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09 outubro 2006

Crimes, acusava ela

Mais uma vez a Carta não chegou a Garcia.
Novamente a autocracia mandou matar o mensageiro.
Uma vez mais um jornalista, incómodo e impertinente, foi silenciado para não continuar a divulgar crimes de Estado.
Porque CRIMES, dizia ela;
Porque crime fizeram eles: assassinaram-na.
Anna Politkovskaia (1958-2006), uma voz crítica do regime autocrático russo – encapuçadamente democrático, porque é isso que o Ocidente quer crer – de Putin, apareceu morta a tiro no elevador do seu prédio.
E uma vez mais, Anna, uma missionária do jornalismo de investigação, preparava um artigo sobre as sevícias que se praticavam, em nome da justiça, da liberdade e da integridade territorial, na Chechénia.
Tiveram medo e, uma vez mais, um jornalista russo foi brutalmente silenciado.

18 fevereiro 2008

Escócia e Córsega independentes, JÁ!


(a bandeira oficial, azul-dourada, roubada aqui; e a que, na prática, vigorará)

Se o Kosovo, que todos afirmam, mesmo os que o querem ver independente ou os que estão a “governá-la” como é o caso da OTAN/NATO, ser inviável como Estado, pode ser independente e é reconhecido pelos EUA, Reino unido, França e Alemanha, ou seja, o xerife e os 4 grandes europeus – e viva a unidade europeia – então, e por motivos ainda mais válidos, quer económicos, quer políticos, quer sociais, a Escócia, a Córsega e o País Basco francês, ou o Porto Rico, podem ser independentes, JÁ!
E, já agora, como irão, e quando, estes países reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkhazia que já disseram querer seguir os passos do Kosovo? E elas até nem são russas, bem pelo contrário, são mesmo pró-Rússia onde existe um Estado, a Chechénia, região pela qual a jornalista russa Anna Politkovskaia deu a vida, e que também quer a sua independência. Só que esta, ao contrário das duas anteriores tem um “patrono” com armas nucleares e fornece o gás tão necessário para a vida da Alemanha. Por isso que os alemães já vieram dizer que uma hipotética independência daquelas regiões georgianas nunca seriam consideradas a nível internacional e o reconhecimento do Kosovo deverá ser ponderado.
Sei que há quem defenda a secessão do Kosovo e não veja nisso nada de mal.
Mas perguntem aos espanhóis (País Basco, Catalunha ou Galiza), aos cipriotas (A República Turca do Norte), aos Italianos (o Tirol ou a Lombardia) se estão de acordo com a independência?Há quem pense que isto não irá ser o dedinho que irá derrubar muitas pedras do dominó. Espero que, de facto, não o seja. Todavia, temo por isso…
E enquanto os donos do Mundo se vão deliciando numa nova Conferência de Berlim e criar novas fronteiras, o Kosovo declarou-se independente.
É certo que o Kosovo se tornou independente com barriga e bolsos vazios, com elevadas taxas de desemprego – o único emprego garantido é o que oferece a Kfor e a Nato – e analfabetismo, mas, valha-nos isso, é independente. Está de mãos estendidas à caridade europeia? Não há problemas, são pobres e podem ser indigentes, mas são independentes.
Ora se a Escócia, a Córsega ou o País Basco francês e o Porto Rico declararem a independência não o farão de barriga vazia, nem assentes num desemprego desenfreado e muito menos com um rendimento per capita inferior a alguns dos países mais pobres de África.
Por isso, apoio a pretensão de senhor Sean “Bond” Connery quando diz querer a independência da Escócia!

30 novembro 2006

Isto é que vai uma poloniodemia

Na véspera do Dia Mundial do HIV-Sida/Aids interessante a nova endemia que começa a proliferar por certos locais europeus.
Primeiro terá tido início em Londres; agora já se fala em Moscovo e, provavelmente, por outras cidades e capitais europeias e, ou, de outros continentes onde os “emissários” terão interesses.
E estes, segundo uns o principal culpado, e inocente, segundo outros, terão como precedência um nome em comum e a quem a liberdade parece querer dizer pouco ou nada: Vladimir Putin.
Há poucos dias faleceu um coronel do extinto (substituído) KGB, Alexander Litvinenko, segundo parece envenenado com Polónio-210, um isótopo obtido a partir do bombardeamento de neutrons de urânio numa placa de bismuto, e que foi detectado em vários locais de Londres por onde terá passado a vítima que, por mero acaso, estava a investigar a morte da jornalista Anna Politkovskaia e que, segundo aquele, tudo indiciava como tendo havido mão de pessoas afectas ao Kremlin.
Agora, vários aviões, nomeadamente da empresa britânica British Airways, estão em quarentena por terem sido detectados vestígios de polónio nos mesmos. Por acaso, terão viajado nesses aviões cerca de 30 mil passageiros. Coisa pouca, a confirmarem-se os mais pessimistas receios.
Entretanto, o antigo primeiro-ministro do consulado de Boris Yeltsin, Yegor Gaidar, foi acometido de doença súbita quando se preparava para dar uma Conferência em Irlanda e os sintomas apresentados parecem indicar um eventual envenenamento com Pulónio-210. Interessante o facto de quererem associar a morte de Litvinenko a esta indisposição súbita através de uma terceira personalidade, Andrei Lugovoy, um gaurda-costa de Gaidar e também ex-KGB.
Mas os nomes não ficam por aqui.
Um dos opositores de Putin, o milionário Boris Beresovski, viu os seus escritórios serem selados pela Scotland Yard depois de ter sido detectado no local resíduos daquela substância radioactiva.
Não há dúvidas que anda por aí uma poloniodemia estranha…