05 abril 2005

Annam publicita as reformas para a ONU

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Kofi Annam nomeou quatro personalidades internacionalmente reconhecidas – nem todas pelas melhores razões – para o ajudarem a promover as reformas propostas para ONU. Os quatro “mosqueteiros” são o ex-presidente Chissano, o ex-MNE paquistanês Alatas, o MNE irlandês Ahern e o ex-presidente mexicano Zedillo.
Estas quatro personalidades vão, juntamente com Annam, tentar fazer vingar as reformas que este apresentou e que, entre elas, contém um dos maiores obstáculos para que os 5 grandes apoiem-na incondicionalmente; o alargamento do Conselho de Segurança de 15 para 24 membros.
Não tenhamos dúvidas que depois desta “lança em África” os novos membros eleitos quererão lugares cativos e, depois, uma de duas coisas: ou o direito de veto ou o fim do direito de veto.
E alguém vê os 5 grandes prescindir deste direito oligárquico?

ONU preocupa-se com candidatura de Koumba às presidenciais

Do Panapress e sem mais comentários… para bom entendedor:

O CS das Nações Unidas manifestou-se preocupado com a candidatura do ex-chefe de Estado da Guiné-Bissau, Koumba Yalá, às eleições presidenciais de 19 de Junho, considerando que ela pode aumentar as tensões étnicas e religiosas no país, soube a PANA de fonte segura.

Num comunicado divulgado recentemente pelo gabinete do representante especial de Kofi Annan na Guiné-Bissau, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condena "vigorosamente todas as tentativas que visam suscitar a violência e criar obstáculos aos esforços desenvolvidos ao serviço da paz, da estabilidade e do desenvolvimento económico e social" do país.
O Conselho de Segurança expressa "preocupação pelos recentes desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau, em particular, com a decisão do Partido da Renovação Social (PRS) de escolher o ex-Presidente Yalá como seu candidato" às próximas eleições presidenciais.

04 abril 2005

Ainda os apoios a Uíge

Para facilitar o(s) acesso(s) à(s) informação(ões) sobre os problemas como os que originaram a corrente a favor das vítimas de Marburg no Uíge, a Liáfrica passou a ter um acesso Net como o que segue: http://liafrica.blogspot.com/
Qualquer assunto pode ser aí visto e comentado.

E vão 3 anos de Paz…

Image hosted by Photobucket.com (Foi há 3 anos ©Angonotícias)
Decorre hoje o dia da “Paz e Reconciliação Nacional”.
Passam três anos desde que, em 4 de Abril de 2002, os generais Abreu Muengo“Kamorteiro” na altura, o Chefe de Estado Maior das FALA/UNITA, e Armando Cruz Neto, pelas FAA, assinaram, na Assembleia Nacional o acordo que pôs termo a um estúpido conflito armado que devastou o país e dividiu irmãos.
Três anos depois. os principais mentores da paz, os militares, são unânimes em afirmarem que a Paz veio para ficar e que o povo angolano muito tem ganho com esta nova situação.
Tanto o CEMG-Adjunto, general Sachipendo Nunda, para quem a paz começa a “cultivar uma nova mentalidade na juventude” visando a criação de um ”país mais justo rumo ao desenvolvimento e ao progresso” como o general Kamorteiro, que defende que a Paz “já não é uma ilusão, mas uma realidade factual”, estes três anos foram muito proveitosos dado que, apesar de ainda estarmos num início, caminhamos a passos largos para um futuro risonho.
Kamorteiro vai mais longe ao defender que devemos caminhar com passos curtos e seguros. Como ele afirma, é mais fácil destruir que construir.
E Angola caminha na senda da reconstrução. É lenta, diria muito lenta para as suas necessidades, mas deve ser segura e inteligente.
Assim queira os actuais governantes e aqueles que, compreensivelmente – assim se deseja – vão surgir com as eleições de 2006.
Para isso, e porque é um contributo enorme para a consolidação da Paz e do desenvolvimento, deveremos tentar erradicar as grandes endemias do País, começando já pela Febre Hemorrágica de Marburg.
Assim queiram os Homens.

02 abril 2005

Adeus João Paulo II

Inclino-me perante o Papa João Paulo II e perante Karol Wojtylia, o Homem.
Que o próximo saiba ser tão grande quanto este foi para a Humanidade.
Soube defender os seus dogmas (controlo da natalidade, anti-interrupção da gravidez, celibato dos padres e manutenção do status quo das freiras) sem nunca deixar de olhar para uma vida terrena mais livre e mais justa; mas de uma coisa não há dúvidas.
Fez mais pela Humanidade e pela Paz que muitos homens que se arrogam desse desejo.
Até sempre...

01 abril 2005

Para onde vais agora Caminhante?

© DAR
Karol Wojtylia foi durante muitos anos incómodo para o nazismo, em parte devido ao seus contactos com a comunidade judaica, razão porque foi detido num campo de concentração; após a sua libertação abraçou o sacerdotismo tornando-se, mais tarde, num cardeal discreto mas pouco concertador com a ideologia comunista.
Há cerca de 30 anos, em Outubro de 1978, em plena crise comunista ascendeu ao mais alto cargo da hierarquia cristã. Tornou-se Papa com o nome de João Paulo II.
Foi, ao longo destes anos de papado, o maior impulsionador das Relações Internacionais.
Foi ele que desbaratou a ideologia comunista, conforme confidenciou Gorbatchev ao Papa quando com este se encontrou em 1989; visitou quase tantos países como aqueles que têm assento na Assembleia-Geral das NU; procurou e conseguiu juntar à mesma mesa as diferentes confissões religiosas, desde judeus a islâmicos, budistas a tibetanos, anglicanos a ortodoxos; ateus ou, animistas todos o ouviram e com ele falaram.
Agora que agoniza a sua força vê-se nos diferentes movimentos ecuménicos que por ele rezam.
Alguns consideram-no um revolucionário; outros somente um reformador, porque alguns dogmas cristãos persistem no seu ministério.
Numa coisa todos estão de acordo; depois da sua morte terrena nada será, nem ficará, como dantes. O seu sucessor ficará com tarefa difícil. Será sempre confrontado com João Paulo II. Terá de ser um Papa de continuidade e de mudança.
Até lá, e até que aconteça a substituição, para onde vai o “Caminhante da Paz”?