Introdução: o renascer no Luena
O dia 4 de Abril de 2002 não foi apenas uma data no calendário civil da República de Angola; foi, pode-se dizer, o marco zero da modernidade Angolana.
Quando os generais das Forças Armadas Angolanas (General Armando da Cruz Neto (1949-), à época Chefe do Estado-Maior General das FAA) e da UNITA (General Abreu Muengo Ukwachitembo “Kamorteiro” (1959-2022), na altura Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Libertação de Angola – FALA) assinaram o «Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka», na cidade do Luena (província do Moxico) (ou Acordo de Paz de Luena), o País não estava apenas a encerrar um dos conflitos mais longos e fratricidas do continente africano. Estava, na verdade, a assinar um pacto de sobrevivência e de reencontro nacional.
Hoje, ao celebrarmos, em 2026, os 24 anos de Paz Definitiva, procuramos entrar na plena “maioridade” de uma estabilidade que muitos observadores internacionais julgavam impossível de alcançar sem uma forte tutela externa. Esta é a celebração de um País que aprendeu, com dor e resiliência, que o som da artilharia deve ser substituído pelo debate de ideias, e que transformou as trincheiras em alicerces para novas cidades. Angola é hoje um testemunho vivo de que a reconciliação é um acto de vontade política e de amor à Pátria.
Continuar a ler em Notícias Lusófonas (publicado em 3-Abril-2026)
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