porque parece-me que não há
políticos mais subservientes aos políticos e ordenantes estrangeiros que os políticos
lusos, e não é de agora…).
Tudo porque
Rui Machete, na habitual linha portuguesa de bem com Deus e com o Diabo, reconhecida
no tempo de Oliveira Salazar como “neutralidade
colaborante” achou por bem, evidenciando a necessidade de manter fora do
rectângulo português umas dezenas de milhares de emigrantes que se encontram em
Angola – nem para o que ainda estão em Portugal há “espaço sócio-económico”
quanto mais para os que possam regressar daí que Machete tenha dito que o fez em “defesa do interesse nacional, a protecção dos portugueses
que trabalham em Angola e da nossa economia” – falar no que não deveria ter feito; falou em
problemas de Justiça.
Não deveria
fazê-lo, não porque não e enquadre nas suas funções de relações exteriores,
enquanto tratadas a esse nível, mas porque o fez junto de um órgão informativo
comunicacional ultrapassando, claramente, as suas competências e entrando num
domínio que, mesmo conhecendo da matéria por razões profissionais e, por isso
mesmo, também elas restrictas, lhes estavam vedadas.
Nem por
razões diplomáticas um ministro de um Estado, enquanto não o faça pela via das
suas funções e intra-pares, pode ou deve entrar no domínio que não é o seu. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no portal Luso Monitor, em 10 de Outubro
de 2013
03 julho 2013
E a política lusa é...
(Com a devida vénia a vários cartunes da internet.)
A política portuguesa depois do efectivo Chefe de Governo ter batido com a porta (o anterior Ministro das Finanças e de Estado - e nº 2 do Governo - Vitor Gaspar) agora foi o segundo Ministro de Estado - ex nº 3 e promovido a nº 2 - a dizer out!...
29 março 2013
Feliz Páscoa 2013
(imagem da Internet)
A todos os leitores, e em particular os que me lêem em Portugal, uma Santa e Feliz Páscoa onde se possa estar:
sem Coelhos para alimentar,
sem Relvas para cortar,
sem Portas para abrir,
sem Seguro para pagar
e que o Gaspar agarre no resto dos camelos e vá atrás da estrela!!!
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(recebido via email)
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28 fevereiro 2013
Quem ganha com a actual “guerrinha” luso-angolana?
"Citando
de memória o primeiro presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto, “Conseguimos ter melhores reacções com os
partidos de direita portuguesa do que com a esquerda que nos está próxima”.
Isto foi dito, mais palavra, menos palavra, durante o consolado português da
AD.
Uma
vez mais, as reações Angola/Portugal passam, a nível institucional governativo
por um excelente período com as recentes visitas do MNE português, Paulo
Portas, a isso demonstrarem. Recordemos que PP chegou a afirmar que José
Eduardo dos Santos, presidente de Angola, é “grandes líderes africanos” contra a opinião de alguns
dirigentes portugueses, socialistas e bloquistas, que consideram o actual
regime angolano mais próximo de uma autocracia, de uma democratura.
Se
a nível institucional governativo as relações parecem ser próximas do ideal –
espectava-se uma visita, em breve, do chefe de governo português Passos Coelho,
a Angola – já as relações comunicacionais estão em linha de ruptura com vários
confrontos entre o órgão oficioso do Governo de Angola, o Jornal de Angola (JA),
e alguns órgãos justicialistas e comunicacionais de Portugal, nomeadamente, o
DCIAP e o Expresso.
Por
norma o JA reflecte a linha oficial de Luanda. Todavia, quando os temas saem
directamente da pena do seu director fica-se com a sensação que elas difundem
somente a vontade do mesmo em criar conflitos entre a sua original terra-pátria
e a sagrada terra de acolhimento.
No
entanto, não se pode deixar de admitir que algumas das afirmações apresentadas
nos recentes editoriais do JA não deixam de conter alguma incómoda verdade para
quem lê e quem comenta.
Senão
vejamos, como é possível que um processo, natural nas relações interbancárias,
já seja apresentado como um processo jurídico sob a forma de inquérito
pecaminoso? Do que se sabe, o PGR de Angola só fez uma transferência em
dinheiro que, ultrapassando o limite máximo normal aceite internacionalmente,
levou a que o banco depositário avisasse o banco central e este, por sua vez,
dado ser uma entidade estrangeira, avisasse o sistema jurídico português que,
mais não terá feito que cumprir as normas e mandar uma carta rogatória ao PGR
angolano solicitar os devidos e oportunos esclarecimentos.
Ora
a notícia que se transmitiu quase indiciava que o visado era um veículo de
“limpeza” de dinheiro e, naturalmente, ninguém gosta que um seu magistrado seja
conotado desta forma. Com a agravante do caso mostrar contornos de fuga de
informação; nada que já não seja habitual na Justiça lusa.
Acresce
que esta notícia teve maiores honras por ter acontecido por alturas do
aniversário da morte de Jonas Savimbi, reconhecido como o último líder africano
que defendia a liberdade efectiva dos africanos e que, simultaneamente, era
admirado pelo actual chefe da diplomacia portuguesa e por aqueles que debradam
Eduardo dos Santos – recorde-se as palavras de Mário Soares na sua recente
biografia, da autoria de jornalista Joaquim Vieira, quando
verbera a entrada dos antigos líderes norte-africanos derrubados pela
“Primavera árabe” e aos quais inclui o MPLA e dos Santos, na Internacional
Socialista. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado, hoje, no portal LusoMonitor.
05 fevereiro 2013
E na terceira visita de Portas...
Paulo Portas visita, pela terceira vez, enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a república de Angola.De visita, que teve honras de "Super Estado" - segundo a insuspeita ANGOP seria, ou terá sido, recebido por Eduardo dos Santos, Manuel Vicente (Presidente e Vice-presidente, respectivamente) e, naturalmente, por George Chikoti (Ministro das Relações Exteriores) - Paulo Portas já anunciou que, ainda este ano, haverá uma Cimeira Bilateral entre a República Portuguesa e a República de Angola.
Na expectativa de saber onde se realizará esta Cimeira, não poderei avançar quem, na minha perspectiva, serão os representantes de cada Estado. Presumo, e só isso, que de Portugal, talvez seja o Chefe de Governo, senhor Passos "Kandimba" Coelho que aproveitará para visitar algumas áreas da sua infância -inveja, que eu tenho -; quanto ao nosso representante, se for no País, lógico que será o Presidente Eduardo dos Santos, mas se for fora de Angola, aí, nem tento arriscar. É que estou farto do "foi..." e nunca "vai..." típico de um antigo estadista português...
Ainda relativamente a esta visita podem ouvir um comentário meu à secção portuguesa da Rádio Deutsche Welle em: http://www.dw.de/popups/mediaplayer/contentId_16577610_mediaId_16577672 entre os minutos 15 e 18,40 - a minha intervenção lá para os 16',35''; ou em http://radio-download.dw.de/Events/dwelle/dira/mp3/bra/DB65D54E_1_dwdownload.mp3).
Transcrito no portal do jornal Pravda.ru (http://port.pravda.ru/news/cplp/06-02-2013/34268-angola_portas-0/), em 6/Fev./2013
25 janeiro 2013
Solidariedade, qual e porquê?
(imagem de Facebook ximunada daqui)
O Estado português decidiu aplicar uma taxa
dita de Solidariedade que incide sobre os reformados e pensionistas.
Sendo eu reformado, e tendo a minha
Instituição profissional transferido para o respectivo Fundo de Pensões a
totalidade do valor que deveria auferir mensalmente pergunto porque diabo tenho
de contribuir com uma tal taxa – na realidade um imposto, porque nada nos
garante que não seja ad eternus à boa
maneira tuga – para o erário público?
Como escrevi no Facebook – a seguir
retranscrito – volto aqui deixar a minha reclamação e o meu profundo
descontentamento, ainda antes de saber qual será o veredito do Tribunal
Constitucional!
“Só uma pequena questão! Porque é que
tenho de dar 3,5% de solidariedade para pagar aquilo que outros ROUBARAM e
continuam a usufruir à grande e à francesa? Será que tenho mesmo de pagar ao
erário público português por aquilo que nada fiz?”
15 novembro 2012
Eu, na Radio France Internationale (edição brasileira)
Na passada terça-feira fui contactado pela jornalista Neydi
Ribeiro, da RFI-África, para abordar e analisar um possível impacto nas
relações luso-angolanas sobre o facto de três importantes figuras do Governo de
Angola estarem sob eventual presença de um inquérito judicial.
E tudo terá tido origem na “abertura de um inquérito-crime
contra altos dirigentes angolanos e tornado público, este fim-de-semana, pela
comunicação social portuguesa [no
caso concreto, pelo semanário Expresso,] que
terá beliscado as autoridades angolanas. A resposta não se fez tardar e ontem a
imprensa angolana, através de um editorial no Jornal de Angola, escrevia que as
relações entre Angola e Portugal poderão estar em causa com esta acção”.
O problema, se é que haverá algum problema, está e estará que,
como começa a ser habitual e demasiado habitual na Justiça portuguesa é que
processos que deveriam estar no recôndito das gavetas e dos gabinetes para
organização e eventual trânsito judiciário, saírem para a rua ainda antes até
dos processos estarem devidamente elaborados.
Na referida peça, em áudio, sob o título “Novo episódio de tensão entre Angola e Portugal”, está
também o sociólogo Paulo de Carvalho.
Da entrevista/análise, que teve uma duração de cerca de 16
minutos, foram repescados um pouco mais de 5 minutos; podem ouvi-la
acedendo aqui.
07 outubro 2012
Pululu no Pravda 10
- http://port.pravda.ru/cplp/portugal/08-10-2012/33793-politica_portuguesa-0/
e
- http://port.pravda.ru/mundo/08-10-2012/33792-venezuela_chavez-0/
04 outubro 2012
Política portuguesa, uma pequena incursão pelo meio…
"O
Governo português apresentou ente, pela monocórdica voz do seu ministro das
finanças, Louçã Gaspar – onde é que já ouvi isto? – s maior e brutal “Enorme
aumento de impostos”, ainda que só meio visíveis para os contribuintes,
realmente pagantes, e pouco claros para os capitais e completamente omissos
para as gorduras que sustentam o polvo “Estado”, e que hoje foram fortemente
questionados no parlamento português à boleia dos dois “votos de censura”
levados a efeito pelo BE e pelo PCP.
Entretanto,
ninguém sabe qual é, realmente a postura do CDS que era visto como o principal,
se não mesmo o único entrave ao livre arbítrio do Bloco Central quanto à imposição
desenfreada de imposto. Só vi, e do que vi, incómodos…
No
meio disto e dos impostos que vão ser implantados – além do IRS para os que
trabalham (ainda, felizmente, há os que consegue ter, mal ou bem, um emprego…)
e para os pensionistas e reformados. Há que juntar os impostos sobre as
habitações que foram compradas – algumas ainda nem pagas – com muito esforço e
elevados empréstimos e agora vão ser tributadas como se de um objecto de luxo
se tratasse.
Não
há dúvidas que em Portugal além de já haver quem desprezasse quem tinha carro –
só assim se compreende os aumentos de combustíveis quando há dois meses que o
crude está em queda (embora se saiba que o crude agora destilado terá sido
comprado, no mínimo há dois meses, mas isso é para diminuir e nunca para
aumentar) – agora há quem odeie quem tenha casa própria. Só assim se entende
este “luxo”!...
Mas
sobre a situação política portuguesa actual e a aproximação do último(???!!)
feriado do 5 de Outubro as minhas intervenções no facebook, quer na minha
página, quer em páginas de amigos:
Sobre
a frase do sr Vitor Gaspar, ministro das finanças, em que Portugal “tem o melhor povo do mundo” ver imagem [acima] interessante aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=513847971978034&set=a.219169111445923.69021.100000585061700&type=1&comment_id=1572438
eu
escrevi: “Por isso Cavaco pediu mudança de local
das comemorações do 5/10 por razões de segurança...” e “Mas, sinceramente, estou curioso com
as declarações dele amanhã. Tem sido a 5/10 que mais tem produzido declarações
mais acutilantes e certeiras. Recordemos que foi no seu primeiro 5/10 que ele afirmou, para espanto de
muitos milhões que parece não o sabiam, que em Portugal havia
"corrupção". Algo que a PG-adjunta, numa Univ de Verão do PSD, este ano,
acabou desmentindo...”
Ora, segundo o Diário de Notícias, edição
online, o presidente da república Portuguesa, Cavaco Silva, terá
solicitado a mudança do local das comemorações do 5/10 dos habituais Paços de
Concelho de Lisboa para o “Pátio da Galé, algures no Terreiro do Paço (pois,
não foi aí o regicídio?...) por ser “mais "resguardado" e por ser
um pátio interior que permitirá controlar todas as entradas, ao contrário do que
aconteceria na praça aberta dos Paços do Concelho”.
Por isso recordei que parece “volta a
paranóia da segurança? Recordemos que foi este o primeiro estadista português a
usar um carro à prova de bala. E se há medidas suplementares de segurança face
"ao melhor povo do mundo" é porque este já deve estar cansado das
tropelias dos seus líderes”...Por
isso não surpreende, e depois da manifestação do 15 de Setembro, chamada pela “vox populi” sem cobertura de sindicatos
e partidos políticos que deveria merecer mais respeito e maior estudo por parte
dos políticos e sindicalistas portugueses, é natural que haja algum receio de,
em vez de ovos – a luso-angolana (de Luanda) Assumpção Cristas bem se recorda,
enquanto ministra da agricultura, – possa aparecer a voar algum… sapato, no
mínimo!...
Parece que começa ser altura de recordar, e isto escrevi no portal
de um conhecido e reconhecido político luso e antigo jornalista incisivo e
independente, que é altura de nos recordarmos a História ao lembrar o “Diktat”
teve efeitos e consequências desastrosas para a Humanidade e o que os portugueses
e todos os contribuintes que vivem em Portugal o que sofrem é um claro “diktat germânico” cujas consequências
económicas, políticas e sociais começam a ser inqualificáveis num futuro
próximo.
E não me parece que haja quem esteja, realmente, preparado para
elas. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado hoje, como Manchete, do Notícias Lusófonas!
15 setembro 2012
Às vezes tem de se dizer Basta!
(manifestação em Lisboa contra a troika, imagem via Twitter)
No
dia em que se comemora ou recorda o Dia Internacional da Democracia
talvez seja bom recordar que há alturas, há
momentos, em que se precisa de dizer ao abuso e à falta de vergonha: Basta!
Basta de utilizar o Povo como cobaias para as manobras e
teses económicas sem valor universitário ao abrigo de pseudos
acordos/memorandos celebrados em nome do Povo para continuarem a protegerem-se
dos erros de gestão que estão a praticar há mais de 25 anos! Daí que,
por exemplo, a República Portugiuesa já tenha pedido 3 (três!) ajudas externas
ao FMI para regularizar as suas contas e continue na mesma com a porca (o
Estado) e engordar alegremente e os contribuintes a pagarem esse eterno
desmando com a sobrecarga de impostos e similares sob a capa de taxas encapotadas.
Também enquanto os governantes e autarcas não tiverem de
responder criminalmente pelos actos danosos, muitos deles, continuarão a estar
protegidos…
Basta de fazer o Povo de parvo em eleições pouco dignas e
pouco claras onde o juiz em causa própria demonstra sempre a sua pouca transparência
e enorme liberdade de criticar quem o critique, às vezes usando termos que nem
os maiores arruaceiros o fariam.
Como se pode fazer uma
reclamação in loco se os factos
reclamados se verificaram a posteriori?
Há sempre o Tribunal Constitucional para gerir
e regular as acções menos claras de quem, administrativamente, as pratica.
Como devemos esperar sempre a maior cobertura clara e honesta de um Tribunal e
dos seus juízes, também eu espero que os acórdãos saídos, mesmo que não como
espere, sejam, e de facto resultantes de um acto bem pensado e bem julgado.
Como também devemos gritar Basta quando pseudos jovens
revolucionários que, na prática, só enegrecem a imagem de quem dizem apoiar,
estarem a querer impedir a tomada de posse dos deputados dos partidos da
Oposição e parecerem estar protegidos.
É alturas dos Povos, neste Dia da Democracia, dizerem: Basta!
Partilhado pelo portal do Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/news/cplp/19-09-2012/33726-dizer_basta-0/)
Partilhado pelo portal do Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/news/cplp/19-09-2012/33726-dizer_basta-0/)
31 agosto 2012
As eleições angolanas no jornal Público
(páginas 2 e 3, da edição
do Público, de hoje)
O matutico português
Público, nas páginas 2 a 5, e na sequência de outros artigos elaborados durante
a semana, concluem com uma abordagem geral às eleições angolanas que hoje se
realizam.
No extenso e interessante artigo
de Ana Gomes Ferreira é analisado segundo a Perspectiva de vários analistas, os
possíveis efeitos pós-eleitorais e as eventuais consequências.
Um dos citados é este
vosso escriba que, incorrectamente – e do facto, via email, já dei conta disso
à autora –, sou citado como sendo Professor do ISCTE quando, na realidade, sou Investigador
do CEA do ISCTE-IUL. A correcção pública fica aqui embora sem sequelas de
maior.
Os restantes analistas
citados são Alberto Colino Cafussa, politólogo, Fernando Pacheco, do
Observatório Político e Social de Angola, e Alex Vines, do think tank Chatham House (Londres).
16 agosto 2012
Portugal, Maltez e o Pontal de Coelho
Cerca de 21 minutos de interessante análise de José Adelino
Maltez ao Jornal das 9, da SIC Notícias, ontem, sobre o “não discurso” de Pedro Passos
Coelho, primeiro-ministro de Portugal, na festa anual do Pontal (Quarteira,
Algarve) do PSD e antes da real rentrée política
após a silly season, das
aulas da Universidade de Verão do PSD.
Maltez, entre outras afirmações e alfinetadas, foi dizendo
que:
- As palavras de passos coelho foram um “não discurso” pelo
que pouco lhe agrada comentar;
- Em Portugal há um dos “índices piores de pobreza e os
índices piores de distribuição justa do rendimento” (por acaso, parece-me que,
neste aspecto, a escola tem mais seguidores dentro da Lusofonia…);
- recordou que, em Portugal, e já desde o ano passado, há “um
caixeiro-viajante da senhor Merckel” (que, diga-se, nisto não está só…);
- lembrou que Passos Coelho falou, falou, mas esqueceu-se
que não está sozinho na Europa e passou sem falar nesta, omitindo [provavelmente,
porque não lhe convém bem assim a uma
parte da oposição portuguesa que canta, canta, mas canta baixinho, não vá o
Povão acordar] sobre o “egoísmo alemão”
e o habitual “provincianismo francês”;
- propôs a (re)criação dos “Governos Provisórios” com a
inclusão dos partidos parlamentares, ou seja, PSD, CDS-PP, PS e PCP (não sei se
foi esquecimento ou deliberado, omitiu o BE); para Maltez, há a necessidade de Portugal
“ter Governo” o que, e nisso está bem acompanhado por outros analistas, parece não
haver!
- finalmente, entre outros aspectos abordados na conversa
com o jornalista Mário Crespo, o ilustre académico e profundo conhecedor desta
coisa que são as Ciências Políticas – e meu antigo Mestre – verberou a
existência do “clientelismo das empresas majestáticas” e dos seus futuros e
emblemáticos “funcionários”.
Uma análise a ouvir, na íntegra, aqui:
06 julho 2012
Espertos versus palermas...
(imagem das páginas sociais - Facebook - obg aos autores pq se identificarem; poderão ver aqui)
Palavras para quê quando, cada vez mais, este Mundo é dos espertos e não dos inteligentes normais, reconhecidos como "palermas"!?
Palermas como eu que precisei de fazer 5 (cinco) anos para obter uma licenciatura (de 5 anos!!); de 2 anos curriculares mais 4 de análises/tese, para obter o grau de Mestre; e de quase 5 anos para o grau de Doutor!
E para quê?
13 junho 2012
Quem ganha com o pagamento na ex-SCUTs?
Fui passar uns dias de férias à província portuguesa mais ao
sul do Portugal continental e a que mais próxima está do meu Continente
africano, Algarve; logo mais próximo da vasta plataforma terrestre que nos - pelo menos a mim - recarga as
baterias, Mãe-África!
E, uma vez mais no que já é muito habitual, as ligações por
internet fornecidas pela TMN/Grupo MEO-PT foi quase nula e demonstrativa das inúmeras
dificuldades que os utilizadores sofrem para aceder a tal. Pelo menos onde eu
assento, perto de Albufeira, numa localidade turística onde até está só um dos
maiores e reconhecidos restaurantes portugueses…
Mas não e sobre isto que quero falar – até porque já vi, e
de outros verões e carnavais que não vale a mínima pena; qualquer dia mudo e
pronto; já vi que a Vodafone nunca, ou raramente, tem problemas.
Vamos ao que interessa.
Na passada segunda-feira tive de me deslocar, por razões
particulares, a Portimão onde tinha de estar às 8 horas da manhã.
Por esse facto saí de casa cedo e para cumprir horário fui
pela antiga SCUT “Via do Infante “denominada A22 entre Alcantarilha e Portimão;
custo: 2,10 euros, só uma vez…!
Pois, numa via de muito trânsito, a qualquer hora como me
recordo, nesse trajecto pude constatar que circulavam… 3 (três) viaturas.
Uma saiu no desvio de Silves e as duas restantes, uma das quais,
a minha, circularam até ao desvio de Portimão, no meu caso. A terceira não sei
se saiu ou seguiu porque a tinha ultrapassado momentos antes mas pelo
retrovisor constatei que se manteve como a única, além de mim , a circular naquele troço.
No sentido contrário, Portimão-Albufeira ainda vi alguns veículos,
a maioria tipo carrinhas de caixa fechada. Mas não mais que pouco mais de
meia-dúzia.
Também, a pagar 2,10 euros por 22 quilómetros, só por
evidente necessidade ou por ser só uma vez…
A quem é que interessa a existência de serpentes vazias?
A quem é que a Estradas de Portugal (EP) e o Governo português
(este e os antecessores) fizeram favores para que tantas serpentes bonitas se
encontrem sem ocupação efectiva mas, nem por isso, sem custos para os não-utilizadores
porque, quer queiramos ou não, os contratos vigentes são sempre para cumprir. Ou
seja, os contratos prevêem a passagem de um certo número de viaturas nas
referidas vias e é sobre esse número que a concessionária é ressarcida pela EP.
Como vai a EP e o erário público português pagarem viaturas
que não passam?
Lá se vai mais algum dos impostos às Finanças portuguesas
desviado para factos pouco relevantes…
A juntar a isso ontem no regresso pela A2 – a Auto-estrada Sul
– ao fim da tarde, posso garantir que cruzei-me (ou comigo se cruzaram) cerca
de uma dezena, dezena e meia, de viaturas (entre elas 3 ou 4 pesados, um dos
quais parado a receber assistência da Brisa).
Só a partir de Alcácer do Sal até à saída de Setúbal o trânsito
teve algum acréscimo, ainda assim, pouco significativo: ao todo e ao longo do
trajecto entre a A22 e Setúbal, não mais que 3 ou 4 dezenas de viaturas.
Também a pagar 19,85 euros por 240 quilómetros de
auto-estrada, se for toda pela A2; porque se for parte pela A12 já se paga,
20,05 euros; Fora as pontes, claro…
Realmente a quem interessou, de facto, este princípio tão
nobre de utilizador-pagador e quem está realmente a ganhar com ele.
Infelizmente é um princípio que não é igual para todos.
Enquanto as populações de Lisboa e da outra margem pagam – e
não é pouco – o direito ao trabalho, ou seja, têm de pagar as suas passagens
pelas duas pontes – não há alternativas, agora nem por barcos de transporte de
viaturas – no Porto-Gaia nenhum dos utentes paga qualquer uma das pontes que lá
existem. E do que se sabe, nenhuma delas foram baratas!
Em Portugal, uns cidadãos são mais que outros…
Por isso, se pergunta quem realmente ganhou com a introdução
de pagamento nas antigas vias SCUT (e nas auto-estradas) e quais os reais
custos para o erário público, via EP, para a sua “manutenção”?
Publicado em simultâneo com o Notícias Lusófonas, na secção "Colunistas". http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=29797&catogory=ECAlmeida
Publicado em simultâneo com o Notícias Lusófonas, na secção "Colunistas". http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=29797&catogory=ECAlmeida
20 maio 2012
Já nem um copo de água...
Mal dos que ainda (sobre)vivem no rectângulo português...
Com tanta austeridade, qualquer dia, seremos todos obrigados a cumprir a "oportunidade" de Pedro Passos Coelho, Pedro, o "Kandimba de Massamá", e pisgarmos todos para fora desta habitual zona balnear da Europa.
Os que têm uma Pátria, mal ou mal, sempre conseguirão alguma cubata e pequena nhara; quanto aos outros, vão procurando abanar algum i(e)mbomdeiro e ver se cai algumas múcuas para fazer fermentar e calar as mentes revoltadas.
Pois em Portugal agora até um simples copo de água é... pago!
Um café na praia de Faro (Algarve) está a cobrar 50 cêntimos
por um copo de água da rede, há mais de um ano!
Segundo o proprietário, o “Estado não oferece nada a
ninguém, tudo se paga, o terreno, as licenças, os alvarás, e porque é que eu
sou obrigado a oferecer a água que pago? Estou aqui a tentar ganhar a vida, a
prestar serviços, não sou uma entidade pública”.
Podemos não achar piada e não estarmos habituados, ou
parecer-nos incompreensível esta atitude, mas, na realidade, gostemos ou não, o
indivíduo tem toda a razão, e, segundo parece, a ASEA diz que tem toda a
legitimidade para o fazer!
A justificação do proprietário assim o mostra! (http://ht.ly/b1Ofz)
01 maio 2012
Um 1º Maio diferente...
(imagem de email ximunada de outro sentido)
Eis o que acontece num diferente 1º de Maio, em Portugal, quando se vai a uma grande superfície de consumo; desde que se entra até ao sair...
30 abril 2012
Portugal, mais um ano de profunda depressão
O SLBenfica, uma vez mais, não é campeão nacional de
futebol.
Por isso, os meus sinceros parabéns a ao FCPorto, porque
conseguiu no terrenos aquilo que nós, os benfiquistas, não conseguimos.
E, diga-se em abono da verdade que ontem quando os jogadores
entraram no campo do Rio Ave pareciam que já iam animicamente derrotados. Enfim…
Algo que a direcção tem de ponderar até porque a SAD não é só
dos que lá moram e dominam mas daqueles que lá investiram e vêem a Bolsa não
capitalizar; pelo contrário, mesmo apesar dos muitos milhões recolhidos na Champions!
Uma vez mais os parabéns ao FCPorto e àqueles que continuam
a temer o S. Jorge que lidera e domina o mitológico animal asiático e, por
causa disso, não têm temor em o dotar quando disso precisa…
O certo, certo, é que Portugal – até porque ninguém de bom
senso acredita que vai ser campeão europeu – vai estar mais um ano de profunda
depressão!...
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