31 março 2005

Eleições de 2006 com observadores mas sem poder fiscalizador

Image hosted by Photobucket.comDe acordo com uma notícia repescada no Angonotícias e no Notícias Lusófonas a Comissão nacional Eleitoral decidiu as próximas eleições, previstas para 2006, vão ser acompanhadas por observadores nacionais e internacionais, mas que terão apenas a missão de observar o acto eleitoral, sem qualquer função de fiscalização da forma como ele irá decorrer.

Não questiono esta posição proposta pelo principal partido governamental (às vezes questiono-me se existem mais no Governo – desculpem, mas são dúvidas) até porque foi aceite pela oposição parlamentar após devida discussão.

Também aceito e entendo que os observadores sejam individualidades e entidades de reconhecido mérito e prestígio e que deverão estar integrados em "organizações não estatais"; de acordo com aquele sítio esta foi a expressão que ficou consagrada no texto em detrimento de organizações não-governamentais; aceito e entendo porque, por vezes, estas ditas ONG são tudo menos isto (infelizmente para aquelas que realmente o são e comportam-se como tal).

Agora o que não entendo é que os observadores internacionais apesar de terem "total liberdade de circulação" pelo país, vejam as suas áreas de actuação serem definidas pelo Conselho Nacional Eleitoral. Será que têm medo que pisem alguma mina desterrada e possa, por esse facto, criar algum imbróglio internacional?


Eu quero acreditar que sim. Sou tão ingénuo, não sou

Febre hemorrágica, apoios precisam-se

Image hosted by Photobucket.com A Liáfrica em conjugação com a Associação Quizomba está a levar a efeito uma recolha de fundos e meios para minorar o impacto da febre hemorrágica Marburg em Angola.
Por esse facto passo a retransmitir a missiva com que aquela entidade está procurar sensibilizar as entidades e pessoas que, em Portugal, poderão contribuir para aquela causa:

.......
A Epidemia da Febre Hemorrágica pelo vírus de Marburg, está a afectar a Província do Uige em Angola, desde Outubro passado, atingindo 127 casos já diagnosticados.
É uma doença altamente contagiosa quando em contacto de grande intimidade e no estado final da doença.
Para a contenção desta epidemia, são necessários grandes meios de protecção, recursos humanos e financeiros.
Falamos a mesma língua, mas não basta falarmos a mesma língua; é necessário usarmos essa língua comum como meio de entreajuda e solidariedade, como é neste caso.
Neste sentido, lançamos um apelo à sensibilidade de V.Exa, e se esse pedido tiver eco no vosso coração, solicitamos que o contributo seja depositado na conta aberta para esse efeito.
Ficamos inteiramente ao dispor, para qualquer esclarecimento adicional, através dos contactos abaixo indicados.
Esta nossa iniciativa conta com o apoio da Embaixada de Angola em Portugal e Consulado Geral de Angola em Lisboa.
Esperamos poder contar com a vossa participação. A Comissão Coordenadora agradece antecipadamente o vosso envolvimento activo nesta campanha e subscrevemo-nos com os nossos melhores cumprimentos e agradecimentos.

A conta da campanha de angariação de fundos para o Uige é:

NR. DE CONTA É – 2169 030552300 EUR
NR. IDENTIFICAÇÃO BANCÁRIA É – 00351690003055230038 da C. Geral de Deposito IBAN. PT50003521690003055230038 .......................BIC: CGDIPTPL


A Comissão Coordenadora das Associações desta Campanha é integrada por:

Liáfrica...................................................................Quizomba

Dr.ª Eduarda Ferronha...........................................Dr. Esteves Paulo
Presidente da Direcção.........................................Presidente da Direcção


Contactos: LIÁFRICA: Dr.ª Eduarda Ferronha Tel:218145394 / Fax:218133642 /M: 96 505 1780 QUIZOMBA: Dr. Esteves Paulo Tel.: 21 917 35 29 / M: 96 204 69 10 / M: 96 379 47 17
E- mail:
liafrica@oninet.pt; liafricacongresso@sapo.pt e associacao_quizomba@hotmail.com

Porque todos os apoios são sempre poucos, este é o meu contributo.
Esperemos pelo vosso.

30 março 2005

Eleições no Zimbabwe

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Zimbabwe vai ter eleições legislativas "e presidenciais" no próximo dia 31 de Março.
Sabe-se que vão ser uma das mais concorridas eleições que há memória no país.
Serão tão concorridas que, em vésperas do acto eleitoral, não se sabe se ganhará o Robert ou o Mugabe, nas presidenciais, ou se nas legislativas o vencedor será o ZANU ou o ZANU-PF
De uma coisa já temos quase a certeza. Haverá uma corrida às urnas na ordem dos 60% a 70% dos cerca de seis milhões eleitores e os vencedores obterão cerca dos 90% desses mesmos eleitores.
Não percebem; os zimbabweanos também não e o poder persiste.

Lembram-se de há uns apontamentos atrás ter escrito sobre um Ministro que desafiou Mugabe e foi liminarmente despedido.
Pois Jonathan Moyo, o tal ex-Ministro da Informação, e candidato às legislativas, está a ser acusado por Mugabe de estar a conspirar com um comandante do exército para uma tentativa de Golpe de Estado.

As eleições não vão ter observadores europeus nem americanos, por, segundo Mugabe, apoiarem a oposição liderada por Tsvangirai e pelo MDC, nem a presença de uma delegação sul-africana composta por Tsele, secretário-geral do Conselho Sul-africano das Igrejas nem de Ditlhake, secretário-geral do Conselho das ONG da SADC.
A liderar os observadores estará uma delegação da União Africana que, todavia, só poderá fazer o seu trabalho em 5 das 10 províncias zimbabweanas. Porque será?

Esperemos pelos resultados daqui a alguns dias; ou serão algumas semanas

Coreia do Norte visita Angola. Para quê?

Está de visita a Angola o senhor Yang Hyong Sop, vice-presidente da República Popular da Coreia, vulgo Coreia do Norte.
Segundo a imprensa este senhor veio tratar de assuntos relacionados com a cooperação entre os dois países.
Pessoalmente não sei a que cooperações se referem; até porque, de acordo com a Angop, as delegações coreano-angolana vão proceder à assinatura de “um processo verbal” (Angop(sic) – alguém me explica o que isto é?).
Bom, volto a questionar. Que acordos de cooperação podem ser assinados com um dos países mais atrasados no seio internacional?
1. Agricultura? Duvido. A Coreia do Norte pauta por ser dos países onde a fome mais se faz sentir, havendo necessidade dos países limítrofes lhe fornecerem víveres e cereais;
2. Indústria; prefiro rir em surdina;
3. Pesca? Só se for de submarinos e navios ocidentais que sulquem as águas angolanas
4. Serviços; quais?
Bom, só vejo uma coisa onde eles podem nos fornecer um valioso “know-how”… é na energia nuclear.
Mas não me recordo de ouvir Angola afirmar estar a cogitar ou desenvolver quaisquer planos para o desenvolvimento de energia nuclear,
Ou será que este começa a ser o pagamento da factura chinesa?
Não esquecer que a Coreia do Norte, que há relativamente pouco tempo uma jornalista confundiu com a do Sul, quando lhe chamou uma ditadura, está quase totalmente excluída do Sistema Internacional.
Quase, porque só a China mantém a sua protecção a este território, impedindo-o de se unir ao do Sul.
Por isso volto a questionar. O que é que, realmente, consta da visita do senhor vice-presidente da Coreia do Norte?

De novo nas mãos dos militares

Depois de um período dos mais conturbados, onde uma explosiva mistura de golpes e mais golpes acrescida de uma péssima gestão política e social do país, eis que a Guiné-Bissau se prepara para as presidenciais no próximo dia 19 de Junho. Uma data, onde os consensos estão longe de se sentir; seja entre as forças políticas, seja no sector castrense que recentemente deixou ameaças veladas no ar.
Mas, serão as presidenciais, aliadas às legislativas já havidas, que o poderão pôr na senda dos países estáveis e democráticos, desde que… e aqui começa a grande dúvida guineense…


O resto podem ler acedendo à minha Página-Pessoal na rubrica "artigos - Outros órgãos de imprensa escrita"

Publicado no Image hosted by Photobucket.com, “Análise”, de 28.03.2005, pág. 16

25 março 2005

Marburg sem fim à vista?

Do Angonotícias:
A epidemia de febre hemorrágica de Marburg que está a afectar Angola, causou a morte de 113 pessoas, 111 das quais na província do Uíge e duas em Luanda, segundo um balanço oficial hoje divulgado.
"O balanço é de 111 mortos até às 16:00 horas locais de quinta- feira no hospital provincial de Uíge", indicou o porta-voz do ministério da Saúde, Carlos Alberto, que se encontra em Uíge, a 300 quilómetros ao Norte de Luanda.
Por seu turno, o director de Saúde da província de Luanda, Vita Mvemba deu conta de duas mortes por febre hemorrágica de Marburg na capital angolana.
"Registou-se uma morte no hospital Josina Machel de um jovem de 15 anos vindo da província do Uíge e o caso de uma médica italiana, também na mesma província", indicou Vita Mvemba.
A febre hemorrágica de Marburg é da mesma família da causada pelo vírus Ébola, transmitindo-se por contacto com fluidos corporais, como o suor, a saliva ou o sémen
.”

Gostaria de, rapidamente, ler esta grande parangonaAngola livre de Marburg” até porque letalidade é de 30%, mas até agora em Angola ela tem-se situado acima dos 90%.
Os primeiros sintomas são dores de cabeça e musculares, febre alta, indisposição, vómitos, diarreia e náuseas, surgindo as hemorragias ao fim de cinco a sete dias.
As ajudas parecem já ir a caminho.
A U.E., através dos “Médicos Sem Fronteiras” espanhóis já disponibilizou 500 mil Euros em fatos de protecção, luvas, óculos protectores e outros meios de prevenção, como cloro para desinfecção da água, tanques e contentores de água, fluidos intravenosos e antibióticos; Portugal está a pensar em enviar uma equipa de especialistas para ajudar a combater a epidemia; Itália (que já viu uma para-médica sua falecer) já enviou ajuda para Angola; a OMS está atenta e enviou para Uige o seu representante em Angola para estudar a situação.