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29 junho 2008

Mugabe sucedeu-se a si mesmo

(tomem... como diria o Zé Povinho português)

Como seria naturalmente previsível, ou talvez não e é aqui que se espanta, Robert Mugabe conseguiu ser o sucessor de... Robert Mugabe.

Não se espanta que tenha sido o vencedor. Espanta-se, isso sim, que ao contrário da primeira volta que a CNE zimbaueana precisou de longas semanas para apresentar os resultados, agora só precisou de... menos de 24 horas e empossa o "novo" presidente já amanhã, dia 29 de Junho!! Reconheçamos, é obra!

E onde estão os países que impediram o Conselho de Segurança das ONU de criticar a "obrigatoridade" das eleições mugabianas? segundo se consta em Zimbabué, um dos países terá sido o país de Nelson Mandela (como lhe terá sido indegesta a espectacular homenagem aos seus próximos 90 anos realizada em Londres...).

E, já agora, como justificar que, em Portugal, um partido político tenha "boicotado" uma crítica parlamentar a Mugabe? se não sabem, aqui fica o nome dos defensores das liberdades mundiais, foi o PCP!!! se pensarmos que o conselho de Segurança não pensa levar as críticas mais longe porque a Rússia e a China já avisaram que vão votar contra...

24 junho 2008

Despotismo continua a ganhar em África

A edição impressa, de hoje, do Jornal de Notícias dá-me a honra de publicar, na página 36, uma análise sobre a actual situação no Zimbabué.

A edição impressa, porque a edição online omite a citada análise (que pode ser lida aqui).

Penso que só deve ter sido por uma única razão. Como ninguém acredita que seja devido aos festejos de S. João, presumivelmente será devido à foto colocada na edição impressa que se fosse colocada na edição online provavelmente faria os leitores fugirem. Ora é legítimo que os editores website procurem salvaguardar as sensibilidades dos seus leitores.

Mas já que se esqueceram de colocar a minha análise proponho-vos uma leitura atenta ao excelente artigo de Orlando Castro, nesta mesma edição, cujo título na edição impressa é “País quase a explodir pela mão de Mugabe” transformada na edição online em “Líder da Oposição do Zimbabwe pede protecção à Holanda”.

Provavelmente a expressão “explodir” faria as pessoas passarem por cima do artigo – talvez temendo que se referisse a Portugal – e não ler a excelente peça. Compreendo!

22 junho 2008

Zimbabué, a oposição diz não à 2º volta!

O MDC, face ao descarado jogo político e à violência praticada pelo regime do senhor Robert Mugabe “decidiu que não vai participar neste processo eleitoral violento e ilegítimo” para não colocar a vida das pessoas em perigo.
Não concordo com esta posição que vai contra o jogo democrático, embora compreenda e entenda quando este não existe.
E como quem está no sítio e na frente da fogueira é Morgan Tsvangirai, ele e o MDC, melhor que ninguém, saberão como proceder.
Compreende-se quando a Comunidade Internacional vai assobiando para o lado perante atitudes como as de Thabo Mbeki, ou à efectiva inoperância que mostram face à detenção do secretário-geral do MDC e das mortes dos militantes destes partido, ou quando Mugabe diz que nunca sairá do poder qualquer que seja o resultado e a SADC se limita a estar calada como parece ser apanágio das organizações onde pontuam, e com capacidade de decisão, alguns países lusófonos, como por exemplo… a CPLP!
E, com isto, continua o autocratismo, nepotismo e o autoritarismo déspotas a ganhar em África!

20 junho 2008

Mugabe já tem a perpetuação do poder garantida

Se alguém duvidava, as dúvidas estão desfeitas, totalmente desfeitas.

Se alguma pessoa pensava que as aferroadas do senhor Mugabe era a angústia de quem estava quase a morrer para o poder, enganou-se.

Se a África Austral achava que as invectivas que o senhor Mugabe mandava ao seu colega e presidente em exercício da SADC, o zambiano Levy Mwanawassa, por este o andar a criticar bem assim ao partido ZANU-PF, eram meras formalidades, estava totalmente equivocada.

Se o Mundo julgava que o senhor Mugabe já nada mais iria fazer para se perpetuar no poder, além de umas quantas prisõezinhas do seu adversário –já se contam os dedos de uma mão –, de ameaçar de morte os seus inimigos – o secretário-geral do MDC, Tendai Biti, pode vir a ser condenado à morte por traição – ou afirmar que nunca sairá do palácio presidencial qualquer que seja o resultado da segunda volta das presidenciais, enganou-se redondamente.

Se achavam que o aparecimento de uns quantos cadáveres, a grande maioria afiliados ou simpatizantes do MDC eram meras especulações da Amnistia Internacional e de outras proscritas ONGs, estão rotundamente equivocados.

Porque quem assim pensava estava longe de perceber que o senhor Mugabe só procedia como procedia porque tinha o apoio de vários padrinhos.

Se pensam que seriam só os amiguinhos da Costa Ocidental afro-Austral ou as fracas visões do palácio da Ponta Vermelha, o mediador – pelo menos dito como tal – do conflito político do Zimbabué e presidente da República da África do Sul, senhor Thabo Mbeki veio hoje desmentir essa ideia.

Pois Mbeki propôs que a segunda volta das eleições presidenciais sejam canceladas!!! e, ingenuamente – será?!?! – propõe que seja criado um Governo de Unidade Nacional, o que o senhor Mugabe e a sua equipa já afirmaram nunca aceitar!

África, e a política africana, com amigos e mediadores destes continuará a não ir muito longe e manter-se no patamar superior da incredulidade e, infelizmente, da chacota internacional!

14 junho 2008

Se Mugabe disse, está falado.

(Até quando, por causa de personalidades como esta, África vai continuar a ter vergonha de se olhar ao espelho?)

Com o senhor Robert Mugabe, e enquanto for vivo, não haverá Governo formado pela oposição vencedora!
O senhor Mugabe disse, está dito e afirmado.
Por isso não se surpreende que, num só dia, o seu adversário tenha sido detido 2 (duas) vezes ou que a esposa de um líder oposicionista do distrito de Mhondoro seja queimada viva na última sexta-feira pela milícia do senhor Mugabe e a SADC se limite a afirmar que deverá ter 400 observadores no acto eleitoral, num típico assobiar para o lado!
Como, se tudo decorrer normalmente, o senhor Mugabe deverá perder a 2º volta das eleições presidenciais e ele diz que enquanto for vivo não haverá Governo formado pela oposição vencedora, somos levados a crer que as eleições já estão inquinadas desde o início e nada está a ser feito, nomeadamente por aqueles que melhor estariam posicionados para o demover de tais atoardas.
Em Angola, o partido irmão está preocupado – e está mesmo – com as eleições e esperando que o efeito Zimbabué não se torne um dominó (tal como no Zimbabué a senhora Mugabe vai ter de explicar muito bem porque utilizou cerca de 50 mil euros em gastos supérfluos em Roma enquanto se discutia, na FAO, a fome e a pobreza mundial a que os zimbabueanos não são peça fora do xadrez, em Angola haverá também alguns quantos que vão ter de explicar, e muito bem, por andam certos fundos…)
Já na África do Sul, a crise xenófoba tem provocado fortes dores de cabeça aos seus líderes. Parece que há males que vêm por bem, que o digam os autocratas zimbabueanos que com a crise sul-africana percebem que estes já não os aborrecem; se acreditasse em teorias de conspiração até acreditaria que por detrás da crise, que começou, precisamente, com zimbabueanos estaria o poder autocrático zimbabueano…
Enquanto estas duas potências olham, e mal, para os seus umbigos, o senhor Mugabe vai proferindo ameaças como a não admissão de um Governo formado pela oposição vencedora ou verbera os líderes africanos que claramente o criticam e com o beneplácito de quem menos se espera!
Até quando?
Ou será que para a Comunidade Internacional tão pronta a mandar prender personalidades, com ou sem razão, africanas por delitos contra a Humanidade é preferível aceitar um autoritário, déspota e corrupto líder continue a pavonear-se em conferências internacionais enquanto a sua digníssima esposa, Graça Mugabe, delapida os fraquíssimos recursos financeiros do País em… compras romanas!

06 junho 2008

Mugabe quer a perpetuação!

(quem ganhará, o nepotismo autocrático ou a democracia)

Depois de ter perdido as eleições legislativas, que a linha mais dura pró-Mugabe quer agora mandar suspender o acto eleitoral e repor o Parlamento, depois de ter protelado a publicação dos resultados das eleições legislativa e presidenciais no que contou com o beneplácito de alguns membros da CNE e de um Tribunal – acabaram até por rever algumas das secções de voto sem conseguirem alterar a vontade do eleitorado – o senhor Mugabe e a seu séquito estão a tudo fazer por protelar a 2ª volta das presidenciais.
Primeiro fizeram que o líder oposicionista se sentisse ameaçado protelando o retorno ao País de onde tinha se ausentado para abordar com os líderes afro-austrais a situação político-eleitoral do Zimbabué.
Depois do regresso de Morgan Tsvangirai sectores policiais próximos do regime deteve-o, por duas vezes quase consecutivas, para interrogatório sob acusação de não estar autorizado a falar em público; logo quando se está em plena campanha para a 2ª volta das presidenciais que o vai opor a Mugabe.
Não satisfeitos, os mesmos sectores deram-se ao luxo de mandar parar veículos diplomáticos e sob a ameaça de perfurarem os pneus e atearem fogo às viaturas conseguiram que os diplomatas, britânicos e norte-americanos, saíssem dos mesmos acabando por serem detidos e interrogados em clara violação à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 18 de Abril de 1961.
Simultaneamente o regime do senhor Mugabe ordenou a suspensão – já se congeminava isto há uns dias – de toda a actividade das ONG’s, nomeadamente aquelas que, solidariamente, mais têm suprido a fome dos zimbabueanos.
Com o regresso forçado de muitos zimbabueanos da África do Sul onde têm sido alvo de inusitado xenofobismo, tal como moçambicanos, malawianos e angolano, o problema da fome vai ser ainda mais exponencial.
Prevêem, talvez, os assessores do senhor Mugabe que a fome e a ameaça de suspender a entrega de alimentos a quem vote no opositor consiga perpetuá-lo no poder.
Uma imagem que se torna perigosa principalmente quando um dos seus mais dilectos assessores vai também ele, em breve, para eleições…

25 maio 2008

Esta é a África que africanos não querem!!

Relembra-se hoje mais um Dia de África!
Mais um Dia que alguns africanos fazem por tornar recordável pelas piores razões!
No Zimbabué o ainda presidente Mugabe “obriga” um avião da Air Zimbabwe a “despachar” os seus passageiros – pagantes – para ir fazer uma viagem até à China. Uns dizem que é uma viagem de negócios, outros que vai lá por razões de saúde. Por mim penso que vai perguntar aos chineses se desejam voluntários – começa a haver demais no Zimbabué por causa daqueles que não votaram nele e dos que, infelizmente, são obrigados a voltar devido ao xenofobismo sul-africano – para recuperar do desastre natural que foi o sismo de Sichuan – passe a ironia, que não têm a culpa e parece ter humanizado a nomenclatura chinesa – e agradecer os utensílios domésticos e de lavoura – armas, munições e diversos do navio An Yue Jiang – que a China parece ter conseguido fazer chegar ao Zimbabué de Mugabe!
No Sudão os interesses imperiais estão cada vez mais acintosos.
Norte-americanos e chineses disputam os terrenos sudaneses mais “fertéis” em petróleo por via de rebeldes do Darfur e tropas de Cartum e
Nem uns, nem outros respeitam ninguém.
Enquanto isso, o povo do Sudão vai vendo grupos armados assaltarem forças de Paz sob o olhar da AMI ou assistem à troca de armas que são vendidas por quem os deveria defender, as tropas da União Africana
Antes havia a disputa ideológico-imperial pelo Mundo entre norte-americanos e soviéticos. Agora vemos que essa disputa se tornou económico-imperial só que agora é entre os norte-americanos – os sobreviventes – e os chineses (na prática, estes sempre foram imperialistas apesar de o negarem em nome e sob a capada dos Não-Alinhados).
Entretanto, na Somália, no Chade, na República Democrática do Congo, na Nigéria, ou na África do Sul…
Ou, ditadores continuam no poder, enquanto outros são presos – e depois de circularem livremente na Europa – mas só quando já lá não estão ou quando os senhores do TPI lhes convém, e continuam ricos, cada vez mais ricos, enquanto a maioria dos seus povos estão pobres, cada vez mais pobres e esfomeados...
Assim não há Dia nem África que aguente!

13 maio 2008

A fórmula mágica para recuperar o País?

Será que Mugabe descobriu a fórmula para recuperar a economia e a vida social do Zimbabué?

Com o acto hoje ocorrido com o embaixador dos EUA, frente a um hospital nos arredores de Harare, parece que o regime de Mugabe quer uma intervenção armada dos norte-americanos e, após ela, obter o direito à recuperação do caos em que o País mergulhou.

Pois se é isso, é melhor que seja já antes do cowboy sair da Pennsylvania Av., porque o(s) futuro(s) inquilino(s) não parece(m) estar para aí virado(s), salvo se o objectivo se chamar Irão…

07 maio 2008

E o navio parece ter zarpado… carregado?

De acordo com duas confederações sindicais angolanas – adiante referenciadas – o navio chinês An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang) terá zarpado de Luanda sem descarregar o armamento que trazia a bordo para o Zimbabué; leia-se, para o senhor Mugabe.
De acordo com as referidas confederações o navio só se limitou a descarregar “apenas materiais de construção destinados a Angola” - aquele que ninguém sabia da sua existência, nem o Governo de Angola ou as autoridades chinesas – não tendo sido feita qualquer tentativa para descarregar armamentos e que a “embarcação deixou o porto após carregar combustível e alimentos”.
Nada seria de espantar se não houvesse, no meio, algumas sérias incongruências a citar:
Primeira, prende-se com um anterior Comunicado da autoridade portuária, que referia que na lista oficial de embarcações à espera de entrar no porto de Luanda, "pelo menos até dia 19 de Maio", não constava o nome do navio chinês, ou com a clara e inequívoca tomada de posição do director do Instituto dos Portos do país, Filomeno Mendonça, ou da de um responsável do MIREX;
Em segundo, a Federação Internacional de Transportes admitir a entrada, em breve, no porto de Luanda mas ter a garantia da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes e Comunicações de Angola (FSTTCA) que teria afirmado a sua indisponibilidade em descarregar qualquer tipo de material militar vindo daquele navio – estranha-se é a circulação de alguns camiões militares no porto há uns dias atrás e não se ver esclarecida a sua circulação;
Terceira, porque, ainda ontem, o barco estava, segundo uma rádio luandense, muito longe de poder aportar e descarregar devido ao elevado tráfico marítimo que, nesta altura do ano, passa pelo porto de Luanda;
Em terceiro, e talvez o mais importante, as duas Confederações Sindicais em causa são, de acordo com um despacho de AP/Lusa, em Joanesburgo, e citada pelo Notícias Lusófonas, a Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC) e… PASME-SE a Federação Internacional Taekwon-Do (ITF). – esta federação de artes marciais é para sindicalizar os possíveis seguranças do porto peritos em… Taekwon-Do?
Se notarmos que o senhor Mugabe acabou por concordar, renitentemente, ir a uma segunda volta das presidenciais no Zimbabué, contrariando números da Oposição que davam a vitória de Tsavangirai logo à primeira, só poderemos inferir uma de duas coisas:
Ou os seus “melhores amigos” e principais “guarda-costas” decidiram apertá-lo com medo de uma possível extensão da crise zimbabueana a outros países da SADC;
Ou então o senhor Mugabe já se sente protegido pelas “três milhões de balas para espingardas automáticas "AK-47" (conhecidas por Kalashnikov), 1.500 morteiros com auto-propulsão (RPG's) e 3.000 granadas de morteiro” transportadas no navio chinês e que, provavelmente poderão ter sido descarregadas ou transbordadas algures entre Durban e Luanda…

04 maio 2008

Parece uma Opereta sem fim...

"Segundo alguma informação de Luanda o navio chinês An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang) que transportaria uns míseros 6 contentores com “materiais legais” – várias toneladas de armas e munições – vendidas do Governo chinês a Mugabe como prendas que este iria oferecer ao seu estimado Povo, já atracou e descarregou a mercadoria que era destinada a Angola – de que quer os dirigentes chineses, quer as autoridades angolanas pareciam desconhecer a sua existência, até há poucos dias atrás – e não terá descarregado, por não ter sido autorizado superiormente, a descarga dos contentores.
Isto é o oficialmente… oficial.
O oficioso, o que corre nos corredores e nas ruas de Luanda, já mais parece ser uma Opereta – para quem não saiba é, de forma simples, uma Ópera com música – em vários actos e de contornos rocambolescos e incompreensíveis.
Segundo o jornal
O Apostolado, citado pelo seu portal, o “mistério continua completo sobre o paradeiro exacto do navio chinês carregado de armas para o Zimbabwe, cinco dias após o governo angolano ter autorizado que acostasse cá”.
Parece estar em jogo uma providência cautelar junto do Tribunal Marítimo angolano interposta por duas entidades angolanas, o Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos (CCDH), através do seu advogado David Mendes, e do Sindicato dos Marítimos de Angola (SIMA), para impedir a descarga do material bélico.
Todavia o que parece ter acontecido foi um dos actos da opereta: o navio já terá descarregado e zarpado sem que fosse possível qualquer atitude jurídica, conforme o
Notícias Lusófonas referiu em tempo oportuno.
Só que são meras conjecturas porque, de acordo com o portal d’O Apostolado as autoridades portuárias luandenses recusam as tentativas dos jornalistas em desvendar o mistério.
Segundo aquele órgão independente angolano, para a Direcção-geral do Porto de Luanda, ou para as Capitania, Alfândega, Polícia Fiscal e Polícia Económica, nenhum responsável parece estar disponível para satisfazer a natural curiosidade da imprensa nacional.
Mas se há ou houve ou não armas no navio chinês é um caso que ainda está por esclarecer.
Segundo o blogue “Casa de Luanda” o navio chinês traria, de acordo com uma nota da autoridade portuária, a mesma que dias antes dizia que o navio não estava autorizado a entrar em Luanda por não ter materiais para Angola, "
alguns containeres com material de construção destinados a Angola”. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)


Publicado no , "Colunistas" em 3-Maio-2008, sob o título "Parece uma Opereta sem fim; afinal atracou ou não?"

27 abril 2008

E o barco ia voltar… não sabíamos era para onde!

(a solidarieade chinesa com África manda mais alto!)
Num dos últimos apontamentos era claro, segundo a China, que o barco “do amor”, o An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang, conforme as fontes), que transportava nuns 6 contentores alguns milhões de umas "deliciosas prendas chinesas" que Mugabe tinha comprado para o seu povo, iria voltar para as terras do Imperador Ming porque Luanda e Maputo, que não tinham compreendido que era uma transacção legal e por isso passível de toda a normalidade, decidiram vetar a sua entrada nas respectivas águas territoriais e impedir a descarga das deliciosas “prendas”.
O mais delicioso, e como prefácio, registe-se o facto do MIREX – Ministério angolano das Relações Exteriores –, através do seu o director da Divisão África e Médio Oriente do, Mário Feliz, afirmar a 21 de Abril que desconhecia para onde iria o navio chinês dado que não havia razões para atracar a um qualquer porto angolano pelo que estava impedido de o fazer. Como o director sublinhou, não tinha "a mínima informação" sobre a viagem do navio para portos angolanos!
Isto foi a 21 de Abril de 2008.
No dia seguinte, uma nota da Lusa, de Luanda, dava conta que o director o director do Instituto dos Portos do país, Filomeno Mendonça, teria firmado que "Esse navio não pediu autorização para entrar em águas territoriais angolanas e não está autorizado a entrar em portos angolanos. Avisámos os nossos portos que o navio não tem autorização para entrar em Angola e por isso não receberá assistência em Angola".
Isto a 22 de Abril de 2008-04-27
Ou seja, ninguém parecia saber que o referido navio, o tal que transportava “doces prendas” de Mugabe ao seu povo querido, poderia trazer produtos para Angola.
Nem sabiam os angolanos como parecia que também não o saberiam os dirigentes chineses que a isso nunca referiram!
Mas, felizmente, parece que sem ter havido – se houve ficou pelos segredos dos deuses, do tipo, embaixador visita Cidade Alta e alerta para o facto de haver quem mais deseje fornecer produtos petrolíferos, por exemplo, e mesmo por mero exemplo, nada mais – um epílogo brilhante para este assunto.
Segundo o Angonotícias, em notícia datada de 25 de Abril – um grande dia para a Liberdade, também em Angola – o governo angolano decidiu autorizar o An Yue Jiang atracar o porto de Luanda para descarregar a mercadoria.
O interessante é que, pelo menos nesta notícia, não diz qual já que, de seguida, esclarece que o material bélico não foi nem será descarregado em território nacional com material para Angola, de cuja existência era até agora desconhecida.
Mas qual matéria bélico. O que o navio transporta são “doces”, senhores, “doces” de Mugabe para o seu povo que (sobre)vive no Zimbabwé!
Só falta saber mesmo se, a saída dos dirigentes chineses e a primeira recusa angolana não foram uma manobra para desviar atenções e o material bélico ter sido transbordado, em alto mar, para um outro qualquer navio e a mercadoria já ir a caminho do Zimbabwé… talvez por via aérea ou, como “conspirei” num apontamento anterior, via Namíbia, em camiões!

24 abril 2008

Navio volta à China; mas ainda está mesmo carregado?

(imagem do navioa via RTP-África)
Segundo uma porta-voz do Ministério da Relações Exteriores da China e citando a companhia do navio An Yue Jiang (ou Na Yue Jiang), foi ordenado o retorno do cargueiro porta-contentores “e dos bens destinados ao Zimbabué”.
Tudo porque, e lamentam os chineses, a África do Sul, Moçambique e Angola – que parece se esquecer que é actualmente o maior exportador de crude para a China – não compreenderam que o “material” a bordo – leia-se armas e munições para o Zimbabué – eram legais e teriam sido compradas em tempo oportuno.
Só não diz se o mesmo navio regressa com os contentores cheios do tal material ou se o mesmo terá aportado a um qualquer porto intermédio entre a África do Sul e um outro qualquer país ou – lá vem a maldita teoria da conspiração – houve algum transbordo em alto mar do “material” – assumindo o meu desconhecimento da coisa marinha, assumo, sou nesta matéria um perfeito matumbo, pergunto: já repararam que a linha de água do navio está muito acima do mar? – e este irá aportar a um “porto seguro e simpático” que fará chegar incólume o material a Mugabe.
Vamos admitir que realmente todo o “material” está de retorno à China.
E admitimos porque, mesmo com Mugabe e a ZANU-PF a rejubilarem com votos a retornar a eles na recontagem, se estranha que a imprensa próxima de Mugabe esteja a propor uma solução tipo queniana, de unidade nacional depois de, no início, o ter recusado…

20 abril 2008

E as armas e munições para o senhor Mugabe vão para…

Acreditem que me aborrece – ia escrever uma outra palavra mas porque sei que aqui também vão pessoas muito susceptíveis, fico por esta – quando tenho razão ou quando vejo que as coisas estão no caminho que pensei mas que desejava não fossem.
No apontamento sobre os 28 anos do Zimbabué, e na nota complementar aí colocada, deixei a ideia que acreditava que as armas cedidas pela China ao Zimbabué não fossem para Moçambique mas para outro País, até por causa das similitudes que existem entre este País e a China e o regime de Mugabe.
Daquilo que soube, parece que a minha ideia estava correcta dado que Guebuza não foi muito amigo de Mugabe – depois dos primeiros resultados pós-eleições já houveram cerca de 10 mortos e 400 militantes da oposição detidos – e deu-lhe um rotundo NÃO!
Resultado, lá vemos o barquinho “vai-vem” Na Yue Jiang (ou An Yue Jiang, conforme a leitura de cada observador) a se dirigir, segundo parece a alguns observadores, para… Angola.
E esta última “visão” terá sido divulgado pelo portal AllAfrica.com que, há quem o diga e afirme, é uma subsidiária da… ANGOP; logo muito credível!
Como se o Lobito, porque só poderá ser neste porto angolano que atracará com a segurança necessária, não tivesse tanta porcaria com que se preocupar.
Mas, ou será que o navio não vai para Angola como querem fazer crer para desviar atenções e, discretamente e enquanto todos continuam a matutar, aportará ao porto de Walvis Bay, Namíbia.
Não esqueçamos as magníficas estradas que este País tem e, principalmente, não devemos esquecer que a Faixa de Caprivi faz fronteira com o… Zimbabué, conforme imagem ao lado!
Citado e transcrito pelo , na rubrica "Hoje Convidamos..."

19 abril 2008

Zimbabwe, e o Tribunal desdiz-se autorizando recontagem…

De acordo, dou o dito por não dito e assumo que afinal o poder do senhor Mugabe e da sua subserviente equipa de “yes men” é total!
Depois de ter dito não, o Tribunal acabou por aceitar a recontagem de votos nas assembleias onde Mugabe e a ZANU-PF tinham claramente perdido.
Como só aposto em jogos solidários como Totobolas ou Totolotos não aposto mas quase tenho a certeza que não só a maioria dos resultados vão ser alterados como ainda vamos ver os dois perdedores passarem a grandes vencedores.
Apostas façam-nos quem quiser…
De facto só a intervenção da ONU poderá repor a legalidade no Zimbabué, já que nem a África do Sul parece ter mão em Mugabe e evitar que continue a acumular recordes negativos quanto a inflação e o seu povo viva cada vez pior e em auto-subsistência pelo que a greve geral, proposta pela Oposição, não admira ter fracassado.

18 abril 2008

Zimbabwe, 28 anos de quase total desnorteio


Ao comemorar os 28 anos de independência os zimbabueanos receberam como prenda…

Não! Não foi a mudança!



Mas.. 6 contentores com quilos e quilos de munições e armamento


Aportados, acostados e, ainda parece que não descarregados, em Durban, pelo navio "Na Yue Jiang"


e “cedidos” pelo grande baluarte dos actuais autocratas e ditadores, a actualmente maior defensora dos Direitos Humanos: a República Popular da China!

NOTA COMPLEMENTAR: Como os estivadores sul-africanos recusaram descarregarar o navio e da proibição de um Tribunal em permitir o transporte do material para Zimbabué, via África do Sul, o comandante do Na Yue Jiang zarpou de Durban com eventual provável destino... um porto de Moçambique.
Será que o presidente Guebuza mostrará uma subserviência que não se espera nem deseja, não só ao "amigo" Mugabe como ao presidente em exercício do órgão Político de Defesa e Segurança da SADC e cujo o seu (nosso) longo caminho-de-ferro ainda não foi colocado suficientemente operacional pelos chineses de modo a chegar a Harare, via Zâmbia que, por sinal, cada vez menos m orre de amores por Mugabe e para quem os líderes oposicionistas já pediram que assuma a liderança do grupo de pressão sobre o todo senhor de Harare?

14 abril 2008

Zimbabué, ainda há quem não tenha receio…

(imagem Reuters/Telegraph)

A toda subserviente ZEC (Comissão Eleitoral Zimbabueana), obedecendo à voz do seu todo poderoso(?) Master, mandou recontar os votos das secções onde a ZANU-PF e o seu carismático líder – ou será dono? – perderam.
Se o pedido tivesse acontecido dentro do prazo legal, mesmo que, eventualmente, caricato e suspeito – porque era só em determinadas secções de voto – seria legítimo. Mas quase duas semanas após a contagem oficial e publicação das mesmas mais que ilegal era um pedido ridículo.
E a recontagem não se ficava só pelos votos legislativos. Contemplava, também, os votos presidenciais o que faz supor, pertinentemente, que Mugabe terá mesmo perdido as eleições.
Faz supor porque, passadas as tais duas semanas, a ZEC ainda não teve coragem para publicar o resultado das mesmas.
Nem a ZEC teve essa coragem nem os taciturnos vizinhos da SADC – também depois de 15 horas de conclave inútil é natural – conseguiram demover o principal aliado de Mugabe a pressioná-lo a aceitar a derrota.
É natural. No fogo das barbas do meu vizinho posso ver como as minhas ficarão. E Setembro é já tão próximo e ainda por cima, segundo consta junto de certos sectores “secretos” o hipotético “padrinho” de Mugabe pode perder as legislativas…
Mas o que se estranha mais – ou talvez não pelas razões acima evocadas – é a expectante atitude da SADC e a sua oferta de mediadora, de uma hipotética segunda volta, quando sabe que nem os resultados das legislativas Mugabe e a ZANU-Pf acetam, depois dela própria já ter confirmado os resultados destas últimas em tempo oportuno.
O que vale é que o Tribunal Supremo do Zimbabwe continua a não se reger pelos ditames do pequeno bigode hitleriano.
O Tribunal declarou ilegal a recontagem vindo ao encontro das expectativas dos candidatos presidenciais oposicionistas que afirmam só terem dúvidas quanto aos resultados das presidenciais!
Parece que alguém quer transportar para o sul de África a crise – que parece resolvida – do Quénia…

09 abril 2008

Tiraram-me os votos fraudulentos? Vão para a prisão

(vão de retro observadores...)
No início do escrutínio os observadores autorizados – a União Africana e a SADC – informaram ter se apercebido da existência fraudulenta de cerca de 8500 “eleitores fantasmas” numa zona onde a sua existência era impossível de acontecer.
Provavelmente os funcionários da ZEC, a Comissão Eleitoral Zimbabueana, decidiram pautar pela honestidade e devem ter “limpo” os votos fantasmas.
Como as últimas tentativas intimidativas praticadas pelo o senhor Mugabe e os seus acólitos, que consistiu em mandarem prender jornalistas estrangeiros, sob a acusação de terem entrado como turistas e estarem a praticar a sua profissão, de emitir uma ordem policial de invasão e destruição de tudo o que estava no quartel-general do MDC e de invadir algumas das poucas fazendas ainda na posse de brancos – os invasores foram escorraçados pelas populações vizinhas das fazendas – decidiram, agora, optar por mandar prender esses eventuais funcionários por terem, e passo a citar de memória, desviado “fraudulentamente” 5000 votos ao candidato Robert Mugabe.
Que despudor! Como tiveram coragem de “roubar” o senhor Mugabe?
Enquanto estas manobras vão acontecendo, a ZEC continua por divulgar os resultados eleitorais das presidenciais o que faz supor, com cada vez maior força, que Mugabe não só terá perdido a maioria como, provavelmente, a cadeira da presidência e logo à primeira volta!
E o que se estranha é a tomada de posição do Supremo Tribunal, habitualmente contrário a Mugabe, que aconselhou, mas não impôs, a divulgação rápida dos resultados.
Como ainda há dias um analista africano temia, o problema do Zimbabué neste momento não é a falta de divulgação mas como evitar que os “veteranos” na polícia e no exército impeçam a sua divulgação e provoquem um Golpe de Estado para salvaguardar, mais que Mugabe, principalmente, os seus privilégios.
Mas quanto a isso não há problemas! Os “cegos” vizinhos do Zimbabué preferem que ninguém se meta na medida em que o povo zimbabueano e os seus políticos conseguirão resolver os assuntos internos deles.
Uma amostra do que poderá acontecer em Angola, em Setembro?
Entretanto, bem vão pregando a frei Mugabe a União Europeia e alguns dirigentes sul-africanos. Mas o frei anda algures em parte incerta sem comunicações com o Mundo real...

08 abril 2008

Quando a derrota é indigesta…

"Algumas das maiores máximas dos ditadores (ou ditadorzecos) e seus seguidores utilizam para se perpetuar no poder passa, invariavelmente, ou por protelar ou mesmo não divulgar, através da “sua” Comissão Eleitoral Nacional, os resultados eleitorais, por prender jornalistas – os eternos abelhudos que se metem onde não são chamados – e políticos adversários, ou, e esta é a última do seu cardápio manietante, exigir recontagem dos votos mesmo que para além do prazo legal.

Pois é exactamente isso o que a ZANU-PF e o seu magnificente presidente, senhor Robert Gabriel Mugabe, estão exigir agora.

E tudo porque o seu adversário político – também África, depois da Europa (Polónia) e da América Latina (Brasil) tudo indica que vai ter um sindicalista presidente que poderá mudar a face e o sistema político da África Austral – decidiu, em definitivo, declarar-se vencedor da eleição presidencial, dado que a “sua”, do Mugabe, ZEN (Comissão Eleitoral) empenou a meio do caminho e não se decide por confirmar, ou não, a necessidade de fazer uma segunda volta para as presidenciais zimbabueanas.

O medo do “Grande Líder” – embora não estejamos na Coreia do Norte nem em Cuba, não podemos deixar de ter, também nós em África, um Grande Líder – e dos seus abjectos e subservientes seguidores do Politburo da ZANU-PF é enorme! (...)" (pode continau a ler aqui)
Artigo publicado n' , edição 187, de hoje, sob o título "Festim indigesto e pouco satisfatório para "cegos" vizinhos do Zimbabué"

03 abril 2008

Obrigado Zimbabué!

As eleições parlamentares, autárquicas e presidenciais no Zimbabué faz-me confiar que África está, de novo, no bom caminho relativamente às eleições justas e internacionalmente reconhecidas.
Ou seja, que o poder instituído começa a ter mais dificuldades em manipular as eleições e as Oposições, devidamente estruturadas e credíveis podem ascender ao poder pela via justa do voto.
É por esse facto que agradeço aos zimbabueanos e a SADC o trabalho que tiveram para mostrar quanto a justiça ainda não é uma palavra vã.
Nem a vontade da cúpula militar e paramilitar zimbabueana, nomeadamente, de um certo sector da polícia, conseguiu impedir que a Comissão Nacional de Eleições (ZEC), muito dependente do governamental ZANU-PF, informasse que, 28 anos depois, a oposição agrupada na MDC (Movimento para a Mudança Democrática) e numa ramificação dissidente do MDC conseguisse obter a maioria absoluta dos parlamentares eleitos. O MDC terá obtido entre 96 e 109 assentos enquanto o ZANU-PF não terá conseguido mais que 97 cadeiras. Os dissidentes do MDC terão garantido 9 deputados e foi eleito um deputado independente.
E se a isto tomarmos em linha de conta que o presidente pode eleger, por via indirecta e de acordo com a actual Constituição, mais uns quantos deputados, e se os ventos confirmarem a derrota presidencial, ainda que não aceite, oficialmente, por Mugabe, nem bem digerida pelos seus velhos camaradas da luta armada e comandantes do exército e polícia, ficará então claro que a maioria do MDC será muito maior, não havendo, ainda e contudo, uma maioria qualificada que possa alterar a Constituição, nomeadamente os polémicos artigos que permitiram a Mugabe e aos seus “olds comrades” ocuparem as fazendas e as empresas particulares não-negras.
A única dúvida está se Morgan Tsvangirai foi eleito, ou não, à primeira volta por uma margem curta de 0,53% ou se haverá uma desgastantes e humilhante segunda volta para o octogenário Robert Mugabe.
O subordinado “The Herald” garante uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, admitindo, ainda que de forma ténue, que o líder oposicionista está melhor posicionado. Já fontes próximas de Tsvangirai e do MDC afirmam que aquele venceu na primeira volta e que tudo está dependente de negociações entre líderes da SADC, nomeadamente sul-africanos, que querem manter a face de Mugabe e evitar a todo custo uma crise do tipo Quénia devido à intransigência dos chefes militares e paramilitares ainda reticentes para a mudança.
Ainda assim, obrigado Zimbabué por me fazeres acreditar que é possível a mudança em Setembro próximo…

31 março 2008

SADC considerou-as livres e transparentes…

… quanto mais não seja porque foi registado pelos membros da SADC que as urnas eram totalmente transparentes!
No resto constata-se que as eleições foram um “fiasco” para o poder dado a enorme afluência às urnas e o facto de todos os observadores, incluindo a “insuspeita” Comissão Nacional de Eleições (ZEC), totalmente dominada por Mugabe, reconhecer, ao contrário do inicialmente previsto – ainda antes das eleições terem acontecido –, o empate técnico que se verifica entre a oposição do MDC e o ZANU-PF, já com 12 eleitos cada.
É claro que se os militares e polícias, que, nos últimos dias, tanto afirmaram que não permitirão outro vencedor que não Mugabe, impuserem a sua vontade, o Parlamento zimbabueano continuará a ser dominado pelo ZANU-PF e pelos amigos de Mugabe, dado que este tem prorrogativa de eleger alguns dos deputados. Mas, ainda assim, dificilmente conseguirão obter a maioria qualificada que tanto desejam para alterarem a actual Constituição.
Vamos aguardar serenamente os resultados que só deverão ser definitivamente afixados no próximo dia 4 de Abril pela ZEC.
Até lá, a vitória reclamada pela oposição poderá ser cozinhada à vontade de Mugabe e da sua ZEC, salvo se, desta vez, os dirigentes afro-austrais mostrarem, inequivocamente, o cartão vermelho a Mugabe e lhe afirmarem que não aturarão mais fraudes como as verificadas nas eleições de ontem.
O problema é que quem comanda os observadores da SADC vai a eleições em breve e também não as quer perder…