23 junho 2021

“O Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução” - Debate (Webinar)


«O problema da territorialidade de Cabinda e que solução»

por: Eugénio Costa Almeida

Texto apresentado no Debate (Webinar) “O Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução”, ocorrido em 19 de Junho de 2021, através da plataforma Facebook, pelas 18 horas (Luanda e Lisboa).

Organizador e moderador: Makosu Sita

Oradores/Palestrantes: Eduardo Muindo (UCI); Henrique Malonda (ADCDH); Eugénio Costa Almeida (Investigador do CEI-IUL e CINAMIL)

 

Resumo:

Apresentação do meu texto no Debate (Webinar) «Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução», onde é proposta como solução para o problema da estra-territorialidade do território (ou província) de Cabinda, no seio da República de Angola, uma revisão do seu actual estatuto político-administrativo. Nesta mesma apresentação abordo, sinteticamente, as diferentes condicionantes que levaram o território de Cabinda ao actual estatuto.

Palavras-chave: Angola, Cabinda, Conflito, Estatuto, Exclave, Enclave.

 
Abstract:

Presentation of my text in the Debate (Webinar) «Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução (Political-Military Conflict in Cabinda, Ways of Resolution)», which is proposed as a solution to the problem of the stra-territoriality of the territory (or province) of Cabinda, within the Republic of Angola, a review of its current political-administrative status. In the same presentation I briefly refer to the different conditions that led the territory of Cabinda to its status as a province of the Republic of Angola.

Keywords: Angola, Cabinda, Conflict, Statute, Exclave, Enclave.



[i] Apresentado no Debate (Webinar) “O Conflito Político-militar em Cabinda, vias de resolução”, ocorrido em 19 de Junho de 2021, através da plataforma Facebook, pelas 18 horas (Luanda e Lisboa).

16 junho 2021

Angola, mais que aviões, precisa de navios!

Segundo o portal/site do semanário Novo Jornal, Angola vai comprar «material militar à china no valor de 85 milhões de dólares com o objectvo de "reforçar o controlo do espaço aéreo e terrestre para salvaguardar os objectivos estratégicos nacionais"».

Para quê mais material terrestre e aéreo?

O que precisamos de reforçar – adquirir – é material naval para defesa das nossas costas, da ZEE e da nossa Plataforma Continental.

Se analisarmos a infografia do "The Military Balance 2021", por exemplo, teremos muito material aéreo (entre caças, bombardeiros e helicópteros de ataque, estaremos entre os cerca de 150 aparelhos); e ainda recentemente comprámos e recebemos aviões de combate russos SU-30K...

De acordo com este respeitável manual de assuntos militares da IISS em 2020 teríamos cerca de 1 milhar de veículos blindado (incluindo, tanques: 9 ASLT – de origem chinesa –, e cerca de 300 MBT, sendo que é certo que a quase totalidade de origem soviética e russa).

E vamos gastar logo 85 milhões de USD em compras à China. Vamos pagar como? Com petróleo, se a China já tem largo excedente pelo que tem vindo a diminuir ou mesmo suspender a compra de crude?

Este valor é para novos ou para pagar os que já, em 2020, comprámos e recebemos «seis aviões de ataque e treino (K-SW) fabricados conjuntamente pela China e Paquistão» e confirmado pela publicação "Chinese Military Aviation" que indica sermos «um“cliente” na compra destes aviões [e que] que 12 aviões foram comprados»?

Pelo artigo do Novo Jornal, tudo sugere que será novos materiais militares, na linha do que já teria sido ponderado em outras ocasiões que o Novo Jornal lá indica…

Mas não tinha havido um acordo com a Rússia, creio que em 2019, para a construção em Angola de uma fábrica de material de militar, incluindo, aviões.

Aceitará Moscovo esta duplicidade entre Angola, China e Rússia no que tange à compra de material militar?

Quererá Angola ser uma plataforma de espionagem militar? E não será só entre Moscovo e Beijing, mas também com a presença de "olheiros" de potências ocidentais que já se prontificaram a vender material militar a Angola?

E, ainda no que diz respeito à Rússia e à eventual construção de fábrica de material militar. Não estava esta associada ao perdão da dívida de Angola à antiga URSS, como recorda uma análise do portal/site da “DW, português para África”, quando recorda que em «1996, a Rússia perdoou 70% da dívida de 5 mil milhões de dólares de Angola, resultado principalmente de vários créditos à exportação que a URSS havia concedido para a compra de armas e equipamentos militares soviéticos»?

Ficam estas reflexões para ponderarem…