“O Banco Mundial (BM) ameaçou cancelar os apoios e programas na Guiné-Bissau caso o governo de Aristides Gomes persista em actuar à margem da «transparência e da boa governação», factores exigidos para o desbloqueamento de fundos financeiros ao país.”Já há muito que os analistas guineenses e estrangeiros andam a alertar o Governo de Aristides Gomes – leia-se de “Nino Vieira – que os principais dadores e apoiantes financeiros da Guiné-Bissau não viam com bons olhos o que lá se passava.
Ntem foi Gomes Júnior a apresentar um ultimato ao presidente exigindo que o resultado das urnas para as legislativas seja cumprido e o Governo devolvido ao PAIGC; hoje foi a presidente de um pequeno partido político guineenses a lamentar com o que se passa nas finanças Bissau-guineenses (penso que foi a União dos Povos da Guiné – infelizmente o novo portal da RTP não menciona, ao contrário do antigo, os noticiários que vão dando hora-a-hora e temos dificuldade em reconfirmar certas notícias); o Secretário-geral da UNTG, Lima da Costa, avança com uma greve geral de 72 horas.
Tanto Aristides Gomes como “Nino” Vieira têm feito tábua rasa dos diversos avisos que vão chegando aos dois palácios.
Parece que desta vez o governo Bissau.guineense não poderá fazer de conta que nada é com ele porque a carta assinada pelo director das Operações para a Guiné-Bissau do Banco Mundial, Madani Fall é clara. Ou Bissau altera a sua política de não transparência e de estranhos e pouco claros conchavos ou perde qualquer coisa como cerca de 10 milhões USDólares para ajuda orçamental.
E com o Banco Mundial vão, também, o Banco Africano de Desenvolvimento e a União Europeia.
Este deve ter sido o último claro e definitivo cartão mostrado pelas autoridades financeiras mundiais.
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