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29 junho 2012

O regresso à ardósia


"Quantas vezes não ficamos pegados aos televisores a apreciarmos, embevecidos pela sua vontade indómita de aprender e evoluir, as nossas crianças agarrados às suas ardósias ou cadernos de ocasião, nas escolas de céu-aberto soba as protectoras copas de mulembeiras ou sob os braços fortes e carinhosos de um qualquer imbondeiro.


E quantas vezes pensamos e clamamos como é possível que no nosso país ainda perdurem escolas destas e as nossas crianças tão pouco bem servidas de material escolar e académico.

Não, hoje não vou abordar nada que se possa definir como uma análise político ou social – apesar de que haverá muito para falar, nomeadamente, sob as polémicas com as inscrições dos partidos e coligações políticas para o pleito eleitoral do próximo dia 31 de Agosto; haveria, mas isso fica para os editores e excelentes jornalistas deste órgão de informação.

Hoje, se me permitem, vou abalroar a nossa substancial e anacrónica subserviência e dependência aos modernos meios tecnológicos.

Há muito que o meu portátil precisava de ser limpo, relimpo e de ter o algodão como prova da sua limpeza. Desde que o comprei, e já lá vão uns bons anos, que é a minha mão direita e esquerda e, por vezes e em alguns casos, até deixo que pense por mim, nomeadamente quanto à escolha de algumas palavras. É mais fácil, é mais rápido e menos pesado que aqueles calhamaços a que chamamos de dicionários. (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal, edição 232 - 1º caderno, de hoje, página 23, 

07 agosto 2009

Palavras pouco etéreas num espaço internauta


(imagem da internet)

"Há momentos que desejávamos não estar tão dependentes das novas tecnologias e sentir que o tempo é nosso para ler descansadamente uma boa obra literária, um jornal de ponta-a-ponta ou, porque não, uma qualquer revista de desenhos cartunizados, como as que antigamente a editora brasileira Abril nos oferecia, como o Zé Carioca, o Pato Donald, o Rato Mickey, o Tio Patinhas ou o fantasma, por exemplo.

Esta última semana foi-me oferecida essa oportunidade pela empresa portuguesa de telecomunicações TMN, do grupo Portugal Telecom. Estive uma semana no Algarve a passar férias e a boa da TMN achou que precisava mesmo de férias. E, vai daí, a placa de acesso à Internet esteve mais que muda e queda.

Ou seja, uma zona fortemente turística, está sem capacidade para oferecer aos seus clientes, pelo menos os clientes da lusófona TMN, acesso à Internet via satélite. Brilhante. Mas como infelizmente também os jornais dificilmente lá chegam em quantidade e, acima de tudo em qualidade, porque não compro pasquins nem tablóides mesmo que sejam de maior tiragem nacional, e porque nem sempre me apetece ler os desportivos, acabei por me abraçar à praia recordando as nossa águas mornas pensando que do outro lado estava a nossa África. E, à noite, ia lendo os poemas da “II Antologia de Poetas Lusófonos”, onde também estou presente.

Por isso não pude antes contactar com os leitores deste enorme Semanário que, não deve, nem pode, acabar sob pena da cultura e a comunicação social santomense ficar mais pobre e, por extensão, também os seus leitores e os políticos que se revêem no direito ao contraditório, que aqui tão bem encontram.

A Presidência e o Governo que o digam.

Também por estar fora do contacto internauta nem sempre pude acompanhar o que de bom – e de mau, infelizmente – aconteceu no nosso Continente.

Ainda assim, fui sabendo algumas coisas dos Jogos da Lusofonia; supostamente, Lusofonia, porque via Cabo Verde referenciado como Cape Verde (CPV) e Moçambique como Mozambique (MOZ), fazendo crer o Comité Olímpico Português (COP) que seria uma obrigação do COI quando este só apoiou Guiné-Bissau e, creio, em parte, São Tomé e Príncipe, dado que o COP parece não ter contribuído com as verbas necessárias á oficialização dos jogos como acontece com os da Francofonia e dos da Comunidade Britânica. Portugal lá saberá. Talvez por isso, as principais figuras brasileiras não apareçam nos Jogos. (...)" (continuar a ler aqui)
Publicado no , edição 266, de 1 de Agosto de 2009

04 outubro 2007

E o Mundo nunca mais foi o mesmo...

(imagem daqui)
Há 50 anos os norte-americanos tremiam como varas verdes. Uns de real medo outros de justificada raiva. Um autêntico choque. Por cima das suas cabeças, e durante 22 dias, um pequeno objecto emitia um "horripilante" e "inadmissível" bip-bip, bip-bip!
Os russos tinham ganho a primeira etapa da corrida à conquista do espaço ao lançar o satélite Sputnik; uma pequena esfera de 58 cm de diâmetro e cerca de 80 quilos. Como ganhariam, também, a segunda etapa, quando cerca de dois meses depois, colocavam em órbita fora da Terra, o primeiro ser vivo, uma cadela laika, Kudriavka, no Sputnik2!
Mais tarde a corrida passou a ser dominada pelos norte-americanos com a ida do primeiro Homem à Lua, em 20 de Julho de 1969.
Para isso muito contribuiu aquele que alguns americanos – e diga-se, também alguns aliados externos – consideravam um presidente frouxo e acomodado. O mesmo que defrontou os soviéticos em Cuba, na Crise dos Mísseis, o mesmo que sobre o Muro de Berlim afirmou “Ich bin ein Berliner”, ou que tornou os EUA numa verdadeira superpotência, o presidente John F. Kennedy.
E o Mundo nunca mais foi o mesmo...