Podem aceder a partir deste acesso: http://www.revistamilitar.pt/artigo.php?art_id=797 (in Revista Militar (origem portuguesa) nº 2532 - Janeiro de 2013)
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05 maio 2013
29 agosto 2009
Timor, Sudão e as subserviências da ONU…
Há 10 anos Timor-Leste dizia em Referendo que queria ser uma Nação livre, independente e soberana, deixando a tutela ocupacionista da Indonésia e a tutela oficiosa de Portugal.
Tudo normal até porque o Referendo foi claro e inequívoco quanto ao Sim!
Seria tudo normal e claro se Mari Alkatiri, líder da Fretilin e antigo premiê timorense, não viesse agora afirmar que a ONU, procurando evitar uma humilhação da Indonésia e, por certo, com instruções claras da superpotência que sempre apoiou os indonésio, mandou, eventualmente, baixar a fasquia real do resultado do Referendo de 90% para os cerca de 70% oficiais.
Ou seja, a ONU, através do organismo criado para Timor-Leste, a UNAMET, mostrou quanto a subserviência, mais que a conciliação, é tão forte no seu seio. E, por certo que não o foi face à Indonésia mas aos EUA que também acabaram por ser um dos derrotados do referendo já que foram eles quem incentivaram a ocupação em 1975.
Recordemos, ainda, que após o Referendo algumas pessoas que quiseram aceder e se refugiar nas instalações da UNAMET viram a sua pretensão impedida pelos militares onusianos e aqueles que conseguiram “invadir” as instalações “neutrais” da UNAMET tiveram de escalar e trepar pelo muro das suas instalações.
Foi por via disso que há quase 10 anos nascia uma criança do sexo masculino a que puseram o nome de Pedro Unamet Rodrigues e que hoje surge como símbolo – pelo menos num órgão informativo português – do Referendo.
10 anos depois Timor-leste continua a não conseguir sair da situação de Estado previsto para um Estado afirmado apesar do seu hipotético desenvolvimento económico – parece que foi a segunda economia em crescimento no ano passado – e do petróleo que continua a ser a miragem que os australianos desejam que seja.
Mas se Timor-Leste mostrou como a ONU é um exemplo de subserviência às grandes potências, nomeadamente àquelas que mantém o anti-democrático direito de veto, Sudão é, na actualidade, outro dos casos.
Como é possível que o “reformado” chefe militar das forças conjuntas onusianos-africanas, o general nigeriano Martin Luther Agwai, afirme que a guerra já acabou no Darfur, excepto a presença de um grupo rebelde residual – não será aquele que há muito combate em nome de Cartum? –, quando ainda no início do mês Sudão acusava o Chade de ter bombardeado uma zona do Darfur, na região de Umm Dukhun, ao mesmo tempo que na na província sudanesa do Kordofan Sul, uma região fronteira ao Darfur, aconteciam Violentos confrontos entre duas importantes tribos árabes nómadas com elevadas vítimas.
E como é que menos de dois dias depois destas declarações do general nigeriano sabe-se que dois funcionários da ONU teriam sido raptados numa região perto ou mesmo dentro do Darfur?
Será que este “fim de guerra” se deve ao facto do principal comprador de crude do Sudão (cerca de 60%) ser, também ele, um dos 5 com direito a veto, no caso a China que também olha para a Nigéria como um futuro parceiro económico para não estar tão dependente do seu principal fornecedor, Angola, deseja que os olhos da comunidade internacional deixem de estar continuamente no Sudão e, naturalmente, no Darfur?
Por outro lado os principais campos – ou bloco de exploração – de petróleo e gás sudanês encontram-se na região que se prevê venha a referendar a sua separação do Sudão, ou seja, no Sul. Mais um erro da ONU que, se for para a frente com esta evetual separação, continuará a seguir a linha anglo-americana: se não se entendem então que se separem, o que poderá cimentar outras naturais pretensões. Só que nunca ouvi os britânicos dizerem o mesmo aos escoceses…
Ou seja, tal como há 10 anos em Timor-Leste parece que também agora a ONU mostrou que a subserviência e os votos que mantêm certos responsáveis onusianos nos seus “importantes” lugares – e por via deles dão também visibilidade aos países de onde são originários – estão dependentes daquilo que fizerem – ou não fizerem – que indisponha algum grande…
Realmente é altura da ONU levar uma grande transformação mesmo que existam os tais 5 grandes. Mas se a Comunidade Internacional se recordar que a Assembleia-geral tem mais peso que o Conselho de Segurança. Basta recordar como algumas Resoluções foram aprovadas e implementadas mesmo com os “vetos” de alguns dos 5 grandes…
10 janeiro 2008
O que quer a “nova” Europa? – artigo
É a grande vitória germano-portuguesa que se passa a designar por Tratado de Lisboa.
E o que é que caracteriza este Tratado Reformador? Tudo o que caracterizava o Tratado Constitucional excepto em dois factos importantes: deixa de ser um classificado como Tratado Constitucional, daí que os potenciais actos referendários deixem de ser públicos e passem a ser parlamentares – excepto na Irlanda (Eire) por razões constitucionais – e deixa de considerar o actual Hino como Hino da União.
Estes são, na prática e realmente, os dois factos mais importantes para caracterizarem o Tratado assinado em Lisboa, diferente do anterior. No mais mantém-se, com muitíssimas poucas alterações, a essência do vetado há 4 anos! Mas isso, é algo que os eurocratas e as potências europeias não assumem nem querem assumir.(…)”
Parte de um longo artigo, que hoje o “emFrenteOeste” começou a publicar e que terá a sua conclusão no próximo número.
De notar que este artigo, apesar de ter sido elaborado aquando da assinatura do Tratado de Lisboa e que por razões editoriais só hoje pôde começar a ser publicado, não deixa de ter a sua actualidade face à tomada de posição do senhor José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, que defendeu o “Não” ao referendo inicialmente proposto na sua campanha eleitoral por considerar que o Tratado não é o mesmo.
De facto não é! Este deixou de ser o Tratado Constitucional e passou a ser o Tratado de Lisboa. Só que as moscas que nele poisam são as mesmas…
O que o senhor Sócrates evitou foi a vergonha de irem poucos eleitores ao “voto” e os que eventualmente dissessem presente serem os indefectíveis do “Não” e, aí, a face do senhor Sócrates deixaria de evidenciar o “Porreiro Pá!” e teria de se justificar junto dos outros parceiros europeus porque não levou em conta os inúmeros "SE's"...
06 fevereiro 2007
Nem pelo SIM nem pelo NÃO…
Portugal vai a referendo sobre a chamada Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), mais comummente reconhecido por “aborto”.
A pergunta a referendo “concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”, é, por extensão da mesma, absurda como tem sido apanágio nas ainda poucas perguntas referendadas em Portugal.
Acreditam os parlamentares portugueses que a formularam que os eleitores a vão ler no dia do referendo? Será que duvidam que mais de 50% – e para não dizer, a quase totalidade – dos eleitores não a conhece e que quando for colocar a “X” irá sob o espectro do SIM ou NÃO à aprovação do aborto que, realmente, não é o que está em questão mas, tão-só, a despenalização da mulher que o praticar, livremente, até a uma determinada data?
Será que todos os que andam em campanha já se dignaram a explicar realmente o que está em questão?
Quero crer que não! Das poucas – assumo, muitíssimas poucas – vezes que ouvi os tempos de antenas uns defendem, porque SIM, outros recusam-na, porque NÃO. Nem porque Sim, nem porque Não! Só SIM, porque a mulher é livre, é dona do seu corpo, porque será um nascimento desejado, etc., ou NÃO, porque já é uma pessoa, ou porque é um crime perante Deus – só se entende porque a Igreja (Católica ou da Reforma, ambas criticam-no, embora uma se cale porque a outra fala demais) só reconhece a religiosidade de uma pessoa, em plenitude, quando baptizada –, ou… etc., etc., etc.!
Mas nenhum fala dos perigos físicos e psicológicos em que uma mulher se entrega quando pratica o “aborto clandestino” e, ou, efectuado sem as mínimas condições técnicas e higiénicas, dos ganhos que algumas clínicas auferem com os IVG fora de Portugal.
Uns querem o SIM outros o NÃO. E estes que defendem o Não já param para pensar que a IVG já é uma realidade jurídica em Portugal, embora sob determinadas circunstâncias? Até hoje só ouvi uma pessoa do Não defender claramente o Não em qualquer eventualidade. Não haverá, apesar de alguns tentarem, através de testemunhos pessoais justificá-lo, um certo (im)pudor dos que defendem o Não?
E agora, quando o escrutínio se aproxima, é que uns quantos decidiram, apesar de defenderem o NÃO, que a mulher não deve ser criminalizada por praticar, livremente e sem, à partida, quaisquer condicionalismo, o aborto.
Mas é isso mesmo o que a pergunta coloca: se deve ser ou não despenalizada; ou seja, para os que entendem menos bem o português, se deve ser ou não culpabilizada.
Por isso, é que me faz certa dúvida a pouca coragem dos parlamentares portugueses em assumirem o seu voto de consciência na Casa de todos os eleitores, o Parlamento, e obrigarem os eleitores a pagarem, através dos seus impostos, um referendo que, tudo parece indicar, será mais um “fiasco” ao ponto de já haver quem vaticine que poderá ser o último a ser realizado em Portugal. Como os entendo! Embora, no futuro, pudesse haver situações que deveriam ser referendadas e não o serão, como por exemplo a adopção da “Constituição Europeia” ou a construção megalómana do aeroporto da Ota, etc.
Estive até há pouco tempo sem saber se haveria de votar ou não.
Uma notícia do Angonotícias, sobre o aborto clandestino em Angola, tirou-me todas as dúvidas. Pensando nas minhas compatriotas que o praticam clandestinamente em Angola, vou votar.
Se SIM ou NÃO é um acto da minha exclusiva Consciência e, até provas em contrário, o voto – em Democracia, aquele que é colocado dobrado em urnas – é secreto.
Mas, não gostaria que por causa de um voto meu, uma mulher – apesar de não concordar com o poder leonino que a pergunta lhe confere – pudesse ser presa.
Este blogue, que não o autor, não é pelo Sim nem pelo Não, mas pela liberdade de cada pessoa actuar segundo a sua plena e livre consciência!
03 fevereiro 2007
Destino ou Jornada?
.
Da poetisa moçambicana Suzete Madeira recebi esta questão/reflexão que deixo à vossa consideração:
"Quer nossa viagem seja por um rio ou pela vida, encontramos sempre dois tipos de pessoas. Há aquelas cuja mente está posta no destino, e no que farão quando chegarem. A viagem em si não atrai seu interesse. É algo que querem pôr atrás de si o mais rápido possível. Depois há aquelas cuja mente está voltada para a viagem, e no que experimentarão pelo caminho. A viagem até o destino é tão importante como o destino em si.
A vida é um destino ou uma viagem?"
A autora gostaria de receber a vossa opinião, que poderão deixar nos comentários
"Quer nossa viagem seja por um rio ou pela vida, encontramos sempre dois tipos de pessoas. Há aquelas cuja mente está posta no destino, e no que farão quando chegarem. A viagem em si não atrai seu interesse. É algo que querem pôr atrás de si o mais rápido possível. Depois há aquelas cuja mente está voltada para a viagem, e no que experimentarão pelo caminho. A viagem até o destino é tão importante como o destino em si.
A vida é um destino ou uma viagem?"
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