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08 julho 2012

Eleições em Timor-Leste


Grande vitória da democracia no país lusófono mais próximo do sol nascente: Timor-Leste.

Apesar de nenhum dos partidos concorrentes ter obtido a maioria absoluta, o que prossupõe a necessidade de uma coligação governamental, o acto eleitoral e o escrutínio mostraram um Povo adulto e educado na Democracia parlamentar.

Ou seja, Timor-Leste mostrou a todos os Povos irmãos que cresceu e que já não recebe lições de ninguém quanto à democraticidade da sua vida política.

Que o novo Governo emergente das eleições consigam levar a bom termo a vontade do seu presidente e dos seus políticos. Aproveitar o petróleo para, depois de terem melhorado as infraestruturas, tirar os timorenses da pobreza.

21 maio 2012

Timor e a defesa do português


O presidente Taur Matan Ruak, hoje na escola Ruy Cinatti, num discurso televisto na RTP Informação, e em resposta a Cavaco Silva, fez a apologia do português, embora com os naturais condicionalismos de uma língua não materna.

Ruak firmou que “o português veio para ficar” até porque o tétun já incorpora, e cada vez mais, verbos portugueses na sua expressão linguística; mas há que compreender que o português não deve ser visto como o tétun, ou seja, como língua-mãe, mas como uma língua estrangeira e, por esse facto, deve começar a ser aprendida com a estruturação de uma língua nova.

É que, segundo Ruak, o português, gramaticalmente, e uma língua fácil para os timorenses e, por esse facto, deve ser defendida, mas…

O “mas” já ele tinha explicitado!

Entretanto, Ruak condecorou Ramalho Eanes antigo presidente da República Portuguesa que, juntamente com Rui marques, impulsionou o envio do navio Lusitânia Expresso para águas timorenses, na altura subjugadas à Indonésia.

20 maio 2012

Timor-Leste: novo presidente empossado


(imagem da Internet)

O antigo guerrilheiro e ex-chefe das Forças Armadas general José Maria Vasconcelos, popularizado como Taur Matan Ruak, de 55 anos, assumiu na noite de sábado para domingo suas funções como novo presidente de Timor Leste, no mesmo momento em que a jovem democracia festejava os primeiros 10 anos de sua independência.

Matan Ruak foi proclamado como o quinto presidente da República, numa simbólica cerimónia ao ar livre na localidade de Taci Tolu, nas imediações da capital, Díli, no mesmo local onde foi declarada a independência timorense no da 20 de Maio de 2002.

Que a sua presidência consiga o que, até agora, os outros não conseguiram por inércia ou por incapacidade – talvez provocada por interesses superiores na região que não querem ver um país rico com uma população rica…

18 maio 2012

Timor-Leste, dez anos!...



Timor-Leste comemora 10 anos de independência. Parabéns!

E que o novo Presidente consiga o que os seus antecessores não conseguiram – ou não quiseram – fazer: reverter ao povo timorense as suas matérias-primas para que o País possa, enfim, desenvolver-se.

Já começa a ser tempo!

17 abril 2012

José 'Taur Matan' Vasconcelos eleito presidente


A segunda volta das presidenciais em Timor-Leste já nos deu um novo presidente.

José Maria Vasconcelos, mais conhecido por Taur Matan Ruak (que significa "dois olhos vivos"), apoiado por Xanana Gusmão, e antigo comandante das Falintil, foi eleito como o novo presidente da República, vencendo o segundo candidato e antigo presidente do Parlamento timorense, Francisco Guterres "Lu Olo".

Felicitações ao povo timorense e ao novo presidente e, já agora, muita paciência ao anterior, José Ramo-Horta, que vai - será que vai, com as condições que impôs? - mediar a questão da Guiné-Bissau!

21 março 2012

As eleições presidenciais recentes na Lusofonia...

As duas eleições presidenciais que este fim-de-semana ocorreram em Timor-leste e na Guiné-Bissau deram, como se esperava, direito a uma segunda volta.

Enquanto em Timor-Leste, surpreendentemente, ou talvez não, para a segunda volta vão Francisco "Lu Olo" Guterres, presidente da Fretilin, e o general Taur Matan Ruak, antigo chefe de Estado-Maior das Forças Armadas timorenses (Ramos-Horta, o ainda presidente limitou-se pelo terceiro lugar, o que não admira dado que o mesmo já tinha dado a entender que não desejava continuar na presidência pelo que não fez campanha eleitoral) - o Povo soube ler e julgar os prós e contras desta campanha e disse como se deve comportar; não esquecer que os timorenses só têm dez anos de Democracia, ao contrário de outros qe já a praticam - ou dizem praticar - há mais anos...;

Já na Guiné-Bissau os candidatos à segunda volta vão ser Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro e líder do PAIGC, e Kumba Yalá, antigo presidente deposto e apoiado pelo PRS. Ou seja, e na prática, vamos ver uma pré-campanha eleitoral para as próximas legislativas entre os dois principais líderes políticos da Guiné-Bissau.

Vamos aguardar que o imprevisto - provavelmente, até não terá sido tanto assim, sendo com quem foi - assassinato de Samba Djaló, acontecido na noite da passada segunda-feira, não se repita e todos acabem por acatar a soberana decisão popular.

17 março 2012

Fim-de-semana de eleições na Lusofonia

"Este fim-de-semana vai ser profícuo em eleições presidenciais na Lusofonia. Dois países, por razões diferentes vão a eleições presidenciais: Guiné-Bissau (antecipadas) e Timor-Leste.

Na Guiné-Bissau, devido à prematura ausência do anterior presidente – falecimento por doença e, uma vez mais, um Chefe de Estado Bissau-guineense não conseguiu acabar o seu mandato – tem no domingo o dia do acto eleitoral a que concorrem 10 candidatos, alguns dos quais, embora independentes, são membros do partido do poder, o PAIGC que, todavia, apresenta-se ao plebiscito através do seu primeiro-ministro carlos Gomes júnior que diz concorrer para evitar que os “outros” despejam o PAIGC da sua actual “cadeirinha”.

O acto eleitora de Bissau vai ser visto por algumas dezenas de observadores, nomeadamente, da Lusofonia que, novamente, colocou, tal como a União Europeia e a África do Sul (RAS) – a “briga” por uma certa África entre Angola e RAS até aqui se verifica – dinheiro para que o mesmo se realizasse.

Registe-se que estas eleições serão, também elas mais que a eleição de um novo Chefe de Estado o constatar da capacidade dos Bissau-guineenses em mostrar uma estabilidade política no País.

Já em Timor-Leste o acto ocorre no sábado e deve-se ao fim do mandato do seu actual e recandidato presidente José Ramos-Horta.

Uma campanha tranquila só assombrada pelo passamento físico, por doença, do primeiro presidente não-oficial (proclamou a independência de Timor em 1975) e também candidato Francisco Xavier do Amaral. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Manchete" de 16/Março/2012.

05 outubro 2011

Dia Mundial do Professor e a cooperação lusófona

(Uma escola sob uma árvore no Huambo; uma idílica imagem que todos os políticos conscientes devem querer acabar)

"Hoje, 5 de Outubro, é Dia Mundial dos Professores.

Segundo a UNESCO são necessários mais de 18 milhões de professores para que a meta de Educação Primária Universal (EPU) seja atingida até 2015. De acordo com este organismo da Educação e Cultura da ONU, a “falta de professores qualificados é um dos maiores desafios para as metas da Educação Para Todos (EPT)”.

Entre os países que sentem a falta de Professores estão os PALOP e Timor-Leste!

Dado que Portugal sente, nesta a altura, necessidade de colocar os Professores excedentários – e mesmo aqueles que não o sendo estão em vias de o ser devido à austeridade – porque não fazer um acordo com os países irmãos que falam a língua de Luís de Camões, de Fernando Pessoa, de Agostinho Neto, de Mia Couto, de Amílcar Spencer, Alda Espírito Santo, ou José Gusmão, para lá colocar os excedentários.

Ganhariam os Professores pela experiência obtida e pelo enriquecimento cultural, os países receptores pelo desenvolvimento da língua e pela hipótese de novos formadores, e Portugal para minorar a sua dívida externa (já que só é isto o que os portugueses, ultimamente, pensam) com os fundos obtidos pela cooperação.

E, já agora, se era certo que o poeta timorense José Alexandre Gusmão defendia – será que ainda defende? – a língua portuguesa como padrão de união entre todo o povo maubere já o seu alter-ego político, Xanana Gusmão, pelo contrário, parece querer fazer desaparecer a língua colonial daquela zona geográfica. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado hoje no secção "Lusofonia"

29 setembro 2011

Xanana não gosta de questões pertinentes?

Segundo o matutino português “I ”o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, terá ontem abandonado uma reunião, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com timorenses que estão a estudar em Portugal, pouco depois do seu início.

Segundo aquele matutino, Xanana saiu logo após um seu compatriota ter afirmado que “os discursos de ocasião são bonitos [mas] o que é preciso é uma política de educação

Pelos vistos o senhor primeiro-ministro e antigo herói nacional maubere não gosta, ou não está habituado, a ouvir certas verdades.

Vai sempre a tempo…

05 setembro 2011

Timor-Leste um exemplo a seguir?...

A fazer fé nas notícias que chegam de Timor-Leste não há dúvidas que é – e deve ser – um exemplo para outros Estados irmãos da Lusofonia.

Em Timor-Leste o poder judicial está bem separada do poder político como se pode constatar pelo facto da Comissão Anti-Corrupção (CAC) do país ter enviado para o Ministério Público, alguns dos processos relativos a 16 casos de corrupção porque envolvem membros do governo timorense.

De acordo com a lei timorense a CAC tem competência de promover a investigação, em conjunto com o Ministério Público, embora caiba a este último fazer acusação final, depois de estudar a investigação feita por aquela.

Agora vamos aguardar os próximos desenvolvimentos e que os culpados sejam exemplarmente condenados.

Civil e politicamente sentenciados!

08 setembro 2009

Ainda há sítios onde o Parlamento funciona...

(imagem Internet)

"Em Timor-Leste o Parlamento – leia-se, os deputados – decidiu impedir a saída do Presidente da República, José Ramos-Horta, enquanto este não explicar, com clareza, os motivos que levaram a autorizar a libertação do antigo chefe das milícias pró-indonésias, Martenus Bere, que se encontrava em prisão preventiva e referenciado por crimes contra os direitos humanos devido a um massacre ocorrido em 1999, na Igreja do Suai.

Acredito, ou quero acreditar, que por razões meramente humanitárias (deixem-me continuar acreditar nisto) e não por razões económicas e diplomáticas (leia-se, submissão à potência regional e vizinha).

Apesar de ser minoritário enquanto grupo, mas o maior enquanto partido, a Fretilin conseguiu incorporar outros deputados, incluindo quatro deputados da actual maioria governativa para vetar a saída do Presidente.

O que já não sei é se essa deliberação foi da iniciativa do Presidente Ramos-Horta, na linha do seu pensamento quando dos 10 anos do Referendo onde propôs uma amnistia geral para a total pacificação do País – se pensarmos bem, por certo que, também, entre militantes e dirigentes da resistência devem ter acontecido actos que os envergonha pelo que se aceita essa visão presidencial –, ou se, pelo contrário, houve intervenção do Governo liderado por “Xanana” Gusmão, ou seja, se amizades políticas e económicas não se sobrepuseram aos interesses nacionais que não os do Estado.

Volto a dizer que quero acreditar que a libertação do eventual líder e autor do massacre de Suai, tenha sido libertado por razões humanitárias. Por razões iguais, o autor – não confesso, mas tacitamente aceite pelo país de origem e pelos países das vítimas – do atentado de Lockerbee foi, também ele, libertado por razões humanitárias.

E nessa altura, ao contrário de agora, ninguém viu a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, pedir responsabilidades nem criticar o líder do Estado onde estava detido o referido autor, por causa de sua libertação. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
©Publicado na rubrica "Manchete", do , em 8.Set.2009, com o título “Parlamento timorense impede a saída de José Ramos-Horta

29 agosto 2009

Timor, Sudão e as subserviências da ONU…

(baseado num cartune da Internet sem identificação)

Há 10 anos Timor-Leste dizia em Referendo que queria ser uma Nação livre, independente e soberana, deixando a tutela ocupacionista da Indonésia e a tutela oficiosa de Portugal.

Tudo normal até porque o Referendo foi claro e inequívoco quanto ao Sim!

Seria tudo normal e claro se Mari Alkatiri, líder da Fretilin e antigo premiê timorense, não viesse agora afirmar que a ONU, procurando evitar uma humilhação da Indonésia e, por certo, com instruções claras da superpotência que sempre apoiou os indonésio, mandou, eventualmente,
baixar a fasquia real do resultado do Referendo de 90% para os cerca de 70% oficiais.

Ou seja, a ONU, através do organismo criado para Timor-Leste, a UNAMET, mostrou quanto a subserviência, mais que a conciliação, é tão forte no seu seio. E, por certo que não o foi face à Indonésia mas aos EUA que também acabaram por ser um dos derrotados do referendo já que foram eles quem incentivaram a ocupação em 1975.

Recordemos, ainda, que após o Referendo algumas pessoas que quiseram aceder e se refugiar nas instalações da UNAMET viram a sua pretensão impedida pelos militares onusianos e aqueles que conseguiram “invadir” as instalações “neutrais” da UNAMET tiveram de escalar e trepar pelo muro das suas instalações.

Foi por via disso que há quase 10 anos nascia uma criança do sexo masculino a que puseram o nome de Pedro Unamet Rodrigues e que hoje surge como símbolo – pelo menos num órgão informativo português – do Referendo.

10 anos depois Timor-leste continua a não conseguir sair da situação de Estado previsto para um Estado afirmado apesar do seu hipotético desenvolvimento económico – parece que foi a segunda economia em crescimento no ano passado – e do petróleo que continua a ser a miragem que os australianos desejam que seja.

Mas se Timor-Leste mostrou como a ONU é um exemplo de subserviência às grandes potências, nomeadamente àquelas que mantém o anti-democrático direito de veto, Sudão é, na actualidade, outro dos casos.

Como é possível que o “reformado” chefe militar das forças conjuntas onusianos-africanas, o general nigeriano Martin Luther Agwai, afirme que a guerra já acabou no Darfur, excepto a presença de um grupo rebelde residual – não será aquele que há muito combate em nome de Cartum? –, quando ainda no início do mês Sudão acusava o Chade de ter bombardeado uma zona do Darfur, na região de Umm Dukhun, ao mesmo tempo que na na província sudanesa do Kordofan Sul, uma região fronteira ao Darfur, aconteciam Violentos confrontos entre duas importantes tribos árabes nómadas com elevadas vítimas.

E como é que menos de dois dias depois destas declarações do general nigeriano sabe-se que dois funcionários da ONU teriam sido raptados numa região perto ou mesmo dentro do Darfur?

Será que este “fim de guerra” se deve ao facto do principal comprador de crude do Sudão (cerca de 60%) ser, também ele, um dos 5 com direito a veto, no caso a China que também olha para a Nigéria como um futuro parceiro económico para não estar tão dependente do seu principal fornecedor, Angola, deseja que os olhos da comunidade internacional deixem de estar continuamente no Sudão e, naturalmente, no Darfur?

Por outro lado os principais campos – ou bloco de exploração – de petróleo e gás sudanês encontram-se na região que se prevê venha a referendar a sua separação do Sudão, ou seja, no Sul. Mais um erro da ONU que, se for para a frente com esta evetual separação, continuará a seguir a linha anglo-americana: se não se entendem então que se separem, o que poderá cimentar outras naturais pretensões. Só que nunca ouvi os britânicos dizerem o mesmo aos escoceses…

Ou seja, tal como há 10 anos em Timor-Leste parece que também agora a ONU mostrou que a subserviência e os votos que mantêm certos responsáveis onusianos nos seus “importantes” lugares – e por via deles dão também visibilidade aos países de onde são originários – estão dependentes daquilo que fizerem – ou não fizerem – que indisponha algum grande…

Realmente é altura da ONU levar uma grande transformação mesmo que existam os tais 5 grandes. Mas se a Comunidade Internacional se recordar que a Assembleia-geral tem mais peso que o Conselho de Segurança. Basta recordar como algumas Resoluções foram aprovadas e implementadas mesmo com os “vetos” de alguns dos 5 grandes…

04 março 2009

Já há acusados nos atentados do 11 de Fevereiro de 2008…

(imagem ©Timor Lorosae Nação blog)

O Ministério Público, pouco mais de um ano depois dos atentados ao presidente José Ramos-Horta e ao premiê Xanana Gusmão, pronunciou acusação contra diversas pessoas, destacando-se, de entre elas, o tenente Gastão Salsinha e a ex-companheira do falecido major Alfredo Reinado, Angelita Pires, juntamente com outros 26 acusados.

Salsinha foi acusado de “conspiração” e Pires de “atentado” e de “dezanove crimes de homicídio tentado e três crimes de dano”.

Interessante dado que Salsinha só não terá morto, segundo rezam as crónicas da altura o premie porque terá falhado o tiroteio. Deve ser por isso que é “SÓ!” conspiração e não atentado?

Estou curioso como irá decorrer esta matéria em Tribunal. É que, penso como todos os outros, gostaria de saber a verdadeira Verdade!! dos atentados aos dois estadistas, principalmente aos que ocorreram contra o líder histórico Xanana Gusmão… Mesquinhices da minha parte, provavelmente…

Já agora alguém me explica como é que um australiano surge como Director de Impostos? Será que em Timor-Leste, passados que são quase 10 anos desde que foi o referendo para a independência ainda não se conseguiu “formar” ninguém para o cargo? Terão medo que os timorenses sejam alvo de eventuais corrupções ou pressões políticas? Quanto a corrupção não sei o que pensar depois do que li
aqui

Se bem me recordo de uma tese de Mestrado no ISCTE, que tive a honra de orientar, do Mestre angolano Gervásio Viana, quando este deixou Timor-Leste, onde esteve a orientar a formação e criação dos Serviços Alfandegários e, de certa forma, dos Impostos, haviam ficado bastantes timorenses habilitados para os respectivos cargos, nomeadamente, nos serviços de Impostos e das Alfândegas. Será que perderam, rapidamente, essas qualidades? Não o creio…

05 fevereiro 2009

Toda ajuda é preciosa

(Podem saber mais aqui)
Timor-Leste como Nação nova que é e com problemas de crescimento e consolidação como Estado e Nação carece de toda a ajuda que se possa dar.

Por vezes não é só falar do que, mal ou bem, politica e socialmente, ocorre em Timor-Leste mas também da sua economia, do ensino ou do turismo.

E porque, quase sempre, a economia e o turismo estão interligados nada como saudar, infelizmente, e como alguém já o lamentou também, só na cidade do Porto, em Portugal, uma das actuais imagens de Timor-Leste, as bonecas de Ataúro, criadas pelo empreendorismo social de mulheres timorenses e premiadas pela UNICEF, vão estar em exposição a partir de amanhã na Feira Concept.

Mais do que, naturalmente, gastar dinheiro nas bonecas há que admirá-las e admirar a vontade das mulheres timorenses em não se submeterem ao “coitadismo social” tão ao gosto de alguns muitos lusófonos.

Toda a ajuda que se possa dar em favor do engrandecimento de um País é sempre preciosa, principalmente quando o que está em causa é a vontade de empreender e não a de se submeter ao subsídio-dependência da ajuda externa.

14 agosto 2008

Reinado foi executado a sangue-frio?

Segundo um relatório das autópsias os executores da tentativa de assassinato dos principais – sejamos mais específicos, do presidente José Ramos-Horta – dirigentes de Timor-leste, o major Alfredo Reinado e um dos seus acompanhantes, teriam sido mortos à “queima-roupa e na nuca” o que no decorrer de um tiroteio seria muito difícil.
Ou seja e para ser mais explícito, Reinado foi executado a sangue-frio como um qualquer criminoso num qualquer local de guerra ou como acontece em certos lugares onde a Liberdade é uma palavra vã.
Já em Fevereiro de 2008, num artigo publicado no Notícias Lusófonas “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas” e que chamei a atenção aqui neste blogue eu levantava dúvidas quanto à forma como teria decorrido o – parece cada vez mais hipotético – ataque a Ramos-Horta e nas condições transmitidas ao domínio público.
Na altura as dúvidas eram legítimas face ao histórico anterior do “relacionamento” entre o Presidente Ramos-Horta e o major fugitivo e entre este e o actual Chefe de Governo “Xanana” Gusmão.
Era estranho que alguém tão “bem” formado militarmente não tivesse conseguido neutralizar uma pessoa tão desprotegida como, segundo rezavam as crónicas da altura, estaria Ramos-Horta.
E a estranheza vai se acumulando até que alguém consiga fazer sair para fora do “escuro” a verdade do “Golpe”.
Mas também não deixa de ser estranho que só agora este assunto venha à ribalta, principalmente quando parece que os proventos do petróleo timorense aumentaram...

28 junho 2008

E Timor-Leste parece ter perdido uma oportunidade…


(imagem da internet)
"Quantos não estariam a suspirar em Dili para ver pelas costas o presidente José Ramos-Horta, torcendo e retorcendo as mãos na esperança que Ramos-Horta aceitasse o honroso convite para se candidatar ao cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Só que tanto torceram e retorceram que Ramos-Horta condoído com as expressões de dor dos seus concidadãos acabou por rejeitar a hipótese de candidatura ficando-se nos futuros próximos por Dili.

Um homem de palavra. Quando se candidatou e ganhou a presidência afirmou que iria governar o País até ao limite das suas forças.

O problema é que não sabemos se Timor-Leste ainda tem forças para aguentar com os políticos que tem.

Basta recordar as palavras do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas Timorenses, Taur Matan Ruak, quando, recentemente, afirmou que os problemas timorenses de 2006 foram políticos e não militares causados por factores que foram aproveitados para precipitar a situação", nomeadamente, "a questão entre os lorosae e os loromonu" que mais não foi que uma invenção de "quem queria tirar vantagem".

Simples e directo! Tão simples e directo que perante a hipótese de uma possível futura candidatura sua à presidência Matan Ruak terá afirmado que está "traumatizado" com a política e que preferia poder fazer "outra coisa" na vida civil. (...)" (Continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Colunistas", de hoje, sob o título acima

NOTA: Já agora será que alguém nos esclarece quem ofereceu a ideia a Ramos-Horta para ser candidadto a candidato? Segundo o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon não foi este de certeza...
E, assim, parece que se põe em causa, ou alguém o quer fazer crer, a credibilidade das instituições timorenses.

20 maio 2008

Seis anos depois Timor-Leste ainda é viável?

"Penso e continua a acreditar que sim! Países existem com menores capacidades de sobrevivência e mantém-se, uns, ou sobrevivem, outros, sem que a Comunidade Internacional pense ou questione da sua existência.

Como Estado novo que ainda é, Timor-Leste, peca pelo facto de ter nascido de parto prematuro – a velha mania anglófona de “não se entendem que se separem logo” – logo após o referendo e sem que lhe dessem uma oportunidade real e efectiva de se preparar para ser um Estado e uma Nação.

Os interesses dos vizinhos e de certos “amigos” cantou mais alto; e tudo em nome e sob o nome da ONU.

Numa Universidade portuguesa está a ser preparada – ou está mesmo concluída – uma Tese de Mestrado sobre as Alfândegas timorenses que mostra como os interesses desses vizinhos e “amigos” foram mais fortes que a vontade de deixar nascer e crescer naturalmente o novo País.

Vamos aguardar porque vai ser interessante.

Enquanto isso, a Nação timorense sente os ciclos de crescimento que os Estados novos também, e em regra, sentem: crises sociais, políticas, militares e uma necessidade de afirmação no contexto das Nações. (...)" (pode continuar a ler aqui ou aqui)
Publicada no /"Colunistas"

01 maio 2008

E o tenente Salsinha lá se rendeu…! será que sim?

(foto Reuters/via aqui)
Depois de tantas tentativas e outras tantas (des)informações sobre a rendição do tenente rebelde – ainda viremos a descobrir que não o era tanto assim – Gastão Salsinha, o tal que, alegadamente, atentou contra a vida do primeiro-ministro e antigo presidente-herói Xanana Gusmão, decidiu-se aceitar o repto do actual presidente – e anterior primeiro-ministro – José Ramos-Horta e apresentar-se com os seus homens à rendição ao vice-primeiro-ministro José Luís Guterres.
Interessante que só o fez quando Xanana Gusmão estava fora do País…
Mas se foi interessante a “oportunidade” da rendição – será que ele teia pela vida? Se sim deve ser claramente escalpelizado o motivo do temor… – mais interessante está a ser a forma como o fim da rebeldia e da operação Halibur estão a ser celebradas.
Segundo um telegrama da Lusa, citada pelo Diário Digital, a rendição de Salsinha terá sido celebrada na noite da passada terça-feira, dentro no comando conjunto em Díli, com uma festa que terá juntado os oficias da equipa captora e os 13 capturados da operação «Halibur» em torno de “muita cerveja, muita música e karaoke” (seria em português, em tétum, em bahasa, ou… em austro-anglicano?).
Segundo o comandante da operação, o tenente-coronel Filomeno Paixão, “Divertiram-se todos”, confraternizando e abraçando-se os dois oponentes como se nada tivesse passado – estranhamente Salsinha e cinco dos seus elementos estão em prisão preventiva; será para sua salvaguarda e não haver um fogo amigo que o liquide – como aconteceu com Reinado - e impeça de falar do que se passou?...
E, provavelmente, nada, de facto, se deverá ter passado senão o que apareceu nas Televisões…
Nada, excepto uma longa festa que era ouvida na casa do antigo e “proscrito” Chefe de Governo e actual Secretário-geral da Fretilim, Mari Alkatiri.
Estou, cada vez mais ansioso por ouvir – reformulo, ler – as transcrições das conversas de Salsinha com o Ministério Público timorense e com o juiz.
Por certo que a História de Timor-Leste deverá ser bem reformulada e, o mais provável, alguns heróis vão mostrar que também têm pés de barro e muito frágeis…
Por enquanto e como lamenta Orlando Castro assim se vai fazendo “a historia de Timor-Leste…

18 abril 2008

Timor: Nada como pôr a boca no trombone… salvo seja!

(Reinado passeando na prisão australiana, em Timor, como qualquer outro militar...DDR)
"Ontem o recém-regressado a Dili, – e quase miraculoso sobrevivente –, José Ramos-Horta, presidente de Timor-Leste, após a longa convalescença a que teve direito por via dos tiros recebidos durante a tentativa(?)de assassínio [desculpem se ainda duvido, mas os anteriores desenvolvimentos nada indicam que Alfredo Reinado fosse assim tão louco como querem pintar e depois de 18 meses de negociações entre ambos], em 11 de Fevereiro passado, terá afirmado que a Indonésia haveria recebido no seu seio alguns dos membros da equipa de Reinado, entre eles o ainda – sê-lo-á? – foragido Gastão Salsinha.

De acordo com o presidente, recebido como um herói, a acção de Reinado (qual?) teria sido planeada por elementos externos – estaria a referir-se, uma vez mais, à Indonésia ou ao seu neo-colonizador vizinho do sul? – “interessados em desestabilizar o país e lançá-lo numa guerra civil”.

Segundo certas fontes citadas pelo presidente Reinado teria estado em Maio de 2007 na Indonésia. Mas era com tropas australianas que Reinado melhor se dava, como comprovam muitas fotos durante a sua detenção, antes da fuga(?) que levou à “intentona”…

Na mesma altura o altruísta presidente propôs a Salsinha se rendesse a um pároco que merece a confiança de ambos porque já seria tempo de o fazer e acabar com a “aventura” (qual?) e porque agora qualquer tentativa de fuga seria coarctada (ora aqui está uma palavra que o novo Acordo Ortográfico vai impedir de fazer erros; ninguém lê o “c”…) de imediato e sem contemplações para a sua própria vida (assim como assim, ninguém duvida que haverá quem queira Salsinha como Reinado, não vá também ele soprar fortemente o trombone…).(...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Colunistas", de hoje.

07 abril 2008

E depois de Guterres, o bahasa?

(DDR)
Depois da ilibação do homem do dedo e antigo Ministro das Relações Exteriores indonésio, Ali Alatas de co-inspirador da violência em Timor-Lorosae, vemos agora Eurico Guterres ser considerado, tal como outros acusados, pelo Supremo Tribunal da Indonésia, ilibado das acusações que pendiam sobre ele e seus seguidores, nomeadamente ataques aos Direitos Humanos.
Relembre-se que a maioria das acusações se prendiam com as suas actividades – e tacitamente aceite por ele como tal – de milícia anti-independência que provocou inúmeras vítimas, principalmente após o Referendo que determinou a independência de Timor-Lorosae.
O acto, só por si, não teria qualquer relevância se o mesmo não tivesse, como tem, uma forte carga política anti-nacionalista e pró-integracionista e não víssemos os esforços dos indonésios em retornar a Timor.
Uma não clara condenação, para não dizer confrangedor mutismo, por parte dos indonésios, pelo que se passou – ou não se passou, esperemos que a estória venha um dia ser bem contada – com os principais governantes do País.
A clara tentativa de retornar a Timor pessoas que adoptaram a indonésia como sua Pátria e que vêem os seus difundidos direitos a não se cumprirem. A recente manifestação e subsequente detenção de pessoas em Atambua, na parte Ocidental indonésia da ilha, e as justificações para não cumprimento das promessas é uma clara prova disso.
A incisão sobre a segunda língua oficial de Timor. Apesar de estar aceite o português como a segunda língua – o tétum está considerado como a primeira, embora um linguista australiano, Geoffrey Hull, considere o tétum uma língua franca e o português como a efectiva língua oficial – apercebe-se que o bahasa está a ganhar mais defensores e apoiantes. Em parte por culpa exclusiva da CPLP e dos seus pseudo-liderantes Portugal, que ainda pensa como se existissem os moinhos quixotescos, e o Brasil, que anda a tentar impor as suas regras gramaticais. Como há dias li num blogue, se o timorense escreve “óptimo” vê o professor brasileiro considerar como erro gramatical; se entra numa escola com um professor português e escreve “ótimo” vê a crítica se elevar a um grau inaudito.
Quase que apetece gritar “falazem” e assumam-se de vez quem manda na língua! Se os políticos linguísticos de cada uma das respectivas academias ou os povos de cada uma das Nações falantes do português!
E para reforçar a subtil entrada da Indonésia e do bahasa na vida social timorense alguns oficiais da Polícia Nacional foram fazer um estágio à indonésia porque a sua maioria só fala tétum e bahasa!!!
Não será altura de acabarmos com estranhos eufemismos e acabarem, de vez, com a CPLP? Ou, então, juntai-vos todos os 8 e definam, em efectivo pé de igualdade, como querem a Comunidade Lusófona!