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01 julho 2012

Atenção lobitangas, atenção à Nª Srª Arrábida!


(Altar da Igreja Nª Srª Arrábida; foto ©daqui)

O altar da Igreja da Nossa Senhora de Arrábida, na Restinga, Lobito, província de Benguela – pode haver sempre quem não saiba onde é, mesmo conhecendo o CFB – está em situação crítica devido ao efeito da formiga salalé.

De acordo com uma mensagem recebida no Facebook e que também está explícito em fotos do interior da nossa bela Igreja, da página da Igreja na mesma página social, “O altar da igreja esta todo estragado o salale comeu toda a madeira esta por um fio o que nao faz cair sao as cordas que prende atras”.

Parece-me que devemos todos os que têm acesso ao FB ir à página da Igreja e ver como poderemos contribuir para ajudar a Nª Srª de Arrábida.

Estou certo que as grandes empresas do Lobito, nomeadamente, o CFB, o porto, a cimenteira e a futura refinaria poderão ajudar mais rapidamente a recuperar o altar e o um pouco deteriorado interior da Igreja.

Mas também muitos de nós, que lá foram registados e baptizados ou casados, estaremos disponíveis para o fazer, de certeza. Para isso, o pároco e as autoridades eclesiásticas e administrativas da cidade – estas deveriam ser as primeiras a providenciar a ajuda, porque não se podem esquecer que a Igreja é mais que um local de culto, é um dos nossos monumentos locais – terão de o dizer como.

Esperemos que nos elucidem sobre como ajudar e que o altar seja rapidamente salvaguardado.

A Igreja vale pelo todo e não só pelas paredes ou pelo enquadramento paisagístico!

04 maio 2009

A força abusiva de uma religião-estado?

Há muito que o Egipto anda à procura de impor em todo o país o islamismo como única religião, deixando de ser uma religião no Estado para se tornar numa religião do Estado.

São conhecidos os entraves que alguns sectores políticos e jurídicos egípcios têm colocado nas áreas ecuménicas não islâmicas, como por exemplo, os Baha’is mesmo que os direitos de cidadania baha’i estejam reconhecidos pelo governo e justiça egípcia. Mas nem por isso deixem de ser claramente perseguidos ao ponto de, segundo parece, uma determinada comissão inter-ministerial ter exigido ao Parlamento do país que considerasse a Fé Baha’i como uma seita que coloca em causa a segurança nacional.

E se a Fé Baha’i é, ou tem sido desconsiderada, já os cristãos coptas, embora em minoria, eram aceites e respeitados.

Eram porque, aproveitando a crise epidemiológica que a Gripe A/H1N1, ou “gripe suína”, tem provocado a nível mundial e sabendo que os porcos são considerados pelos islâmicos – tal como pelos judeus e neste aspecto, a gripe suína conseguiu o que muitos políticos e estrategas não têm conseguido, fazê-los falar a uma só voz e em unanimidade – como animais impuros, unicamente criados e como fonte de alimento pelos cristãos, o Egipto decidiu mandar
matar todos os suínos que existem no País, nomeadamente, nos bairros pobres de Cairo.

E mesmo sabendo, como a OMS o tem repetido, que não são os porcos os “culpados” desta gripe mas tão-só a razão do nome que foi dada à mesma.

Há aqui um claro ataque de radicais islamitas às outras convenções ecuménicas a que não será alheio, por certo, o poder dos
ayatollas iranianos e as suas interferências na política interna religiosa do Egipto…

Estas atitudes contrariam todos os valores que os teólogos islâmicos moderados tentam incutir e mostrar ao Mundo, ou seja, que o Islão, tal como as outros duas grandes comunidades ecuménicas, se tem pessoas que usam a religião para prevaricar, também as há as que respeitam e sabem respeitar os valores de cada comunidade.

Mas enquanto o Mundo estiver refém do petróleo árabe – e, sejamos honestos, os maiores fundamentalistas até nem são os iranianos (que não são árabes) mas os sauditas – ou temer a eventual força nuclear de Teerão e o poder dos fundamentalistas suicidas – a maioria provenientes de zonas de baixos recursos ou pouco cultas –, os radicais iranianos manterão este status quo e esta “umbrella” social sobre o Mundo Ocidental e alguns dos seus vizinhos!

10 maio 2006

Ministro egípcio questiona disposição do Tribunal

(O mundo Baha'i)

O governo egípcio vai recorrer da decisão de um tribunal administrativo que decidiu a favor dos direitos da pequena minoria baha'i, afirmou o ministro dos assuntos religiosos Mahmoud Hamdi Zakzouk. Perante o Parlamento, o ministro declarou que a base do recurso seria a opinião do principal clérigo muçulmano, o Sheikh de al-Azhar, segundo o qual "o Bahaismo não é uma religião revelada reconhecida pelos muçulmanos"”.

Pessoalmente, o que do bahaismo conheço – e muito pouco – devo ao blogue “Povo de Baha”. O que aqui está em causa não é a qualificação deste rito religioso mas, tão só, o direito de um Governo questionar as deliberações de um tribunal suportando-se numa opinião de um imã local que não considera este rito como religião. E isto não será o princípio de um retorno ao radicalismo religioso dos Irmãos e Irmãs Muçulmanos que, ultimamente, vêm ganhando posição no Parlamento e na vida social egípcia (sobre este assunto aceder aqui, nos Ensaios), bem assim acompanhado do aumento de violência e atentados contra interesses turísticos no país?
E os coptas estarão em sobreaviso?
Por onde é que anda a liberdade religiosa e os Direitos Humanos?