Mostrar mensagens com a etiqueta Saneamento Básico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saneamento Básico. Mostrar todas as mensagens

05 abril 2012

Fim da “Reconstrução” em 2013?!...

(Enquanto houver imagens com o estas, não pode haver Reconstrução acabada)

A TPA (Televisão Pública de Angola) afirma, citando o presidente José Eduardo dos Santos – provavelmente na sua alocução de ontem pelos 10 anos de Paz, na cidade de Luena, província do Moxico – que, o “Programa de Reconstrução Nacional será concluído antecipadamente no princípio do próximo ano, em vez de 2015/2016 como estava previsto”.

Sejamos honestos, uma vez, até porque sabemos que as eleições estão à porta, mas...

Como é possível tal ambição com os significativos atrasos no saneamento básico e na distribuição efectiva de energia e água potável?

Propaganda e visão política sim, mas com alguma ponderação.

Como ainda não ouvi nem li as palavras de Eduardo dos Santos e como se sabe que, por vezes e não poucas vezes, a TPA é muito expansiva nas leituras que faz, vou aguardar e ler, logo que as recepcione na íntegra, as palavras de dos Santos e depois comentá-las…

27 outubro 2011

Lobito procura minorar problemas

"Os milhares de habitantes dos Bairros da Canata, Lobito velho e do Liro, Lobito, vão deixar de sentir as consequências desastrosas da chuva, nesta época com o arranque das obras de reabilitação das valas de drenagem, reportou a RNA.

Tudo isto de acordo com o Administrador do Lobito, Amaro Ricardo, citado pela Rádio N’gola Yeto, do grupo RNA.

Vamos ver se é mesmo assim, é que já há muitos anos que se fala nestas obras e todos os anos acontecem inúmeros problemas.

13 abril 2008

Ainda a maka da hipotética falta de água em Luanda

Um simpático e cordial Anónimo - continuo a não compreender porque não assinam no fim dos mesmos, principalmente quando os comentários são educados e, não raras vezes, pertinente - questionou no meu apontamento sobre a a hipotética falta de água que pendia sobre Luanda devido a uma eventual sentença de uma juiza em Luanda.
Esse anónimo não acreditava que uma juíza pudesse sobrepor a necessidade de utilização livre de um bem público - água potável - decretando o fecho das Instalações do Marçal que, segundo julgo saber, fornecia água potável - ou parte dela - à cidade-capital.
Era pertinente e carregada de lógica a dúvida incerta no comentário.
Infelizmente não só era verdadeira como, efectivamente, aconteceu. de acordo com uma notícia da VOA-Multipress, de 11 do corrente, o Tribunal Provincial de Luanda (TPL) terá mandado encerrar as portas da EPAL podendo com essa sentença colocar em cauda a tranquilidade dos, e passo a citar, "cerca de quatro milhões de cidadãos que poderiam ver-se privados de água potável".
Felizmente que o bom senso imperou e o TPL e a EPAL acabarm por chegar a um consenso para que a companhia que explora as águas de Luanda não tivesse que encerrar as portas.
Para isso a EPAl comprometeu-se a depositar uma caução de "178 mil 228 dólares" enquanto, em simultâneo, o seu advogado interpôs recurso.
Tudo porque a EPAl, considerando-se, e talvez com razão em função das regras nacionais quanto à exploração de água potável e por razões de trabalhos nas condutas de água, tinha decidido desactivar duas giratas - instrumentos extractores de água para revenda a camiões cisternas -, propriedade(?) de dois indivíduos que se sentiram lesados pela atitude da EPAL e que viram, agora, o TPL dar-lhes razão.
A livre iniciativa e o interesse público nem sempre são compatíveis.

10 abril 2008

Luanda e a maka da falta de água e luz...

(secou? imagem daqui)

De acordo com um e-mail proveniente de Luanda, a cidade da Kianda vai ficar sem água potável devido a uma ordem do Tribunal e sem luz devido às obras "chinesas".
Para melhor entendimento transcrevo o e-mail tal como recebido, não identificando, por razões obvias, o remetente do mesmo..

"Vamos ficar sem água. Uma juiza decretou o encerramento das instalações da Epal- Empresa Pública de Águas de Luanda, numa causa perdida em juizo a favor de dois cidadãos angolanos. AS INSTALAÇÕES DO MARÇAL EM LUANDA, ESTÃO ENCERRADAS, DESDE ONTEM ÀS DOZE HORAS.

Também muita gente, muitos povos estão sem energia eléctrica devido a avarias em oito transformadores fabricados, fornecidos e montados recentemente por uma empresa chinesa. Tá-se mesmo a ver que foi mais uma argolada chinesa. Digo mais argolada, porque as obras de restauração da Cidadela Desportiva efectuada por chineses, estão literalmente a desabar. Assim vai o esbanjamento dos milhões de dólares que muito brevemente serão exiguos, com tanta idiotice progaramada, leia-se corrupção mal organizada.
"

Os pagamentos do petróleo estão a mostrar, com cada vez maior intensidade, a qualidade chinesa. E vão alguns países afro-lusófonos avançarem para a construção de empreendimentos desportivos, nomeadamente estádio de futebol, esquecendo-se o que aconteceu ao celebrado estádio bissau-guineense...

06 março 2008

As maiores cidades “lixocráticas”…

(Entre maravilhosas imagens de uma bela capital maputense, esta imagem aqui)

Sob o título “Maputo, capital da República “lixocrática” de Moçambique”, o jornal electrónico moçambicano (versão em PDF) “O Observador”, na edição 171, de amanhã, e citando um trabalho da revista “Forbes” detectou que Maputo, é a 23ª cidade mais suja do Mundo, mas com as "/des)honrosas" companhias de Luanda, (22ª), Moscovo (14ª), Dar-es-Salaam (Tanzânia), em 12ª, Brazaville, (10ª), Antananarivo (Madagáscar), em 3ª, Ciudad du México, como 5ª, Adis-Abeba (6ª) e Mumbai (7ª), estão entre as 25 cidades mais sujas do planeta, numa lista liderada por Baku, Azerbeijão.
Por isso não surpreende que nas últimas chuvadas registadas em Luanda, já esta semana, tenham ocorrido, e para não variar, novas e contundentes cheias e que também, trouxe, como já é habitual, a falta de luz e água potável.
Capapinha foi-se embora mas o sistema mantém-se…
Com a devida vénia deixo-vos o artigo d’O Observador para meditarem e deixarem os comentários que acharem mais pertinentes.
"A capital moçambicana, que não vê a maior parte dos seus prédios pintados desde o dia da Independência nacional, é a 25.ª cidade mais suja do mundo, segundo revelação feita recentemente pela revista norte-americana ”Forbes”. Maputo é secundada por cidades como Luanda, Moscovo, Antananarivo e México. E, como diz o outro, se o País é a capital, e o resto é paisagem, então a quantidade de lixo existentes em Maputo reflecte o actual estado das dez províncias que compõem o território nacional."

27 maio 2007

Há coisas que me ultrapassam

Definitivamente!
Por muito que tente compreender, por muito que faça um esforço nesse sentido não consigo entender como se deixa chegar um Povo a extremos como o que o a Voz de América denuncia e o Angonotícias faz eco.
Como é possível que um mês passado a cidade do Lobito esteja sem água e a Empresa de Águas e saneamento da minha Cidade se mantenha muda e queda? Têm, por vezes, de percorrer 20 Km em busca do preciso líquido e com o Catumbela ali mesmo ao lado, a pouco mais de 3 km…
Como é possível que 5 anos depois do fim da fratricida guerra ainda persistam situações como as denunciadas, ainda por cima numa Cidade onde começa o maior caminho-de-ferro do Pais e da África Austral, a ser reabilitado com chorudos financiamentos e comparticipações chinesas e onde está o maior porto de Angola entre outros símbolos sensíveis?
Como é possível que, pela mesma razão, os hospitais regional de Benguela e a sua extensão do Lobito estejam sem apoios, sem medicamentos e sem recursos para fazerem face aos doentes ao ponto destes serem obrigados a suportarem todas as despesas por faltas de verbas e dos tais recursos.
Todavia, a província de Benguela que poderá ver morrer 5000 cabeças de gado bovino de criadores do Biópio morrerem por falta de vacinação – presume-se, logicamente, a mesma que contempla a falta de água e medicamentos em Benguela e Lobito, por falta de dinheiro – vai importar do Brasil 2500 bois para ser levado a efeito uma experiência(?) – para isto já há dinheiro, já que vai custar cerca de 2 milhões de USdólares – que tem o objectivo de "requalificar" o seu gado tradicional.
Vamos a ter juízo e dar prioridade às prioridades!!!

21 dezembro 2006

Lobito sem água potável…

(O rio Catumbela desagua mesmo ao lado do Lobito; foto Francisco Villegas)

Nem tudo se faz num dia, mas com 4 anos de Paz e com a prosperidade que se sabe já estar a acontecer e que se prevê seja cada vez maior, notícias como a que acabei de ler no Angonotícias já não se admitem.
Se já para Luanda são notícias pouco agradáveis, embora compreensíveis dado o fluxo migratório que a capital sofreu devido à guerra e nunca se ter preparado, correcta e devidamente, para tal em cidades como a minha, Lobito, cuja a população é menos de um décimo não é admissível.
A notícia em questão prende-se, tão só, com a falta de água potável há duas semanas na bela sala-de-visitas de Angola.
De acordo com a notícia daquele portal, as pessoas passam, diariamente, a calcorrear quilómetros para obter duas míseras bacias com água que mal dão para as necessidades básicas alimentares. E mais incrível ainda é a exploração canalha que se faz com um dos bens mais essenciais da vida humana. O que, em tempos comprava por 5 a 10 kwanzas (já de si incompreensível, embora se compreenda porque o saneamento básico não é barato) compram agora por uns especulativos 50 (CINQUENTA) Kwanzas. Mais que agiotagem, é ROUBO e isso as autoridades têm a obrigação de ver e punir severamente.
E tudo porque um teste na Barragem do Kileva falhou e impediu que a nova Estação de Tratamentos de Águas Brutas de Benguela não entrasse em funcionamento na data prevista e nem se sabe quando entrará em vigor.
Mas será que não há outra barragem na região, com capacidade energética, para, alternativamente, pudesse suprir a falta de energia da do Kileva?
A mim parece-me que houve, outrossim, uma deficiente gestão, por não previsão de factos anómalos, do Governo Provincial de Benguela.