04 outubro 2007

Free Burma...

Free Burma!

Free Burma!

Um grito por Myanmar sem esquecer que muitos mais hão que precisam do nosso Grito!!! como o Tibete, o Zimbabué ou o Irão, por exemplo...

Moçambique, 15 anos do Acordo Geral de Paz

(Gorongosa; imagem da revista "Índico", edição da LAM)

"Quando iniciei a análise que se segue fi-lo no intuito de lembrar os leitores para um facto que muitos de vós e de nós vai se esquecendo ou fazendo por se esquecer. A protecção animal e, com isso, a sobrevivência de todos nós e da Terra.
Relembrava como tantos e tantos animais estão a ser dizimados esquecendo-nos que além de criaturas de Deus são, também eles, seres vivos que, por alguma razão, estão na mesma Terra que nós e com um sentido filosófico da vida.
Uns são para nos alimentar, outros para nos vestir, outros para nos embelezar a vida, outros para nos proteger de outros que nos infernizam a vida e a saúde e outros, por fim, para alimentarem aqueles que nos alimentam ou nos protegem. Um ciclo de vida que se repete, e se tem repetido, ao longos dos milénios desde que existe fauna e flora.
E como nós temos desprezado e delapidado a fauna mundial. Anualmente mais de 15000 espécies desaparecem ou entram em colapso, leia-se, em extinção.
Daí que, por exemplo, o Programa das Nações Unidas para a defesa do Ambiente/Convenção sobre espécies migratórias tenha decretado o ano de 2007 como o ano internacional dos golfinhos e mantenha a proibição de caça livre aos cetáceos.
Pelas mesmas razões algumas espécies africanas estão extintas ou em vias de extinção por via das inúmeras guerras pelo que o continente passou no dealbar do século passado ao ponto de algumas reservas nacionais e internacionais terem ficado só com o título porque de animais… estamos conversados e houve necessidade de pedir ofertas a outras reservas para o repovoamento faunístico.
Foram os casos do Parque Nacional da Kissama, em Angola, e da Gorongosa, em Moçambique.
E ao recordar a Gorongosa e de como quase foi delapidado da sua maior riqueza, os animais, relembrei como Moçambique quase se finou devido a uma guerra civil, estúpida como todas as que são civis – é sinónimo que os irmãos não se entendem, principalmente porque não dialogam e não põem os seus interesses pessoais sob o valor primeiro: o da comunidade –, entre a Frelimo e a Renamo.
E foi por causa de Gorongosa que me recordei que hoje, Dia Mundial do Animal – a similitude é mera coincidência (sê-lo-á?) –, se comemora também o 15º aniversário do Acordo Geral de Paz, de Santo Egídio, rubricado entre a Frelimo e a Renamo. (...)
" (continua a ler aqui)
Publicado n', nº71 (edição Extra sobre o 4 de Outubro) sob o título "Quando a voz do sangue é mais forte que as armas"

03 outubro 2007

Atenção Guiné-Bissau, com Noriega foi assim…

"Durante as administrações de Ronald Reagan e George Bush (a do pai) Manuel Noriega, presidente do Panamá de 1983-1989, gozou de toda a liberdade e complacência dos EUA para os desmandos, corruptelas, fraudes, desvios, lavagens de dinheiro e, acima de tudo, tráfico de estupefacientes que achou por bem e em nome da sua família e amigos fazer.
Mas como os EUA estavam a ser positivamente invadidos pela droga e porque o Mundo queria ver o “canal” limpo, a Administração norte-americana decidiu acabar com o reinado de Noriega e invadiu o Panamá. Como principais motivos invocados para a invasão, os EUA acusaram Noriega de ajudar traficantes de drogas colombianos a enviar toneladas de cocaína para o país do Tio Sam, ter praticado uma fraude eleitoral e de persistir na violação dos Direitos Humanos.
E se Noriega tinha todo o apoio dos EUA; era um dos principais, senão mesmo o principal, suporte da política norte-americana na América Latina.
Mas não se salvou de ser deposto, nem do Panamá sofrer numa invasão que causou algumas largas centenas de vítimas entre os panamianos, e de ser detido e julgado nos EUA onde ainda continua encarcerado e a aguardar eventual extradição para o Panamá e, ou, para França que querem julgá-lo por crimes contra a Humanidade, o primeiro, e lavagem de dinheiro, a segunda.
Ou seja, enquanto foi útil serviu; quando se tornou um obstáculo às relações norte-americanas com os vizinhos os EUA não tiveram qualquer problema em invadir, depô-lo e encarcerá-lo.
E esta entrada histórica mais não é como um aviso do que poderá acontecer na Guiné-Bissau onde persistem actos poucos consentâneos com a condição de Estado livre e democrático, onde persiste acusações de lavagens de dinheiro, de corrupção, de violações dos mais elementares Direitos Humanos e, “last, but not least” do país ser uma plataforma do narcotráfico entre América Latina e a Europa e África. Tal facto tem sido sistematicamente desmentido pelas autoridades Bissau-guineenses.(...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
Artigo publicado na Manchete do , de hoje, sob o título “Com Noriega foi assim - Bush pode usar a força para «limpar» a Guiné

Director do Semanário Angolense julgado e condenado

(imagem daqui)
O jornalista angolano Graça Campos, director do Semanário Angolense, um dos semanários privados de maior divulgação, foi condenado a 8 meses de prisão efectiva por, segundo o Tribunal Provincial de Luanda, ter injuriado o então Ministro da Justiça – e actual Provedor – Paulo Tjipilica.
Os factos remontam a 2004 quando, num artigo publicado no SA, Graça Campos terá acusado o então ministro de favorecimento num caso de retorno de bens confiscados pelo Estado a antigos proprietários sem que os actuais fossem eventualmente ouvidos ou ressarcidos.
Os desenvolvimentos deste caso podem ser lidos no Notícias Lusófonas que já divulgou esta notícia ou, provavelmente e mais que certo, na edição deste fim-de-semana do Semanário Angolense.
Segundo parece o advogado do jornalista recorreu da sentença propondo a suspensão da mesma e da pena mas que, ainda assim, o Tribunal terá eventualmente decidido que o jornalista deveria cumprir a pena enquanto aguarda o recurso.
Surpresa? talvez só para quem não seguiu os contornos do “caso Miala”…

NOTA: Sobre esta matéria ver tomadas de posição aqui, aqui, aqui e aqui. Agora o que eu não vi foi o que pensam aqui ou aqui e, muito menos aqui e aqui ou aqui.

02 outubro 2007

Eu também vou...

(venha o leme a mim...)
Primeiro mandou às malvas os chineses recebendo o líder religioso Dalai Lama, aagora nova dama-de-ferro da Europa, a senhora Angela Merkel, chanceler alemã, afirmou que vai estar presente na Cimeira “União Europeia-África” que se realiza em Lisboa, de 8 a 9 de Dezembro próximos, mesmo que Mugabe decida participar como já tem afirmado.
Quem não estiver bem que se mude. para a chanceler a presença de Mugabe não vai alterar o cariz da Cimeira. E se isso acontecesse porque não o fariam, também, alguns outros tão iguais ou...
O novo pragmatismo alemão a encabecear a Europa, ao mesmo tempo que não descura África...

Uganda na via da Paz…

De acordo com o Ministro do Interior ugandês, Ruhakana Rugunda, citado pela Rádio France Internationale, caso o líder rebelde do Exército de Resistência do Senhor (LRA), Joseph Kony, decida entrar no país, e dentro do espírito da reconciliação, não será condenado à morte apesar da pena capital ainda vigorar no Uganda e sobre Kony e alguns dos seus principais seguidores pender um mandado de captura emitido por ordem do Tribunal Penal Internacional. Estão acusados de crimes contra a Humanidade pelo TPI.
Uma medida acertada que se saúda em prole da Paz e da vontade em levar por diante o termo das conversações entre o governo ugandês e os rebeldes do LRA.