08 julho 2012
Eleições em Timor-Leste
21 maio 2012
Timor e a defesa do português
20 maio 2012
Timor-Leste: novo presidente empossado
18 maio 2012
Timor-Leste, dez anos!...
17 abril 2012
José 'Taur Matan' Vasconcelos eleito presidente

21 março 2012
As eleições presidenciais recentes na Lusofonia...
17 março 2012
Fim-de-semana de eleições na Lusofonia
Na Guiné-Bissau, devido à prematura ausência do anterior presidente – falecimento por doença e, uma vez mais, um Chefe de Estado Bissau-guineense não conseguiu acabar o seu mandato – tem no domingo o dia do acto eleitoral a que concorrem 10 candidatos, alguns dos quais, embora independentes, são membros do partido do poder, o PAIGC que, todavia, apresenta-se ao plebiscito através do seu primeiro-ministro carlos Gomes júnior que diz concorrer para evitar que os “outros” despejam o PAIGC da sua actual “cadeirinha”.
O acto eleitora de Bissau vai ser visto por algumas dezenas de observadores, nomeadamente, da Lusofonia que, novamente, colocou, tal como a União Europeia e a África do Sul (RAS) – a “briga” por uma certa África entre Angola e RAS até aqui se verifica – dinheiro para que o mesmo se realizasse.
Registe-se que estas eleições serão, também elas mais que a eleição de um novo Chefe de Estado o constatar da capacidade dos Bissau-guineenses em mostrar uma estabilidade política no País.
Já em Timor-Leste o acto ocorre no sábado e deve-se ao fim do mandato do seu actual e recandidato presidente José Ramos-Horta.
Uma campanha tranquila só assombrada pelo passamento físico, por doença, do primeiro presidente não-oficial (proclamou a independência de Timor em 1975) e também candidato Francisco Xavier do Amaral. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , "Manchete" de 16/Março/2012.
05 outubro 2011
Dia Mundial do Professor e a cooperação lusófona
(Uma escola sob uma árvore no Huambo; uma idílica imagem que todos os políticos conscientes devem querer acabar)29 setembro 2011
Xanana não gosta de questões pertinentes?

Segundo o matutino português “I ”o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, terá ontem abandonado uma reunião, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com timorenses que estão a estudar em Portugal, pouco depois do seu início.
Segundo aquele matutino, Xanana saiu logo após um seu compatriota ter afirmado que “os discursos de ocasião são bonitos [mas] o que é preciso é uma política de educação”
Pelos vistos o senhor primeiro-ministro e antigo herói nacional maubere não gosta, ou não está habituado, a ouvir certas verdades.
Vai sempre a tempo…
05 setembro 2011
Timor-Leste um exemplo a seguir?...

08 setembro 2009
Ainda há sítios onde o Parlamento funciona...
(imagem Internet)Acredito, ou quero acreditar, que por razões meramente humanitárias (deixem-me continuar acreditar nisto) e não por razões económicas e diplomáticas (leia-se, submissão à potência regional e vizinha).
Apesar de ser minoritário enquanto grupo, mas o maior enquanto partido, a Fretilin conseguiu incorporar outros deputados, incluindo quatro deputados da actual maioria governativa para vetar a saída do Presidente.
O que já não sei é se essa deliberação foi da iniciativa do Presidente Ramos-Horta, na linha do seu pensamento quando dos 10 anos do Referendo onde propôs uma amnistia geral para a total pacificação do País – se pensarmos bem, por certo que, também, entre militantes e dirigentes da resistência devem ter acontecido actos que os envergonha pelo que se aceita essa visão presidencial –, ou se, pelo contrário, houve intervenção do Governo liderado por “Xanana” Gusmão, ou seja, se amizades políticas e económicas não se sobrepuseram aos interesses nacionais que não os do Estado.
Volto a dizer que quero acreditar que a libertação do eventual líder e autor do massacre de Suai, tenha sido libertado por razões humanitárias. Por razões iguais, o autor – não confesso, mas tacitamente aceite pelo país de origem e pelos países das vítimas – do atentado de Lockerbee foi, também ele, libertado por razões humanitárias.
E nessa altura, ao contrário de agora, ninguém viu a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, pedir responsabilidades nem criticar o líder do Estado onde estava detido o referido autor, por causa de sua libertação. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
, em 8.Set.2009, com o título “Parlamento timorense impede a saída de José Ramos-Horta”29 agosto 2009
Timor, Sudão e as subserviências da ONU…
Há 10 anos Timor-Leste dizia em Referendo que queria ser uma Nação livre, independente e soberana, deixando a tutela ocupacionista da Indonésia e a tutela oficiosa de Portugal.
Tudo normal até porque o Referendo foi claro e inequívoco quanto ao Sim!
Seria tudo normal e claro se Mari Alkatiri, líder da Fretilin e antigo premiê timorense, não viesse agora afirmar que a ONU, procurando evitar uma humilhação da Indonésia e, por certo, com instruções claras da superpotência que sempre apoiou os indonésio, mandou, eventualmente, baixar a fasquia real do resultado do Referendo de 90% para os cerca de 70% oficiais.
Ou seja, a ONU, através do organismo criado para Timor-Leste, a UNAMET, mostrou quanto a subserviência, mais que a conciliação, é tão forte no seu seio. E, por certo que não o foi face à Indonésia mas aos EUA que também acabaram por ser um dos derrotados do referendo já que foram eles quem incentivaram a ocupação em 1975.
Recordemos, ainda, que após o Referendo algumas pessoas que quiseram aceder e se refugiar nas instalações da UNAMET viram a sua pretensão impedida pelos militares onusianos e aqueles que conseguiram “invadir” as instalações “neutrais” da UNAMET tiveram de escalar e trepar pelo muro das suas instalações.
Foi por via disso que há quase 10 anos nascia uma criança do sexo masculino a que puseram o nome de Pedro Unamet Rodrigues e que hoje surge como símbolo – pelo menos num órgão informativo português – do Referendo.
10 anos depois Timor-leste continua a não conseguir sair da situação de Estado previsto para um Estado afirmado apesar do seu hipotético desenvolvimento económico – parece que foi a segunda economia em crescimento no ano passado – e do petróleo que continua a ser a miragem que os australianos desejam que seja.
Mas se Timor-Leste mostrou como a ONU é um exemplo de subserviência às grandes potências, nomeadamente àquelas que mantém o anti-democrático direito de veto, Sudão é, na actualidade, outro dos casos.
Como é possível que o “reformado” chefe militar das forças conjuntas onusianos-africanas, o general nigeriano Martin Luther Agwai, afirme que a guerra já acabou no Darfur, excepto a presença de um grupo rebelde residual – não será aquele que há muito combate em nome de Cartum? –, quando ainda no início do mês Sudão acusava o Chade de ter bombardeado uma zona do Darfur, na região de Umm Dukhun, ao mesmo tempo que na na província sudanesa do Kordofan Sul, uma região fronteira ao Darfur, aconteciam Violentos confrontos entre duas importantes tribos árabes nómadas com elevadas vítimas.
E como é que menos de dois dias depois destas declarações do general nigeriano sabe-se que dois funcionários da ONU teriam sido raptados numa região perto ou mesmo dentro do Darfur?
Será que este “fim de guerra” se deve ao facto do principal comprador de crude do Sudão (cerca de 60%) ser, também ele, um dos 5 com direito a veto, no caso a China que também olha para a Nigéria como um futuro parceiro económico para não estar tão dependente do seu principal fornecedor, Angola, deseja que os olhos da comunidade internacional deixem de estar continuamente no Sudão e, naturalmente, no Darfur?
Por outro lado os principais campos – ou bloco de exploração – de petróleo e gás sudanês encontram-se na região que se prevê venha a referendar a sua separação do Sudão, ou seja, no Sul. Mais um erro da ONU que, se for para a frente com esta evetual separação, continuará a seguir a linha anglo-americana: se não se entendem então que se separem, o que poderá cimentar outras naturais pretensões. Só que nunca ouvi os britânicos dizerem o mesmo aos escoceses…
Ou seja, tal como há 10 anos em Timor-Leste parece que também agora a ONU mostrou que a subserviência e os votos que mantêm certos responsáveis onusianos nos seus “importantes” lugares – e por via deles dão também visibilidade aos países de onde são originários – estão dependentes daquilo que fizerem – ou não fizerem – que indisponha algum grande…
Realmente é altura da ONU levar uma grande transformação mesmo que existam os tais 5 grandes. Mas se a Comunidade Internacional se recordar que a Assembleia-geral tem mais peso que o Conselho de Segurança. Basta recordar como algumas Resoluções foram aprovadas e implementadas mesmo com os “vetos” de alguns dos 5 grandes…
04 março 2009
Já há acusados nos atentados do 11 de Fevereiro de 2008…
(imagem ©Timor Lorosae Nação blog)Salsinha foi acusado de “conspiração” e Pires de “atentado” e de “dezanove crimes de homicídio tentado e três crimes de dano”.
Interessante dado que Salsinha só não terá morto, segundo rezam as crónicas da altura o premie porque terá falhado o tiroteio. Deve ser por isso que é “SÓ!” conspiração e não atentado?
Estou curioso como irá decorrer esta matéria em Tribunal. É que, penso como todos os outros, gostaria de saber a verdadeira Verdade!! dos atentados aos dois estadistas, principalmente aos que ocorreram contra o líder histórico Xanana Gusmão… Mesquinhices da minha parte, provavelmente…
Já agora alguém me explica como é que um australiano surge como Director de Impostos? Será que em Timor-Leste, passados que são quase 10 anos desde que foi o referendo para a independência ainda não se conseguiu “formar” ninguém para o cargo? Terão medo que os timorenses sejam alvo de eventuais corrupções ou pressões políticas? Quanto a corrupção não sei o que pensar depois do que li aqui…
Se bem me recordo de uma tese de Mestrado no ISCTE, que tive a honra de orientar, do Mestre angolano Gervásio Viana, quando este deixou Timor-Leste, onde esteve a orientar a formação e criação dos Serviços Alfandegários e, de certa forma, dos Impostos, haviam ficado bastantes timorenses habilitados para os respectivos cargos, nomeadamente, nos serviços de Impostos e das Alfândegas. Será que perderam, rapidamente, essas qualidades? Não o creio…
05 fevereiro 2009
Toda ajuda é preciosa
Por vezes não é só falar do que, mal ou bem, politica e socialmente, ocorre em Timor-Leste mas também da sua economia, do ensino ou do turismo.
E porque, quase sempre, a economia e o turismo estão interligados nada como saudar, infelizmente, e como alguém já o lamentou também, só na cidade do Porto, em Portugal, uma das actuais imagens de Timor-Leste, as bonecas de Ataúro, criadas pelo empreendorismo social de mulheres timorenses e premiadas pela UNICEF, vão estar em exposição a partir de amanhã na Feira Concept.
Mais do que, naturalmente, gastar dinheiro nas bonecas há que admirá-las e admirar a vontade das mulheres timorenses em não se submeterem ao “coitadismo social” tão ao gosto de alguns muitos lusófonos.
Toda a ajuda que se possa dar em favor do engrandecimento de um País é sempre preciosa, principalmente quando o que está em causa é a vontade de empreender e não a de se submeter ao subsídio-dependência da ajuda externa.
14 agosto 2008
Reinado foi executado a sangue-frio?
Segundo um relatório das autópsias os executores da tentativa de assassinato dos principais – sejamos mais específicos, do presidente José Ramos-Horta – dirigentes de Timor-leste, o major Alfredo Reinado e um dos seus acompanhantes, teriam sido mortos à “queima-roupa e na nuca” o que no decorrer de um tiroteio seria muito difícil.Ou seja e para ser mais explícito, Reinado foi executado a sangue-frio como um qualquer criminoso num qualquer local de guerra ou como acontece em certos lugares onde a Liberdade é uma palavra vã.
Já em Fevereiro de 2008, num artigo publicado no Notícias Lusófonas “Golpe de Estado? -São mais as dúvidas e menos as certezas” e que chamei a atenção aqui neste blogue eu levantava dúvidas quanto à forma como teria decorrido o – parece cada vez mais hipotético – ataque a Ramos-Horta e nas condições transmitidas ao domínio público.
Na altura as dúvidas eram legítimas face ao histórico anterior do “relacionamento” entre o Presidente Ramos-Horta e o major fugitivo e entre este e o actual Chefe de Governo “Xanana” Gusmão.
Era estranho que alguém tão “bem” formado militarmente não tivesse conseguido neutralizar uma pessoa tão desprotegida como, segundo rezavam as crónicas da altura, estaria Ramos-Horta.
E a estranheza vai se acumulando até que alguém consiga fazer sair para fora do “escuro” a verdade do “Golpe”.
Mas também não deixa de ser estranho que só agora este assunto venha à ribalta, principalmente quando parece que os proventos do petróleo timorense aumentaram...
28 junho 2008
E Timor-Leste parece ter perdido uma oportunidade…

(imagem da internet)
Só que tanto torceram e retorceram que Ramos-Horta condoído com as expressões de dor dos seus concidadãos acabou por rejeitar a hipótese de candidatura ficando-se nos futuros próximos por Dili.
Simples e directo! Tão simples e directo que perante a hipótese de uma possível futura candidatura sua à presidência Matan Ruak terá afirmado que está "traumatizado" com a política e que preferia poder fazer "outra coisa" na vida civil. (...)" (Continuar a ler aqui ou aqui)
, "Colunistas", de hoje, sob o título acimaNOTA: Já agora será que alguém nos esclarece quem ofereceu a ideia a Ramos-Horta para ser candidadto a candidato? Segundo o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon não foi este de certeza...
E, assim, parece que se põe em causa, ou alguém o quer fazer crer, a credibilidade das instituições timorenses.
20 maio 2008
Seis anos depois Timor-Leste ainda é viável?
"Penso e continua a acreditar que sim! Países existem com menores capacidades de sobrevivência e mantém-se, uns, ou sobrevivem, outros, sem que a Comunidade Internacional pense ou questione da sua existência.01 maio 2008
E o tenente Salsinha lá se rendeu…! será que sim?
(foto Reuters/via aqui)Interessante que só o fez quando Xanana Gusmão estava fora do País…
Mas se foi interessante a “oportunidade” da rendição – será que ele teia pela vida? Se sim deve ser claramente escalpelizado o motivo do temor… – mais interessante está a ser a forma como o fim da rebeldia e da operação Halibur estão a ser celebradas.
Segundo um telegrama da Lusa, citada pelo Diário Digital, a rendição de Salsinha terá sido celebrada na noite da passada terça-feira, dentro no comando conjunto em Díli, com uma festa que terá juntado os oficias da equipa captora e os 13 capturados da operação «Halibur» em torno de “muita cerveja, muita música e karaoke” (seria em português, em tétum, em bahasa, ou… em austro-anglicano?).
Segundo o comandante da operação, o tenente-coronel Filomeno Paixão, “Divertiram-se todos”, confraternizando e abraçando-se os dois oponentes como se nada tivesse passado – estranhamente Salsinha e cinco dos seus elementos estão em prisão preventiva; será para sua salvaguarda e não haver um fogo amigo que o liquide – como aconteceu com Reinado - e impeça de falar do que se passou?...
E, provavelmente, nada, de facto, se deverá ter passado senão o que apareceu nas Televisões…
Nada, excepto uma longa festa que era ouvida na casa do antigo e “proscrito” Chefe de Governo e actual Secretário-geral da Fretilim, Mari Alkatiri.
Estou, cada vez mais ansioso por ouvir – reformulo, ler – as transcrições das conversas de Salsinha com o Ministério Público timorense e com o juiz.
Por certo que a História de Timor-Leste deverá ser bem reformulada e, o mais provável, alguns heróis vão mostrar que também têm pés de barro e muito frágeis…
Por enquanto e como lamenta Orlando Castro assim se vai fazendo “a historia de Timor-Leste…”
18 abril 2008
Timor: Nada como pôr a boca no trombone… salvo seja!
(Reinado passeando na prisão australiana, em Timor, como qualquer outro militar...DDR)07 abril 2008
E depois de Guterres, o bahasa?
(DDR)Relembre-se que a maioria das acusações se prendiam com as suas actividades – e tacitamente aceite por ele como tal – de milícia anti-independência que provocou inúmeras vítimas, principalmente após o Referendo que determinou a independência de Timor-Lorosae.
O acto, só por si, não teria qualquer relevância se o mesmo não tivesse, como tem, uma forte carga política anti-nacionalista e pró-integracionista e não víssemos os esforços dos indonésios em retornar a Timor.
Uma não clara condenação, para não dizer confrangedor mutismo, por parte dos indonésios, pelo que se passou – ou não se passou, esperemos que a estória venha um dia ser bem contada – com os principais governantes do País.
A incisão sobre a segunda língua oficial de Timor. Apesar de estar aceite o português como a segunda língua – o tétum está considerado como a primeira, embora um linguista australiano, Geoffrey Hull, considere o tétum uma língua franca e o português como a efectiva língua oficial – apercebe-se que o bahasa está a ganhar mais defensores e apoiantes. Em parte por culpa exclusiva da CPLP e dos seus pseudo-liderantes Portugal, que ainda pensa como se existissem os moinhos quixotescos, e o Brasil, que anda a tentar impor as suas regras gramaticais. Como há dias li num blogue, se o timorense escreve “óptimo” vê o professor brasileiro considerar como erro gramatical; se entra numa escola com um professor português e escreve “ótimo” vê a crítica se elevar a um grau inaudito.
Quase que apetece gritar “falazem” e assumam-se de vez quem manda na língua! Se os políticos linguísticos de cada uma das respectivas academias ou os povos de cada uma das Nações falantes do português!
E para reforçar a subtil entrada da Indonésia e do bahasa na vida social timorense alguns oficiais da Polícia Nacional foram fazer um estágio à indonésia porque a sua maioria só fala tétum e bahasa!!!
Não será altura de acabarmos com estranhos eufemismos e acabarem, de vez, com a CPLP? Ou, então, juntai-vos todos os 8 e definam, em efectivo pé de igualdade, como querem a Comunidade Lusófona!


