12 novembro 2017

Dipanda: celebremos o ano 42, apoiemos o ano 43! (artigo)


«Hoje, dia, 11 o País, naturalmente, vai celebrar o 42º aniversário da nossa independência nacional. Vamos dar loas (umas num sentido, outras, as que interessam, noutro), vamos cantar e enaltecer tudo o que de bom aconteceu – esquecendo, naturalmente, nestas alturas, o mal tiver ocorrido.

Normalmente é assim; celebramos o ano que finda e expectamos que o próximo seja melhor. E fazendo fé nas palavras do Presidente João Lourenço, "melhorar o que está bem e corrigir o que está mal" o ano que começa será mesmo muito melhor. Essa é a expectativa.

Mas recordemos o que se passou no ano 42 e que nos leva a celebrar o seu fim. Na realidade, até ao dia 23 de Agosto, a vida nacional foi o habitual: quem era quem, o que fazia quem, por onde andava e se estava doente José Eduardo dos Santos, se haveria ou não eleições, etc.

A partir desta data, tudo parece estar a mudar. Primeiro são as eleições gerais que iriam eleger um novo Presidente, o terceiro em 42 anos de independência, segundo, qual seria a amplitude da vitória do MPLA e como reagiria a posição; terceiro, quem seria o Presidente e como se iria posicionar no plano político e governativo nacional.

Na altura expectei que João Lourenço, teria de fazer reformas e poderia ser um Gorbachev/Gorbachov angolano; quando questionado disse que preferia ser um reformador na linha de Deng Xiao Ping. De uma forma, ou outra, João Lourenço está a criar grandes expectativas para o ano 43 que dia 11 de Novembro irá começar.

E o que aguardamos do ano 43 e seguintes? “Melhorar o que está bem” – e é pouco o que está bem, reconheçamos sem pruridos ou facciosismo político – e “corrigir o que está mal” – e aqui há muito para corrigir e, em alguns casos, limpar de vez o que é impossível de corrigir, tal a perversão que nele se instalou, casos da corrupção, do nepotismo, favorecimentos familiares, da imposição política, do desrespeito de importantes normas constitucionais.

Porque queremos acreditar que João Lourenço, face ao que já está a fazer, irá tentar cumprir esta missão a que se propôs, “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal” e ser um reformador, esperamos que o ano 43 será o primeiro de muitos que Angola irá, realmente, celebrar.»


Publicado no portal do semanário Novo Jornal, em 11 de Novembro de 2017

10 novembro 2017

João Lourenço em Cabinda - análise/entrevista à RFI


«O Presidente de Angola, João Lourenço, defendeu que Cabinda é uma prioridade, mas o novo presidente só vai “até onde lhe for permitido”, na análise de Eugénio Costa Almeida. O invetigador recorda que João Lourenço “é só o vice-presidente do MPLA”, a não ser que faça uma “moçambicanização do sistema político” de Angola

João Lourenço respondeu que Cabinda é uma prioridade, mas para Eugénio Costa Almeida, investigador angolano do Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (CEI-IUL), o novo presidente só vai “até onde lhe for permitido”.


Ler e ouvir, na íntegra, e entrevista concedida hoje, véspera da Dipanda, à jornalista Carina Branco, da RFI em português em: http://pt.rfi.fr/angola/20171110-joao-lourenco-vai-ate-onde-lhe-permitido-em-cabinda 

28 outubro 2017

CIRGL - participação no programa "Causa e o Efeito" da RTP África





Debate na RTP-África, programa "Causa e Efeito", sobre os problemas dos Grandes Lagos, o impacto e a capacidade de e em Angola na região. Além de mim, participaram os professores Mário Pinto de Andrade (analista, deputado e Reitor da Universidade Lusíada de Angola) e Ricardo Sousa, Professor da Universidade Autónoma de Lisboa.

Pode ouvir e rever acedendo ao link do programa 

CIRGL - Entrevista ao Vanguarda sobre os Grandes Lagos




Entrevista concedida ao semanário Vanguarda (Angola) sobre a passagem da presidência rotativa da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, de Angola (teve dois mandatos) para a República do Congo.

Publicada na edição 39, de 20 de Outubro de 2017, página 7; para aceder ao artigo (jornal disponibilizado em Portugal juntamente com o semanário Expresso) pode fazê-lo através daqui.

13 outubro 2017

O primeiro executivo de João Lourenço - os Secretários de Estado

Além da substituição no Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, de António Rodrigues Afonso Paulo por Jesus Faria Maiato, ocorrida no passadio dia 5 de Outubro, devido à não presença do primeiro na tomada de posse dos Ministros, o Presidente João Lourenço designou ontem os Secretários de Estado, num total de 50 elementos, a saber:

1. Gaspar Santos Rufino, Secretário de Estado para a Defesa Nacional;
2. Afonso Carlos Neto, Secretário de Estado para as Infra-estruturas e Indústrias de Defesa;
3. José Bamókina Zau, Secretário de Estado para o Interior;
4. Hermenegildo José Félix, Secretário de Estado para o Asseguramento Técnico;
5. Téte António, Secretário de Estado para as Relações Exteriores;
6. Domingos Custódio Vieira Lopes, Secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas;
7. Aia Eza Nacília Gomes da Silva, Secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público;
8. Vera Esperança dos Santos Daves, Secretária de Estado para as Finanças e Tesouro;
9. Manuel Neto da Costa, para o cargo de Secretário de Estado para o Planeamento;
10. Sérgio de Sousa Mendes dos Santos, Secretário de Estado para a Economia;
11. Laurinda Jacinto Prazeres Monteiro Cardoso, Secretária de Estado para a Administração do Território;
12. Márcio de Jesus Lopes Daniel, Secretário de Estado para a Reforma do Estado;
13. Orlando Fernandes, Secretário de Estado para a Justiça;
14. Ana Celeste Cardoso Januário, Secretária de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania;
15. António Francisco Afonso, Secretário de Estado da Administração Pública;
16. Manuel de Jesus Moreira, Secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social;
17. Clemente Cunjuca, Secretário de Estado para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria;
18. Carlos Alberto Jaime Pinto, Secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária;
19. André de Jesus Moda, Secretário de Estado para as Florestas;
20. Ivan Magalhães do Prado, Secretário de Estado da Indústria;
21. Jânio da Rosa Corrêa Victor, Secretário de Estado para a Geologia e Minas;
22. Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira, Secretário de Estado dos Petróleos;
23. Amadeu de Jesus Alves Leitão Nunes, Secretário de Estado do Comércio;
24. José Guerreiro Alves Primo, Secretário de Estado da Hotelaria e Turismo;
25. Manuel José da Costa Molares D’Abril, Secretário de Estado da Construção;
26. Fernando Malheiros José Carlos, Secretário de Estado das Obras Públicas;
27. Ângela Cristina de Branco Lima Rodrigues Mingas, Secretária de Estado para o Ordenamento do Território;
28. Joaquim Silvestre António, Secretário de Estado para a Habitação;
29. António Fernandes Rodrigues Belsa da Costa, Secretário de Estado para a Energia;
30. Luís Filipe da Silva, Secretário de Estado para as Águas;
31. José Manuel Cerqueira, Secretário de Estado para o Transporte Ferroviário;
32. Mário Miguel Domingues, Secretário de Estado para a Aviação Civil;
33. Joaquim Lourenço Manuel, Secretário de Estado do Ambiente;
34. Carlos Filomeno de Martinó dos Santos Cordeiro, Secretário de Estado das Pescas;
35. Mário Augusto da Silva Oliveira, Secretário de Estado para as Telecomunicações;
36. Manuel Gomes da Conceição Homem, Secretário de Estado para as Tecnologias de Informação;
37. Eugénio Adolfo Alves da Silva, Secretário de Estado para o Ensino Superior;
38. Domingos da Silva Neto, Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação;
39. Celso Domingos José Malavoloneke, Secretário de Estado para a Comunicação Social;
40. José Manuel Vieira Dias da Cunha, Secretário de Estado para a Saúde Pública;
41. Valentim Altino de Chantal Matias, Secretário de Estado para a Área Hospitalar;
42. Joaquim Felizardo Alfredo Cabral, Secretário de Estado para o Ensino Pré-Escolar e Geral;
43. Jesus Joaquim Baptista, Secretário de Estado para o Ensino Técnico-Profissional;
44. Maria da Piedade de Jesus, Secretária de Estado da Cultura;
45. João Domingos Silva Constantino, Secretário de Estado para as Indústrias Criativas;
46. Lúcio Gonçalves do Amaral, Secretário de Estado para a Acção Social;
47. Ruth Madalena Mixinge, Secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher;
48. Carlos Domingues Bendinha de Almeida, Secretário de Estado para os Desportos;
49. Guilhermina Fundanga Manuel Mayer Alcaim, Secretária de Estado para a Juventude;
50. António Fernando Neto da Costa, Secretário Adjunto do Conselho de Ministros.
(com a devida vénia ao Africa Monitor)