
Uma das Universidades privadas portuguesas, a Universidade Independente (UnI) está em profunda crise.
O Ministro do Ensino Superior ameaça
fechá-la compulsivamente se a actual crise não for resolvida.
Mas o que leva uma universidade com inúmeros africanos como alunos a estar nesta situação.
Relembro que há cerca de um ano os accionistas principais da
extensão angolana Universidade Independente de Angola, a Desenvolvimento ao Ensino Superior de Angola (DEA), liderada pelo reitor daquela Carlos Burity da Silva, tentaram, e quase estiveram a conseguir, comprar a maioria das acções da Cooperativa que a sustenta.
À última hora, quando tudo estava quase pronto para ser assinado e a UnI mudar de gestão, alguém, para o caso talvez seja desnecessário nomear até porque nunca houve certezas de quem realmente boicotou a transacção, evocando razões jurídicas e, provavelmente, políticas, terá impedido essa compra. Desta recusa decorre um processo em Portugal, contra alguns dos responsáveis da UnI, devido a uma possível burla de 4 milhões de Euros.
Será porque poderiam vir a descobrir coisas que, segundo parece, a Polícia Judiciária estará a descobrir como diplomas e certificados viciados ou falseados?
A quem interessa, de facto, esta situação que se desenvolve numa Universidade que parece ter
licenciado o actual
primeiro-ministro português e outros altos dirigentes da classe política portuguesa? (sobre este assunto, larga matéria pode ser lida no blogue “
Do Portugal Profundo” que parece ter servido de ponto de partida para a investigação do matutino português Público). Quem, pelo menos, parece estar a ganhar com este imbróglio da Uni são as
restantes, privadas e públicas que já disseram estar disponíveis para acolher os
alunos caso aquela seja encerrada…
Mal vai uma educação quando um dos sectores mais importantes para a formação académica, económica e científica de um qualquer povo de uma qualquer Nação está nesta ebulição…
Quem ganha com isto?
Os alunos, as primeiras vítimas, os professores, as vítimas colaterais imediatas, e a credibilidade científica de um País não o são certamente!
Este artigo está publicado na manchete do
, com o título "Princípio do fim?" inserido num trabalho da redacção deste portal de Notícias.