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07 novembro 2012

Tonet versus Ordem dos Advogados

Como já não bastasse estarem, constantemente - com ou sem razão isso cabe aos Tribunais e só a estes -, tentarem calar o semanário independente Folha8, agora parece que até a honorabilidade profissional de William Tonet está a ser posta em causa mesmo que na presença de documentos que atestam a sua qualificação profissional...

Tudo porque a Ordem dos Advogados (OA) terá feito chegar ao Tribunal uma declaração onde fazem atestar que Tonet ainda não terá completado o seu estágio profissional obrigatório.

Enquanto isso, um processo judicial que anda empenado, ficou mais encrencado e, simultaneamente, visando desbloquear a situação, Tonet terá mostrado ao Tribunal uma declaração entregue à OA onde atesta "ter concluido o seu estágio, conforme cópia de recepção da própria ordem de advogados no dia 12.01.2011, pelas 11h57, recepcionado pela dra. Esperança Gomes."

Parece que os serviços administrativos da OA andam distraídos e acabam, por esse facto, por colocar a Ordem em desordem e pôr em causa a credibilidade profissional de terceiros.

O que se estranha, no meio disto tudo, é que o Tribunal tenha acolhido e aceite a deficiente declaração e, posteriormente, o réu tenha solicitado mudança de causídico...

10 outubro 2011

William Tonet Condenado ...

William Tonet Condenado a 1 ano de prisão suspensa e obrigado a pagar 10 milhões de kwanzas em 5 dias, caso contrário será preso efectivamente. David Mendes (advogado do mesmo) alega não existir condições no país de se exercer advocacia como deve ser, onde as condições básicas que regem o código penal não são cumpridas, agora passou-se das prisões arbitrárias a legitimação das condenações. Willian Tonet diz que se o sistema acha que com estes actos que o vão parar, estão enganados, nem que daqui a 5 dias tiver que arrumar as suas coisas para ir a cadeia, porque esse dinheiro não sabe aonde vai buscar. (Fonte: R, Eclésia).”in Facebook

Penso que esta condenação se prende com acusações que Tonet fez em tempos no Folha8 e que algumas pessoas tentaram inverter acusando o Jornalista angolano e Director do semanário Folha8 de se ter excedido e, mais grave, segundo elas, de usufruir de uma categoria a que ainda não teria direito: ser, também, advogado.

Acresce ainda, que o seu patrono é, e foi, o advogado David Mendes que, além desta profissão é líder do pequeno Partido Popular que tem estado a divulgar uma lista com pretensas contas externas de Eduardo dos Santos.

Recorde-se que os processos, além da tal citada acusação de usurpação, remontam a 2007 e tipificam os crimes injúria, calúnia e difamação. Os processos têm como autores António Pereira Furtado, à época chefe do Estado-maior das FAA, o General Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, actual ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República e o General Pitagrós, Procurador Militar.

É lamentável que um Jornalista mostre e apresente provas das notícias que publica, que os seus acusadores parece não terem provado o contrário nem conseguido refutar claramente as acusações de Tonet, e este acabe acusado embora, pudicamente, com pena suspensa mas com uma elevada e pesada multa que, quem o condenou, pareça saber que o Jornalista não pode suprir.

Tudo isto é complacência envenenada ou uma forma discreta de tentar calar a imprensa privada?

09 maio 2009

Não serão retenções estranhas a mais?

Segundo uma nota de imprensa do Club-K (Clube dos Angolanos no Exterior), divulgada por e-mail (será porque o portal parece demasiado lento e não entra?…), o jornalista e jurista William Tonet, director do semanário independente "Folha 8", terá visto o seu passaporte retido na fronteira com a Namíbia, no do posto da fronteira de Santa Clara, província do Cunene, porque, segundo os Serviço de Migração e Estrangeiro (SME), e citado naquela referida nota, o nome do Tonet “consta no sistema ao que permitiu os mesmos de retirarem o seu passaporte”.

Como não quero crer que se retenha um passaporte só porque não se gosta de alguém, espero e aguardo, como todos os que ainda acreditam que Angola é um Estado de Direito subordinado à Justiça, que que as autoridades esclareçam os motivos por que o nome de Tonet está no sistema. Por certo que deverão ser razões muito válidas e juridicamente legítimas, mas…

Depois da estranha e inusitada detenção de José Gama este impedimento a Tonet começa a colocar em causa
as palavras do porta-voz do Sindicato de Jornalistas de Angola. Ou será mera e estranha coincidência?
Retranscrito no , em 9.Maio.2009 com o título "Pululu: Não serão retenções estranhas a mais?"

21 janeiro 2008

Se isto é democracia…

(imagem "roubada" aqui)
Há alturas em que quaisquer comentários adicionais são desnecessários.
Cada um leia e medite a carta anónima (sê-lo-á porque não está assinada, mas o conteúdo parece indiciar que não os seja) que a seguir transcrevo (sem alterações) e que me foi enviada por William Tonet.
Se isto é o espírito democrata e mostra o quanto o País está preparado para eleições…
Ah! e já agora interessante as palavras do Ministro da Defesa Nacional, durante um comício, por certo partidário dado que é comício, e que são citadas aqui e confirmadas no Club-K por um leitor do Lubango.
Num País democrata este Ministro já tinha arrumado o seu Gabinete e dado lugar a outro, porque é inconcebível, num Pais democrático – até em ditaduras, que não é o caso de Angola, lógico, – que alguém fale como parece ele ter falado, mas…

AVISO PARA PARAR! QUEM AVISA AMIGO É

Ao
Senhor William Tonet

Nós só lhe queremos avisar que o senhor tem estado a pisar o risco vermelho, por muitas vezes, principalmente contra os generais e alguns dirigentes deste país.
Você se coloca como advogado dos ditos autóctones, mas fique a saber que estes não lhe vão ajudar quando te tomarmos medidas drásticas.
A sua raiva, não deve ser atingida a todos nós pois não temos nada a ver se o senhor foi ou não reconhecido pela Presidência da República, pelo que fez no Moxico, nos acordos do Luena e onde se diz haver uma dívida para consigo.
Se é isso deve resolver junto de quem lhe deve e não meter-se connosco e denegrir a nossa imagem.
Somos militares e oficiais superiores e ainda mandamos neste país e podemos mais tarde ou mais cedo aplicar-lhe medidas activas, pois estamos fartos das suas critícas e denúncias contra nós.
Por outro lado só queremos lhe avisar também para parar por não adiantar continuar a ser advogado do seu amigo Miala, pois ele está a sentir o peso do nosso poder.
O poder de quem manda mesmo neste país.
O nosso poder real e efectivo. Por isso lhe avisamos que não vai haver lei, para lhe defender, por termos o controle de tudo e de todas as instituições.
Ele vai ficar mesmo lá. Preso e não vale a pena sonhar que o comandante-em-chefe lhe vai safar.
Quando você defende o Miala apostou no cavalo errado pois ele não se importará amanhã de lhe fazer mal, de trair, como fez a muitos de nós que o ajudamos no passado e, no final queria tirar-nos o nosso dinheiro e desgraçar a vida das nossas famílias.
Ele está a pagar a ousadia de tentar desvendar a vida dos outros inclusive do camarada presidente e agora parece que lhe está a utilizar e ao seu jornal, como se ele fosse a vitima.
Não é vitima. Ele sabe o que fez e sabe que iríamos reagir desta maneira, para salvaguarda do poder real.
Por aí você já pode ver que está a ser utilizado, por um homem que nunca mais vai ser ninguém neste país. Assim estás a ser burro, pois ele não vai te dar os milhões que te prometeu, porque vamos lhe tirar tudo, o mesmo que nos queria fazer.
Ele vai andar na rua da amargura, por ter tido a ousadia de querer mostrar ao mundo que é o mais honesto de todos e os outros é que roubam, então vamos lhe mostrar que também sabemos fazer as coisas, mais do que ele pensava e fazendo recurso a própria lei, que hoje controlamos. Não é a toa que nos principais órgãos da Justiça, tais como a Procuradoria Geral da República, o Tribunal Supremo e mesmo o novo Tribunal Constitucional, temos a sua testa generais, que têm primeirode cumprir as orientações militares e só depois discutir, se tiverem tempo.
Ele estava a pensar que era intocável e está atrás das grades. Está bem preso e já vai com sorte porque não o matamos, mas se você não parar pode ter a certeza que é lá onde você poderá ir também ou para outro sítio pior. Como quem avisa amigo é aconselhamos a parar com a tua assanhadice de quereres ser herói, pois fica a saber que aqui os heróis morrem mesmo.

05 novembro 2007

Abusos ou inconsciências?

(DDR)
Sob o título acima publiquei na secção “Colunistas” do Notícias Lusófonas um artigo onde alertava para o facto de saber que estavam a ser publicados artigos assinados – e correctamente assinados – por mim sem que dos mesmos houvesse autorização expressa para o fazerem (podem ler o artigo aqui ou aqui).
Entre os visados estava um dos arautos da Liberdade de informação em Angola, o Folha8, dirigida pelo carismático William Tonet, que soube, hoje estar hospitalizado no Brasil e a quem desejo rápidas melhoras.
Fi-lo na consciência que estava a alertar o próprio director das inconveniências em fazê-lo e, segundo o que me diziam de Luanda, sem referência à fonte inicial do mesmo.
Já ontem aqui coloquei um texto sobre a mesma matéria.
Todavia hoje recebi um e-mail de William Tonet que, embora me tenha sido enviado, na prática não me é dirigido mas a uma terceira pessoa onde é claramente nomeada.
Por respeito às duas entidades, o emissor e o visado não publico o citado e-mail.
No entanto há na epístola de Tonet uma frase que me diz respeito pessoalmente a mim e que passo a transcrever com a devida vénia ao emissor e ao visado: “Ademais sobre alguns textos e forma de publicação, recordo-me ter falado quer com o Eugénio, como o Eurico, após a tua permissão e quando fui ao Porto levei-te jornais para veres como estavam a sair os artigos.”
De facto fui contactado por William Tonet, via telemóvel, com quem troquei curtas palavras porque, e como ele o diz, ia para o Porto tendo ficado acordado nessa curta conversa – por sinal encontrava-me na Casa de Angola em despacho – que ir-nos-íamos encontrar dois ou três dias depois, após o seu regresso do Porto, para uma conversa mais alongada e pessoal.
Infelizmente, e segundo soube, os contactos no Porto prolongaram-se por mais tempo que Tonet desejava e quase que saiu directo para o avião que o levou de volta à nossa terra bem amada.
Ou seja, foi esse o único contacto que tivemos. Depois disso nada mais me ocorre!
Reitero o que já escrevi. Quero acreditar que houve alguma deficiente interpretação de William Tonet por quem mantenho – e disso ninguém me pode impedir de o ter – o maior respeito estima pelo trabalho que, tal como Rafael Marques, tem levado a efeito em Angola na defesa da liberdade de informação.
Tal como reitero que poderia ter publicado artigos e textos meus, depois de, através de um pequeno e-mail dado que o meu endereço é de domínio público, solicitado a sua permissão e deveria ter sido sempre colocada a fonte original dado que não estava, nem estou, a escrever directamente para o Folha8 ou outro órgão angolano que, abusivamente, publique artigos meus sem a minha prévia autorização ou a quem eu próprio lho tenha remetido, como já o tenho feito com órgãos informativos angolanos ou outros portais lusófonos.