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12 março 2018

Angola na defesa e segurança continental - artigo

"Esta semana os sotos celebraram o papel de Angola, enquanto detentor da presidência rotativa do Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC (OPDS), na resolução da crise político-militar de Setembro de 2017, no Reino do Lesoto, devido ao atentado que vitimou o general Khoantle Motsomots, comandante-chefe das Forças Armadas deste país (Lesotho Defence Force – LDF).

É certo que, num primeiro momento, os primeiros intervenientes na contenção da crise foram os militares das Força Nacional de Defesa da África do Sul (South African National Defence Force – SANDF), ou não fosse este pequeno reino um território encravado na República da África do Sul e que qualquer distúrbio político no reino de Sua Majestade, David Mohato Bereng Seeiso, ou Letsie III, poderia pôr em causa a já – então – difícil situação política e institucional de Jaco«b Zuma, à época o presidente em exercício da SADC.

O segundo momento, ocorreu quando Zuma, temendo ser acusado de intervenção armada num outro país e sem – até então – ter sido pedido pelo governo de Maseru (capital soto) qualquer tipo de interferência armada não requerida, em total conflito com as regras de Defesa a e Segurança quer da União Africana, quer da SADC, contactou João Lourenço, presidente em exercício da OPDS para que fosse providenciada e, caso disso, criada no âmbito deste órgão da SADC, uma força de prevenção e intervenção para impedir que a crise resvalasse em mais uma situação crítica, semelhantes a outras situações já ocorridas no passado e que tudo parecia indicar estar a se desenvolver: posicionamento de facções rivais para a tomada do poder no reino de Letsie III.

Do pronto contacto destes dois estadistas com os seus colegas regionais, e de acordo e legitimação com o Governo de Maseru, saiu, como se sabe, uma força preventiva denominada Missão de Prevenção da SADC para o Lesoto (Preventive Mission in the Kingdom of Lesotho – SAPMIL) liderada por Angola.

De registar que a SAPMIL foi aprovada em 15 de Setembro de 2017, na Cimeira da Dupla Troika da SADC (ou Double Troika Summit (DTS) – Zuma, como presidente da SADC e uma Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC -na prática faziam parte desta Cúpula, Angola, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia e Zâmbia, reunidos na África do Sul, criou a Dupla Troika). (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)

Publicado no Novo Jornal, edição 523, de 2 de Março de 2018, página 11 e pode ser lido, na íntegra, em: http://www.novojornal.co.ao/opiniao/interior/angola-na-defesae-seguranca-continental-50239.html

13 fevereiro 2016

Africa, Defence & Security


Também estou neste portal como blogger residente. As minhas contribuições e de outros meus colegas residentes ou de simples contributos podem ser lidas aqui (enquanto blogger) ou aqui (todos os artigos)
Um portal de apoio, de investigação, de informação que se define como:
«O Africa Defence & Security é uma nova plataforma multilingue e multidisciplinar de análise e discussão sobre as matérias de defesa e segurança no continente Africano, com especial enfoque nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Pretende-se assim analisar os principais desenvolvimentos políticos, sociais e económicos com impacto nas questões securitários e de defesa nos PALOP e em África, e avaliar os impactos ao nível regional e continental dos mesmos, bem como a relação com os principais actores exógenos.
Agradecemos comentários. Estamos sempre abertos a novos contribuidores que desejem exprimir as sua opiniões na blogoesfera.

Africa Defence & Security is a new multilingual and multidisciplinary platform aimed at analyzing and discussing issues pertaining to defense and security in the African continent, with a special focus on Portuguese-Speaking African Countries (PALOP). We intend to analyze major political, social and economic developments that influence security and defense issues across the PALOP’s and Africa as a whole, while assessing their regional and continental impact, as well as the extent to which it relates to major external actors.
We appreciate comments and opinions from those in the general public who wish to express their opinions on the blogosphere.Feel free to send us your opinion/analysis pieces for publishing purposes.»

30 novembro 2009

Quando o lúdico e a segurança se conflituam…

"Segundo algumas notícias que se vão ouvindo no éter radiofónico, nomeadamente na RDP-África, a região autónoma do Príncipe está em polvorosa, nomeadamente o Governo Regional, porque um radar de segurança colocado naquela ilha interfere com as emissões de rádio e da televisão, em particular, com as emissões para África da RDP e RTP.

O radar em questão foi colocado na ilha ao abrigo dos acordos de segurança rubricados entre o Ministério da Defesa santomense e as autoridades de defesa marítima norte-americanas tendo em vista não só a defesa do Golfo, onde parece haver muita gente que se esquece que está a caminhar a passos largos para ser uma nova Somália no que toca à pirataria marítima, como se enquadra no programa afro-norte-americano AFRICOM.

Recordemos que, inicialmente, era intenção dos EUA colocar vasos de guerra estacionados na região, nomeadamente, em São Tomé ou no Príncipe, fazendo destas ilhas umas novas Port Arthur.

Todavia, a manifesta “má-vontade” de Angola e Nigéria as potências regionais em emergência e em “conflito” pelo domínio da região centro-africano e do Golfo, e o facto da presença das forças navais – e com ela outras forças militarizadas – não seria muito bem quista por outros Estados da região nem por aqueles que continuam a considerar que África é um feudo particular – recordemos como a França continua a olhar para o continente Africano e para as regiões onde foi potência colonial – levaram o departamento de Defesa norte-americano a ponderar pela não presença dessas forças mas pela colocação do referido radar.(...)
" (continuar a ler aqui)
Publicado no , edição 242, de 28/Novembro de 2009

04 dezembro 2008

Desabamento do DNIC já esquecido?

(imagem d' O Apostolado)

"Depois do que li aqui, ou seja, desmoronamento do edifício-sede do Corpo de Segurança dos Diamantes, nada mais evidente constatar que o desabamento do edifício do DNIC, e subsequentes mortes que o mesmo causou, em Março passado, parece que já foi liminarmente esquecido.

Sabemos que é e parece haver vontade de tornar a cidade de Kianda numa floresta de betão. Como li há dias algures escrito por alguém, honestamente não me recordo quem, que a cidade de Luanda, nomeadamente a marginal, caminhava para uma nova Manhattan ou Dubai devido, pelo que percebi, aos seus elegantes e espigadíssimos imóveis como, não poucas vezes, me fazem chegar as suas imagens pré e pós construção.

Que se queira construir para dar uma imagem de uma cidade nova e moderna, até nem contesto. Mas há que o fazer sem espezinhar ninguém, assenhorar-se indevidamente de terrenos alheios sem compensação e, principalmente, analisar bem os terrenos onde construir e os adjacentes.

A construção desenfreada e inconsequente pode provocar muito do que, ultimamente, acontece em Luanda: cheias, cheias, cheias descontroladas e aluimentos de terrenos (...).
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Elaborado em 3/Dez/2008 e publicado no /"Colunistas" de hoje.

21 outubro 2007

Angola sob o espectro de aviões-bomba?

Segundo a edição deste fim-de-semana do Semanário Angolense (SA) – aquele que viu o seu director, Graça Campos, ser detido em contornos pouco claros como o próprio SA nesta edição também deixa no ar – a suspensão de voos da TAAG para Europa não teria como base explicativa a versão oficial mas, uma outra e bem grave e com a mãozinha dos norte-americanos por detrás.
De acordo com o SA, a suspensão de voos da companhia angolana de bandeira seria devido a possíveis ataques a interesses ocidentais europeus com aviões da TAAG.
Para esse receio contribuirá uma eventual “crescente entrada em Angola de imigrantes do «Islão perigoso», a falta de segurança e a permissividade fronteiriça no aeroporto de Luanda” teriam sido os “condimentos que fizeram soar o alarme no país do «Tio Sam»” por recearem que, eventualmente, os aviões da TAAG possam ser sequestrados por terroristas e estes os lancem sobre alvos e icons ocidentais como a “Torre Eiffel por exemplo, à semelhança do que sucedeu ao World Trade Centre”; Paris e Londres seriam os dois principais alvos dos possíveis ataques terroristas com aviões da TAAG.
É uma suspeição muito grave que põe em causa a credibilidade da União Europeia por não assumir um facto importante e perigoso não só para os seus interesses mas também porque olvida a segurança dos passageiros, a maioria angolanos, que voam nos citados aparelhos ou mesmo naqueles que são usados como “substitutos” porque a ser verdade as condicionantes que o SA se refere, os putativos terroristas tanto usarão os aviões da TAAG como poderão usar os que os substituem.
Não acredito que os passageiros que usaram companhias alternativas em outras praças aéreas sejam forçadas a passar, de novo, por controlos policiais ou outros, dado que não saem da zona de embarque, nem que os aviões de outras companhias substitutas que saiam de Luanda tenham controlos alternativos. É que segundo o SA, os americanos constataram que “muitos cidadãos estrangeiros entram e saem de Angola pela ala protocolar, mesmo não se tratando de personalidades vip’s, bastando-lhes, para tanto, subornar os funcionários do Serviço de Migração e Estrangeiros, (Sme) no próprio aeroporto ou por via de esquemas e contactos antecipados” ou que as “as máquinas detectoras de metais e produtos perigosos colocados nos postos de controlo fronteiriço daquele aeroporto funcionarem geralmente com falhas, quando não se encontram simplesmente desactivadas, tornando assim enorme a probabilidade dos passageiros introduzirem nos aviões armas e outros instrumentos letais”.
São suspeições e alertas graves que tanto o Governo angolano, nomeadamente o ministério dos transportes, como a TAAG deverão dar uma resposta clara e inequívoca de modo a sossegar não só os seus passageiros como os próprios angolanos. E esta não pode ser com eventuais processos crimes mas com mostras de que o SA e os euro-americanos estão enganados e que não haverá motivos para temerem pela segurança internacional.
Caso contrário…

28 junho 2007

TAAG, um mal nunca vem só...

Como gostaria que o apontamento 1500 deste blogue fosse outro...
No dia em que a União Europeia (UE), através da sua Comissão Europeia anunciou a intenção de incluir a companhia de bandeira angolana TAAG na "lista negra" de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu por razões de segurança, uma aeronave da TAAG, um Boeing 737-200, despenhou-se quando se fazia à pista de Mbanza Congo, proveniente de Luanda, embatendo num edifício.
Do acidente registaram-se 4 a 6 mortos e vários feridos.
Entre as vítimas estão o administrador municipal da primeira capital do antigo Reino do Congo e um padre superior carmelita de ascendência italiana.
Realmente, às vezes um mal nunca vem só.
Espera-se que a comissão de emergência já criada consiga perceber as reais causas do acidente – que não seja como em certos países que as comissões de inquérito dão sempre erro humano… – e que a TAAG possa rapidamente voltar aos céus europeus.
Como uma desgraça nunca vem só, já não bastava à Diáspora não se poder recensear, e concomitantemente, votar, para agora nem ao seu País poder ir em aviões de bandeira angolana!