06 setembro 2007

Adeus Pavarotti

Enquanto na Terra a voz só será possível através de aparelhos fonográficos, no espaço celestial a grande ópera ganhou mais uma estrela para recuperar o dueto terreno: Luciano Pavarotti.

03 setembro 2007

Democracia e Totalitarismo

"Democracia é a epístola que todos os políticos mais utilizam quando desejam chegar aos eleitores e, com isso, atingir os seus fins: o poder. Democracia é, também, a imposição da vontade da maioria sobre os desejos e ambições de uma minoria. Ou seja, e como diria Churchill, é uma ditadura da maioria sobre a tenção da minoria.
De entre as ditaduras, a menos má. A pior das ditaduras será o despótico Totalitarismo onde o poder é quase sempre infinito. Em regra, o Totalitarismo deve-se à inexistência de vontades diferentes e de uma sociedade civil organizada, ou à afirmação de um único partido ou uma única entidade sobre um Povo, ou à asseveração do poder do Estado, através das suas instituições, sobre a comunidade.
Mas à Democracia pode-se juntar um bom naco de Igualdade – a que vê os povos e os eleitores como iguais –, conjugados com uma escudela cheia de Fraternidade – aquela que acha que as diferenças só existem na cabeça dos imbecis – e de, por fim, um molhe imenso de Solidariedade – o que os povos livres sentem pelos oprimidos. E depois disto, teremos um maravilhoso bolo chamado Utopia.Só que, infelizmente, a Democracia é cada vez mais um efémera Utopia e está se tornando no valor mais sagrado dos hipócritas. (...)
" (continuar a ler aqui).

Publicado n' , nº 051, de hoje, sob o título "Moçambique a caminho do totalitarismo"

A Cooperação e a caça às baleias

(nos Açores, agora caça-se assim; com máquinas fotográficas)

"Há uma velha frase diplomática, cujo autor foi Raymond Aron e que Churchill também muito gostava de evocar, que consubstancia as relações entre os Estados e que diz mais ou menos isto: “os Estados não têm amigos nem inimigos; mas interesses a defender”. Ou como Lord Palmerston (Ministro da Guerra da Rainha Vitória) afirmava quando se referia aos aliados e aos amigos de Inglaterra, que esta não tinha aliados permanentes nem inimigos permanentes; só os seus interesses eram “eternos e perpétuos!”.
E a moderna política mundial cada vez mais reafirma este conceito nos diferentes contactos internacionais.
A China é, nesta altura, o caso mais paradigmático para quem o interesse nacional se sobrepõe a todos os outros interesses, mesmos os políticos e os ideológicos; e “si non é vero é ben trovato”.
E se os interesses nacionais são os mais importantes nas relações entre os Estados, a cooperação, vista como um jogo de soma positiva em que todos os participantes podem ganhar, é uma nova forma de reforçar a defesa desses interesses dado que, não poucas vezes, ela mais não é que um meio para a defesa de interesses bilaterais ou multilaterais comuns. (...)
" (continuar a ler aqui)
Artigo de opinião publicado no , nº129, de 1-Setembro-2007.

01 setembro 2007

Que se passa em Cabinda?

(foto de Cabinda via satélite; daqui)

"Segundo as Forças Armadas Angolanas e alguns políticos na região Cabinda, apesar de ainda haver algum natural desassossego, parecia estar a caminhar para a estabilidade e para a Paz. Todavia, num e-mail recebido, através de terceiros, mas com emissão no activista de Direitos Humanos, Raul Danda, constata-se nele acusações muito graves para as FAA’s e para o Governo Central.
No citado e-mail diz-se que hoje, 31 de Agosto de 2007, em várias localidades do centro de Cabinda, de madrugada – o que contraria toda a lógica legal e humanitária de um Estado de Direito –, “centenas de militares das FAA fortemente armados e munidos de numerosas viaturas” levaram para a Planície do Cochiloango cidadãos que teriam sido retirados à força das suas casas de “Lico, Icazu, Cochiloango, Loango, Loango Pequeno, Ntunga, Mbuli, Bichékete, Caio e Mpuela”.
Segundo esse e-mail alguns desses cidadãos “terão sido espancados” e “outros ameaçados” por militares de armas emperradas.
Face à situação e porque os familiares não viam regressados algumas mulheres ter-se-ão deslocado a Cochiloango e dispostas a estarem, até às últimas consequências, quaisquer que elas sejam, e o e-mail, nesse aspecto é muito claro, junto deles.
Não sei se tudo se terá passado assim ou não. Também, por outro lado, não tenho razões para duvidar do conteúdo do e-mail.
Todavia, num Estado de Direito que se quer e se exige para Angola, casos destes – caso tenha acontecido, e parece, infelizmente, que sim – não podem acontecer sob pena de perdermos a face ao Enclave.
Todos sabem que, ao contrário de outras opiniões – algumas vincadas aqui no Notícias Lusófonas – defendo que Cabinda é uma província de Angola. Mas também sabem que defendo um Estatuto autonómico especial para o Enclave onde a justiça social e económica esteja devidamente defendida.
Quero acreditar que tudo não terá passado de uma mal entendido e que alguém tenha exorbitado das suas competências.
É que as acusações do activista angolano Raul Danda são graves e devem ser claras e cabalmente esclarecidas e, caso se confirmem, como espero e desejo que não, sejam efectivamente punidos quem ultrapassou das suas competências.
Mas quando a chefia militar vem desmentir a ida de militares para Zimbabué porque, segundo ela, este país tem militares competentes – ninguém o duvida – para a sua defesa e quando se sabe o que foi divulgado é que teriam ido – ou iam – militares de um corpo especial para proteger o presidente Mugabe, já que este teria perdido confiança na sua guarda pretoriana, que teria estado por detrás de uma intentona militar, já obriga-nos acreditar que as ordens e os despachos superiores perdem parte do sentido e do conteúdo pelo caminho.
Vamos recuperar o sentido de Estado e levar a situação de Cabinda a um claro caminho de estabilidade social, política e económica. Ou seja, vamos caminhar para a efectiva Paz em Angola.
"
Artigo de Opinião publicado na Manchete do , de hoje, sob o título "Situação em Cabinda - Não basta dizer que tudo está bem". Pode ainda aceder a este e as outros 79 artigos publicados no NL aqui.

31 agosto 2007

Diana Frances Spencer (1961-1997), Princess of Wales

(1) Ela foi uma das vozes que mais gritou contra estas (2) assassinas silenciosas que, ainda, hoje estropiam Angola(3)

Fotos e imagens de:
(1)
Biografías y Vidas; (2)Foto E-mine; (3)Foto ACT Angola digital

30 agosto 2007

Turquia, um presidente a prazo?

(DDR)
"Naturalmente, a Turquia elegeu, à terceira volta – é-o por via indirecta, ou seja, parlamentar –, o seu presidente.
Seria natural se na Turquia não existissem umas Forças Armadas que defendem o laicismo de Mustafa Kemal Ataturk, o pai da moderna Nação turca, e não gosta de intromissões religiosas no poder, e se o Governo não estivesse assente num Parlamento maioritariamente de cariz islâmico, devido à forte maioria obtida pelo AKP nas últimas legislativas.O presidente eleito, foi-o com os votos do partido maioritário, de que é vice-presidente, é conhecido pela sua militância islâmica, por vezes, de forma pouco discreta a que não ajuda o facto da futura primeira-dama usar ininterruptamente o véu islâmico, um controverso símbolo do Islamismo para os secularista do país, mesmo em recintos oficiais, o que é contrário às leis turcas. (...)
" (continue a ler aqui)
Artigo de opinião publicado n', edição 049, de hoje sob o título "Abdullah Gul, um presidente pouco discreto?"