07 maio 2005

Até sempre Jorge Perestrelo


Mais um ilustre filho de Angola que nos abandona.
A rádio, o desporto, a cultura ficaram mais pobres.
Até sempre Jorge Perestrelo!!!!!!

05 maio 2005

A ameaça dos “weblogs”

Rui Paula de Matos, também ele, nos tempos livre um “bloguista” (macroscopio) assina um interessante artigo de opinião na revista Tempo, nº 76, 4-11.05.2005, sob o título acima.
Considerando o “blog” como o diamante da comunicação dos tempos modernos, um sistema rico, complexo e “de retorno, como formigueiros” que permite expandir a comunicação “à velocidade da luz permitindo que todos nos tornemos editores, fazendo pequenos jornais “online”, tecendo hiperligações e notas que engrossam o caudal da (in)formação/opinião por uma ordem cronológica invertida, uma vez que o último “blog” é sempre o primeiro da página”, faz uma análise da evolução dos blogues em Portugal nos últimos tempos, como veículo comunicacional.
Ora é precisamente isso que um blogue cada vez mais, tendencialmente, é. Um importante meio de informação e formação de opiniões e de estratégias, como Rui de Matos reconhece ao lembrar que, na guerra do Iraque, alguns generais americanos deram uma importância relevante a “certos “blogs” (repositórios de ideias políticas)”.
Não é, em vão, que alguns jornalistas do antigamente – e leia-se antigamente, aqueles que, unicamente, viviam das notícias que caíam nas redacções e as transmitiam às rotativas, os jornalistas de poltrona como se refere Rui de Matos – sejam, agora, alguns dos melhores e mais importantes bloguistas.
Casos há, e bem conhecidos, em Portugal, nos EUA, no Reino Unido e no Brasil.
Um blogue, os declaradamente de informação, é, hoje em dia, o primeiro a apresentar a notícia que outros, mais adiante, explorarão.

Desta acusação muitos não se livram. E relembremos que, não há muito tempo, um jornal de referência em Portugal prescindiu dos serviços de dois jornalistas por terem plagiado notícias cujas fontes não citadas eram blogues.

03 maio 2005

Moçambique e Zimbabwé defendem a língua portuguesa

Quando se vê o Instituto Camões estagnar no tempo (a sua agenda semanal parou na semana de 10 a 14 de Janeiro de 2005) e as notícias que falam no Instituto se ficarem por Agosto passado não admira, nem surpreende, que o presidente português fique preocupado com o que viu em França ou que o leitorado de português na Universidade gabonesa seja suportado por um único professor, um angolano contratado localmente (assunto também tratado, e em devido tempo, aqui.)
Também não surpreende que o espanhol esteja a ganhar, claramente, terreno ao português a nível mundial. Eles têm um Instituto Cervantes activo e dinâmico.
Surpreendente, isso sim, é que os presidentes Guebuza e Mugabe tenham decidido implementar o ensino do Português no Zimbabwé.
Com tantas alterações que já houve entre os “boys” e as “girls” será que ainda ninguém pensou em fazer uma limpeza no Instituto Camões e integrá-lo – e porque não – na alçada da CPLP?
Assim, como assim, parece que em Portugal ninguém lhe dá fundos visíveis e poderia ser que outros mais esclarecidos o fizessem.
Depois queixemo-nos que na Guiné-Bissau, só a “zona central” da cidade de Bissau fale português, ou que os recibos sejam emitidos em francês (sobre esta temática ver aqui, principalmente os artigos de meados do mês).

David Borges está de saída da RDP África – entrevista

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David Borges, até há pouco director (e co-fundador) da RDP África concedeu um entrevista ao Correio da Manhã que é citada, na íntegra, pelo AngoNotícias.
Entre diferentes considerandos, David Borges, a uma pergunta sobre as posições da Administração da RTP (Rádio e Televisão de Portugal) e da tutela (Ministério/Secretaria, ou como diabo se chama, da Comunicação Social) responde liminarmente assim:
A tutela nem sabia, ou sabe o que é a RDP África”.

E depois venham presidentes, ministros e políticos propalar a defesa da Lusofonia!!!!!

Sem mais comentários.

01 maio 2005

A 10ª jornada do Girabola 2005

Image hosted by Photobucket.comImage hosted by Photobucket.com Não é só em Portugal que o campeonato está no rubro (e em todo o sentido). Também em Angola o campeonato, que já vai na 10ª. Jornada, está pintado de vermelho e em ebulição.
O meu clube saltou hoje para o 1º lugar, juntamente com o Sagrada Esperança, beneficiando do empate do campeão ASA – a braços com uma despedida muito rápida da Liga dos Campeões africanos – nos terrenos do benguelense 1º de Maio (devem ter pensado que com o nome e a data seria dia do trabalhador e por isso seriam mais fácil; registe-se, também, que os operários de Benguela estiveram a um passo da descida no ano passado devido a problemas financeiros).
Mal está o clube da minha cidade, em penúltimo lugar, apesar de não ter jogado ainda.

De destacar, ainda, a má classificação do histórico 1º de Agosto.

Deixo-vos aqui os resultados e a classificação após a disputa neste fim-de-semana da 10ª jornada; eis os resultados:
Progresso do Sambizanga - Sagrada Esperança 0-1
Sonangol do Namibe - Petro de Luanda 0-2
1º de Agosto - Sporting de Cabinda 1-0
1º de Maio de Benguela - ASA 2-2
Sporting do Bié - Benfica de Luanda 0-1
Desportivo da Huila - Petro do Huambo 2-1
Interclube - Académica do Lobito (adiado)

Classificação:1- Sagrada Esperança 10 Jogos - 18 Pontos
2- Benfica de Luanda 10(J)-18(P)
3- ASA 10-17
4- Interclube 09-16
5- Sporting de Cabinda 10-15
6- 1º de Maio de Benguela 10-15
7- Petro de Luanda 10-15
8- Progresso do Sambizanga 10-13
9- Petro do Huambo 10-12
10-1º de Agosto 10-12
11-Desportivo da Huíla 10-11
12-Desportivo da Sonangol 10-09
13-Académica do Lobito 09-09
14- Sporting do Bié 10-06

Espero, desta vez, não me ter escapado nenhum clube. Não quero ferir susceptibilidades clubísticas...

Banco angolano morre à nascença

O arranque do Banco de Investimento Mineiro (Bim) terá sido abortado depois de tentativas que nesse sentido perduravam desde há mais de dois anos, segundo soube o Semanário Angolense de fontes oficiosas.
As fontes disseram que o presidente José Eduardo dos Santos terá mandado engavetar definitivamente o processo de abertura do Bim em consequência da combinação de (…) factores adversos que acabaram por incidir de forma determinante em desfavor da consumação do projecto.
De acordo com tais fontes, o primeiro e mais determinante desses factores foi a firme objecção do Fundo Monetário Internacional (Fmi) à instituição de um banco com as características do Bim (
que …) questionaram o Governo quanto à viabilidade da instituição de mais um banco estatal que, além do mais, se destinava a financiar a exploração mineira, um sector que não tem potencial de gerar uma situação de emprego tão abrangente como a que pode ser gerada pelo sector agrícola.” (in:
Angonotícias).

Não se questiona da oportunidade do nascimento de um novo Banco nem tão pouco do facto do mesmo ser um banco de características sectoriais.
Questiona-se sim porque é que o FMI voltou a intervir, e de uma forma significativa, na política financeira do país, quando se vêem desmandos de toda a ordem e juridicamente bem mais complexos e pertos da completa ilegalidade
A justificação de ser um banco cujo sector é pouco propício ao emagrecimento do desemprego, não colhe.
Tal como não colhe o facto de vir a ser mais um banco de capitais públicos.
Ora que se saiba, a maioria dos bancos em Angola são directa, ou indirectamente, de capitais públicos: o BPC, o BCI, o BAI (a maioria do capital está nas mãos de empresas públicas) e nem por isso o FMI impõe a “obrigatoriedade” dos mesmos virem a ser privatizados.
Assim como assim, mais banco ou menos banco público, não viria mal ao mundo. Nem tão pouco pelo facto de um dos líderes do novo banco ser alguém próximo do Governo angolano.
Por certo que os motivos deverão ser mais complexos e mais abrangentes.
E esses a imprensa não conseguiu, ou não soube, especificar.