05 maio 2012

Eleições na Europa comunitária…


(qual será, amanhã, o balão que estoirará?...)

Amanhã vai ser dia “D” para dois Estados da União Europeia.

Vão ocorrer a segunda volta das presidenciais francesas entre o candidato a suceder a si próprio, o senhor Sarkozy, conservador ou lá o que ele se auto-intitula, e o socialista Hollande.

Vai ser uma disputa entre os situacionismo vigente e liderado pela senhora Merkel, da Alemanha, com o beneplácito do novo “petit Napoléon” e o, parece, “utópico crescimento” de Hollande – esta de prometer empregos aos milhares já me parece ser sina dos socialistas; a primeira vez que o ouvi foi com o português Sócrates!

A segunda eleição, e talvez a mais importante para o futuro da União Europeia e do euro, acontecerá com as legislativas da Grécia.

À partida tudo conjuga que os dois partidos do sistema, que subscreveram o memorando com o grupo UE/BCE/FMI – vulgo troika (à falta de melhor foram buscar uma palavra eslava) –, não conseguirão, qualquer um deles, obter a maioria absoluta para governar; a que se junta o facto do PASOK, socialistas, já ter afirmado – nem tudo o que se diz hoje é verdadeiro amanhã – que não irá governar com a Nova Democracia, conservadora.

Acresce que partidos anti-europeus (ou anti-federalistas, talvez seja mais correcto) da extrema-direita, neo-nazi, e da extrema-esquerda, estão a ver as suas bases, pelo menos a fazer fé nas sondagens ocorridas antes do início da campanha eleitoral – são proibidas durante –, a subir exponencialmente e a colocar em perigo vários aspectos das relações helénico-europeias.

Desde logo se a Grécia sair do Euro ou, mesmo, da União Europeia quais serão as consequências para certas relações financeiras com os seus dois habituais aliados?

Quer a França, quer, e principalmente, a Alemanha têm bancos afundados na Grécia até aos colarinhos.

Uma saída da Grécia do esquema europeu e alguns dos principais bancos franco-germânicos teriam de ser apoiados pelos seus Governos sob pena de se afundarem de vez com as inevitáveis consequências.

E, por arrastamento, toda a economia europeia ficaria em bolandas…

04 maio 2012

A tolerância zero em África?


Devido à questão do Golpe na Guiné-Bissau e a intolerância dos golpistas em aceitarem devolver o poder à classe política eleita (ou deficientemente eleita) por voto popular, leva – levou – a CEDEAO/ECOWAS a um desafio primordial: fazer equivaler o nível das suas decisões “à proclamada tolerância zero” perante situações de alteração da ordem constitucional por via da força.

Na realidade a CEDEAO limita-se a ser um mero reflexo do que se passa com a União Africana (UA).

Onde está a tolerância zero tão apregoada pela UA quando se verifica que o Mali continua sob poder dos golpistas e da secessão do país pelos tuaregues?

Onde está a UA que continua a ver, impávida e serena, o desmembramento da Somália?

O que fez – faz – a UA com a crise do Norte de África, nomeadamente no Egipto, ou na crise sudanesa?

Os africanos começam a estarem fartos de tanta “(in)tolerância zero” mal desbaratada!

03 maio 2012

Somewhere in Africa ... quem agrada e desagrada...



(A coroa e... a corda)

O Instituto Gallup pôs 34 Estados subsaharianos alvo de um inquérito quanto à aprovação da liderança nesses Estados, em 2011.

No estudo publicado no passado dia 25 de Abril, de realçar que o presidente deposto do Mali, Amadou Touré, há 11 anos no poder, mantém uma quota de simpatia bem superior à desaprovação.

Note-se que os oito líderes mais “aprovados” têm todos uma percentagem acima dos 80 pontos e uma rejeição entre os 10% (Pierre Nkurunziza, do Burundi) e os 19% (Ian Khama, do Botswana).

Na lista estão somente dois Estados Lusófonos: Moçambique e… Angola.
Armando Guebuza é o 14º presidente com maior aprovação (68%) contra 31% que quer vê-lo pelas costas.

Já José Eduardo dos Santos consegue… fechar a lista! Segundo o Gallup só alcança 16% de apoio, contra 78% que manifestam desaprovação.

Robert Mugabe, do Zimbabué, há 24 anos no poder, apesar de ter todos contra – pelo menos a comunidade internacional –, não está no último lugar (é 32º) e consegue obter 36% de aprovação contra a oposição de 62% de detratores.

Entre Mugabe e dos Santos está o já “dispensado” Abdoulaye Wade, do Senegal, que só obtinha 30% de aprovação; 70% queriam, como conseguiram, vê-lo fora do poder.

Um facto é realçado pelo Instituto Gallup, o tempo de permanência no poder não influiu na classificação.

Comentário: perante os dados aqui descritos – e que podem ser verificados, na íntegra acedendo ao portal do Gallup – verifica-se que algo não coincide com a propaganda vigente.

Como é que JES apresenta um índice de tal modo baixo quando os seus apoiantes e uma certa comunicação social e alguns dirigentes, ditos credíveis, internacionais afirmam que é a melhor aposta para Angola.

Por outro lado, as sondagens virtuais que se fazem mostram que Eduardo dos Santos será inabalavelmente o candidato maior para se suceder a si próprio.

Perante estes factos, das duas, uma: ou o Instituto Gallup fez mal a sondagem ou… claramente fez mal a sondagem!

É! Pois…

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa





Assim vamos e continuamos a comemorar a Liberdade de Imprensa que, assuma-se e clame-se, não existe na grande totalidade dos Países.

Sejamos honestos! Nem nos países mais livres essa Liberdade existe, há sempre qualquer coisa que impede que certas verdades sejam escamoteadas e certas liberdades postas em causa devido aos superiores interesses de Estado.

Se isto é assim, nos chamados países mais livres, onde a imprensa pode derrubar presidentes e líderes governamentais, como esperam que países, um deles bem próximo de mim, onde só há um jornal diário e oficial, duas empresas de televisão – ambas detidas pelo poder ou por pessoas próximas do poder – e quatro rádios, sendo um oficial, com várias extensões a nível do pais, outra religiosa e uma terceira partidária, mas que só podem emitir na capital e em zona restrita, e a quarta afecta a pessoas próximas do poder e com emissão na capital e numa outra grande cidade do país.

Todavia não podemos esquecer que ainda existem no País alguns semanários que com maior ou menor dificuldade vão sobrevivendo com alguma liberdade, apesar de, na sua grande maioria, ter o seu capital detido por pessoas próximas do poder e do maioritário.

Só que, e isso tenho de reconhecer, alguns deles dão-nos matérias que, de certo, não serão do agrado de quem investiu nas empresas que suportam esses semanários e, apesar da responsabilidade dos artigos de opinião serem de quem escreve, devemos reconhecer que, por vezes, os directores e editores também acabam penalizados.

Todavia, ou talvez por isso, já vi textos meus serem impedidos de publicação por ter linguagem que não agradava ou à administração, ou ao director e, naturalmente, a quem manda. Mas, não deixa de ser surpreendente que também saiba que há que esteja próximo do poder e não deseje que os meus textos sejam impedidos de ver a estampa. Talvez achem, desejem e esperem que quem se estampe seja eu. Naturalmente…

Até lá, vamos esperar que um dia, haja mesmo um verdadeiro Dia de Liberdade de Imprensa.

Porque também só haverá uma efectiva Liberdade de Imprensa quando todos estiverem cientes que a Liberdade de cada um acaba quando começa a Liberdade do outro!

02 maio 2012

Obama e Bin Laden…


(imagem da Internet)

Hoje, há momento, ouvi na RTP o senhor Obama a dizer – ou terá dito – no Afeganistão que conseguiram levar Bin Laden à Justiça; mas então ele não foi morto há cerca de um ano e teria sido “enterrado” no alto mar, cumprindo os preceitos islâmicos?

Em que ficamos?

01 maio 2012

Um 1º Maio diferente...


(imagem de email ximunada de outro sentido)


Eis o que acontece num diferente 1º de Maio, em Portugal, quando se vai a uma grande superfície de consumo; desde que se entra até ao sair...