03 novembro 2006

Se mais países aplicassem esta medida…

(às vezes são com instrumentos como estes, rombos, enferrujados e sem desinfecção que se pratica a excisão)

Um Tribunal norte-americano (saúde-se) aplicou uma pena de 10 (DEZ) anos de prisão a um indivíduo, de origem etíope, por ter excisado a filha, quando tinha dois anos e com um par de tesouras… A excisão é proibida nos Estados Unidos desde 1997.por ser um atentado aos Direitos da criança.
Um medida a se saudar mas que não deixa de ter críticos, conforme pude constatar numa reportagem televisiva onde uma mulher(?!?!) esperava que o tal indivíduo fosse justiçado, ou seja, pasme-se, libertado!!!!
A excisão, um costume praticado em muitos países, nomeadamente em África e em países islâmicos, em meninas quase sempre com idade inferior a dez anos, devia ser ainda mais penalizada.
Mas se falamos na excisão em meninas muito jovens, porque não falar, também, na circuncisão que, em certas culturas, o fazem quase em recém-nascidos.
Tanto um caso, como o outro, deveria ser um acto de livre vontade e só quando atingissem uma idade onde a vontade própria já pode ser considerada inimputável, chamemos assim.
Se mais países, em particular aqueles que apesar de penalizarem quase impedem as crianças de ser salvas, começarem a aplicar, como o Tribunal de Geórgia, penas deste tipo, provavelmente a excisão começará a decrescer radicalmente…

02 novembro 2006

Raul Danda em casa!!

Por vezes, entre as muitas más que infelizmente vão acontecendo com a velocidade que não se deseja, acontecem boas notícias.
Segundo o Notícias Lusófonas, citando o advogado do jornalista e activista de Direitos Humanos, Raul Danda, este já foi libertado embora sob termo de identidade e residência.
Antes assim que putrificar, e sem culpa formada, na prisão. Sinal que o bom senso prevaleceu.

Quem quer silenciar as vozes incómodas?

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Uma das grandes virtudes da democracia é o acolhimento e a aceitação das vozes e dos aparos e das canetas daqueles que de nós discordam.
O uninismo – um pseudo uninismo, porque nem este, realmente, existe – só se consegue nos regimes e nos pensamentos autocráticos e junto daqueles que desejam ser ditadores.
Por isso não surpreende que alguns quantos desejem calar certas vozes incómodas ou anti-uninistas ou que mandam a unicidade às malvas. Esquecem-se aqueles que pensam que todos vivemos numa redoma de vidro e que todos estamos subjugados às directrizes de uns quantos.
Desenganem-se aqueles que pensam que o povo continua crédulo e confiante atrás das vozes de comando de uns quantos eunucos que saltam sempre que o capataz manda ou que pensam que o povo que se atira aos jacarés sempre que o dito capataz lança notas ao rio.
Talvez porque isso já não acontece e porque há aqueles que pensam pela sua cabeça e pela sua consciência procurem silenciar projectos incómodos que sempre souberam receber no seu seio escritores, jornalistas, analista de opinião, ou aqueles que mais não eram que aprendizes daquilo tudo, com a elevação e o respeito que eles mereciam.
A esse tal projecto, que espero consiga aguentar, o meu sincero muito obrigado.

01 novembro 2006

A crise de abundância cria um paradoxo absurdo

(Um Musseque de Luanda ©daqui)

Até há pouco tempo éramos nós, independentes e autores “anónimos” mas nem por isso menos contestados que reclamávamos do facto de Angola, um país riquíssimo, quer pelo seu povo quer, principalmente, pela abundância de matérias-primas de valor “muito acrescentado” apresentar um índice de pobreza elevado e paradoxal.
Criticavam-nos por excesso e por deformação da realidade.
Mas, como já alertou Orlando Castro e como realça o Notícias Lusófonas, agora que a Igreja católica, através da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) vem, também ela, pôr em causa esse paradoxo da abundância através da Mensagem pastoral da II Assembleia Anual da CEAST ao afirmar que “os abundantes rendimentos colhidos através dos recursos naturais que Deus outorgou ao povo angolano devem ser universalmente utilizados no combate à pobreza e à miséria de tantos irmãos, acabando com o escândalo do paradoxo da abundância”, pode ser que passe a ser reconhecido como verdadeiro.
Como a paciência é um dos grandes atributos do povo angolano, provavelmente vai ser recompensada.

Guiné-Bissau e Cuba unidos na alfabetização

A alfabetização não pode ficar pela imagem de um corte de fita.

Se quando tenho de criticar faço-o também quando devo saudar não posso ficar calado.
É o caso do protocolo celebrado e levado a efeito entre a Guiné-Bissau e Cuba no âmbito da alfabetização de adultos denominada Alfa T.V., que contou com a presença do Ministro Bissau-guineense da Educação e Ensino Superior, Tcherno D'jalo, e do embaixador de Cuba, em Bissau.
A maioria dos instruendos, que têm entre 20 e 60 anos, é do sexo feminino o que se aplaude porque é sintoma que a Mulher quer participar, cada vez mais, nos destinos do país. E isso viu-se por quando das crises…
Saúda-se esta cooperação.
Só se espera que não seja só para fotos e propaganda. Até porque Bissau, há relativamente poucos dias, criticou a inoperância da CPLP na prossecução da sua função: elevar a cultura e o ensino do português junto dos povos lusófonos.

Novembro, o mês de Angola

(©montagem Eugénio Costa Almeida, 2006)
Novembro, o meu mês - quase mais um ano que se junta desde 1956 - e o mês do meu país que completará 31 anos como Nação: Angola
(ver também na página-pessoal/homepage)