10 julho 2005

Guiné-Bissau, que 2ª volta?

Kumba apoia Nino; Fadul apoia Nino.
Os eternos e “assanhados” inimigos num triunvirato…
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Começou o ataque à cadeira do poder?

07 julho 2005

A infâmia regressou

(© Sapo.pt)
Já tínhamos os 11 de Setembro, o 11 de Março e agora o 7 de Julho.
Cerca de 24 horas depois de saber que seria a sede das Olimpíadas de 2012, e quando na Escócia acontece a reunião do G8, Londres é sacudida por várias explosões nos transportes públicos (machimbombos (bus) e metro) com, apesar de tudo, poucas vítimas mortais.
E estas “poucas” que me deixa perplexo.
Apesar da al-Qaeda já ter reivindicado a autoria de mais uma ignomínia é um pouco estranho tendo em conta a sua estratégia – número de vítimas reduzido.
Pareceu mais um acto terrorista de anti-globalização ou de um IRA – grande impacto, mas com poucas vítimas.
Por isso, ou a al-Qaeda falhou os objectivos – felizmente – ou a polícia e imprensa inglesa estão omitir números reais.
Vamos esperar que, realmente, tenham falhado e condenar mais este acto infame.

Tampinhas dão cadeiras de rodas



Há propostas de visitas que merecem ser acatadas.
A chuinga propôs uma visitinha aqui.
E eu fui… e eu proponho-vos um saltinho até lá.
Creio que não se vão arrepender.

06 julho 2005

Como contar estórias no séc. XXI

Por vezes um intervalo nas más notícias e, ou, nas ironias que elas encerram não faz mal a ninguém.
Vem isto a propósito para um e-mail recebido que decidi compartilhar convosco.
Tem tudo a haver com uma nova forma de contar estórias às criancinhas.
Uma estória do século XVIII (penso que compilada pelos irmãos Grimm) e orquestrada para o século XXI.

Como contar a história da Cinderela às crianças para que não nos chamem "Kotas"

Há bués da times, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.
A Cinderela, Cindy p'ós amigos, parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails. Com este desatino todo, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas.
É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ía acontecer: Uma party!!!
A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases. Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coché, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g'anda febra.
Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12. A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a abrir. Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou.
Aí, a Cindy passou-se dos carretos, desbundaram "ól naite long" até que, ao ouvir as 12 ela teve de se axandrar e bazou.
O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.
No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato.
Como era um alta cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram anhar.
Fim


Ah! Como tudo na vida, nem tudo ainda se modernizou. O "FIM" ainda é igual. Tá-se.

Timor a comprar armas, para quê?

É raro falar do povo-irmão de Timor Lorosae.
Talvez porque raramente me lembre deles ou, talvez, porque Timor tem conseguido manter um “low profile” a que, por certo, não será alheio o bom-senso do seu presidente e dos seus governantes.
Mas parece que, também estes se esquecem que a manutenção de uma atitude não deve ser temporária mas contínua.
Vem isto a propósito de uma notícia que circula na Austrália e que tem por figura central o primeiro-ministro Mário Alkatiri.
Segundo um jornal australiano, «The Australian», o líder timorense decidiu modernizar as forças de segurança com meios que parecem ultrapassar as necessidades timorenses.
Entre esses meios estão helis, tanques e espingardas de assalto, normalmente utilizadas por forças especiais.
O mais grave não está na compra – até porque Timor é riquíssimo em petróleo, embora ainda seja os australianos e indonésios a o explorarem – mas na comissão que vai ser dada a um irmão de Alkatiri que ficou com o monopólio da venda de armas a Timor.
Como diz a História, à mulher de César não lhe basta parecer séria…
Ora de boatos já o Governo não se salva. Até porque a oposição afirma – e o Ministro do Interior, Rogério Lobato, quase o reconhece – que o executivo tem fugido em responder a esta questão com a desculpa de que o mesmo encerra segurança de Estado.
Será que o grande vizinho do Sul irá ver com bons olhos um “petrolífero” bem armado nas suas costas?
Já não lhe bastará uma Indonésia?
E de onde prevê que possam vir as eventuais insurreições armadas, justificativas nas palavras de Lobato, para o rearmamento das forças de segurança. Será que os alertas australianos sobre a presença de terroristas em Timor são verdadeiras?
Tantas interrogações que seriam dispensáveis.

05 julho 2005

Angola e o FMI, quem tem razão?

Angola ameaça suspender relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), só porque esta instituição – por acaso dominada, em grande parte, por um dos actuais melhores amigos de Luanda – decidiu discutir um relatório onde é analisada a corrupção em Angola.
Mas, em Angola há corrupção?
Não? Então porque está tudo tão abespinhado?
Sempre ouvi dizer que é preferível nos podermos defender enquanto arguidos, mesmo que duma acusação injusta, do que vivermos sempre no “diz que disse”.
Se estamos limpos, então deixem-nos defender; não será assim?
Não há pior do que palavras no limbo sem defesa.
Por isso, porque é que o senhor Ministro das Finanças, José Pedro Morais Júnior, está tão preocupado com a divulgação e estudo do relatório?
Com a divulgação, o Governo pode defender-se.
O problema é se não há defesa possível.
Mas o problema maior, é os dois esquecerem se não terão telhados de vidro?