15 novembro 2012
Maputo e Matola às "chapas"...
17 maio 2012
Novo aeroporto de Luanda…
30 agosto 2011
Huambo mais perto dos centros de decisão
No mesmo dia a cidade do Huambo e a sua província viram ser reinaugurados dois empreendimentos importantes no desenvolvimento social e económico da província: a chegada oficial da primeira composição ferroviária do CFB ligando a capital do Planalto Central ao porto do Lobito – demorou 6 horas a cumprir o trajecto entre Cubal (Benguela) e a estação central do Huambo –, após 27 anos de interregno, e o aeroporto Albano Machado, acabando com a triste sina dos huambenses em terem de ir à província vizinha do Bié quando precisavam de se deslocar à capital do País, Luanda.
No mesmo dia – de vez em quando ele também sai, mesmo não apreciando essas deslocações – Eduardo dos Santos – foi uma prenda de anos atrasada – presidiu às duas (re)inaugurações para gáudio do desenvolvimento da província, tornando-a, cada vez mais, no principal pólo de desenvolvimento da região central angolana.
Pena é que o governador da província tenha pactuado com a presumível – pelo menos foi confirmado pelas autoridades locais – detenção de dois militantes da UNITA, na cidade do Bailundo, por andarem nas ruas com bonés do partido e após terem sido espancados por militantes do partido no poder os quais destruíram os adornos dos opositores.
Aqueles é que agridem por não gostarem da união das cores kwachianas e estes é que são detidos. Boa leitura de tolerância deixou o senhor deputado, e presidente do CPI, Higino Carneiro na província do Huambo…
29 dezembro 2010
As eleições não são só em 2012?
Isto porque em menos de uma semana ocorreram várias inaugurações, algumas das quis importantes para as urbes e zonas onde ocorreram.
12 março 2008
Crónica de Luanda: transportes "600 + 3000"
Eis seiscentos autocarros para entrega às empresas de transportes da cidade. E mais licenciamento de três mil táxis. Já ninguém consegue movimentar-se de automóvel, não há mais espaço, a não ser no aéreo. É preciso é comprar, porque há sempre comissões para engavetar. Os automóveis conflituam o trânsito e as nossas mentes. Mas, ninguém tem coragem de andar, no rodar da bicicleta salutar. Só automóvel para o ambiente envenenar. Mas, como sempre uma mente genial descobre como convencer o espaço. É alargar as estradas existentes. Então partem-se casas, com generais que comandam, por isso escolhem a solução mais simples… destruir o inimigo. Este reino é obra de especuladores imobiliários. Contratam-se chineses que copiam, clonam equipamentos, máquinas; tudo. Isso não revela sabedoria. As obras efectuam-se por pardais. Onde chegam não há planta que sobreviva. Quando um governo parte casas, e atira as pessoas para a rua como acusadas de feitiçaria, a democracia cai e não se levanta, porque é petrolífera. É a lei da democracia da selvajaria petrolífera, onde não há leis que se cumpram.
Não investir na população, é chamar, apelar à Revolução Francesa. Com muito dinheiro do petróleo, sem lei e sem ordem chegam estrangeiros, aventureiros e exclamam: «este país é um paraíso para investimentos» Crescimento económico significa crescimento da poluição. Não é necessária uma guerra, um cataclismo para destruir a Terra. A poluição da China e EUA, chega e sobra, porque a História é o movimento dos idiotas que aspiram ao poder. Por isso, o povo quando fecha ou tapa os ouvidos é porque atingiu o último degrau da degradação moral e social. A África não está no neocolonialismo, está no anarquismo.
Há governantes que afirmam categoricamente que o povo não presta. Fico na dúvida: serão os governantes ou o povo que não presta?
Esta cidade já é a mais poluída do mundo, com gigantescas, dantescas fábricas nocturnas, onde toda a noite, muito próximo, portugueses fazem barulho infernal nas obras. Não se consegue dormir. Aqui não cumprem leis, só as cumprem em Portugal. A democracia só é valida nos países de origem. Fora, não há leis. São bons alunos dos americanos, semeiam desprezo, colhem ódio e terror. Porque a melhor divisão da riqueza é o saque. Poucos governam para construírem, muitos governam para destruírem.
Tudo e todos no desleixo, na não solidariedade humana, no regresso à barbárie de um povo, de uma nação. Quando os governantes não investem na literatura, é porque não sabem ler. Quando se envia vária correspondência a governantes, e não respondem, é porque são analfabetos.
E os paternalistas fazem-se presentes, com sorrisos como presentes, mas ausentes confundem, defendem não se sabe o quê quando afirmam: «é um povo independente, feliz» e acenam com a constante hipocrisia que a China é a mais rápida economia crescente no mundo; e o maior mercado mundial de poluição. Assim, a China será o maior exportador mundial de miséria, de doenças, de fome. E importar-se-ão mais centenas de autocarros e táxis, e muitos mais automóveis para petróleo ver."
